{"id":4948,"date":"2022-03-22T07:22:46","date_gmt":"2022-03-22T06:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4948"},"modified":"2022-03-22T07:22:59","modified_gmt":"2022-03-22T06:22:59","slug":"novo-estudo-sugere-que-o-oxigenio-abundante-do-cometa-67p-e-uma-especie-de-ilusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/22\/novo-estudo-sugere-que-o-oxigenio-abundante-do-cometa-67p-e-uma-especie-de-ilusao\/","title":{"rendered":"Novo estudo sugere que o oxig\u00e9nio abundante do Cometa 67P \u00e9 uma esp\u00e9cie de ilus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a nave espacial Rosetta da ESA descobriu oxig\u00e9nio molecular em abund\u00e2ncia proveniente do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko (67P) em 2015, intrigou os cientistas. Nunca tinham visto um cometa a emitir oxig\u00e9nio, muito menos em tal abund\u00e2ncia. Mas mais alarmantes eram as implica\u00e7\u00f5es profundas: que os investigadores tinham que explicar tanto oxig\u00e9nio, o que significava reconsiderar tudo o que pensavam j\u00e1 saber sobre a qu\u00edmica do Sistema Solar primitivo e de como este se formou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova an\u00e1lise, contudo, liderada pela cientista planet\u00e1ria Adrienn Luspay-Kuti no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland, mostra que a descoberta da Rosetta pode n\u00e3o ser t\u00e3o estranha como os cientistas imaginavam inicialmente. Em vez disso, sugere que o cometa tem dois reservat\u00f3rios internos que fazem parecer que h\u00e1 mais oxig\u00e9nio do que realmente tem.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"878\" height=\"863\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4949\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg 878w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o-300x295.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o-768x755.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 878px) 100vw, 878px\" \/><\/a><figcaption>O cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko visto pela nave espacial Rosetta da ESA em mar\u00e7o de 2015. O cometa 67P foi o primeiro cometa conhecido a emitir oxig\u00e9nio molecular, uma mol\u00e9cula raramente encontrada em todo o Universo devido \u00e0 sua reatividade qu\u00edmica e \u00e0 dificuldade de a detetar.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/NAVCAM<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 uma esp\u00e9cie de ilus\u00e3o,&#8221; disse Luspay-Kuti. &#8220;Na realidade, o cometa n\u00e3o tem esta alta abund\u00e2ncia de oxig\u00e9nio, pelo menos n\u00e3o tanto no que toca \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o, mas acumulou oxig\u00e9nio que fica preso nas camadas superiores do cometa, que depois \u00e9 libertado todo de uma s\u00f3 vez.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora comum na Terra, o oxig\u00e9nio molecular (dois \u00e1tomos de oxig\u00e9nio duplamente ligados um ao outro) \u00e9 marcadamente invulgar em todo o Universo. Liga-se rapidamente a outros \u00e1tomos e mol\u00e9culas, especialmente aos \u00e1tomos universalmente abundantes de hidrog\u00e9nio e carbono, pelo que o oxig\u00e9nio aparece somente em pequenas quantidades em apenas algumas nuvens moleculares. Este facto levou muitos investigadores a concluir que qualquer oxig\u00e9nio, na nebulosa protosolar que formou o nosso Sistema Solar, provavelmente tinha sido absorvido de modo id\u00eantico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, quando a Rosetta encontrou oxig\u00e9nio a sair do cometa 67P, tudo ficou ao contr\u00e1rio. Ningu\u00e9m tinha visto oxig\u00e9nio num cometa antes e, como a quarta mol\u00e9cula mais abundante na cabeleira brilhante do cometa (depois da \u00e1gua, do di\u00f3xido de carbono e do mon\u00f3xido de carbono), precisava de alguma explica\u00e7\u00e3o. O oxig\u00e9nio parecia sair do cometa com a \u00e1gua, fazendo com que muitos investigadores suspeitassem que o oxig\u00e9nio ou era primordial &#8211; o que significava que se prendeu \u00e0 \u00e1gua no nascimento do Sistema Solar e se acumulou no cometa quando mais tarde se formou &#8211; ou que se formou a partir da \u00e1gua depois da forma\u00e7\u00e3o do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas Luspay-Kuti e a sua equipa estava c\u00e9ticos. \u00c0 medida que a forma de haltere do cometa gira gradualmente, cada hemisf\u00e9rio enfrenta o Sol em v\u00e1rios pontos, o que significa que o cometa tem esta\u00e7\u00f5es, pelo que a liga\u00e7\u00e3o oxig\u00e9nio-\u00e1gua pode n\u00e3o estar sempre presente. Ao longo de curtos per\u00edodos de tempo, os vol\u00e1teis podem potencialmente ligar-se e desligar-se \u00e0 medida que descongelam e voltam a congelar com as esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/4a\/5c\/TcEJdAVa_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/4a\/5c\/TcEJdAVa_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da sonda Rosetta da ESA a aproximar-se do seu alvo, o cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/NAVCAM<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Agora v\u00eaem-no, agora n\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tirando partido destas esta\u00e7\u00f5es, a equipa examinou os dados moleculares em per\u00edodos curtos e longos, imediatamente antes do hemisf\u00e9rio sul do cometa entrar no ver\u00e3o e depois novamente no final desta esta\u00e7\u00e3o. Como relatado no seu estudo, publicado dia 10 de mar\u00e7o na revista Nature Astronomy, a equipa descobriu que \u00e0 medida que o hemisf\u00e9rio sul se afastava e estava suficientemente longe do Sol, a liga\u00e7\u00e3o entre o oxig\u00e9nio e a \u00e1gua desaparecia. A quantidade de \u00e1gua que sa\u00eda do cometa caiu precipitadamente, pelo que ao inv\u00e9s o oxig\u00e9nio parecia fortemente ligado ao di\u00f3xido de carbono e ao mon\u00f3xido de carbono, que o cometa ainda estava a emitir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese disso ser poss\u00edvel sob as explica\u00e7\u00f5es sugeridas anteriormente,&#8221; disse Luspay-Kuti. &#8220;Se o oxig\u00e9nio fosse primordial e ligado \u00e0 \u00e1gua na sua forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deveria haver qualquer altura que o oxig\u00e9nio estivesse fortemente correlacionado com o mon\u00f3xido de carbono e com o di\u00f3xido de carbono, mas n\u00e3o com a \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez disso, a equipa prop\u00f4s que o oxig\u00e9nio do cometa n\u00e3o vem da \u00e1gua, mas de dois reservat\u00f3rios: um composto de oxig\u00e9nio, mon\u00f3xido de carbono e di\u00f3xido de carbono no interior do n\u00facleo rochoso do cometa, e uma bolsa mais rasa mais pr\u00f3xima da superf\u00edcie onde o oxig\u00e9nio se combina quimicamente com mol\u00e9culas de \u00e1gua gelada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia \u00e9 a seguinte: um reservat\u00f3rio profundo de oxig\u00e9nio, mon\u00f3xido de carbono e di\u00f3xido de carbono gelado est\u00e1 constantemente a emitir gases porque o oxig\u00e9nio, o di\u00f3xido de carbono e o mon\u00f3xido de carbono evaporam-se a temperaturas muito baixas. No entanto, como o oxig\u00e9nio atravessa o interior do cometa at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie, parte insere-se quimicamente na \u00e1gua gelada (um dos principais constituintes do n\u00facleo do cometa) para formar um segundo reservat\u00f3rio de oxig\u00e9nio, mais raso. Mas a \u00e1gua gelada vaporiza a uma temperatura muito mais elevada do que o oxig\u00e9nio, por isso, at\u00e9 o Sol aquecer suficientemente a superf\u00edcie e vaporizar a \u00e1gua gelada, o oxig\u00e9nio fica preso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A consequ\u00eancia \u00e9 que o oxig\u00e9nio pode acumular-se neste reservat\u00f3rio raso durante longos per\u00edodos at\u00e9 que a superf\u00edcie do cometa seja finalmente aquecida o suficiente para que a \u00e1gua gelada se vaporize, libertando uma pluma muito mais rica em oxig\u00e9nio do que estava realmente presente no cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dito de outra forma, as abund\u00e2ncias de oxig\u00e9nio medidas na cabeleira do cometa n\u00e3o refletem necessariamente as suas abund\u00e2ncias no n\u00facleo do cometa,&#8221; explicou Luspay-Kuti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequentemente, o cometa tamb\u00e9m vacilaria com as esta\u00e7\u00f5es do ano entre a forte associa\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua (quando o Sol aquece a superf\u00edcie) e a forte associa\u00e7\u00e3o ao di\u00f3xido de carbono e ao mon\u00f3xido de carbono (quando esta superf\u00edcie n\u00e3o est\u00e1 virada para o Sol e o cometa est\u00e1 suficientemente longe) &#8211; exatamente o que a Rosetta observou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8f\/83\/xozuV39e_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8f\/83\/xozuV39e_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Gr\u00e1fico que representa a liberta\u00e7\u00e3o do oxig\u00e9nio molecular e de outras mol\u00e9culas vol\u00e1teis a partir de dois reservat\u00f3rios dentro do cometa 67P. As duas inser\u00e7\u00f5es mostram um reservat\u00f3rio profundo de di\u00f3xido de carbono, mon\u00f3xido de carbono e oxig\u00e9nio molecular (os pontos de cor creme) que est\u00e1 constantemente a libertar o seu conte\u00fado do cometa 67P. Os pontos azuis s\u00e3o oxig\u00e9nio molecular que ficou preso na \u00e1gua gelada enquanto se movia do reservat\u00f3rio profundo para a superf\u00edcie (rotulado H2O-O2, a azul), formando um reservat\u00f3rio mais raso que s\u00f3 liberta o seu conte\u00fado quando a superf\u00edcie \u00e9 aquecida e o cometa est\u00e1 suficientemente pr\u00f3ximo do Sol. As linhas \u00e0 frente do cometa (tanto em baixo e \u00e0 direita como em cima e \u00e0 esquerda) s\u00e3o os per\u00edodos que o novo estudo analisou. A mudan\u00e7a de azul para creme na linha depois do equin\u00f3cio p\u00f3s-peri\u00e9lio \u00e9 quando a equipa de investiga\u00e7\u00e3o descobriu que o oxig\u00e9nio molecular emitido deixou de se associar \u00e0 \u00e1gua e estava correlacionado com o mon\u00f3xido de carbono e o di\u00f3xido de carbono.<br>Cr\u00e9dito: Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins\/Jon Emmerich<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta n\u00e3o \u00e9 apenas uma explica\u00e7\u00e3o: \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o h\u00e1 outra possibilidade,&#8221; disse Olivier Mousis, cientista planet\u00e1rio da Universidade de Aix-Marselha em Fran\u00e7a e coautor do estudo. &#8220;Se o oxig\u00e9nio estivesse apenas a vir da superf\u00edcie, n\u00e3o ver\u00edamos estas tend\u00eancias observadas pela Rosetta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal implica\u00e7\u00e3o, disse, \u00e9 que significa que o oxig\u00e9nio do cometa 67P \u00e9, de facto, oxig\u00e9nio que se acumulou no in\u00edcio do Sistema Solar. Apenas que \u00e9 somente uma fra\u00e7\u00e3o do que as pessoas tinham pensado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luspay-Kuti disse que quer aprofundar o tema examinando as esp\u00e9cies moleculares menos abundantes do cometa, como o metano e o etano, e a sua correla\u00e7\u00e3o com o oxig\u00e9nio molecular e com outras esp\u00e9cies maiores. Ela suspeita que isto ir\u00e1 ajudar os investigadores a ter uma melhor ideia do tipo de gelo em que o oxig\u00e9nio foi incorporado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda \u00e9 necess\u00e1rio encontrar uma forma de incorporar o oxig\u00e9nio no cometa,&#8221; disse Luspay-Kuti, considerando que a quantidade de oxig\u00e9nio ainda \u00e9 maior do que a observada na maioria das nuvens moleculares. Mas ela disse que esperava que a maioria dos investigadores acolhesse o estudo e as suas conclus\u00f5es com um suspiro de al\u00edvio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jhuapl.edu\/NewsStory\/220310b-comet-67p-abundant-oxygen-more-an-illusion\" target=\"_blank\">\/\/ Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.univ-amu.fr\/en\/public\/actualites\/rosetta-mission-two-distinct-sources-molecular-oxygen-revealed-coma-67pchuryumov\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Aix-Marselha (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.cornell.edu\/stories\/2022\/03\/comet-67p-emits-ancient-molecular-oxygen-its-nucleus\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-022-01614-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/67P\/Churyumov%E2%80%93Gerasimenko\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/rosetta\/14615-comet-67p\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Rosetta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaMI\/Rosetta\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.esa.int\/rosetta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog da Rosetta &#8211; ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/imagearchives.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de imagens<\/a><br><a href=\"https:\/\/archives.esac.esa.int\/psa\/#!Table%20View\/Rosetta=mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dados da miss\u00e3o<\/a><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/missions\/rosetta-philae\/in-depth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/ESA_Rosetta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RosettaMission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosetta_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a nave espacial Rosetta da ESA descobriu oxig\u00e9nio molecular em abund\u00e2ncia proveniente do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko (67P) em 2015, intrigou os cientistas. 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