{"id":5051,"date":"2022-05-03T07:09:10","date_gmt":"2022-05-03T06:09:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5051"},"modified":"2022-05-03T07:09:11","modified_gmt":"2022-05-03T06:09:11","slug":"a-instabilidade-no-inicio-do-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/03\/a-instabilidade-no-inicio-do-sistema-solar\/","title":{"rendered":"A instabilidade no in\u00edcio do Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<p>Seth Jacobson, da Universidade Estatal do Michigan, e colegas na China e na Fran\u00e7a revelaram uma nova teoria que pode ajudar a resolver um mist\u00e9rio gal\u00e1ctico de como o nosso Sistema Solar evoluiu. Especificamente, como \u00e9 que os gigantes gasosos &#8211; J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno &#8211; acabaram onde est\u00e3o, nas suas \u00f3rbitas em torno do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es no modo como planetas terrestres como a Terra se formaram e na possibilidade de um quinto gigante gasoso escondido a mais de 80 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso Sistema Solar nem sempre teve o aspeto que tem hoje. Ao longo da sua hist\u00f3ria, as \u00f3rbitas dos planetas mudaram radicalmente,&#8221; disse Jacobson, professor assistente no Departamento de Ci\u00eancias da Terra e do Ambiente da Faculdade de Ci\u00eancias Naturais da Universidade Estatal do Michigan. &#8220;Mas podemos descobriu o que aconteceu.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, publicada dia 27 de abril na revista Nature, fornece uma explica\u00e7\u00e3o para o que aconteceu aos gigantes de g\u00e1s noutros sistemas solares e no nosso.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia20645_main.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"910\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/OVg0Pu6k_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5052\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/OVg0Pu6k_o.jpg 910w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/OVg0Pu6k_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/OVg0Pu6k_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 910px) 100vw, 910px\" \/><\/a><figcaption>Todas as estrelas, incluindo o nosso Sol, nasceram a partir de uma nuvem de g\u00e1s e poeira. Esta nuvem tamb\u00e9m pode &#8220;semear&#8221; planetas que v\u00e3o orbitar a estrela.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>O modelo de Nice<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As estrelas nascem a partir de nuvens massivas e rodopiantes de g\u00e1s e poeira c\u00f3smica. Assim que o Sol come\u00e7ou a brilhar, o Sistema Solar primitivo ainda tinha um disco primordial de g\u00e1s que desempenhou um papel integral na forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos planetas, incluindo os gigantes gasosos.<br><br>No final do s\u00e9culo XX, os cientistas come\u00e7aram a pensar que os gigantes de g\u00e1s circulavam inicialmente o Sol em \u00f3rbitas organizadas, compactas e uniformemente espa\u00e7adas. J\u00fapiter, Saturno e os outros planetas gigantes, contudo, instalaram-se h\u00e1 muito tempo em \u00f3rbitas relativamente oblongas, tortas e dispersas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a quest\u00e3o para os investigadores agora \u00e9, porqu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005, uma equipa internacional de cientistas prop\u00f4s uma resposta a essa pergunta num trio de artigos de refer\u00eancia na revista Nature. A solu\u00e7\u00e3o foi originalmente desenvolvida em Nice, Fran\u00e7a e \u00e9 conhecida como o modelo de Nice. Afirma a exist\u00eancia de uma instabilidade entre estes planetas, um conjunto ca\u00f3tico de intera\u00e7\u00f5es gravitacionais que eventualmente colocou os planetas nas suas \u00f3rbitas atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta foi uma mudan\u00e7a gigante na forma como as pessoas pensavam sobre o Sistema Solar primitivo,&#8221; disse Jacobson.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo de Nice continua a ser uma explica\u00e7\u00e3o principal mas, nos \u00faltimos 17 anos, os cientistas encontraram novas quest\u00f5es a colocar sobre o que desencadeia a instabilidade no modelo de Nice.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, pensava-se originalmente que a instabilidade dos gigantes gasosos ocorreu centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a dispers\u00e3o daquele disco primordial de g\u00e1s que deu origem ao Sistema Solar. Mas novas evid\u00eancias, incluindo algumas encontradas nas rochas lunares recuperadas pelas miss\u00f5es Apollo, sugerem que isso aconteceu mais cedo. Isso tamb\u00e9m levanta novas quest\u00f5es sobre como o Sistema Solar interior, que hospeda a Terra, evoluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhando com Beibei Liu da Universidade Zhejiang na China e Sean Raymond da Universidade de Bord\u00e9us na Fran\u00e7a, Jacobson ajudou a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que tem a ver com a forma como a instabilidade come\u00e7ou. A equipa prop\u00f4s um novo &#8220;gatilho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Penso que a nossa nova ideia poderia realmente relaxar muitas tens\u00f5es no campo, porque o que propusemos \u00e9 uma resposta muito natural para quando ocorreu a instabilidade dos planetas gigantes,&#8221; disse Jacobson.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O novo &#8220;gatilho&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia come\u00e7ou com uma conversa que Raymond e Jacobson tiveram em 2019. Eles teorizaram que os gigantes de g\u00e1s podem ter sido colocados nas suas \u00f3rbitas atuais devido \u00e0 forma como o disco primordial de g\u00e1s se evaporou. Isso poderia explicar como os planetas se espalharam muito mais cedo na evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar do que o modelo de Nice originalmente afirmou e talvez mesmo sem a instabilidade os empurrar para l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pergunt\u00e1mo-nos se o modelo de Nice era realmente necess\u00e1rio para explicar o Sistema Solar,&#8221; disse Raymond. &#8220;Surgiu-nos a ideia de que os planetas gigantes poderiam eventualmente espalhar-se por um efeito de &#8216;ricochete&#8217; \u00e0 medida que o disco se dissipava, talvez sem nunca se tornar inst\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Raymond e Jacobson falaram ent\u00e3o com Liu, pioneiro nesta ideia de efeito de &#8220;ricochete&#8221; atrav\u00e9s de extensas simula\u00e7\u00f5es de discos de g\u00e1s e exoplanetas gigantes &#8211; planetas noutros sistemas solares &#8211; que orbitam perto das suas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o no nosso Sistema Solar \u00e9 ligeiramente diferente porque J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno est\u00e3o distribu\u00eddos em \u00f3rbitas mais largas,&#8221; disse Liu. &#8220;Ap\u00f3s algumas itera\u00e7\u00f5es de sess\u00f5es de &#8216;brainstorming&#8217;, tom\u00e1mos consci\u00eancia de que o problema poderia ser resolvido se o disco de g\u00e1s se dissipasse de dentro para fora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/images.ipac.caltech.edu\/spitzer\/sig05-012\/spitzer_sig05-012_3000.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0e\/81\/iFvb8Sy5_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Renderiza\u00e7\u00e3o de artista que mostra um hipot\u00e9tico sistema solar precoce com uma jovem estrela a limpar um caminho no g\u00e1s e poeira deixada pela sua forma\u00e7\u00e3o. Esta a\u00e7\u00e3o de limpeza afetaria as \u00f3rbitas dos gigantes gasosos que orbitam a estrela.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/T. Pyle (SSC)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A equipa descobriu que esta dissipa\u00e7\u00e3o de dentro para fora proporcionava um &#8220;gatilho&#8221; natural para a instabilidade no modelo de Nice, disse Raymond.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acab\u00e1mos por refor\u00e7ar o modelo de Nice, em vez de o destruir,&#8221; explicou. &#8220;Foi uma ilustra\u00e7\u00e3o divertida de testar as nossas ideias pr\u00e9-concebidas e de seguir os resultados, para onde quer que nos levassem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o novo &#8220;gatilho&#8221;, a imagem no in\u00edcio da instabilidade parece a mesma. Ainda temos um Sol nascente rodeado por uma nuvem de g\u00e1s e poeira. Um punhado de jovens gigantes gasosos giram em torno da estrela em \u00f3rbitas organizadas e compactas ao longo daquela nuvem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todos os sistemas solares s\u00e3o formados num disco de g\u00e1s e poeira. \u00c9 um subproduto natural de como as estrelas se formam,&#8221; disse Jacobson. &#8220;Mas \u00e0 medida que o Sol \u00e9 &#8216;ligado&#8217; e come\u00e7a a queimar o seu combust\u00edvel nuclear, gera luz, aquecendo o disco e eventualmente soprando-o de dentro para fora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Isto criou um buraco cada vez maior na nuvem de g\u00e1s, buraco este centrado no Sol. \u00c0 medida que o buraco crescia, a sua orla varria as \u00f3rbitas de cada um dos gigantes gasosos. Esta transi\u00e7\u00e3o leva \u00e0 instabilidade necess\u00e1ria com uma probabilidade muito alta, de acordo com simula\u00e7\u00f5es computorizadas da equipa. O processo de desloca\u00e7\u00e3o destes planetas gigantes para as suas \u00f3rbitas atuais tamb\u00e9m \u00e9 r\u00e1pido em compara\u00e7\u00e3o com a linha temporal original de centenas de milh\u00f5es de anos do modelo de Nice.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A instabilidade ocorre cedo, \u00e0 medida que o disco gasoso do Sol se dissipa, limitada entre poucos milh\u00f5es a 10 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o nascimento do Sistema Solar,&#8221; disse Liu.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo &#8220;gatilho&#8221; tamb\u00e9m leva \u00e0 mistura de material do Sistema Solar exterior e do Sistema Solar interior. A geoqu\u00edmica da Terra sugere que tal mistura teve que ocorrer enquanto o nosso planeta ainda estava em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este processo vai realmente &#8216;agitar&#8217; o Sistema Solar interior e a Terra pode crescer a partir da\u00ed,&#8221; disse Jacobson. &#8220;Isso \u00e9 bastante consistente com as observa\u00e7\u00f5es.&#8221; A explora\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o entre a instabilidade e a forma\u00e7\u00e3o da Terra \u00e9 um tema de trabalho futuro para o grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a nova explica\u00e7\u00e3o da equipa tamb\u00e9m se aplica a outros sistemas solares da nossa Gal\u00e1xia onde os cientistas observaram gigantes gasosos a orbitar as suas estrelas em configura\u00e7\u00f5es como as que vemos no nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Somos apenas um exemplo de um sistema solar na nossa Gal\u00e1xia,&#8221; disse Jacobson. &#8220;O que estamos a mostrar \u00e9 que a instabilidade ocorreu de forma diferente, mais universal e mais consistente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O planeta 9 do espa\u00e7o exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora o artigo da equipa n\u00e3o enfatize isto, Jacobson disse que o trabalho tem implica\u00e7\u00f5es para um dos debates mais populares e ocasionalmente acalorados sobre o nosso Sistema Solar: quantos planetas tem?<br><br>Atualmente a resposta \u00e9 oito, mas ao que parece o modelo de Nice funciona ligeiramente melhor quando o Sistema Solar tinha cinco gigantes gasosos em vez de quatro. Infelizmente, de acordo com o modelo, aquele planeta extra foi &#8220;pontapeado&#8221; do nosso Sistema Solar durante a instabilidade, o que ajuda os restantes gigantes gasosos a alcan\u00e7ar as suas \u00f3rbitas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/5\/5a\/Planet_nine_artistic_plain.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/59\/46\/sVKxbBN7_o.jpeg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do Planeta 9.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Tom Ruen\/nagualdesign<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No entanto, em 2015, investigadores do Caltech encontraram evid\u00eancias de que pode ainda haver um planeta por descobrir a cerca de 80 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, mais de 75 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros para l\u00e1 de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o existem evid\u00eancias concretas de que este planeta hipot\u00e9tico &#8211; apelidado Planeta X ou Planeta 9 &#8211; ou de que o planeta &#8220;extra&#8221; do modelo de Nice realmente existam. Mas, a ser verdade, ser\u00e1 que dizem respeito ao mesmo objeto?<\/p>\n\n\n\n<p>Jacobson e colegas n\u00e3o conseguiram responder diretamente a esta pergunta com as suas simula\u00e7\u00f5es, mas conseguiram chegar \u00e0 segunda melhor coisa. Sabendo que o &#8220;gatilho&#8221; da instabilidade reproduz corretamente a imagem atual do nosso Sistema Solar, puderam testar se o seu modelo funciona melhor come\u00e7ando com quatro ou com cinco gigantes gasosos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para n\u00f3s, o resultado foi muito semelhante caso comecemos com quatro ou cinco,&#8221; disse Jacobson. &#8220;Se come\u00e7armos com cinco, \u00e9 mais prov\u00e1vel que acabemos com quatro. Mas se come\u00e7armos com quatro, as \u00f3rbitas acabam por corresponder melhor.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Seja como for, a humanidade poder\u00e1 ter em breve uma resposta. O Observat\u00f3rio Vera Rubin, programado para ficar operacional no final de 2023, dever\u00e1 ser capaz de avistar o Planeta 9 se realmente ele existir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Planeta 9 \u00e9 super controverso, por isso n\u00e3o o sublinh\u00e1mos no artigo,&#8221; disse Jacobson, &#8220;mas gostamos de falar sobre ele com o p\u00fablico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um lembrete de que o nosso Sistema Solar \u00e9 um lugar din\u00e2mico, ainda cheio de mist\u00e9rios e de descobertas \u00e0 espera de serem feitas.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/msutoday.msu.edu\/news\/2022\/instability-at-beginning-of-solar-system\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04535-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cdnapisec.kaltura.com\/index.php\/extwidget\/preview\/partner_id\/811482\/uiconf_id\/27554931\/entry_id\/1_z4kpka6f\/embed\/dynamic\" target=\"_blank\">\/\/ Simula\u00e7\u00e3o da instabilidade no Sistema Solar (Liu et al.)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Modelo de Nice:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nice_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seth Jacobson, da Universidade Estatal do Michigan, e colegas na China e na Fran\u00e7a revelaram uma nova teoria que pode ajudar a resolver um mist\u00e9rio gal\u00e1ctico de como o nosso Sistema Solar evoluiu. Especificamente, como \u00e9 que os gigantes gasosos &#8211; J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno &#8211; acabaram onde est\u00e3o, nas suas \u00f3rbitas em torno &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5052,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1327,413],"class_list":["post-5051","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-modelo-de-nice","tag-sistema-solar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5053,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5051\/revisions\/5053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}