{"id":4988,"date":"2022-04-05T06:20:39","date_gmt":"2022-04-05T05:20:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4988"},"modified":"2022-04-05T06:20:40","modified_gmt":"2022-04-05T05:20:40","slug":"o-que-os-sons-capturados-pelo-rover-perseverance-revelam-sobre-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/05\/o-que-os-sons-capturados-pelo-rover-perseverance-revelam-sobre-marte\/","title":{"rendered":"O que os sons capturados pelo rover Perseverance revelam sobre Marte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo baseado em grava\u00e7\u00f5es feitas pelo rover Perseverance descobriu que a velocidade do som \u00e9 mais lenta no Planeta Vermelho do que na Terra e que, sobretudo, prevalece um sil\u00eancio profundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou\u00e7a atentamente os sons de Marte, registados pelo Perseverance da NASA: o &#8220;choramingar&#8221; e clicar mec\u00e2nicos do rover num leve vento marciano; o zumbido dos rotores no Ingenuity, o helic\u00f3ptero de Marte; o bater crepitante de um laser na rocha.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/e1-pia24931-microphones_illo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ETTi1DKs_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4989\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ETTi1DKs_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ETTi1DKs_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ETTi1DKs_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o indica a coloca\u00e7\u00e3o dos dois microfones do Perseverance. O microfone no mastro faz parte do instrumento cient\u00edfico SuperCam. O microfone na lateral do rover destinava-se a captar os sons de entrada, descida, e aterragem para o envolvimento p\u00fablico.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de cientistas fez precisamente isso, realizando a primeira an\u00e1lise da ac\u00fastica no Planeta Vermelho. O seu novo estudo revela a rapidez com que o som percorre a atmosfera extremamente fina, sobretudo de di\u00f3xido de carbono, como Marte pode soar aos ouvidos humanos e como os cientistas podem usar grava\u00e7\u00f5es \u00e1udio para sondar altera\u00e7\u00f5es subtis da press\u00e3o do ar noutro mundo &#8211; e para avaliar a sa\u00fade do rover.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 um novo sentido de investiga\u00e7\u00e3o que nunca utiliz\u00e1mos antes em Marte,&#8221; disse Sylvestre Maurice, astrof\u00edsico da Universidade de Toulouse na Fran\u00e7a e autor principal do estudo. &#8220;Espero que surjam muitas descobertas, utilizando a atmosfera como fonte de som e meio de propaga\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria dos sons do estudo, publicado dia 1 de abril na revista Nature, foram gravados utilizando o microfone do instrumento SuperCam do Perseverance, montado na cabe\u00e7a do mastro do rover. O estudo tamb\u00e9m se refere a sons gravados por outro microfone montado no chassis do rover. Este segundo microfone gravou recentemente os sopros e &#8220;pings&#8221; do gDRT (Gaseous Dust Removal Tool) do rover, que sopra aparas de rochas que o rover raspou para poder examinar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado das grava\u00e7\u00f5es: uma nova compreens\u00e3o das caracter\u00edsticas estranhas da atmosfera marciana, onde a velocidade do som \u00e9 mais lenta do que na Terra &#8211; e varia com o tom (ou frequ\u00eancia). Na Terra, os sons viajam tipicamente a 343 metros por segundo. Mas em Marte, os sons graves viajam a cerca de 240 metros por segundo, enquanto os sons mais agudos se movem a 250 metros por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As velocidades vari\u00e1veis do som no Planeta Vermelho s\u00e3o um efeito da fina e fria atmosfera de di\u00f3xido de carbono. Antes da miss\u00e3o, os cientistas esperavam que a atmosfera de Marte influenciasse a velocidade do som, mas o fen\u00f3meno nunca tinha sido observado at\u00e9 estas grava\u00e7\u00f5es terem sido feitas. Outro efeito desta atmosfera fina: os sons viajam apenas uma curta dist\u00e2ncia, e os tons mais agudos n\u00e3o viajam quase nada. Na Terra, o som pode cair ap\u00f3s cerca de 65 metros; em Marte, vacila a apenas 8 metros, com os sons agudos a perderem-se completamente a essa dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As grava\u00e7\u00f5es do microfone do SuperCam tamb\u00e9m revelam varia\u00e7\u00f5es de press\u00e3o anteriormente n\u00e3o observadas produzidas pela turbul\u00eancia na atmosfera marciana \u00e0 medida que a sua energia muda a escalas min\u00fasculas. Tamb\u00e9m foram medidas rajadas de vento em escalas de tempo muito curtas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das caracter\u00edsticas mais marcantes das grava\u00e7\u00f5es sonoras, disse Maurice, \u00e9 o sil\u00eancio que parece prevalecer em Marte. &#8220;A dada altura, pens\u00e1mos que o microfone estava avariado, era tudo t\u00e3o silencioso,&#8221; acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma consequ\u00eancia de Marte ter uma atmosfera t\u00e3o fina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Marte \u00e9 muito silencioso devido \u00e0 baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica,&#8221; disse Baptiste Chide do Laborat\u00f3rio Nacional de Los Alamos, no estado norte-americano de Novo M\u00e9xico, tamb\u00e9m coautor do estudo. &#8220;Mas a press\u00e3o muda com as esta\u00e7\u00f5es do ano em Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que, nos pr\u00f3ximos meses de outono, Marte poder\u00e1 tornar-se mais ruidoso &#8211; e fornecer ainda mais informa\u00e7\u00f5es sobre o seu ar e clima do outro mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a entrar numa esta\u00e7\u00e3o de alta press\u00e3o,&#8221; disse Chide. &#8220;Talvez o ambiente ac\u00fastico em Marte seja menos silencioso do que era quando aterr\u00e1mos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sons da Miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa ac\u00fastica tamb\u00e9m estudou o que o microfone do instrumento SuperCam captou dos rotores duplos e girat\u00f3rios do Ingenuity, o helic\u00f3ptero marciano que \u00e9 o companheiro de viagem do rover e o seu batedor a\u00e9reo. Girando a 2500 rota\u00e7\u00f5es por minuto, os rotores produzem &#8220;um som distinto e de baixa intensidade a 84 hertz,&#8221; disse Maurice, referindo-se \u00e0 medida ac\u00fastica padr\u00e3o das vibra\u00e7\u00f5es por segundo e \u00e0 taxa de rota\u00e7\u00e3o para ambos os rotores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, quando o laser do SuperCam, que vaporiza peda\u00e7os de rocha \u00e0 dist\u00e2ncia para estudar a sua composi\u00e7\u00e3o, atinge um alvo, faz fa\u00edscas que criam um ru\u00eddo agudo acima dos 2 quilohertz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dos sons gravados pelos microfones do rover n\u00e3o s\u00f3 revela detalhes da atmosfera marciana, mas tamb\u00e9m ajuda os cientistas e engenheiros a avaliar a sa\u00fade e funcionamento dos muitos sistemas do rover, tal como se pode notar um ru\u00eddo perturbador ao conduzir um carro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, o instrumento-chave do estudo, o microfone do SuperCam, continua a exceder as expetativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O microfone \u00e9 agora utilizado v\u00e1rias vezes por dia e tem um desempenho extremamente bom; o seu desempenho global \u00e9 melhor do que o que t\u00ednhamos modelado e at\u00e9 testado num ambiente semelhante ao de Marte na Terra,&#8221; diz David Mimoun, professor no ISAE-SUPAERO (Institut Sup\u00e9rieur de l\u2019A\u00e9ronautique et de l\u2019Espace) e l\u00edder da equipa que desenvolveu a experi\u00eancia do microfone. &#8220;Poder\u00edamos at\u00e9 gravar o zumbido do helic\u00f3ptero marciano a longa dist\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais sobre a Miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um objetivo principal da miss\u00e3o do Perseverance em Marte \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o astrobiol\u00f3gica, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. O rover vai caracterizar a geologia do planeta e o clima passado e ser\u00e1 a primeira miss\u00e3o a recolher e a armazenar rochas e reg\u00f3lito marciano, abrindo caminho para a explora\u00e7\u00e3o humana do Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As miss\u00f5es subsequentes da NASA, em coopera\u00e7\u00e3o com a ESA, v\u00e3o enviar naves a Marte para recolher estas amostras armazenadas \u00e0 superf\u00edcie e traz\u00ea-las para a Terra para uma an\u00e1lise mais profunda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Mars 2020 do rover Perseverance faz parte da abordagem da explora\u00e7\u00e3o da Lua e de Marte da NASA, que inclui as miss\u00f5es Artemis \u00e0 Lua que v\u00e3o ajudar a preparar a explora\u00e7\u00e3o humana do Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA\u2019s Perseverance Rover Captures Puff, Whir, Zap Sounds from Mars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lX5iVyfF3N0?list=PLTiv_XWHnOZqCrMU2ppcLjRn1zlDkNx3q\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/what-sounds-captured-by-nasa-s-perseverance-rover-reveal-about-mars\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jhuapl.edu\/NewsStory\/220401b-sounds-of-mars\" target=\"_blank\">\/\/ JHUAPL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04679-0\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/participate\/sounds\/\" target=\"_blank\">\/\/ Ou\u00e7a como sons familiares da Terra seriam em Marte (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/nasa-mars-rover-perseverance-speed-of-sound\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/04\/220401122138.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-04-audio-mars-reveals.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/nasa-mars-perseverance-sounds-travel-200938830.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2022\/04\/01\/Mars-sound-NASA\/7001648848547\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mars2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Helic\u00f3ptero Ingenuity:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/technology\/helicopter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ingenuity_(helicopter)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo baseado em grava\u00e7\u00f5es feitas pelo rover Perseverance descobriu que a velocidade do som \u00e9 mais lenta no Planeta Vermelho do que na Terra e que, sobretudo, prevalece um sil\u00eancio profundo. Ou\u00e7a atentamente os sons de Marte, registados pelo Perseverance da NASA: o &#8220;choramingar&#8221; e clicar mec\u00e2nicos do rover num leve vento marciano; &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4989,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[1080,4,617],"class_list":["post-4988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-ingenuity","tag-marte","tag-mars-2020"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4990,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988\/revisions\/4990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}