{"id":4945,"date":"2022-03-22T07:19:43","date_gmt":"2022-03-22T06:19:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4945"},"modified":"2022-03-22T07:19:45","modified_gmt":"2022-03-22T06:19:45","slug":"meteoritos-que-ajudaram-a-formar-a-terra-podem-ter-sido-formados-perto-do-sistema-solar-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/22\/meteoritos-que-ajudaram-a-formar-a-terra-podem-ter-sido-formados-perto-do-sistema-solar-exterior\/","title":{"rendered":"Meteoritos que ajudaram a formar a Terra podem ter sido formados perto do Sistema Solar exterior"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que o nosso Sistema Solar se tenha formado a partir de uma nuvem de g\u00e1s e poeira, a chamada nebulosa solar, que come\u00e7ou a condensar-se gravitacionalmente h\u00e1 aproximadamente 4,6 mil milh\u00f5es de anos. \u00c0 medida que esta nuvem se contra\u00eda, come\u00e7ou a girar e a moldar-se num disco em volta da massa de mais alta gravidade no seu centro, que se tornaria o nosso Sol. O nosso Sistema Solar herdou toda a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de uma estrela ou estrelas anteriores, que explodiram como supernovas. O nosso Sol retirou uma amostra geral deste material \u00e0 medida que se formava, mas o material residual no disco come\u00e7ou a migrar com base na sua propens\u00e3o para congelar a uma dada temperatura e a formar corpos planet\u00e1rios. \u00c0 medida que o jovem Sol irradiava o disco circundante, criou um gradiente de calor no Sistema Solar primitivo. Por esta raz\u00e3o, os planetas interiores, Merc\u00fario, V\u00e9nus, a Terra e Marte, s\u00e3o na sua maioria rochosos (na sua maioria compostos por elementos mais pesados, tais como ferro, magn\u00e9sio e sil\u00edcio), enquanto que os planetas exteriores s\u00e3o na sua maioria compostos por elementos mais leves, especialmente hidrog\u00e9nio, h\u00e9lio, carbono, azoto e oxig\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/AJ0usceu_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"710\" height=\"400\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/AJ0usceu_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4946\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/AJ0usceu_o.jpg 710w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/AJ0usceu_o-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da cintura de asteroides.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Terra formou-se parcialmente a partir de meteoritos carbon\u00e1ceos, que se pensa serem provenientes de asteroides da sec\u00e7\u00e3o exterior da cintura principal de asteroides. As observa\u00e7\u00f5es telesc\u00f3picas de asteroides desta zona revelam uma reflect\u00e2ncia comum de 3,1 \u00b5m que sugere que as suas camadas externas hospedam ou \u00e1gua gelada ou argilas amoniacais, ou ambas, que s\u00f3 s\u00e3o est\u00e1veis a temperaturas muito baixas. Curiosamente, embora v\u00e1rias linhas de evid\u00eancias sugiram que os meteoritos carbon\u00e1ceos sejam derivados de tais asteroides, os meteoritos recuperados na Terra geralmente carecem desta caracter\u00edstica. A cintura de asteroides coloca assim muitas quest\u00f5es aos astr\u00f3nomos e aos cientistas planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo liderado por investigadores do ELSI (Earth-Life Science Institute) no Instituto de Tecnologia de T\u00f3quio sugere que estes materiais asteroidais podem ter-se formado muito longe no in\u00edcio do Sistema Solar, tendo depois sido transportados para o Sistema Solar interior por processos ca\u00f3ticos de mistura. Neste estudo, uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es de asteroides utilizando o telesc\u00f3pio espacial japon\u00eas AKARI e modelagem te\u00f3rica de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas nos asteroides sugere que os minerais de superf\u00edcie presentes nos asteroides da sec\u00e7\u00e3o exterior da cintura principal, especialmente as argilas que cont\u00eam amon\u00edaco (NH3), formam-se a partir de materiais base contendo NH3 e CO2 gelado que s\u00e3o est\u00e1veis apenas a temperaturas muito baixas e sob condi\u00e7\u00f5es ricas em \u00e1gua. Com base nestes resultados, o novo estudo prop\u00f5e que os asteroides da sec\u00e7\u00e3o exterior da cintura principal se formaram em \u00f3rbitas distantes e diferenciadas para dar origem a diferentes minerais em mantos ricos em \u00e1gua e n\u00facleos dominados por rochas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f6\/b7\/2EWGI07b_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f6\/b7\/2EWGI07b_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>(a) 3,1 \u00b5m de profundidade de absor\u00e7\u00e3o (eixo horizontal) indicando a presen\u00e7a de filossilicatos de amon\u00edaco. Preto: asteroides observados pelo AKARI. Laranja: meteoritos derivados de asteroides do tipo C. Azul: resultados te\u00f3ricos de c\u00e1lculo para a composi\u00e7\u00e3o inicial, incluindo gelo amoniacal (o n\u00famero \u00e9 o r\u00e1cio \u00e1gua\/rochas e corresponde ao eixo horizontal na figura b seguintes). (b) Linhas pretas: reflect\u00e2ncia dos asteroides mostrando 3,1 \u00b5m de absor\u00e7\u00e3o. Linha azul: reflect\u00e2ncia das combina\u00e7\u00f5es minerais contendo filossilicatos de amon\u00edaco obtidos a partir de c\u00e1lculos te\u00f3ricos. Linha p\u00farpura: reflect\u00e2ncia de um asteroide coberto com \u00e1gua gelada, obtido a partir de c\u00e1lculos te\u00f3ricos. Os locais onde aparecem tr\u00eas caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o principais s\u00e3o indicados por \u00e1reas coloridas. \u00c1rea vermelha a cerca de 2,7 \u00b5m: minerais hidratados. \u00c1rea azul a cerca de 3,1 \u00b5m: filossilicatos de amon\u00edaco ou \u00e1gua gelada. \u00c1reas verdes a cerca de 3,4 \u00b5m e 4,0 \u00b5m: carbonatos.<br>Cr\u00e9dito: reproduzido de Kurokawa et al. 2022, AGU Advances<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para compreender a origem das discrep\u00e2ncias nos espectros medidos de meteoritos carbon\u00e1ceos e asteroides, usando simula\u00e7\u00f5es de computador, a equipa modelou a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de v\u00e1rias misturas primitivas plaus\u00edveis concebidas para simular materiais primitivos de asteroides. Utilizaram ent\u00e3o estes modelos de computador para compara\u00e7\u00e3o com os espectros telesc\u00f3picos obtidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os seus modelos indicavam que, para corresponder aos espectros dos asteroides, o material inicial tinha de conter uma quantidade significativa de \u00e1gua e amon\u00edaco, uma abund\u00e2ncia relativamente baixa de CO2 e reagir a temperaturas inferiores a 70\u00baC, sugerindo que os asteroides formaram-se muito mais longe do que as suas atuais localiza\u00e7\u00f5es no Sistema Solar. Em contraste, a aus\u00eancia da caracter\u00edstica de 3,1 \u00b5m nos meteoritos pode ser atribu\u00edda \u00e0 rea\u00e7\u00e3o possivelmente mais profunda dentro dos asteroides, onde as temperaturas atingiram valores mais elevados e, portanto, os meteoritos recuperados podem ser amostras de por\u00e7\u00f5es mais profundas de asteroides.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f2\/d5\/2sFWylsH_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f2\/d5\/2sFWylsH_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Composi\u00e7\u00f5es minerais obtidas a partir de c\u00e1lculos te\u00f3ricos de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre a \u00e1gua e as rochas. (a) Os materiais iniciais cont\u00eam apenas \u00e1gua e rochas. N\u00e3o se formam filossilicatos de amon\u00edaco em quaisquer condi\u00e7\u00f5es. (b) Os materiais iniciais s\u00e3o \u00e1gua com gelo amoniacal e gelo seco, e rochas. Quando a propor\u00e7\u00e3o \u00e1gua\/rocha (em termos de massa) \u00e9 elevada, isto \u00e9, quando h\u00e1 bastante \u00e1gua, formam-se filossilicatos de amon\u00edaco (linha azul clara pontilhada).<br>Cr\u00e9dito: reproduzido de Kurokawa et al. 2022, AGU Advances<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ser verdade, este estudo sugere que a forma\u00e7\u00e3o da Terra e as suas propriedades \u00fanicas resultam de aspetos peculiares da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Haver\u00e1 v\u00e1rias oportunidades para testar este modelo. Por exemplo, este estudo fornece previs\u00f5es para o que a an\u00e1lise das amostras da Hayabusa2 ir\u00e1 encontrar. Esta origem distante dos asteroides, se correta, prev\u00ea que haver\u00e1 sais amoniacais e minerais nas amostras recolhidas por esta miss\u00e3o espacial. Uma verifica\u00e7\u00e3o adicional deste modelo ser\u00e1 fornecida pelas an\u00e1lises dos materiais entregues pela miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo tamb\u00e9m examinou se as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e qu\u00edmicas nos asteroides da sec\u00e7\u00e3o exterior da cintura principal deveriam ser capazes de formar os minerais observados. A origem fria e distante dos asteroides propostos sugere que deveria haver uma semelhan\u00e7a significativa entre os asteroides e os cometas e levanta quest\u00f5es sobre a forma como cada um destes tipos de corpos se formou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/48\/b0\/kibsEblb_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/48\/b0\/kibsEblb_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Um cen\u00e1rio para a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de asteroides do tipo C, derivado deste estudo.<br>Cr\u00e9dito: reproduzido de Kurokawa et al. 2022, AGU Advances<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo sugere que os materiais que deram origem \u00e0 Terra podem ter-se formado muito longe no in\u00edcio do Sistema Solar e depois ter sido trazidos para o interior durante a hist\u00f3ria inicial especialmente turbulenta do Sistema Solar. Observa\u00e7\u00f5es recentes de discos protoplanet\u00e1rios pelo ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) encontraram muitas estruturas anulares, que se pensa serem observa\u00e7\u00f5es diretas da forma\u00e7\u00e3o planetesimal. O autor principal Hiroyuki Kurokawa resume o trabalho, &#8220;ainda est\u00e1 por determinar se a forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar \u00e9 um resultado t\u00edpico, mas numerosas medi\u00e7\u00f5es sugerem que podemos ser capazes de contextualizar a nossa hist\u00f3ria c\u00f3smica em breve.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.titech.ac.jp\/english\/news\/2022\/063436\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto de Tecnologia de T\u00f3quio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2021AV000568\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (AGU Advances)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2112.10284\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cintura de asteroides:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid_Belt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/asteroids.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AKARI:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ir.isas.jaxa.jp\/AKARI\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Akari_(satellite)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hayabusa2:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.hayabusa2.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hayabusa2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasasolarsystem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensa-se que o nosso Sistema Solar se tenha formado a partir de uma nuvem de g\u00e1s e poeira, a chamada nebulosa solar, que come\u00e7ou a condensar-se gravitacionalmente h\u00e1 aproximadamente 4,6 mil milh\u00f5es de anos. \u00c0 medida que esta nuvem se contra\u00eda, come\u00e7ou a girar e a moldar-se num disco em volta da massa de mais 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