{"id":5073,"date":"2022-05-10T06:28:04","date_gmt":"2022-05-10T05:28:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5073"},"modified":"2022-05-10T06:28:05","modified_gmt":"2022-05-10T05:28:05","slug":"astronomos-observam-uma-potencial-inversao-magnetica-em-torno-de-buraco-negro-supermassivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/10\/astronomos-observam-uma-potencial-inversao-magnetica-em-torno-de-buraco-negro-supermassivo\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos observam uma potencial invers\u00e3o magn\u00e9tica em torno de buraco negro supermassivo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"315\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o-1024x315.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5074\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o-1024x315.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o-300x92.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o-768x236.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o-1536x473.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/udcgGCux_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o disco de acre\u00e7\u00e3o, a coroa (redemoinhos p\u00e1lidos e c\u00f3nicos acima do disco) e o buraco negro supermassivo da gal\u00e1xia activa 1ES 1927+654 antes da sua recente erup\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Universidade Estatal de Sonoma, Aurore Simonnet<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explos\u00e3o rara e enigm\u00e1tica de uma gal\u00e1xia a 236 milh\u00f5es de anos-luz pode ter sido desencadeada por uma invers\u00e3o magn\u00e9tica, uma invers\u00e3o espont\u00e2nea do campo magn\u00e9tico que rodeia o seu buraco negro central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo abrangente, uma equipa cient\u00edfica internacional associa as caracter\u00edsticas invulgares da erup\u00e7\u00e3o a altera\u00e7\u00f5es no ambiente do buraco negro que provavelmente seriam desencadeadas por uma tal invers\u00e3o magn\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mudan\u00e7as r\u00e1pidas na luz vis\u00edvel e ultravioleta foram observadas em algumas dezenas de gal\u00e1xias semelhantes a esta,&#8221; disse Sibasish Laha, cientista investigador da Universidade de Maryland, Condado de Baltimore e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no mesmo estado norte-americano. &#8220;Mas este evento marca a primeira vez que vimos os raios-X a desaparecerem completamente enquanto os outros comprimentos de onda aumentaram de brilho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo que descreve os achados, liderado por Laha, foi aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o analisou observa\u00e7\u00f5es novas e de arquivo em todo o espectro. O observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA e o XMM-Newton da ESA forneceram medi\u00e7\u00f5es de raios UV e raios-X. As observa\u00e7\u00f5es no vis\u00edvel vieram do TNG (Telescopio Nazionale Galileo) de 3,6 metros e do GTC (Gran Telescopio Canarias) de 10,4 metros, ambos localizados na ilha de La Palma, Ilhas Can\u00e1rias, Espanha. As medi\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio foram adquiridas pelo VLBA (Very Long Baseline Array), uma rede de 10 radiotelesc\u00f3pios localizados nos Estados Universo; pelo VLA (Very Large Array) no estado do Novo M\u00e9xico; e pela Rede Europeia VLBI (Very Long Baseline Interferometry).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio de mar\u00e7o de 2018, o levantamento ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae) alertou os astr\u00f3nomos de que uma gal\u00e1xia chamada 1ES 1927+654 tinha aumentado de brilho quase 100 vezes no vis\u00edvel. Uma pesquisa por dete\u00e7\u00f5es anteriores, pelo ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) da NASA, mostrou que a erup\u00e7\u00e3o tinha come\u00e7ado meses antes, no final de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Swift examinou pela primeira a gal\u00e1xia, em maio de 2018, a sua emiss\u00e3o ultravioleta era 12 vezes maior, mas decrescia constantemente, indicando um pico anterior n\u00e3o observado. Depois, em junho, a emiss\u00e3o de raios-X mais energ\u00e9ticos da gal\u00e1xia desapareceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi muito emocionante mergulhar no estranho epis\u00f3dio explosivo desta gal\u00e1xia e tentar compreender os poss\u00edveis processos f\u00edsicos em a\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Jos\u00e9 Acosta-Pulido, coautor no IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) em Tenerife.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das grandes gal\u00e1xias, incluindo a nossa Via L\u00e1ctea, alberga um buraco negro supermassivo com milh\u00f5es a milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do Sol. Quando a mat\u00e9ria cai na sua dire\u00e7\u00e3o, primeiro re\u00fane-se numa estrutura vasta e achatada chamada disco de acre\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que o material espirala lentamente para o interior, aquece e emite luz vis\u00edvel, luz ultravioleta e raios-X menos energ\u00e9ticos. Perto do buraco negro, uma nuvem de part\u00edculas extremamente quentes &#8211; chamada coroa &#8211; produz raios-X mais energ\u00e9ticos. A luminosidade destas emiss\u00f5es depende da quantidade de material que flui em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma interpreta\u00e7\u00e3o anterior da erup\u00e7\u00e3o sugeriu que foi desencadeada por uma estrela que passou t\u00e3o perto do buraco negro que foi dilacerada, perturbando o fluxo de g\u00e1s,&#8221; disse o coautor Josefa Becerra Gonz\u00e1lez, tamb\u00e9m do IAC. &#8220;Mostr\u00e1mos que um tal evento desvaneceria mais rapidamente do que este surto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desaparecimento \u00fanico da emiss\u00e3o de raios-X fornece aos astr\u00f3nomos uma importante pista. Eles suspeitam que o campo magn\u00e9tico do buraco negro cria e sustenta a coroa, pelo que qualquer altera\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica poderia impactar as propriedades dos seus raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma invers\u00e3o magn\u00e9tica, onde o polo norte se torna sul e vice-versa, parece encaixar melhor nas observa\u00e7\u00f5es,&#8221; disse o coautor Mithcell Begelman, professor no departamento de ci\u00eancias astrof\u00edsicas e planet\u00e1rias da Universidade do Colorado, Boulder. Ele e colegas, o investigador p\u00f3s-doutorado e coautor Nicolas Scepi e o professor Jason Dexter, desenvolveram o modelo magn\u00e9tico. &#8220;O campo enfraquece inicialmente na periferia do disco de acre\u00e7\u00e3o, levando a um maior aquecimento e luminosidade na luz vis\u00edvel e UV,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a invers\u00e3o avan\u00e7a, o campo torna-se t\u00e3o fraco que j\u00e1 n\u00e3o consegue suportar a coroa &#8211; a emiss\u00e3o de raios-X desaparece. O campo magn\u00e9tico fortalece-se ent\u00e3o gradualmente na sua nova orienta\u00e7\u00e3o. Em outubro de 2018, cerca de 4 meses ap\u00f3s o seu desaparecimento, os raios-X voltaram, indicando que a coroa tinha sido totalmente restaurada. No ver\u00e3o de 2021, a gal\u00e1xia tinha regressado completamente ao seu estado pr\u00e9-erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 prov\u00e1vel que as invers\u00f5es magn\u00e9ticas sejam acontecimentos comuns no cosmos. O registo geol\u00f3gico mostra que o campo da Terra se inverte de forma imprevis\u00edvel, com uma m\u00e9dia de algumas invers\u00f5es a cada milh\u00e3o de anos. O Sol, em contraste, sofre uma invers\u00e3o magn\u00e9tica como parte do seu ciclo normal de atividade, alternando os polos norte e sul aproximadamente a cada 11 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Black Hole&#039;s Magnetic Reversal\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cHmXuo39qz4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/nasa-s-swift-tracks-potential-magnetic-flip-of-monster-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/astronomers-observe-potential-magnetic-flip-around-supermassive-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.colorado.edu\/today\/2022\/05\/05\/surging-glow-distant-galaxy-could-change-way-we-look-black-holes\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Colorado, Boulder (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2203.07446\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia 1ES 1927+654:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=1ES+1927+654\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Invers\u00e3o magn\u00e9tica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetization#Reversal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Swift:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/swift\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TNG (Telescopio Nazionale Galileo):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.tng.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">INAF<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galileo_National_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GTC (Gran Telescopio Canarias):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gtc.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gran_Telescopio_Canarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLBA (Very Long Baseline Array):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nrao.edu\/facilities\/vlba\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Long_Baseline_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA (Very Large Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rede Europeia VLBI (Very Long Baseline Interferometry):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.evlbi.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_VLBI_Network\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/~assassin\/index.shtml\">P\u00e1gina oficial (Universidade Estatal do Ohio)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema de alertas ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.fallingstar.com\/home.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid_Terrestrial-impact_Last_Alert_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o disco de acre\u00e7\u00e3o, a coroa (redemoinhos p\u00e1lidos e c\u00f3nicos acima do disco) e o buraco negro supermassivo da gal\u00e1xia activa 1ES 1927+654 antes da 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