{"id":5030,"date":"2022-04-22T06:37:45","date_gmt":"2022-04-22T05:37:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5030"},"modified":"2022-04-22T06:37:45","modified_gmt":"2022-04-22T05:37:45","slug":"astronomos-descobrem-micronovas-um-novo-tipo-de-explosao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/22\/astronomos-descobrem-micronovas-um-novo-tipo-de-explosao-estelar\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos descobrem micronovas, um novo tipo de explos\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma equipa de astr\u00f3nomos observou um novo tipo de explos\u00e3o estelar \u2014 uma micronova. Estas explos\u00f5es ocorrem na superf\u00edcie de certas estrelas e podem queimar cerca de 3,5 mil milh\u00f5es de Grandes Pir\u00e2mides de Giz\u00e9 de material estelar em apenas algumas horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos e identific\u00e1mos pela primeira vez algo a que estamos a chamar micronova,&#8221; explica Simone Scaringi, astr\u00f3nomo na Universidade de Durham, Reino Unido, que liderou o estudo sobre estas explos\u00f5es publicado anteontem na revista Nature. &#8220;O fen\u00f3meno desafia o nosso entendimento de como \u00e9 que as explos\u00f5es termonucleares ocorrem nas estrelas. Pens\u00e1vamos que j\u00e1 sab\u00edamos isso, mas esta descoberta prop\u00f5e-nos um modo completamente novo disto acontecer,&#8221; acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2207a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"438\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/QMdahTG6_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5031\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/QMdahTG6_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/QMdahTG6_o-300x188.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem art\u00edstica mostra um sistema bin\u00e1rio onde podem ocorrer micronovas. O disco azul rodopiante em torno da an\u00e3 branca brilhante, no centro, \u00e9 composto de mat\u00e9ria, principalmente hidrog\u00e9nio, &#8220;roubado&#8221; \u00e0 sua estrela companheira (amarela). No centro deste disco, a estrela an\u00e3 branca, devido aos seus fortes campos magn\u00e9ticos, encaminha o hidrog\u00e9nio na dire\u00e7\u00e3o dos polos. Ao cair na superf\u00edcie quente da an\u00e3 branca, a mat\u00e9ria d\u00e1 origem a uma explos\u00e3o de micronova, explos\u00e3o esta contida pelos campos magn\u00e9ticos de um dos polos da estrela.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser, L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As micronovas s\u00e3o eventos extremamente poderosos, no entanto s\u00e3o tamb\u00e9m eventos pequenos \u00e0 escala astron\u00f3mica; s\u00e3o muito menos energ\u00e9ticos que as explos\u00f5es estelares conhecidas como novas, as quais os astr\u00f3nomos conhecem desde h\u00e1 s\u00e9culos. Ambos os tipos de explos\u00f5es ocorrem em an\u00e3s brancas, estrelas &#8220;mortas&#8221; com uma massa compar\u00e1vel \u00e0 do nosso Sol, mas t\u00e3o pequenas como a Terra em termos de tamanho, o que significa que s\u00e3o objetos muito densos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma an\u00e3 branca num sistema bin\u00e1rio pode &#8220;roubar&#8221; material, essencialmente hidrog\u00e9nio, \u00e0 sua estrela companheira se ambas estiveram suficientemente pr\u00f3ximas uma da outra. \u00c0 medida que este g\u00e1s vai caindo na superf\u00edcie muito quente da estrela an\u00e3 branca, os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio v\u00e3o-se fundindo em h\u00e9lio de modo bastante explosivo. Nas novas, estas explos\u00f5es termonucleares ocorrem em toda a superf\u00edcie estelar. &#8220;Tais detona\u00e7\u00f5es fazem com que toda a superf\u00edcie da an\u00e3 branca arda e brilhe intensamente durante v\u00e1rias semanas,&#8221; explica a coautora do estudo, Nathalie Degenaar, astr\u00f3noma na Universidade de Amesterd\u00e3o, Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As micronovas s\u00e3o explos\u00f5es semelhantes, mas mais pequenas em escala e mais r\u00e1pidas, durando apenas algumas horas. Ocorrem em algumas an\u00e3s brancas com campos magn\u00e9ticos fortes, onde o material \u00e9 encaminhado em dire\u00e7\u00e3o aos polos magn\u00e9ticos da estrela. &#8220;Vimos pela primeira vez que a fus\u00e3o do hidrog\u00e9nio tamb\u00e9m se pode dar de maneira localizada. O hidrog\u00e9nio fica contido na base dos polos magn\u00e9ticos de algumas an\u00e3s brancas, de tal maneira que a fus\u00e3o ocorre apenas nesses polos magn\u00e9ticos,&#8221; disse Paul Groot, coautor do estudo e astr\u00f3nomo na Universidade de Radbound, Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto leva a que bombas de microfus\u00e3o expludam, com cerca de um-milion\u00e9simo da for\u00e7a de uma explos\u00e3o de uma nova; da\u00ed o nome de micronova,&#8221; continua Groot. Apesar do &#8220;micro&#8221; implicar que estes eventos s\u00e3o pequenos, n\u00e3o nos devemos deixar enganar: apenas uma destas explos\u00f5es pode queimar aproximadamente 20.000.000 bili\u00f5es de kg de mat\u00e9ria, ou seja, o correspondente a cerca de 3,5 mil milh\u00f5es de Grandes Pir\u00e2mides de Giz\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2207b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/55\/c2\/zM4TFzPv_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem art\u00edstica mostra um sistema bin\u00e1rio, com uma an\u00e3 branca (em primeiro plano) e uma estrela companheira (no fundo), onde podem ocorrer micronovas. A an\u00e3 branca &#8220;rouba&#8221; mat\u00e9ria \u00e0 sua estrela companheira, encaminhando esta mat\u00e9ria na dire\u00e7\u00e3o dos seus p\u00f3los. Ao cair na superf\u00edcie quente da an\u00e3 branca, a mat\u00e9ria d\u00e1 origem a uma explos\u00e3o de micronova, explos\u00e3o esta contida num dos p\u00f3los magn\u00e9ticos da estrela.<br>Cr\u00e9dito: Mark Garlick (http:\/\/www.markgarlick.com\/)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas novas micronovas desafiam a compreens\u00e3o dos astr\u00f3nomos no que concerne \u00e0s explos\u00f5es estelares, podendo ser mais abundantes do que o que se pensava anteriormente. &#8220;Isto mostra bem como o Universo \u00e9 din\u00e2mico. Estes eventos podem ser, de facto, bastante comuns, mas como s\u00e3o extremamente r\u00e1pidos acabam por ser dif\u00edceis de apanhar no momento do ato,&#8221; explica Scaringi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa descobriu inicialmente estas microexplos\u00f5es misteriosas quando estava a analisar dados do sat\u00e9lite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. &#8220;Ao analisarmos os dados astron\u00f3micos recolhidos pelo TESS, descobrimos algo invulgar: um clar\u00e3o de luz vis\u00edvel brilhante com a dura\u00e7\u00e3o de apenas algumas horas. Ao investigarmos o fen\u00f3meno mais atentamente, descobrimos v\u00e1rios outros sinais semelhantes,&#8221; diz Degenaar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa observou tr\u00eas micronovas com o TESS: duas em an\u00e3s brancas conhecidas e uma terceira que necessitou de mais observa\u00e7\u00f5es, recolhidas com o instrumento X-shooter montado no VLT do ESO, para se confirmar que se tratava tamb\u00e9m de uma an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com a ajuda do VLT, descobrimos que todos estes clar\u00f5es de luz vis\u00edvel eram produzidos por an\u00e3s brancas,&#8221; diz Degenaar. &#8220;Esta observa\u00e7\u00e3o foi crucial para interpretarmos os nossos resultados e para a descoberta das micronovas,&#8221; acrescenta Scaringi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de micronovas junta-se ao repert\u00f3rio de explos\u00f5es estelares conhecidas. A equipa quer agora capturar mais destes eventos elusivos, o que requer rastreios de larga escala e medi\u00e7\u00f5es de seguimento r\u00e1pidas. &#8220;Uma resposta r\u00e1pida por telesc\u00f3pios como o VLT ou o NTT (New Technology Telescope) do ESO e respetivos complementos de instrumentos dispon\u00edveis, permitir-nos-\u00e1 investigar com mais detalhe o que s\u00e3o na realidade estas misteriosas micronovas,&#8221; conclui Scaringi.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Micronovae \u2013 a New Kind of Stellar Explosion (ESOcast 254 Light)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XouB5QYnAVM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2207\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04495-6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2204.09070\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnrasl\/advance-article-abstract\/doi\/10.1093\/mnrasl\/slac042\/6570739?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Sociey)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2204.09073\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/949826\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/micronova-new-type-small-stellar-explosions\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-ve-just-found-a-brand-new-type-of-star-explosion-the-micronova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2316845-small-explosions-called-micronovae-discovered-on-dead-stars\/?utm_campaign=RSS|NSNS&amp;utm_source=NSNS&amp;utm_medium=RSS&amp;utm_content=space\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/space\/micronova-explosion-detected-22042022\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/lifestyle\/science\/surprised-astronomers-find-new-type-star-explosion-micronova-2022-04-20\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reuters<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/04\/20\/world\/micronova-star-explosion-discovery-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2022\/04\/meet-the-micronova-astronomers-discovered-new-type-of-stellar-explosion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2022\/4\/20\/23032402\/micronova-white-dwarf-stars-explosions-magnetic-fields-discovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Verge<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/micronova-um-novo-tipo-de-explosao-estelar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/04\/20\/ciencia\/noticia\/descoberto-novo-tipo-explosao-estelar-2003097\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00fablico<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/mundo\/astronomos-observam-novo-tipo-de-explosao-estelar-e-chamam-lhe-micronova-14785274.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/o-novo-fenomeno-das-micronovas-explosoes-estelares-pequenas-mas-extremamente-poderosas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma equipa de astr\u00f3nomos observou um novo tipo de explos\u00e3o estelar \u2014 uma micronova. 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