{"id":5091,"date":"2022-05-17T06:19:52","date_gmt":"2022-05-17T05:19:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5091"},"modified":"2022-05-17T06:19:53","modified_gmt":"2022-05-17T05:19:53","slug":"fazendo-sentido-do-que-nao-faz-sentido-os-buracos-negros-e-a-biblioteca-de-simulacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/17\/fazendo-sentido-do-que-nao-faz-sentido-os-buracos-negros-e-a-biblioteca-de-simulacoes\/","title":{"rendered":"Fazendo sentido do que n\u00e3o faz sentido: os buracos negros e a biblioteca de simula\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>A Colabora\u00e7\u00e3o internacional EHT (Event Horizon Telescope) obteve uma segunda imagem de um buraco negro &#8211; desta vez no centro da nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Mas para dar significado \u00e0 imagem, a colabora\u00e7\u00e3o teve de a comparar com simula\u00e7\u00f5es do buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de mobilizar mais de 300 cientistas e engenheiros para estabelecer uma rede de telesc\u00f3pios sincronizados que formam um telesc\u00f3pio virtual do tamanho da Terra, a Colabora\u00e7\u00e3o internacional EHT capturou as primeiras imagens de sempre de buracos negros supermassivos. A primeira imagem, do buraco negro no centro da gal\u00e1xia Messier 87, foi divulgada em 2019. A imagem mais recente, anunciada na passada quinta-feira, mostra o buraco negro no centro da nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, chamado Sagit\u00e1rio A*.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5086\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/eso2208-eht-mwa-2048x2048.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Esta \u00e9 a primeira imagem de Sgr A*, o buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Gal\u00e1xia. Trata-se da primeira evid\u00eancia visual direta da presen\u00e7a deste buraco negro e foi capturada pelo EHT (Event Horizon Telescope), uma rede que liga entre si oito observat\u00f3rios r\u00e1dio existentes em todo o planeta, para formar um \u00fanico telesc\u00f3pio virtual do &#8220;tamanho da Terra&#8221;. O nome do telesc\u00f3pio vem do horizonte de eventos (em ingl\u00eas, &#8220;event horizon&#8221;), a fronteira dum buraco negro a partir da qual nem mesmo a luz consegue escapar.\nApesar de n\u00e3o vermos o horizonte de eventos propriamente dito, j\u00e1 que este n\u00e3o emite luz, o g\u00e1s resplandecente que orbita o buraco negro revela-nos uma assinatura inconfund\u00edvel: uma regi\u00e3o central escura (chamada sombra) rodeada por uma estrutura anular brilhante. Esta nova imagem captura a luz que se curva sob a enorme for\u00e7a da gravidade do buraco negro, o qual \u00e9 cerca de quatro milh\u00f5es de vezes mais massivo que o nosso Sol. A imagem do buraco negro Sgr A* \u00e9 uma m\u00e9dia das v\u00e1rias imagens diferentes extra\u00eddas pela Colabora\u00e7\u00e3o EHT das suas observa\u00e7\u00f5es de 2017.\nPara al\u00e9m de outras infraestruturas, a rede EHT de observat\u00f3rios r\u00e1dio que tornou poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o desta imagem inclui o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e o APEX (Atacama Pathfinder EXperiment), ambos instalados no deserto do Atacama no Chile, copertencentes e co-operados pelo ESO em prol dos seus Estados Membros na Europa.\nCr\u00e9dito: Colabora\u00e7\u00e3o EHT<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas o que acontece depois destas imagens serem capturadas?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A obten\u00e7\u00e3o de uma imagem \u00e9 apenas o come\u00e7o. Para compreender realmente o objeto que estamos a observar, tivemos de o comparar com simula\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Chi-Kwan &#8220;CK&#8221; Chan, professor associado de investiga\u00e7\u00e3o no Observat\u00f3rio Steward, da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Arizona. Chan \u00e9 o secret\u00e1rio do conselho cient\u00edfico do EHT e investigador s\u00e9nior do projeto internacional BH PIRE (Black Hole Partnerships for International Research and Education), que trabalha no desenvolvimento de infraestruturas para dar in\u00edcio a projetos astron\u00f3micos como o EHT na era da ci\u00eancia de dados gigantescos.<\/p>\n\n\n\n<p>Chan \u00e9 tamb\u00e9m um l\u00edder dos esfor\u00e7os de modela\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e interpreta\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o EHT para Sagit\u00e1rio A*, o tema da foto mais recente e de uma s\u00e9rie de artigos cient\u00edficos publicados pela Colabora\u00e7\u00e3o EHT na revista The Astrophysical Journal Letters. Coordenou o quinto artigo, que se centra na cria\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00f5es do buraco negro e na sua transforma\u00e7\u00e3o em imagens sint\u00e9ticas que podem ser comparadas com observa\u00e7\u00f5es reais para nos ensinar algo novo sobre o buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado deste processo, os cientistas do EHT determinaram que Sagit\u00e1rio A* est\u00e1 provavelmente a girar e que tem um campo magn\u00e9tico ligeiramente mais forte do que um \u00edman de frigor\u00edfico, que \u00e9 suficiente para empurrar para longe o g\u00e1s pr\u00f3ximo. O g\u00e1s que cai no buraco negro forma um disco que, da Terra, parece ser visto de face e n\u00e3o de lado. Este disco de brilho difuso \u00e9 constitu\u00eddo por g\u00e1s superaquecido, ou plasma, e part\u00edculas carregadas. Os eletr\u00f5es s\u00e3o 100 vezes mais frios do que os i\u00f5es no plasma e o disco gira na mesma dire\u00e7\u00e3o que o buraco negro. Al\u00e9m disso, apenas uma parte deste material cai no buraco negro. Se Sgr A* fosse uma pessoa, consumiria um \u00fanico gr\u00e3o de arroz a cada milh\u00e3o de anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Encontrando significado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Universidade do Arizona, juntamente com a Universidade de Illinois e a Universidade de Harvard, lideraram o esfor\u00e7o para criar a maior cole\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00f5es at\u00e9 \u00e0 data, a que a Colabora\u00e7\u00e3o EHT chama a biblioteca de simula\u00e7\u00e3o. Esta biblioteca \u00e9 constitu\u00edda por milhares de conjuntos de dados &#8211; contendo informa\u00e7\u00f5es sobre como o plasma interage com os campos magn\u00e9ticos em torno de buracos negros &#8211; e milh\u00f5es de imagens simuladas. Cada simula\u00e7\u00e3o assume algo diferente sobre as propriedades e caracter\u00edsticas do buraco negro e do seu ambiente circundante.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas do EHT podem comparar cada imagem simulada com a imagem real do buraco negro para encontrar uma correspond\u00eancia. A simula\u00e7\u00e3o que cria o instant\u00e2neo com a correspond\u00eancia mais pr\u00f3xima pode ensinar-nos algo sobre o buraco negro real, incluindo a temperatura do plasma e a for\u00e7a do seu campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de simula\u00e7\u00e3o envolve a utiliza\u00e7\u00e3o de supercomputadores para resolver o que se chama de equa\u00e7\u00f5es magneto-hidrodin\u00e2micas relativistas gerais (ou MHDRG), que revelam o movimento de material e energia em torno de buracos negros dentro de um espa\u00e7o e tempo dramaticamente deformados. As simula\u00e7\u00f5es MHDRG s\u00e3o semelhantes \u00e0s simula\u00e7\u00f5es usadas para compreender como o ar flui em torno de naves espaciais, disse Chan, mas as simula\u00e7\u00f5es MHDRG tamb\u00e9m influenciam as for\u00e7as extremas da gravidade como descrito pela teoria da relatividade geral de Einstein e a intera\u00e7\u00e3o entre os campos magn\u00e9ticos e o plasma.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/1d\/6VD7vQLR_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/1d\/6VD7vQLR_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Uma vista entre duas filas de servidores Frontera no\u00a0TACC (Texas Advanced Computing Center), onde Chi-Kwan &#8220;C.K.&#8221; Chan da Universidade do Arizona \u00e9 o investigador principal.<br>Cr\u00e9dito: TACC<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de equa\u00e7\u00f5es mais simples, que podem ser resolvidas com l\u00e1pis, papel e tempo, as equa\u00e7\u00f5es MHDRG s\u00e3o muito mais complexas, pois s\u00e3o respons\u00e1veis pelo feedback constante entre os campos magn\u00e9ticos e o plasma, resultando numa equa\u00e7\u00e3o em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para criar a biblioteca de simula\u00e7\u00f5es, a Colabora\u00e7\u00e3o EHT precisou de 80 milh\u00f5es de horas de tempo de CPU, tempo de processamento, o que equivale a correr 2000 computadores port\u00e1teis \u00e0 velocidade m\u00e1xima durante um ano inteiro. A colabora\u00e7\u00e3o efetuou os c\u00e1lculos para criar a biblioteca com o supercomputador Frontera no TACC (Texas Advanced Computing Center), financiado pela NSF (National Science Foundation), onde Chan \u00e9 o principal investigador na aloca\u00e7\u00e3o de parcerias a grande escala. Com este recurso, a equipa p\u00f4de terminar a biblioteca de simula\u00e7\u00f5es em dois meses.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para comparar simula\u00e7\u00f5es como esta com observa\u00e7\u00f5es EHT, precisamos de fazer c\u00e1lculos adicionais para traduzir os dados MHDRG tamb\u00e9m em imagens,&#8221; disse Chan. &#8220;Estes tipos de c\u00e1lculos s\u00e3o chamados de tra\u00e7ado de raios relativista geral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O EHT foi concebido para detetar um comprimento de onda espec\u00edfico &#8211; 1,3 mil\u00edmetros &#8211; no r\u00e1dio a partir do buraco negro no Centro Gal\u00e1ctico. Para simular estas ondas de r\u00e1dio e criar imagens, os cientistas tra\u00e7am o caminho que a luz percorreu de volta ao buraco negro, mais uma vez utilizando supercomputadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Chan liderou grande parte dos esfor\u00e7os de c\u00e1lculo do tra\u00e7ado de raios para Sagit\u00e1rio A* atrav\u00e9s do CyVerse, uma ciberinfraestrutura nacional com sede na Universidade do Arizona, e do Open Science Grid da NSF, um cons\u00f3rcio para o c\u00e1lculo de grandes quantidades de dados. A equipa da Universidade do Arizona n\u00e3o s\u00f3 liderou o esfor\u00e7o para adquirir os recursos computacionais para executar estas simula\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m criou o software que facilitou os c\u00e1lculos.<\/p>\n\n\n\n<p>O produto final s\u00e3o muitas anima\u00e7\u00f5es e imagens simuladas de um buraco negro produzidas por diferentes suposi\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica subjacente. A equipa compara ent\u00e3o essas anima\u00e7\u00f5es e imagens com buracos negros reais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/7AbG6Zp.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/7AbG6Zp.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A Colabora\u00e7\u00e3o EHT criou muitas poss\u00edveis imagens de Sagit\u00e1rio A* utilizando tra\u00e7ado de raios, uma t\u00e9cnica que prev\u00ea o aspeto dos buracos negros com base na Teoria da Relatividade Geral de Einstein. As imagens aqui mostradas foram criadas por Chi-kwan Chan, da Universidade do Arizona, no CyVerse e no Open Science Grid e visualizadas por Ben Prather da Universidade de Illinois, como parte de uma maior biblioteca de simula\u00e7\u00e3o organizada pelo Grupo de Trabalho Te\u00f3rico do EHT.<br>Cr\u00e9dito: Colabora\u00e7\u00e3o EHT<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Mais para aprender<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os estudantes da Universidade do Arizona desempenharam um papel importante em tornar a compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Yuan Jea Hew, rec\u00e9m-graduado que estudou astronomia, e Anthony Hsu, estudante no segundo ano de inform\u00e1tica e matem\u00e1tica aplicada, desenvolveram algoritmos de an\u00e1lise de dados para tornar a compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o baseou-se em 11 testes diferentes que as simula\u00e7\u00f5es do buraco negro tiveram de passar a fim de corresponder suficientemente ao buraco negro real.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 not\u00e1vel que compreendemos Sagit\u00e1rio A* t\u00e3o bem que temos alguns modelos aprovados em 10 dos 11 testes,&#8221; disse Chan.<\/p>\n\n\n\n<p>Os testes consideraram vari\u00e1veis como o brilho de certos comprimentos de onda, o tamanho da imagem e o tamanho e largura do anel incandescente que rodeia o buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No entanto, nenhum modelo passou nos 11 testes,&#8221; disse Chan. O teste que os modelos tiveram mais dificuldade em vencer foi o da variabilidade, que mede quanto o buraco negro muda de momento para momento. As simula\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais vari\u00e1veis do que o verdadeiro Sagit\u00e1rio A*.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o importa quanto tempo corramos as simula\u00e7\u00f5es para as deixar &#8216;assentar&#8217;, a maioria das simula\u00e7\u00f5es ainda falhou nesse teste,&#8221; disse Chan. &#8220;N\u00e3o correspondem bem \u00e0 realidade, mas penso que isto \u00e9 mais excitante do que se tudo simplesmente funcionasse. Agora, podemos aprender alguma nova f\u00edsica e compreender melhor o nosso pr\u00f3prio buraco negro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores da Universidade do Arizona que trabalham para compreender os buracos negros t\u00eam vindo a enfrentar este desafio h\u00e1 d\u00e9cadas e fizeram parte dos grupos de investiga\u00e7\u00e3o que identificaram o buraco negro no centro da Via L\u00e1ctea e o do centro da gal\u00e1xia Messier 87 como alvos ideais de estudo. A universidade tamb\u00e9m contribuiu com dois dos oitos telesc\u00f3pios da rede EHT usados para criar estas imagens &#8211; o SMT (Submillimeter Telescope) no Monte Graham, no estado norte-americano do Arizona, e o SPT (South Pole Telescope) na Ant\u00e1rtida. Em 2019, a Universidade do Arizona tamb\u00e9m adicionou o telesc\u00f3pio de 12 metros em Kitt Peak, igualmente no Arizona, \u00e0 rede global.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/making-sense-nonsensical-black-holes-and-simulation-library\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EHT (Event Horizon Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eventhorizontelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Event_Horizon_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto internacional BH PIRE ((Black Hole Partnerships for International Research and Education):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/bhpire.arizona.edu\/pire\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal (Universidade do Arizona)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supercomputador Frontera:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/frontera-portal.tacc.utexas.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TACC<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CyVerse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cyverse.org\/cyverse-at-uarizona\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tra\u00e7ado de raios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ray_tracing_(physics)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Colabora\u00e7\u00e3o internacional EHT (Event Horizon Telescope) obteve uma segunda imagem de um buraco negro &#8211; desta vez no centro da nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. 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