{"id":4930,"date":"2022-03-15T07:24:55","date_gmt":"2022-03-15T06:24:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4930"},"modified":"2022-03-15T07:24:56","modified_gmt":"2022-03-15T06:24:56","slug":"imaginando-um-vizinho-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/15\/imaginando-um-vizinho-terrestre\/","title":{"rendered":"Imaginando um vizinho terrestre"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda n\u00e3o sabemos se as estrelas semelhantes ao Sol mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s, o bin\u00e1rio alfa Centauri A\/B, abrigam um planeta semelhante \u00e0 Terra. No entanto, gra\u00e7as a um novo trabalho de modelagem, temos agora uma boa no\u00e7\u00e3o de como seria um tal planeta, caso existisse, e de como poderia ter evolu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/c6gri19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"570\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/c6gri19.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4931\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/c6gri19.jpg 760w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/c6gri19-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/a><figcaption>Alfa Centauri A (esquerda) e alfa Centauri B vistas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. A uma dist\u00e2ncia de 4,3 anos-luz, o grupo alfa Centauri (que inclui tamb\u00e9m a an\u00e3 vermelha alfa Centauri C) \u00e9 o sistema estelar mais pr\u00f3ximo da Terra.<br>Cr\u00e9dito : ESA\/Hubble &amp; NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes s\u00e3o tempos emocionantes para a investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria, passando da demografia para a caracteriza\u00e7\u00e3o detalhada. Prev\u00ea-se que o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, lan\u00e7ado com sucesso em dezembro de 2021, detete as atmosferas de exoplanetas rochosos em tr\u00e2nsito dentro da &#8220;zona habit\u00e1vel&#8221; de an\u00e3s M, estrelas mais t\u00e9nues do que o Sol. O ELT (Extremely Large Telescope), atualmente em constru\u00e7\u00e3o no Chile, ser\u00e1 configurado at\u00e9 ao final da d\u00e9cada para observar diretamente exoplanetas rochosos em torno de estrelas parecidas com o Sol. Olhando ainda mais \u00e0 frente, conceitos ambiciosos de miss\u00f5es espaciais futuras atualmente a ser explorados, incluindo o LIFE (Large Interferometer for Exoplanets), que visa os exoplanetas rochosos na zona habit\u00e1vel e as suas atmosferas. A ETH Zurique \u00e9 l\u00edder ou est\u00e1 significativamente envolvida nestas e noutras infraestruturas de observa\u00e7\u00e3o. Investiga\u00e7\u00e3o complementar no Instituto de F\u00edsica de Part\u00edculas e Astrof\u00edsica lida com modela\u00e7\u00e3o num\u00e9rica, que \u00e9 indispens\u00e1vel para compreender os exoplanetas rochosos na zona habit\u00e1vel e para orientar as futuras observa\u00e7\u00f5es e desenvolvimento de instrumenta\u00e7\u00e3o. Agora, uma equipa internacional liderada por cientistas da ETH Zurique apresentaram os resultados de um tal estudo, no qual orientaram a sua aten\u00e7\u00e3o para as estrelas parecidas com o Sol mais pr\u00f3ximas da Terra, alfa Centauri A e alfa Centauri B. Publicados na revista The Astrophysical Journal, fornecem uma previs\u00e3o de refer\u00eancia de como seria um planeta do tamanho da Terra, caso existisse neste sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma hipot\u00e9tica Terra em alfa Centauri<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa, que inclui os astrof\u00edsicos da ETH Zurique Haiyang Wang, Sascha Quanz e Fabian Seidler, bem como Paolo Sossi do Departamento de Ci\u00eancias da Terra, prop\u00f4s-se estimar a composi\u00e7\u00e3o elementar de um hipot\u00e9tico planeta rochoso na zona habit\u00e1vel do sistema alfa Centauri A\/B. A sua modelagem baseia-se nas composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas medidas espectroscopicamente de alfa Centauri A e alfa Centauri B, para as quais existe uma grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o tanto para elementos formadores de rochas (tais como ferro, magn\u00e9sio e sil\u00edcio) como para elementos vol\u00e1teis (incluindo hidrog\u00e9nio, carbono e oxig\u00e9nio). A partir destes dados foram capazes de projetar poss\u00edveis composi\u00e7\u00f5es de um hipot\u00e9tico corpo planet\u00e1rio em \u00f3rbita de qualquer uma das estrelas. Desta forma, os investigadores chegaram a previs\u00f5es detalhadas sobre as propriedades do seu planeta modelo, uma Terra em alfa Centauri, incluindo a sua estrutura interna, mineralogia e composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Estas caracter\u00edsticas, por sua vez, s\u00e3o de import\u00e2ncia central para compreender a sua evolu\u00e7\u00e3o a longo prazo e a sua potencial habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com este trabalho, Wang e colegas come\u00e7aram a pintar uma imagem cativante de um potencial exoplaneta em \u00f3rbita de alfa Centauri A\/B. Se existir, \u00e9 provavelmente geoquimicamente semelhante \u00e0 nossa Terra, preveem, com um manto dominado por silicatos, mas enriquecido em esp\u00e9cies portadoras de carbono como grafite e diamante. A capacidade de armazenamento de \u00e1gua no seu interior rochoso deve ser equivalente \u00e0 do nosso planeta natal. De acordo com o estudo, esta hipot\u00e9tica Terra em alfa Centauri tamb\u00e9m teria diferen\u00e7as, com um n\u00facleo de ferro ligeiramente maior, menor atividade geol\u00f3gica e uma poss\u00edvel aus\u00eancia de placas tect\u00f3nicas. A maior surpresa, por\u00e9m, foi que a atmosfera inicial do hipot\u00e9tico planeta poderia ter sido dominada por di\u00f3xido de carbono, metano e \u00e1gua &#8211; semelhante \u00e0 da Terra no \u00e9on Arqueano, h\u00e1 4 a 2,5 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando surgiu a primeira vida no nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2202a.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/bd\/27\/QYsLdD5g_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de Proxima d, um candidato exoplanet\u00e1rio identificado no in\u00edcio deste ano orbitando a t\u00e9nue estrela an\u00e3 vermelha alfa Centauri C. O trabalho de Wang et al. modela um hipot\u00e9tico exoplaneta em \u00f3rbita das estrelas muito mais brilhantes semelhantes ao Sol, alfa Centauri A e alfa Centauri B.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica estrela-planeta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo destaca-se pelo facto de incluir previs\u00f5es sobre elementos vol\u00e1teis num exoplaneta rochoso. Embora esteja bem estabelecido que a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos planetas &#8220;terrestres&#8221; (que s\u00e3o constitu\u00eddos predominantemente por rocha e metal) reflete geralmente a das suas estrelas hospedeiras, isto s\u00f3 \u00e9 verdade para os chamados elementos refrat\u00e1rios; ou seja, os principais constituintes da rocha e do metal. A correspond\u00eancia decomp\u00f5e-se para os elementos vol\u00e1teis &#8211; os que se evaporam facilmente. Esta classe inclui o hidrog\u00e9nio, carbono e azoto, que s\u00e3o a chave para compreender se um planeta \u00e9 potencialmente habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a sua investiga\u00e7\u00e3o de doutoramento na Universidade Nacional Australiana em Camberra (supervisionada por Charley Lineweaver e Trevor Ireland, coautores do novo trabalho), Wang desenvolveu o primeiro modelo quantitativo que liga as composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de estrelas semelhantes ao Sol a quaisquer planetas rochosos que as rodeiam, tanto para elementos vol\u00e1teis como refrat\u00e1rios. Wang juntou-se ao grupo Quanz na ETH Zurique em 2019, onde desde ent\u00e3o desenvolveu ainda mais as aplica\u00e7\u00f5es deste modelo. Modelos mais sofisticados da rela\u00e7\u00e3o qu\u00edmica entre estrela e planeta est\u00e3o tamb\u00e9m a ser desenvolvidos no grupo, atrav\u00e9s de colabora\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Janela de oportunidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A probabilidade de encontrar realmente um irm\u00e3o mais velho da nossa Terra &#8211; o sistema alfa Centauri A\/B \u00e9 1,5-2 mil milh\u00f5es de anos mais velho que o Sol &#8211; dificilmente podia ser mais favor\u00e1vel. De 2022 a 2035, alfa Centauri A e alfa Centauri B estar\u00e3o suficientemente separadas para beneficiar a procura de planetas \u00e0 volta de cada uma das estrelas, gra\u00e7as \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o luminosa uma da outra. Juntamente com o novo poder observacional que se pode esperar nos pr\u00f3ximos anos, existe a leg\u00edtima esperan\u00e7a de que um ou v\u00e1rios exoplanetas em \u00f3rbita de alfa Centauri A\/B se juntem aos cerca de 5000 exoplanetas descobertos desde 1995, quando os astrof\u00edsicos Michel Mayor e Didier Queloz da Universidade de Genebra (que se juntaram \u00e0 ETH Zurique no ano passado) anunciaram a descoberta do primeiro planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar em \u00f3rbita de uma estrela semelhante ao Sol &#8211; pelo qual receberam o Pr\u00e9mio Nobel da F\u00edsica em 2019, partilhado com o cosm\u00f3logo canadiano-americano Jim Peebles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho de Wang et al. fornece um estudo de refer\u00eancia para o campo da investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria, em termos de uma caracteriza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica detalhada de exoplanetas rochosos (hipot\u00e9ticos) na zona habit\u00e1vel em torno de estrelas semelhantes ao Sol na vizinhan\u00e7a solar. Isto \u00e9 importante para orientar futuras observa\u00e7\u00f5es de tais planetas e, portanto, para maximizar o retorno cient\u00edfico das infraestruturas astron\u00f3micas sem precedentes, terrestres e espaciais, que est\u00e3o a ser desenvolvidas. Com toda esta capacidade instalada, podemos aguardar com expetativa um novo cap\u00edtulo na descoberta de planetas e vida no cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.phys.ethz.ch\/news-and-events\/d-phys-news\/2022\/03\/imagining-an-earthly-neighbour.html\" target=\"_blank\">\/\/ ETH Zurique (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac4e8c\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2110.12565\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/github.com\/astro-seanwhy\/ExoInt\/tree\/master\/v1.2\" target=\"_blank\">\/\/ Modelo ExoInt (via GitHub)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alpha Centauri:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Alpha_Centauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Alpha_Centauri#Unconfirmed_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Candidatos exoplanet\u00e1rios (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grupo Quanz:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/quanz-group.ethz.ch\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ETH Zurique<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\">STScI<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\">Blog do JWST (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LIFE (Large Interferometer For Exoplanets):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.life-space-mission.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Interferometer_For_Exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o sabemos se as estrelas semelhantes ao Sol mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s, o bin\u00e1rio alfa Centauri A\/B, abrigam um planeta semelhante \u00e0 Terra. 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