{"id":4998,"date":"2022-04-08T06:32:30","date_gmt":"2022-04-08T05:32:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4998"},"modified":"2022-04-08T06:32:31","modified_gmt":"2022-04-08T05:32:31","slug":"hubble-analisa-meteorologia-extrema-em-jupiteres-ultraquentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/08\/hubble-analisa-meteorologia-extrema-em-jupiteres-ultraquentes\/","title":{"rendered":"Hubble analisa meteorologia extrema em J\u00fapiteres ultraquentes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA estudaram uma classe \u00fanica de exoplanetas ultraquentes. Estes mundos inchados, do tamanho de J\u00fapiter, est\u00e3o t\u00e3o precariamente perto da sua estrela-m\u00e3e que est\u00e3o a ser &#8220;assados&#8221; a temperaturas acima dos 1600\u00ba C. Isto \u00e9 suficientemente quente para derreter a maioria dos metais, incluindo o tit\u00e2nio. T\u00eam as atmosferas planet\u00e1rias mais quentes alguma vez vistas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01FXQK2V4VX2M26SVX4J5SPHPR.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/7Sky58GY_o-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4999\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/7Sky58GY_o-1024x576.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/7Sky58GY_o-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/7Sky58GY_o-768x432.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/7Sky58GY_o.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do planeta KELT-20b que orbita uma estrela azul-branca. O planeta gigante est\u00e1 t\u00e3o perto da sua estrela (8 milh\u00f5es de quil\u00f3metros) que a torrente de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta da estrela aquece a atmosfera do planeta a mais de 1600\u00ba C. Isto cria uma camada t\u00e9rmica onde a atmosfera aumenta de temperatura com a altitude. Esta \u00e9 a melhor evid\u00eancia at\u00e9 \u00e0 data &#8211; obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble &#8211; para uma estrela hospedeira que afeta diretamente a atmosfera de um planeta. O planeta escaldante est\u00e1 a 456 anos-luz de dist\u00e2ncia.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em dois novos artigos cient\u00edficos, equipas de astr\u00f3nomos do Hubble est\u00e3o a relatar condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas bizarras nestes mundos abrasadores. Est\u00e1 a chover rocha derretida num planeta e no outro a sua atmosfera superior est\u00e1 a ficar mais quente em vez de fria porque est\u00e1 a ser &#8220;queimada&#8221; pela radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) da sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta investiga\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m de simplesmente encontrar atmosferas planet\u00e1rias estranhas. O estudo do clima extremo d\u00e1 aos astr\u00f3nomos uma melhor compreens\u00e3o da diversidade, complexidade e qu\u00edmica ex\u00f3tica que se verifica em mundos long\u00ednquos por toda a nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda n\u00e3o temos uma boa compreens\u00e3o da meteorologia em diferentes ambientes planet\u00e1rios,&#8221; disse David Sing da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland, coautor de um dos estudos relatados. &#8220;Quando olhamos para a Terra, todas as nossas previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas est\u00e3o ainda muito bem ajustadas ao que podemos medir. Mas quando olhamos para um exoplaneta distante, temos poderes de previs\u00e3o limitados porque n\u00e3o constru\u00edmos uma teoria geral sobre como tudo acontece numa atmosfera e como responde a condi\u00e7\u00f5es extremas. Mesmo conhecendo a qu\u00edmica e a f\u00edsica b\u00e1sicas, n\u00e3o se sabe como se vai manifestar de formas complexas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 7 de abril da revista Nature, os astr\u00f3nomos descrevem observa\u00e7\u00f5es de WASP-178b pelo Hubble, localizado a cerca de 1300 anos-luz de dist\u00e2ncia. No lado diurno a atmosfera n\u00e3o tem nuvens e \u00e9 enriquecida com g\u00e1s mon\u00f3xido de sil\u00edcio. Dado que um lado do planeta est\u00e1 permanentemente virado para a sua estrela, a t\u00f3rrida atmosfera \u00e9 &#8220;chicoteada&#8221; para o lado noturno a velocidades semelhantes \u00e0s dos superfurac\u00f5es, velocidades estas que excedem 3200 km\/h. No lado noturno, o mon\u00f3xido de sil\u00edcio pode arrefecer o suficiente para se condensar em rocha que &#8220;chove&#8221; a partir de nuvens, mas mesmo ao amanhecer e ao anoitecer, o planeta \u00e9 suficientemente quente para vaporizar rocha. &#8220;Sab\u00edamos que t\u00ednhamos visto algo realmente interessante com esta caracter\u00edstica do mon\u00f3xido de sil\u00edcio,&#8221; disse Josh Lothringer da Universidade de Utah Valley em Orem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 24 de janeiro da revista The Astrophysical Journal Letters, Guangwei Fu da Universidade de Maryland, College Park, descreveu um J\u00fapiter superquente, KELT-20b, localizado a aproximadamente 400 anos-luz de dist\u00e2ncia. Neste planeta, uma explos\u00e3o de luz ultravioleta da sua estrela-m\u00e3e est\u00e1 a criar uma camada t\u00e9rmica na atmosfera, muito semelhante \u00e0 estratosfera terrestre. &#8220;At\u00e9 agora, nunca sab\u00edamos como a estrela hospedeira afetava diretamente a atmosfera de um planeta. Tem havido muitas teorias, mas agora temos os primeiros dados de observa\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Fu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em compara\u00e7\u00e3o, na Terra, o ozono na atmosfera absorve a luz UV e aumenta as temperaturas numa camada entre cerca de 11 e 50 quil\u00f3metros acima da superf\u00edcie da Terra. Em KELT-20b, a radia\u00e7\u00e3o UV da estrela est\u00e1 a aquecer metais na atmosfera, o que faz com que a camada de invers\u00e3o t\u00e9rmica seja muito forte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias vieram da dete\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelo Hubble em observa\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo, e da dete\u00e7\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. Estes elementos s\u00e3o irradiados atrav\u00e9s da atmosfera superior, quente e transparente, que \u00e9 produzida pela camada de invers\u00e3o. Esta assinatura \u00e9 \u00fanica do que os astr\u00f3nomos veem nas atmosferas de J\u00fapiteres quentes em \u00f3rbita de estrelas menos quentes, como o nosso Sol. &#8220;O espectro de emiss\u00e3o de KELT-20b \u00e9 bastante diferente do de outros J\u00fapiteres quentes.&#8221; disse Fu. &#8220;Isto \u00e9 uma evid\u00eancia convincente de que os planetas n\u00e3o vivem isolados, mas s\u00e3o afetados pela sua estrela hospedeira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os J\u00fapiteres superquentes sejam inabit\u00e1veis, este tipo de investiga\u00e7\u00e3o ajuda a preparar o caminho para uma melhor compreens\u00e3o das atmosferas dos planetas terrestres potencialmente habit\u00e1veis. &#8220;Se n\u00e3o conseguirmos descobrir o que est\u00e1 a acontecer nos J\u00fapiteres superquentes onde temos dados observacionais s\u00f3lidos, n\u00e3o vamos ter capacidade de descobrir o que est\u00e1 a acontecer em espectros mais fracos a partir da observa\u00e7\u00e3o de exoplanetas terrestres,&#8221; disse Lothringer. &#8220;Este \u00e9 um teste \u00e0s nossas t\u00e9cnicas, que nos permite construir uma compreens\u00e3o geral das propriedades f\u00edsicas tais como a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e a estrutura atmosf\u00e9rica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-probes-extreme-weather-on-ultra-hot-jupiters\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2022\/news-2022-014\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04453-2\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac4968\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2201.02261\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-178b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7478\/wasp-178-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp-178_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/WASP-178\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPAC<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KELT-20b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/6066\/kelt-20-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/mascara-2_b\/kelt-20_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/KELT-20%20b#planet_KELT-20-b_collapsible\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPAC<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Cient\u00edfico Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA estudaram uma classe \u00fanica de exoplanetas ultraquentes. 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