{"id":4973,"date":"2022-04-01T06:19:49","date_gmt":"2022-04-01T05:19:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4973"},"modified":"2022-04-01T06:19:50","modified_gmt":"2022-04-01T05:19:50","slug":"a-morte-misteriosa-de-uma-estrela-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/04\/01\/a-morte-misteriosa-de-uma-estrela-de-carbono\/","title":{"rendered":"A morte misteriosa de uma estrela de carbono"},"content":{"rendered":"\n<p>Cientistas que estudavam V Hydrae (V Hya) testemunharam o misterioso &#8220;leito de morte&#8221; da estrela em detalhes sem precedentes. Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, a equipa descobriu seis an\u00e9is em expans\u00e3o lenta e duas estruturas em forma de ampulheta provocadas pela eje\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria a alta velocidade para o espa\u00e7o. Os resultados do estudo foram publicados na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>V Hya \u00e9 uma estrela AGB (asymptotic giant branch) rica em carbono localizada a aproximadamente 1300 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Hidra. Mais de 90% das estrelas com uma massa igual ou superior \u00e0 do Sol evoluem para estrelas AGB \u00e0 medida que o combust\u00edvel necess\u00e1rio para alimentar os processos nucleares \u00e9 removido. Entre estes milh\u00f5es de estrelas, V Hya tem sido de particular interesse para os cientistas devido aos seus comportamentos e caracter\u00edsticas t\u00e3o singulares, incluindo erup\u00e7\u00f5es de plasma a escalas extremas que ocorrem aproximadamente a cada 8,5 anos e a presen\u00e7a de uma estrela companheira quase invis\u00edvel que contribui para o comportamento explosivo de V Hya.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"448\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4974\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite.png 448w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite-300x300.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>A estrela rica em carbono V Hydrae est\u00e1 no seu ato final, e at\u00e9 agora, a sua morte tem-se revelado magn\u00edfica e violenta. Os cientistas que estudam a estrela descobriram seis an\u00e9is de escoamento (vistos aqui nesta composi\u00e7\u00e3o) e outras estruturas criadas pela explosiva eje\u00e7\u00e3o de massa de mat\u00e9ria para o espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/S. Dagnello (NRAO\/AUI\/NSF)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso estudo confirma dramaticamente que o modelo tradicional de como as estrelas AGB morrem &#8211; atrav\u00e9s da eje\u00e7\u00e3o em massa de combust\u00edvel via um vento lento, relativamente est\u00e1vel e esf\u00e9rico ao longo de 100.000 anos ou mais &#8211; est\u00e1, na melhor das hip\u00f3teses, incompleto, ou na pior, incorreto,&#8221; disse Raghvendra Sahai, astr\u00f3nomo no JPL da NASA e investigador principal do estudo. &#8220;\u00c9 muito prov\u00e1vel que uma companheira estelar ou subestelar pr\u00f3xima desempenhe um papel significativo nas suas mortes, e a compreens\u00e3o da f\u00edsica das intera\u00e7\u00f5es bin\u00e1rias \u00e9 importante tanto na astrof\u00edsica como um dos seus maiores desafios. No caso de V Hya, a combina\u00e7\u00e3o de uma estrela companheira pr\u00f3xima e de uma hipot\u00e9tica companheira distante \u00e9 respons\u00e1vel, pelo menos em certa medida, pela presen\u00e7a dos seus an\u00e9is e pelos fluxos velozes que est\u00e3o a provocar a morte miraculosa da estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mark Morris, astr\u00f3nomo da UCLA (Universidade da Calif\u00f3rnia, Los Angeles) e coautor da investiga\u00e7\u00e3o, acrescentou, &#8220;V Hydra foi apanhada no processo de liberta\u00e7\u00e3o da sua atmosfera &#8211; a maior parte da sua massa &#8211; o que \u00e9 algo que a maior parte das estrelas gigantes vermelhas em fase final fazem. Para nossa surpresa, descobrimos que a mat\u00e9ria, neste caso, est\u00e1 a ser expelida como uma s\u00e9rie de an\u00e9is de escoamento. Esta \u00e9 a primeira e \u00fanica vez que algu\u00e9m viu que o g\u00e1s a ser expelido de uma estrela AGB pode ser expelido sob a forma de &#8216;an\u00e9is de fumo&#8217; em expans\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os seis an\u00e9is expandiram-se para longe de V Hya ao longo de mais ou menos 2100 anos, acrescentando mat\u00e9ria e impulsionando o crescimento de uma estrutura de alta densidade em forma de disco deformado \u00e0 volta da estrela. A equipa apelidou esta estrutura de DUDE (Disk Undergoing Dynamical Expansion).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/nrao22ao05_Sahai_V_Hya_artistimp-NEW.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/nrao22ao05_Sahai_V_Hya_artistimp-NEW-700x442.jpeg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os cientistas observaram, pela primeira vez, o misterioso &#8220;leito de morte&#8221; de uma estrela AGB rica em carbono. O ato final de V Hydrae \u00e9 caracterizado pela eje\u00e7\u00e3o em massa de mat\u00e9ria no espa\u00e7o, resultando na expans\u00e3o lenta de seis an\u00e9is e na forma\u00e7\u00e3o de duas estruturas em forma de ampulheta mostradas aqui nesta impress\u00e3o de artista.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/S. Dagnello (NRAO\/AUI\/NSF)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;O estado final da evolu\u00e7\u00e3o estelar &#8211; quando as estrelas passam da fase de gigante vermelha e terminam como uma an\u00e3 branca &#8211; \u00e9 um processo complexo que n\u00e3o \u00e9 bem compreendido,&#8221; disse Morris. &#8220;A descoberta de que este processo pode envolver a eje\u00e7\u00e3o de an\u00e9is de g\u00e1s, em simult\u00e2neo com a produ\u00e7\u00e3o de jatos intermitentes de material a alta velocidade, d\u00e1 origem a uma nova e fascinante &#8216;perturba\u00e7\u00e3o&#8217; \u00e0 nossa explora\u00e7\u00e3o de como as estrelas morrem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Sahai acrescentou, &#8220;V Hya est\u00e1 na breve, mas cr\u00edtica fase de transi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o dura muito tempo e \u00e9 dif\u00edcil encontrar estrelas nesta fase, ou melhor, &#8216;apanh\u00e1-las em flagrante&#8217;. Tivemos sorte e fomos capazes de imaginar todos os diferentes fen\u00f3menos de perda de massa em V Hya para compreender melhor como as estrelas moribundas perdem massa no final das suas vidas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de um conjunto completo de an\u00e9is em expans\u00e3o e de um disco deformado, o ato final de V Hya apresenta duas estruturas em forma de ampulheta &#8211; e uma estrutura adicional em forma de jato &#8211; que se est\u00e3o a expandir a velocidades elevadas de mais de 240 km\/s. Estas estruturas em forma de ampulheta j\u00e1 tinham sido observadas anteriormente em nebulosas planet\u00e1rias, incluindo MyCn 18 &#8211; tamb\u00e9m chamada de Nebulosa da Ampulheta -, uma jovem nebulosa de emiss\u00e3o localizada a cerca de 8000 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio sul da Mosca, e na mais conhecida Nebulosa Caranguejo do Sul, uma nebulosa de emiss\u00e3o localizada a aproximadamente 7000 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Centauro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sahai acrescentou: &#8220;Observ\u00e1mos pela primeira vez a presen\u00e7a de fluxos velozes em 1981. Depois, em 2022, encontr\u00e1mos um fluxo em forma de jato constitu\u00eddo por bolhas de plasma compactas ejetadas a alta velocidade a partir de V Hya. E agora, a nossa descoberta de fluxos de grande angular em V Hya liga os pontos, revelando como todas estas estruturas podem ser criadas durante a fase evolutiva em que esta estrela gigante vermelha extraluminosa est\u00e1 agora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite_labeled.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/nrao22ao05_Sahai_V-Hya_composite_labeled-700x541.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os cientistas que estudam a estrela moribunda rica em carbono V Hya descobriram seis an\u00e9is em lenta expans\u00e3o que se formam \u00e0 medida que a estrela expulsa a sua mat\u00e9ria. Visto aqui nesta composi\u00e7\u00e3o, estes an\u00e9is de escoamento e a estrutura de arco difuso do sexto anel s\u00e3o moderadamente vis\u00edveis na linha de emiss\u00e3o de is\u00f3topos de carbono de 12CO, e tornam-se bem definidos nas vistas dos is\u00f3topos de carbono de 13CO. Estes an\u00e9is fazem parte de uma hist\u00f3ria anteriormente desconhecida sobre a morte de estrelas e est\u00e3o a ajudar os cientistas a desvendar o que acontece no &#8220;ato final&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/S. Dagnello (NRAO\/AUI\/NSF)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Devido tanto \u00e0 dist\u00e2ncia como \u00e0 densidade da poeira que envolve a estrela, o estudo de V Hya exigiu um instrumento \u00fanico com o poder de ver claramente a mat\u00e9ria que est\u00e1 ao mesmo tempo muito longe e \u00e9 tamb\u00e9m dif\u00edcil ou imposs\u00edvel de detetar com a maioria dos telesc\u00f3pios \u00f3ticos. A equipa alistou os recetores de Banda 6 (1,23 mm) e Banda 7 (0,85 mm) do ALMA, que revelaram os m\u00faltiplos an\u00e9is e os fluxos da estrela com grande clareza.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os processos que ocorrem nas fases finais das estrelas de baixa massa, e durante a fase AGB em particular, h\u00e1 muito que fascinam os astr\u00f3nomos e t\u00eam sido dif\u00edceis de compreender,&#8221; disse Joe Pesce, astr\u00f3nomo e oficial do programa NSF para o NRAO\/ALMA. &#8220;As capacidades e a resolu\u00e7\u00e3o do ALMA est\u00e3o finalmente a permitir-nos testemunhar estes eventos com o extraordin\u00e1rio detalhe necess\u00e1rio para fornecer algumas respostas e melhorar a nossa compreens\u00e3o de um evento que acontece \u00e0 maioria das estrelas no Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sahai acrescentou que a incorpora\u00e7\u00e3o de dados infravermelhos, \u00f3ticos e ultravioleta no estudo criou uma imagem completa em v\u00e1rios comprimentos de onda do que poderia ser um dos maiores espet\u00e1culos da Via L\u00e1ctea, pelo menos para os astr\u00f3nomos. &#8220;De cada vez que observamos V Hya com novas capacidades de observa\u00e7\u00e3o, torna-se mais e mais como um circo, caracterizada por uma variedade ainda maior de proezas impressionantes. V Hydrae tem-nos impressionado com os seus m\u00faltiplos an\u00e9is e atos, e dado que o nosso pr\u00f3prio Sol pode um dia ter um destino semelhante, tem toda a nossa aten\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/hey-dude-mysterious-death-of-carbon-star-plays-out-like-six-ring-circus\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/carbon-star-v-hydrae-death\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.ucla.edu\/releases\/death-of-giant-red-star-v-hya\" target=\"_blank\">\/\/ UCLA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2202.09335\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>V Hydrae:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/V_Hydrae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrela AGB:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asymptotic_giant_branch\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas que estudavam V Hydrae (V Hya) testemunharam o misterioso &#8220;leito de morte&#8221; da estrela em detalhes sem precedentes. 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