{"id":4936,"date":"2022-03-18T07:30:46","date_gmt":"2022-03-18T06:30:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4936"},"modified":"2022-03-18T07:30:58","modified_gmt":"2022-03-18T06:30:58","slug":"astronomos-desenvolvem-novo-metodo-para-tirar-a-temperatura-dos-buracos-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/18\/astronomos-desenvolvem-novo-metodo-para-tirar-a-temperatura-dos-buracos-negros\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos desenvolvem novo m\u00e9todo para tirar a temperatura dos buracos negros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de investiga\u00e7\u00e3o dirigida por investigadores do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) descobriu um novo m\u00e9todo para medir as massas de buracos negros com base na temperatura do g\u00e1s que os rodeia quando est\u00e3o ativos. Os resultados do trabalho foram recentemente publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia dos buracos negros \u00e9 um dos resultados mais b\u00e1sicos da astrof\u00edsica. Os buracos negros t\u00eam uma vasta gama de massas, desde buracos negros de massa estelar, que s\u00e3o o resultado da catastr\u00f3fica fase final de estrelas muito massivas e t\u00eam massas compar\u00e1veis \u00e0 das estrelas, a buracos negros supermassivos nos centros da maioria das gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4937\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/PTQz97be_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um buraco negro frio e massivo no centro de uma gal\u00e1xia, com 100 milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol, aquecendo o seu ambiente a milhares de graus, em compara\u00e7\u00e3o com um buraco negro mais pequeno e superaquecido, com 10 vezes a massa do nosso Sol, mas capaz de aquecer o seu ambiente a milh\u00f5es de graus.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez Diaz, SMM-IAC<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A massa de um buraco negro \u00e9, de momento, o \u00fanico par\u00e2metro que os cientistas s\u00e3o capazes de medir. Um artigo recente liderado por Almudena Prieto, investigadora no IAC, mostrou um m\u00e9todo original para medir a massa dos buracos negros, desde os de massa estelar at\u00e9 ao tipo supermassivo, baseado numa simples medi\u00e7\u00e3o do espectro de emiss\u00e3o do g\u00e1s ionizado que \u00e9 produzido nas imedia\u00e7\u00f5es de um buraco negro quando este est\u00e1 ativo, ou seja, quando est\u00e1 a &#8220;engolir&#8221; a mat\u00e9ria que cai no seu campo gravitacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este novo m\u00e9todo \u00e9 baseado numa teoria proposta pela primeira vez em 1973, aplicada a sistemas bin\u00e1rios que emitem raios-X, que cont\u00eam um objeto compacto, geralmente um buraco negro, e uma estrela companheira. &#8220;Este m\u00e9todo abre uma nova possibilidade de medir massas de buracos negros, para buracos negros de massa estelar e tamb\u00e9m para massas interm\u00e9dias e buracos negros supermassivos,&#8221; explica a investigadora. &#8220;Ao mesmo tempo, gra\u00e7as \u00e0 sua base te\u00f3rica, o novo m\u00e9todo fornece a possibilidade de determinar a rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro, bem como a sua massa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quanto mais pequeno, mais quente, quanto maior, mais frio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deu alguns resultados que surpreenderam os investigadores. &#8220;Um resultado curioso deste trabalho, talvez contraintuitivo, \u00e9 que quanto mais massivo \u00e9 o buraco negro, mais inativo se torna e mais frio \u00e9 o meio que o envolve,&#8221; explica Albert Rodr\u00edguez Ardilla, investigador do Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica do Brasil, coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;O contr\u00e1rio ocorre quando t\u00eam menos massa, caso em que s\u00e3o capazes de aquecer o material \u00e0 sua volta a milh\u00f5es de graus, embora apenas quando est\u00e3o ativos,&#8221; acrescenta Rodr\u00edguez Ardilla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rodr\u00edguez Ardilla foi um investigador convidado do IAC no Programa Severo Ochoa em 2014, e realizou uma grande parte da investiga\u00e7\u00e3o que foi publicada neste artigo recente durante uma segunda estadia de um ano, financiada pelo Governo do Brasil em 2018. Este estudo faz parte do projeto PARSEC que estuda, em v\u00e1rios comprimentos de onda, os n\u00facleos de gal\u00e1xias locais e os processos de acre\u00e7\u00e3o nos seus buracos negros centrais. Os dados para o projeto foram obtidos com o Telesc\u00f3pio Gemini Sul e no Observat\u00f3rio SOAR (Southern Astrophysical Research) no Chile, gra\u00e7as \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do Brasil nestes observat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/astronomers-develop-new-method-taking-temperature-black-holes\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/510\/1\/1010\/6442249?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2111.10465\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Intermediate-mass_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa interm\u00e9dia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro supermassivo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio SOAR:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/science\/programs\/ctio\/telescopes\/soar-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOIRLab<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Southern_Astrophysical_Research_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de investiga\u00e7\u00e3o dirigida por investigadores do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) descobriu um novo m\u00e9todo para medir as massas de buracos negros com base na temperatura do g\u00e1s que os rodeia quando est\u00e3o ativos. 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