{"id":5012,"date":"2022-04-15T06:24:34","date_gmt":"2022-04-15T05:24:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5012"},"modified":"2022-04-15T06:24:35","modified_gmt":"2022-04-15T05:24:35","slug":"hubble-confirma-o-maior-nucleo-cometario-alguma-vez-visto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/15\/hubble-confirma-o-maior-nucleo-cometario-alguma-vez-visto\/","title":{"rendered":"Hubble confirma o maior n\u00facleo comet\u00e1rio alguma vez visto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA determinou o tamanho do maior n\u00facleo gelado de um cometa alguma vez visto pelos astr\u00f3nomos. O di\u00e2metro estimado ronda os 130 quil\u00f3metros, mais ou menos correspondente \u00e0 dist\u00e2ncia, em linha reta, que separa Lisboa e Odemira. O n\u00facleo \u00e9 cerca de 50 vezes maior do que o encontrado no cora\u00e7\u00e3o da maioria dos cometas conhecidos. A sua massa est\u00e1 estimada em 500 bili\u00f5es de toneladas, cem mil vezes maior do que a massa de um cometa t\u00edpico encontrado muito mais pr\u00f3ximo do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa gigante, C\/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein), est\u00e1 a dirigir-se na dire\u00e7\u00e3o do Sol a 35,4 mil quil\u00f3metros por hora desde a orla do Sistema Solar. Mas n\u00e3o se preocupe. Nunca se aproximar\u00e1 mais do que 1,6 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, ligeiramente mais do que a dist\u00e2ncia do planeta Saturno. E isso s\u00f3 ser\u00e1 no ano 2031.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/m4BXhu23_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"328\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/m4BXhu23_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5013\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/m4BXhu23_o.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/m4BXhu23_o-300x100.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/m4BXhu23_o-768x256.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta sequ\u00eancia mostra como o n\u00facleo do cometa C\/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) foi isolado de uma vasta concha de poeira e g\u00e1s que rodeava o n\u00facleo s\u00f3lido gelado. \u00c0 esquerda encontra-se uma fotografia do cometa tirada pelo instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, a 8 de janeiro de 2022. Um modelo da cabeleira (painel central) foi obtido atrav\u00e9s do encaixe do perfil de brilho da superf\u00edcie com a imagem observada \u00e0 esquerda. Isto permitiu que a cabeleira fosse subtra\u00edda, desvendando o brilho pontiagudo do n\u00facleo. Em combina\u00e7\u00e3o com dados de radiotelesc\u00f3pios, os astr\u00f3nomos chegaram a uma medi\u00e7\u00e3o precisa do tamanho do n\u00facleo. \u00c9 uma pequena proeza para algo a cerca de 3,2 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia. Embora se estime que o n\u00facleo tenha at\u00e9 137 quil\u00f3metros de di\u00e2metro, est\u00e1 t\u00e3o longe que n\u00e3o pode ser resolvido pelo Hubble. O seu tamanho deriva da sua refletividade tal como medida por Hubble. Estima-se que o n\u00facleo seja t\u00e3o escuro como o carv\u00e3o. A \u00e1rea do n\u00facleo foi recolhida a partir de observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Man-To Hui (Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Macau), David Jewitt (UCLA); Processamento de imagem &#8211; Alyssa Pagan (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O recordista anterior de maior cometa conhecido \u00e9 C\/2002 VQ94, com um n\u00facleo estimado em mais ou menos 97 quil\u00f3metros. Foi descoberto em 2002 pelo projeto LINEAR (Lincoln Near-Earth Asteroid Research).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este cometa \u00e9 literalmente a ponta do iceberg para muitos milhares de cometas que s\u00e3o demasiado fracos para serem vistos nas partes mais distantes do Sistema Solar,&#8221; disse David Jewitt, professor de ci\u00eancia planet\u00e1ria e astronomia na UCLA (Universidade da Calif\u00f3rnia, Los Angeles), coautor do novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. &#8220;Sempre suspeit\u00e1mos que este cometa tinha de ser grande porque \u00e9 t\u00e3o brilhante a uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande. Agora confirm\u00e1mo-lo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cometa C\/2014 UN271 foi descoberto pelos astr\u00f3nomos Pedro Bernardinelli e Gary Bernstein em imagens de arquivo do DES (Dark Energy Survey) no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo, Chile. Foi observado pela primeira vez apenas por acaso em novembro de 2010, quando se encontrava a uns impressionantes 4,8 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, mais do que a dist\u00e2ncia m\u00e9dia que separa Neptuno do Sol. Desde ent\u00e3o, tem sido intensivamente estudado por telesc\u00f3pios terrestres e espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este \u00e9 um objeto espantoso, dado o qu\u00e3o ativo \u00e9 quando ainda est\u00e1 t\u00e3o longe do Sol,&#8221; disse o autor principal do estudo Man-To Hui da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Macau. &#8220;Adivinh\u00e1mos que o cometa podia ser bastante grande, mas precis\u00e1vamos dos melhores dados para o confirmar.&#8221; Assim sendo, a sua equipa usou o Hubble para tirar cinco fotografias do cometa a 8 de janeiro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desafio na medi\u00e7\u00e3o deste cometa foi como discriminar o n\u00facleo s\u00f3lido da enorme cabeleira de poeira que o envolve. O cometa est\u00e1 atualmente demasiado distante para o seu n\u00facleo ser resolvido visualmente pelo Hubble. Ao inv\u00e9s, os dados do Hubble mostram um pico de luz brilhante na localiza\u00e7\u00e3o do n\u00facleo. Hui e a sua equipa a seguir fizeram um modelo inform\u00e1tico da cabeleira circundante e ajustaram-no para se adaptar \u00e0s imagens do Hubble. Depois, o brilho da cabeleira foi subtra\u00eddo para deixar para tr\u00e1s o n\u00facleo visualmente parecido a uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hui e a sua equipa compararam o brilho do n\u00facleo com anteriores observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio pelo ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) no Chile. Os dados combinados limitam o di\u00e2metro e a refletividade do n\u00facleo. As novas medi\u00e7\u00f5es do Hubble est\u00e3o pr\u00f3ximas das estimativas anteriores de tamanho do ALMA, mas sugerem convincentemente uma superf\u00edcie mais escura do que se pensava. &#8220;\u00c9 grande e mais escuro que o carv\u00e3o,&#8221; disse Jewitt.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/hubble_comet_c_2014_un271_nucleuscomparison.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/96\/37\/IDJPmAW0_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este diagrama compara o tamanho do n\u00facleo gelado e s\u00f3lido do cometa C\/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) com v\u00e1rios outros cometas. A maioria dos n\u00facleos comet\u00e1rios observados s\u00e3o mais pequenos do que o cometa Halley. T\u00eam tipicamente menos de 1,6 km de di\u00e2metro. O cometa C\/2014 UN271 \u00e9 atualmente o detentor do recorde de maior cometa conhecido. E pode ser apenas a ponta do iceberg. Podem haver muitos mais &#8220;monstros&#8221; por a\u00ed para os astr\u00f3nomos identificarem \u00e0 medida que os mapeamentos do c\u00e9u melhoram a sua sensibilidade. Embora os astr\u00f3nomos saibam que este cometa deve ser grande, para ser detetado a uma dist\u00e2ncia de mais de 3,2 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra, apenas o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble tem a nitidez e sensibilidade para fazer uma estimativa definitiva do tamanho do n\u00facleo.<br>Cr\u00e9dito: ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; NASA, ESA, Zena Levy (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa tem vindo a aproximar-se do Sol h\u00e1 mais de 1 milh\u00e3o de anos. Vem do &#8220;ninho&#8221; hipot\u00e9tico de bili\u00f5es de cometas, chamada Nuvem de Oort. Pensa-se que a nuvem difusa tenha uma orla interior 2000 a 5000 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol. A sua orla exterior pode estender-se pelo menos a um-quarto da dist\u00e2ncia \u00e0s estrelas mais pr\u00f3ximas do nosso Sol, no sistema Alpha Centauri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cometas da Nuvem de Oort n\u00e3o se formaram t\u00e3o longe do Sol; em vez disso, foram atirados para fora do Sistema Solar h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos por um &#8220;jogo de pinball&#8221; gravitacional entre os massivos planetas exteriores, quando as \u00f3rbitas de J\u00fapiter e Saturno ainda estavam a evoluir. Os long\u00ednquos cometas s\u00f3 regressam ao Sol e aos planetas se as suas \u00f3rbitas distantes forem perturbadas pela atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma estrela passageira &#8211; como o sacudir de ma\u00e7\u00e3s numa \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cometa Bernardinelli-Bernstein segue uma \u00f3rbita el\u00edptica de 3 milh\u00f5es de anos, levando-o para t\u00e3o longe do Sol quanto cerca de meio ano-luz. O cometa est\u00e1 agora a menos de 3,2 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, caindo quase perpendicularmente ao plano do nosso Sistema Solar. A essa dist\u00e2ncia, as temperaturas s\u00e3o apenas de -211\u00ba C. No entanto, \u00e9 suficientemente quente para o mon\u00f3xido de carbono se sublimar a partir da superf\u00edcie para produzir a cabeleira empoeirada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa Bernardinelli-Bernstein fornece uma pista inestim\u00e1vel para a distribui\u00e7\u00e3o do tamanho dos cometas na Nuvem de Oort e, consequentemente, da sua massa total. As estimativas da massa da Nuvem de Oort variam muito, chegando a atingir 20 vezes a massa da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teorizada pela primeira vez em 1950 pelo astr\u00f3nomo holand\u00eas Jan Oort, a Nuvem de Oort continua a ser uma hip\u00f3tese porque os in\u00fameros cometas que a comp\u00f5em s\u00e3o demasiado t\u00e9nues e distantes para serem diretamente observados. Ironicamente, isto significa que a maior estrutura do Sistema Solar \u00e9 praticamente invis\u00edvel. Estima-se que o par de naves espaciais Voyager da NASA s\u00f3 chegue ao reino interior da Nuvem de Oort daqui a 300 anos, e que possa demorar at\u00e9 30.000 anos a atravess\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias circunstanciais prov\u00eam de cometas em queda que podem ser rastreados at\u00e9 este local de nidifica\u00e7\u00e3o. Aproximam-se do Sol de todas as diferentes dire\u00e7\u00f5es, o que significa que a nuvem deve ter uma forma esf\u00e9rica. Estes cometas s\u00e3o amostras pristinas da composi\u00e7\u00e3o do Sistema Solar primitivo, preservadas durante milhares de milh\u00f5es de anos. A realidade da Nuvem de Oort \u00e9 refor\u00e7ada pela modelagem te\u00f3rica da forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Quanto mais evid\u00eancias observacionais puderem ser recolhidas atrav\u00e9s de levantamentos do c\u00e9u profundo, juntamente com observa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios comprimentos de onda, melhor os astr\u00f3nomos podem compreender o papel da Nuvem de Oort na evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Confirms Largest Comet Nucleus Ever Seen\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fAEjtd7pqAE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-confirms-largest-comet-nucleus-ever-seen\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-confirms-largest-comet-nucleus-ever-seen\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2022\/news-2022-020\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.ucla.edu\/releases\/enormous-comet-early-solar-system-david-jewitt\" target=\"_blank\">\/\/ UCLA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-confirms-largest-comet-nucleus-ever-seen\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-space-telescope-largest-comet-nucleus-bernardinelli-berstein\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/comets\/hubble-confirms-the-largest-comet-nucleus-ever-seen.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-04-billion-year-old-relic-early-solar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2022\/04\/12\/hubble-reveals-the-new-mega-comet-now-in-our-solar-system-is-80-miles-wide-50-times-bigger-than-ever-seen-say-scientists\/?sh=ef212e9763c0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/04\/12\/world\/largest-comet-nucleus-hubble-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa C\/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=54161348#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/C\/2014_UN271_(Bernardinelli-Bernstein)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa C\/2002 VQ94 (LINEAR):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=c\/2002%20vq94\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/C\/2002_VQ94_(LINEAR)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o DES:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.darkenergysurvey.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Dark_Energy_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA 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