{"id":5093,"date":"2022-05-17T06:22:46","date_gmt":"2022-05-17T05:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5093"},"modified":"2022-05-17T06:22:47","modified_gmt":"2022-05-17T05:22:47","slug":"observada-uma-explosao-numa-ana-branca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/17\/observada-uma-explosao-numa-ana-branca\/","title":{"rendered":"Observada uma explos\u00e3o numa an\u00e3 branca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando estrelas como o nosso Sol utilizam todo o seu combust\u00edvel, encolhem para formar an\u00e3s brancas. Por vezes, essas estrelas mortas voltam \u00e0 vida numa explos\u00e3o superquente e produzem uma bola de fogo de raios-X. Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios institutos alem\u00e3es p\u00f4de agora observar pela primeira vez uma tal explos\u00e3o de raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi, at\u00e9 certo ponto, uma feliz coincid\u00eancia,&#8221; explica Ole K\u00f6nig do Instituto Astron\u00f3mico da Universidade de Erlangen-Nuremberga no observat\u00f3rio Dr. Karl Remeis em Bamberg, que publicou um artigo sobre esta observa\u00e7\u00e3o na reputada revista Nature, juntamente com o professor Dr. J\u00f6rn Wilms e uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre, da Universidade de Tubinga, da Universidade Polit\u00e9cnica da Catalunha em Barcelona e do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam. &#8220;Estes flashes de raios-X duram apenas algumas horas e s\u00e3o quase imposs\u00edveis de prever; e o instrumento de observa\u00e7\u00e3o tem que estar apontado diretamente para a explos\u00e3o na altura certa,&#8221; explica o astrof\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5094\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/0bA37kPm_o.jpg 1171w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma bola de fogo de raios-X numa estrela an\u00e3 branca.<br>Cr\u00e9dito: Colabora\u00e7\u00e3o eROSITA\/Annika Kreikenbohm<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O instrumento neste caso \u00e9 o telesc\u00f3pio de raios-X eROSITA, que se encontra atualmente a um milh\u00e3o e meio de quil\u00f3metros da Terra e tem vindo a vigiar o c\u00e9u em busca de raios-X suaves desde 2019. No dia 7 de julho de 2020 mediu fortes raios-X numa \u00e1rea do c\u00e9u que tinha sido completamente inconsp\u00edcua quatro horas antes. Quando o telesc\u00f3pio de raios-X examinou a mesma posi\u00e7\u00e3o no c\u00e9u quatro horas mais tarde, a radia\u00e7\u00e3o tinha desaparecido. Deduz-se que o flash de raios-X que anteriormente tinha sobre-exposto o centro do detetor deve ter durado menos de oito horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Explos\u00f5es de raios-X como esta foram previstas pela investiga\u00e7\u00e3o te\u00f3rica h\u00e1 mais de 30 anos, mas nunca tinham sido observadas diretamente at\u00e9 agora. Estas bolas de fogo de raios-X ocorrem na superf\u00edcie de estrelas que eram originalmente compar\u00e1veis em tamanho ao Sol antes de utilizarem a maior parte do seu combust\u00edvel feito de hidrog\u00e9nio e mais tarde h\u00e9lio no interior dos seus n\u00facleos. Estes corpos estelares encolhem at\u00e9 que permane\u00e7am &#8220;an\u00e3s brancas&#8221;, que s\u00e3o semelhantes \u00e0 Terra em tamanho, mas cont\u00eam uma massa que pode ser semelhante \u00e0 do nosso Sol. &#8220;Uma forma de imaginar estas propor\u00e7\u00f5es \u00e9 pensar que o Sol tem o mesmo tamanho de uma ma\u00e7\u00e3, o que significa que a Terra teria o mesmo tamanho que uma cabe\u00e7a de alfinete orbitando \u00e0 volta da ma\u00e7\u00e3 a uma dist\u00e2ncia de 10 metros,&#8221; explica J\u00f6rn Wilms.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas chamadas &#8216;novas&#8217; s\u00e3o muito comuns, mas a sua dete\u00e7\u00e3o durante os primeiros momentos em que a maior parte da emiss\u00e3o de raios-X \u00e9 produzida \u00e9 realmente dif\u00edcil,&#8221; acrescenta o Dr. Victor Doroshenko da Universidade de Tubinga. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 a curta dura\u00e7\u00e3o de um flash \u00e9 um desafio, mas tamb\u00e9m o facto do espectro de raios-X emitidos ser muito suave. Os raios-X suaves n\u00e3o s\u00e3o muito energ\u00e9ticos e s\u00e3o facilmente absorvidos pelo meio interestelar, pelo que n\u00e3o podemos ver muito longe nesta banda, o que limita o n\u00famero de objetos observ\u00e1veis, seja uma nova ou uma estrela vulgar. Os telesc\u00f3pios s\u00e3o normalmente concebidos para serem mais eficazes em raios-X mais duros, onde a absor\u00e7\u00e3o \u00e9 menos importante e essa \u00e9 exatamente a raz\u00e3o pela qual perderiam um evento como este!&#8221;, conclui Victor Doroshenko.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os corpos estelares assemelham-se a pedras preciosas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, se encolh\u00eassemos uma ma\u00e7\u00e3 ao tamanho de uma cabe\u00e7a de alfinete, esta part\u00edcula min\u00fascula reteria a massa comparativamente grande da ma\u00e7\u00e3. &#8220;Uma colher de ch\u00e1 de mat\u00e9ria do interior de uma an\u00e3 branca tem facilmente a mesma massa que um grande cami\u00e3o,&#8221; continua J\u00f6rn Wilms. Uma vez que estas estrelas queimadas s\u00e3o principalmente constitu\u00eddas por oxig\u00e9nio e carbono, podemos compar\u00e1-las com diamantes gigantescos que t\u00eam o mesmo tamanho que a Terra flutuando no espa\u00e7o. Estes objetos sob a forma de pedras preciosas s\u00e3o t\u00e3o quentes que brilham de branco. Contudo, a radia\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o fraca que \u00e9 dif\u00edcil de detetar da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A menos que a an\u00e3 branca seja acompanhada por uma estrela que ainda esteja a arder, ou seja, ainda &#8220;viva&#8221;, e quando a enorme a atra\u00e7\u00e3o gravitacional da an\u00e3 branca retira hidrog\u00e9nio da casca de material dessa estrela que a acompanha. &#8220;Com o tempo, este hidrog\u00e9nio pode recolher-se para formar uma camada de apenas alguns metros de espessura na superf\u00edcie da an\u00e3 branca,&#8221; explica o astrof\u00edsico J\u00f6rn Wilms. Nesta camada, a enorme for\u00e7a gravitacional gera uma enorme press\u00e3o que \u00e9 t\u00e3o grande que faz com que a estrela se reacenda. Numa rea\u00e7\u00e3o em cadeia, em breve ocorre uma explos\u00e3o durante a qual a camada de hidrog\u00e9nio \u00e9 expelida. Os raios-X de uma explos\u00e3o como esta \u00e9 o que atingiu os detetores do eROSITA no dia 7 de julho de 2020, produzindo uma imagem sobre-exposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A origem f\u00edsica da emiss\u00e3o de raios-X que vem das atmosferas das an\u00e3s brancas \u00e9 relativamente bem compreendida e podemos modelar os seus espectros a partir dos primeiros princ\u00edpios e em requintados detalhes. A compara\u00e7\u00e3o de modelos com observa\u00e7\u00f5es permite depois aprender propriedades b\u00e1sicas destes objetos, como a massa, o tamanho ou a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica,&#8221; explica o Dr. Valery Suleimanov da Universidade de Tubinga. &#8220;O problema neste caso em particular foi, contudo, que ap\u00f3s 30 anos sem fot\u00f5es, de repente tivemos demasiados, o que distorceu a resposta espectral do eROSITA, que foi concebido para detetar milh\u00f5es de objetos muito fracos em vez de um, mas muito brilhante,&#8221; acrescenta Victor Doroshenko.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Usando os c\u00e1lculos do modelo, que elabor\u00e1mos originalmente enquanto apoi\u00e1vamos o desenvolvimento do instrumento de raios-X, fomos capazes de analisar a imagem sobre-exposta com mais detalhe durante um processo complexo para obter uma vis\u00e3o dos bastidores de uma explos\u00e3o de uma an\u00e3 branca,&#8221; explica J\u00f6rn Wilms.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os resultados, a an\u00e3 branca tem mais ou menos a massa do nosso Sol e \u00e9, portanto, relativamente grande. A explos\u00e3o gerou uma bola de fogo com uma temperatura de aproximadamente 327.000\u00ba C, tornando-se cerca de sessenta vezes mais quente do que o Sol. &#8220;Estes par\u00e2metros foram obtidos atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o de modelos de radia\u00e7\u00e3o de raios-X com os modelos de radia\u00e7\u00e3o emitida pelas an\u00e3s brancas muito quentes criados em Tubinga por Valery Suleimanov e Victor Doroshenko, e uma an\u00e1lise muito profunda da resposta do instrumento num regime muito fora das especifica\u00e7\u00f5es realizada na Universidade de Erlangen-Nuremberga e no Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre. Penso que ilustra muito bem a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o na ci\u00eancia moderna e a vasta gama de conhecimentos dentro do cons\u00f3rcio alem\u00e3o eROSITA,&#8221; acrescenta o prof. Dr. Klaus Werner da Universidade de Tubinga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que estas novas ficam sem combust\u00edvel muito rapidamente, arrefecem rapidamente e os raios-X tornam-se mais fracos at\u00e9 que eventualmente se tornam luz vis\u00edvel, que atingiu a Terra meio dia ap\u00f3s a dete\u00e7\u00e3o do eROSITA e foi observada por telesc\u00f3pios \u00f3ticos. &#8220;Apareceu ent\u00e3o uma estrela aparentemente brilhante, que era na realidade a luz vis\u00edvel da explos\u00e3o e t\u00e3o brilhante que podia ser vista no c\u00e9u noturno a olho nu,&#8221; explica Ole K\u00f6nig. Aparentemente, estrelas como esta foram observadas no passado e foram chamadas &#8220;nova stella&#8221; ou &#8220;estrela nova&#8221; por causa do seu aparecimento inesperado. Uma vez que estas novas s\u00f3 s\u00e3o vis\u00edveis ap\u00f3s o flash de raios-X, \u00e9 muito dif\u00edcil prever tais surtos e \u00e9 principalmente por acaso que atingem os detetores de raios-X. &#8220;Tivemos muita sorte,&#8221; conclui Ole K\u00f6nig.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/uni-tuebingen.de\/en\/university\/news-and-publications\/press-releases\/press-releases\/article\/explosion-on-a-white-dwarf-observed\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Tubinga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpe.mpg.de\/7872894\/news20220512\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/x-ray-fireball-of-a-nova\/\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04635-y\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>eROSITA:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mpe.mpg.de\/eROSITA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/EROSITA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando estrelas como o nosso Sol utilizam todo o seu combust\u00edvel, encolhem para formar an\u00e3s brancas. Por vezes, essas estrelas mortas voltam \u00e0 vida numa explos\u00e3o superquente e produzem uma bola de fogo de raios-X. Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios institutos alem\u00e3es p\u00f4de agora observar pela primeira vez uma tal explos\u00e3o de raios-X. &#8220;Foi, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5094,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[310,749,677],"class_list":["post-5093","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-anas-brancas","tag-erosita","tag-nova-ana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5093"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5095,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5093\/revisions\/5095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}