{"id":4979,"date":"2022-04-01T06:27:46","date_gmt":"2022-04-01T05:27:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4979"},"modified":"2022-04-01T06:27:48","modified_gmt":"2022-04-01T05:27:48","slug":"quebrado-um-recorde-hubble-encontra-a-estrela-mais-distante-alguma-vez-vista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/01\/quebrado-um-recorde-hubble-encontra-a-estrela-mais-distante-alguma-vez-vista\/","title":{"rendered":"Quebrado um recorde: Hubble encontra a estrela mais distante alguma vez vista"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA estabeleceu uma nova e extraordin\u00e1ria refer\u00eancia: a dete\u00e7\u00e3o da luz de uma estrela que existiu nos primeiros mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o nascimento do Universo no Big Bang &#8211; a estrela individual mais distante alguma vez vista at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta \u00e9 um enorme salto no tempo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 anterior detentora estelar do recorde; detetada pelo Hubble em 2018. Essa estrela existiu quando o Universo tinha cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos, ou 30% da sua idade atual, numa altura a que os astr\u00f3nomos se referem como &#8220;desvio para o vermelho de 1,5&#8221;. Os cientistas usam o termo &#8220;desvio para o vermelho&#8221; porque \u00e0 medida que o Universo se expande, a luz de objetos distantes \u00e9 esticada ou &#8220;desviada&#8221; para comprimentos de onda mais longos e avermelhados \u00e0 medida que viaja na nossa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela recentemente detetada est\u00e1 t\u00e3o longe que a sua luz levou 12,9 mil milh\u00f5es de anos para chegar \u00e0 Terra, situada numa altura em que o Universo tinha apenas 7% da sua idade atual, a um desvio para o vermelho de 6,2. Os objetos mais pequenos anteriormente vistos a uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande s\u00e3o enxames de estrelas, embebidos dentro das primeiras gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/YBycsFQM_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"491\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/YBycsFQM_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4980\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/YBycsFQM_o.png 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/YBycsFQM_o-300x236.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Esta vista detalhada destaca a posi\u00e7\u00e3o da estrela Earendel ao longo de uma ondula\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o-tempo (linha pontilhada) que a amplia e torna poss\u00edvel que a estrela seja detetada ao longo de uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande &#8211; 13 mil milh\u00f5es de anos-luz. Tamb\u00e9m indicado, um enxame de estrelas que est\u00e1 espelhado em ambos os lados da linha de amplia\u00e7\u00e3o. A distor\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o s\u00e3o criadas pela massa de um enorme enxame de gal\u00e1xias localizado entre o Hubble e Earendel. A massa do enxame de gal\u00e1xias \u00e9 t\u00e3o grande que distorce o tecido do espa\u00e7o, e olhar atrav\u00e9s desse espa\u00e7o \u00e9 como olhar atrav\u00e9s de uma lupa &#8211; ao longo da borda do vidro ou da lente, a apar\u00eancia das coisas do outro lado s\u00e3o distorcidas, bem como ampliadas.<br>Cr\u00e9dito: ci\u00eancia &#8211; NASA, ESA, Brian Welch (Universidade Johns Hopkins), Dan Coe (STScI); processamento da imagem &#8211; NASA, ESA, Alyssa Pagan (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quase n\u00e3o acredit\u00e1mos ao in\u00edcio, est\u00e1 muito mais longe do que a anterior estrela com desvio para o vermelho mais distante e mais alto,&#8221; disse o astr\u00f3nomo Brian Welch da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, autor principal do artigo que descreve a descoberta, publicado na revista Nature dia 30 de mar\u00e7o. A descoberta foi feita a partir de dados recolhidos durante o programa RELICS (Reionization Lensing Cluster Survey), liderado pelo coautor Dan Coe no STScI (Space Telescope Science Institute), tamb\u00e9m em Baltimore.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Normalmente, a estas dist\u00e2ncias, gal\u00e1xias inteiras parecem pequenas manchas, com a luz de milh\u00f5es de estrelas a misturar-se,&#8221; disse Welch. &#8220;A gal\u00e1xia que acolhe esta estrela foi ampliada e distorcida por uma lente gravitacional num longo crescente a que demos o nome de &#8216;Arco do Sol Nascente&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de estudar a gal\u00e1xia em detalhe, Welch determinou que uma das suas caracter\u00edsticas \u00e9 uma estrela extremamente ampliada que chamou de Earendel, que significa &#8220;estrela da manh\u00e3&#8221; em ingl\u00eas antigo. A descoberta cont\u00e9m a promessa de abrir uma era desconhecida de forma\u00e7\u00e3o estelar muito precoce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Earendel existiu h\u00e1 tanto tempo que n\u00e3o pode ter tido todas as mesmas mat\u00e9rias-primas que as estrelas que nos rodeiam hoje,&#8221; explicou Welch. &#8220;O estudo de Earendel ser\u00e1 uma janela para uma era do Universo com a qual n\u00e3o estamos familiarizados, mas que nos levou a tudo o que sabemos. \u00c9 como se estiv\u00e9ssemos a ler um livro realmente interessante, mas come\u00e7\u00e1mos com o segundo cap\u00edtulo, e agora temos uma oportunidade de ver como tudo come\u00e7ou,&#8221; disse Welch.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Record Broken: Hubble Spots Farthest Star Ever Seen\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0YMRuh772IA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quando as estrelas se alinham<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o estima que Earendel tem pelo menos 50 vezes a massa do nosso Sol e \u00e9 milh\u00f5es de vezes mais brilhante, rivalizando com as estrelas mais massivas conhecidas. Mas mesmo uma estrela t\u00e3o brilhante e massiva seria imposs\u00edvel de ver a uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande sem a ajuda da amplia\u00e7\u00e3o natural por um enorme enxame de gal\u00e1xias, WHL0137-08, situado entre n\u00f3s e Earendel. A massa do enxame de gal\u00e1xias distorce o tecido do espa\u00e7o, criando uma poderosa lupa natural que curva e amplia a luz de objetos distantes por tr\u00e1s dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as ao raro alinhamento com o enxame de gal\u00e1xias de amplia\u00e7\u00e3o, a estrela Earendel aparece diretamente sobre, ou extremamente perto, de uma ondula\u00e7\u00e3o no tecido do espa\u00e7o. Esta ondula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 definida na \u00f3tica como &#8220;c\u00e1ustica&#8221;, proporciona uma amplia\u00e7\u00e3o e aumento de brilho m\u00e1ximo. O efeito \u00e9 an\u00e1logo \u00e0 superf\u00edcie ondulada de uma piscina, criando padr\u00f5es de luz brilhante no fundo da piscina num dia de Sol. As ondula\u00e7\u00f5es \u00e0 superf\u00edcie atuam como lentes e focam a luz solar ao brilho m\u00e1ximo no fundo da piscina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta c\u00e1ustica faz com que a estrela Earendel &#8220;salte \u00e0 vista&#8221; do brilho geral da sua gal\u00e1xia natal. O seu brilho \u00e9 ampliado mil vezes ou mais. Neste ponto, os astr\u00f3nomos n\u00e3o s\u00e3o capazes de determinar se Earendel \u00e9 uma estrela bin\u00e1ria, embora a maioria das estrelas massivas tenham pelo menos uma estrela companheira mais pequena.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic2203b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/93\/e3\/bjoSkaqF_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A estrela apelidada Earendel (aqui indicada com uma seta na inser\u00e7\u00e3o) \u00e9 posicionada ao longo de uma ondula\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o-tempo que lhe d\u00e1 uma amplia\u00e7\u00e3o extrema, permitindo-lhe emergir da sua gal\u00e1xia hospedeira, que aparece como uma mancha vermelha atrav\u00e9s do c\u00e9u. Toda a cena \u00e9 vista atrav\u00e9s da lente distorcida criada por um enxame massivo de gal\u00e1xias no espa\u00e7o interveniente, o que permite ver as caracter\u00edsticas da gal\u00e1xia, mas tamb\u00e9m distorce a sua apar\u00eancia &#8211; um efeito a que os astr\u00f3nomos chamam lentes gravitacionais. Os pontos vermelhos em ambos os lados de Earendel s\u00e3o um enxame de estrelas que \u00e9 espelhado em ambos os lados da ondula\u00e7\u00e3o, um resultado da distor\u00e7\u00e3o gravitacional da lente. A gal\u00e1xia inteira, chamada Arco do Sol Nascente, aparece tr\u00eas vezes, e os n\u00f3s ao longo do seu comprimento s\u00e3o mais enxames estelares espelhados. A posi\u00e7\u00e3o \u00fanica de Earendel ao longo da linha de amplia\u00e7\u00e3o mais extrema permite a sua dete\u00e7\u00e3o, mesmo que n\u00e3o seja um enxame.<br>Com esta observa\u00e7\u00e3o, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA estabeleceu uma nova e extraordin\u00e1ria refer\u00eancia: detetar a luz de uma estrela que existiu nos primeiros mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o nascimento do Universo no Big Bang (num desvio para o vermelho de 6,2) &#8211; a estrela individual mais distante alguma vez vista. Isto estabelece um importante alvo para o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA no seu primeiro ano.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, B. Welch (Universidade Johns Hopkins), D. Coe (STScI), A. Pagan (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Confirma\u00e7\u00e3o com o Webb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos esperam que Earendel permane\u00e7a altamente ampliada nos pr\u00f3ximos anos. Ser\u00e1 observada pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. A alta sensibilidade do Webb \u00e0 luz infravermelha \u00e9 necess\u00e1ria para aprender mais sobre Earendel, porque a sua luz \u00e9 esticada (desviada para o vermelho) para comprimentos de onda infravermelhos mais longos devido \u00e0 expans\u00e3o do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esperamos, recorrendo ao Webb, confirmar que Earendel \u00e9 realmente uma estrela, bem como medir o seu brilho e temperatura,&#8221; disse Coe. Estes detalhes ir\u00e3o restringir o seu tipo e fase no ciclo de vida estelar. &#8220;Tamb\u00e9m esperamos descobrir que a gal\u00e1xia do Arco do Sol nascente carece de elementos pesados que se formam nas gera\u00e7\u00f5es seguintes de estrelas. Isto sugere que Earendel \u00e9 uma rara e massiva estrela pobre em metal,&#8221; disse Coe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A composi\u00e7\u00e3o de Earendel ser\u00e1 de grande interesse para os astr\u00f3nomos, pois formou-se antes do Universo ser preenchido com os elementos pesados produzidos por sucessivas gera\u00e7\u00f5es de estrelas massivas. Se estudos posteriores descobrirem que Earendel \u00e9 apenas composta por hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio primordiais, seria a primeira evid\u00eancia para as lend\u00e1rias estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III, que s\u00e3o teorizadas como sendo as primeiras estrelas nascidas ap\u00f3s o Big Bang. Embora a probabilidade seja pequena, Welch admite que \u00e9 aliciante na mesma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o Webb, podemos ver estrelas ainda mais longe do que Earendel, o que seria incrivelmente excitante&#8221;, disse Welch. &#8220;Vamos o mais longe que pudermos. Adoraria ver o Webb a bater o recorde de dist\u00e2ncia de Earendel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Space Sparks Episode 10: Hubble Finds the Most Distant Star Ever Seen\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ORau7k8D8PU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Rogier Windhorst: Hubble spots farthest star ever seen.\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Buwn0MuDbQM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/record-broken-hubble-spots-farthest-star-ever-seen\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2203\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2022\/news-2022-003\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hub.jhu.edu\/2022\/03\/30\/hubble-discovery-farthest-star\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20220330-record-broken-hubble-space-telescope-spots-farthest-star-ever-seen\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04449-y\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01FX61F3NBSQQY4K41GKAX05QD.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/948260\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2022\/03\/hubble-spots-the-farthest-star-ever-seen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/meet-earendel-most-distant-star-astronomers-have-observed\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-telescope-sees-most-distant-star-earendel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/155204\/a-new-record-hubble-detects-an-individual-star-from-a-time-when-the-universe-was-less-than-a-billion-years-old\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-03-hubble-distant-star-distance-billion.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/03\/220330124628.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2313903-furthest-star-ever-seen-offers-glimpse-12-8-billion-years-into-past\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/ancient-star-earendel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2022\/03\/30\/welcome-to-earendel-an-ancient-star-at-the-dawn-of-time-now-revealed-by-the-hubble-space-telescope\/?sh=285092fc76f3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/most-distant-star-ever-seen-found-in-hubble-space-telescope-image\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">National Geographic<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/hubble-farthest-star-earendel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-60931100\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.sky.com\/story\/scientists-discover-what-might-be-the-farthest-possible-star-ever-seen-12578253\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky News<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/03\/30\/world\/hubble-distant-star-image-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.pbs.org\/newshour\/science\/move-over-icarus-hubble-finds-earendel-the-farthest-star-from-earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PBS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2022\/3\/30\/23002980\/earendel-hubble-most-distant-star-gravitational-lensing-jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Verge<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/hubble-spots-most-distant-star-210002100.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/telescopio-espacial-hubble-deteta-estrela-a-mais-12-mil-milhoes-de-anos-luz-da-terra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/ciencia\/hubble-descobriu-o-sistema-solar-mais-distante-e-mais-antigo-ate-hoje-disse-a-nasa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pplware<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/mundo\/telescopio-hubble-deteta-a-estrela-mais-distante-de-sempre-14728166.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2022-03-30-Telescopio-espacial-Hubble-detecta-estrela-mais-distante-8e52d6bb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Expresso<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/03\/30\/ciencia\/noticia\/telescopio-espacial-hubble-detecta-estrela-distante-2000777\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00fablico<\/a><br><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/atualidade\/mundo\/2022-03-30-telescopio-espacial-hubble-deteta-estrela-mais-distante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vis\u00e3o<\/a><br><a href=\"https:\/\/24.sapo.pt\/noticias\/telescopio-espacial-hubble-deteta-estrela_62449be8994ff86541c941dd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2022\/03\/30\/telescopio-espacial-hubble-deteta-estrela-mais-distante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Earendel:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WHL0137-LS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames gal\u00e1cticos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_groups_and_clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Desvio para o vermelho:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Redshift\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>C\u00e1ustica (\u00f3tica):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Caustic_(optics)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/relics.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa RELICS (Reionization Lensing Cluster Survey)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/webbLaunch\/whereIsWebb.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onde est\u00e1 o Webb? (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA estabeleceu uma nova e extraordin\u00e1ria refer\u00eancia: a dete\u00e7\u00e3o da luz de uma estrela que existiu nos primeiros mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o nascimento do Universo no Big Bang &#8211; a estrela individual mais distante alguma vez vista at\u00e9 \u00e0 data. 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