{"id":4927,"date":"2022-03-11T07:22:05","date_gmt":"2022-03-11T06:22:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4927"},"modified":"2022-03-11T07:22:06","modified_gmt":"2022-03-11T06:22:06","slug":"astronomas-descobrem-a-maior-molecula-encontrada-ate-a-data-num-disco-de-formacao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/11\/astronomas-descobrem-a-maior-molecula-encontrada-ate-a-data-num-disco-de-formacao-planetaria\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomas descobrem a maior mol\u00e9cula encontrada at\u00e9 \u00e0 data num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) no Chile, investigadoras do Observat\u00f3rio de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos, detetaram pela primeira vez \u00e9ter dimet\u00edlico num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Com nove \u00e1tomos, trata-se da maior mol\u00e9cula identificada at\u00e9 \u00e0 data num disco deste tipo. Esta \u00e9 tamb\u00e9m a percursora de mol\u00e9culas org\u00e2nicas maiores que podem levar \u00e0 emerg\u00eancia de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A partir destes resultados, podemos aprender mais sobre a origem da vida no nosso planeta e consequentemente ter uma ideia melhor do potencial para a exist\u00eancia de vida noutros sistemas planet\u00e1rios. \u00c9 muito excitante ver como estes resultados se enquadram numa perspetiva mais ampla,&#8221; disse Nashanty Brunken, estudante de mestrado no Observat\u00f3rio de Leiden, parte da Universidade de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos, autora principal deste estudo publicado na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4928\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205a-1500x1000-1.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta composi\u00e7\u00e3o mostra uma representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria que rodeia a estrela IRS 48, tamb\u00e9m conhecida por Oph-IRS 48. O disco cont\u00e9m uma regi\u00e3o em forma de caju na sua parte sul, que aprisiona gr\u00e3os de poeira de tamanho milim\u00e9trico que se podem juntar para formar objetos de tamanho quilom\u00e9trico, tais como cometas, asteroides e, potencialmente, at\u00e9 planetas. Observa\u00e7\u00f5es recentes levadas a cabo com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) mostraram a presen\u00e7a de v\u00e1rias mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas na regi\u00e3o, incluindo o \u00e9ter dimet\u00edlico, a maior mol\u00e9cula alguma vez encontrada num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. A emiss\u00e3o que assinalou a presen\u00e7a desta mol\u00e9cula (as observa\u00e7\u00f5es reais est\u00e3o a azul) \u00e9 claramente mais forte na armadilha de poeira do disco. Mostramos tamb\u00e9m nesta composi\u00e7\u00e3o um modelo da mol\u00e9cula.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada, ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/A. Pohl, van der Marel et al., Brunken et al.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00e9ter dimet\u00edlico \u00e9 uma mol\u00e9cula org\u00e2nica observada frequentemente em nuvens de forma\u00e7\u00e3o estelar, mas nunca tinha sido antes encontrada num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. As investigadoras obtiveram igualmente uma poss\u00edvel dete\u00e7\u00e3o de metanoato de metilo, uma mol\u00e9cula complexa semelhante ao \u00e9ter dimet\u00edlico que tamb\u00e9m \u00e9 um bloco constituinte de mol\u00e9culas org\u00e2nicas maiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 realmente excitante detetar finalmente estas mol\u00e9culas maiores em discos. Durante algum tempo, pens\u00e1mos que talvez n\u00e3o fosse poss\u00edvel observ\u00e1-las,&#8221; disse a coautora do estudo Alice Booth, que tamb\u00e9m \u00e9 investigadora no Observat\u00f3rio de Leiden.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mol\u00e9culas foram encontradas no disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria que circunda a estrela jovem IRS 48 (tamb\u00e9m conhecida por Oph-IRS 48) com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), do qual o ESO \u00e9 um parceiro. IRS 48, situada a 444 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Ofi\u00faco, tem sido objeto de estudos numerosos, pelo facto do seu disco conter uma &#8220;armadilha de poeira&#8221; com a forma assim\u00e9trica de um caju. Esta regi\u00e3o, que se formou muito provavelmente como resultado de um planeta rec\u00e9m-nascido ou de uma pequena estrela companheira situada entre a estrela e a armadilha de poeira, ret\u00e9m um grande n\u00famero de gr\u00e3os de poeira de tamanho milim\u00e9trico que se podem juntar para formar objetos do tamanho quilom\u00e9trico, tais como cometas, asteroides e, potencialmente, at\u00e9 planetas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso2205b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Estas imagens obtidas com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) mostram onde v\u00e1rias mol\u00e9culas de g\u00e1s foram encontradas no disco que rodeia a estrela IRS 48, tamb\u00e9m conhecida por Oph-IRS 48. O disco cont\u00e9m uma regi\u00e3o em forma de caju na sua parte sul, que aprisiona gr\u00e3os de poeira de tamanho milim\u00e9trico que se podem juntar para formar objetos de tamanho quilom\u00e9trico, tais como cometas, asteroides e, potencialmente, at\u00e9 planetas. Observa\u00e7\u00f5es recentes mostraram a presen\u00e7a de v\u00e1rias mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas na regi\u00e3o, incluindo formalde\u00eddo (H2CO; a laranja), metanol (CH3OH; a verde) e \u00e9ter dimet\u00edlico (CH3OCH3; a azul), sendo esta \u00faltima a maior mol\u00e9cula alguma vez encontrada num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. A emiss\u00e3o que assinalou a presen\u00e7a destas mol\u00e9culas \u00e9 claramente mais forte na armadilha de poeira do disco, enquanto o g\u00e1s de mon\u00f3xido de carbono (CO; a violeta) se encontra presente em todo o disco gasoso. A localiza\u00e7\u00e3o da estrela central est\u00e1 assinalada por uma estrela nas quatro imagens. A armadilha de poeira tem aproximadamente o mesmo tamanho que a \u00e1rea ocupada pela emiss\u00e3o de metanol, em baixo \u00e0 esquerda.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/A. Pohl, van der Marel et al., Brunken et al.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que muitas mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas, tais como o \u00e9ter dimet\u00edlico, surjam em nuvens de forma\u00e7\u00e3o estelar, antes ainda das pr\u00f3prias estrelas se formarem. Nestes meios frios, \u00e1tomos e mol\u00e9culas simples, como o mon\u00f3xido de carbono, juntam-se aos gr\u00e3os de poeira formando uma camada de gelo e sofrendo rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que resultam em mol\u00e9culas mais complexas. As investigadoras descobriram recentemente que a armadilha de poeira no disco de IRS 48 \u00e9 tamb\u00e9m um reservat\u00f3rio gelado que cont\u00e9m gr\u00e3os de poeira cobertos por esse gelo rico em mol\u00e9culas complexas. Foi nesta regi\u00e3o do disco que o ALMA encontrou agora sinais da mol\u00e9cula de \u00e9ter dimet\u00edlico: quando o calor de IRS 48 sublima o gelo em g\u00e1s, as mol\u00e9culas prisioneiras que vieram das nuvens frias libertam-se e podem assim ser detetadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que torna tudo isto ainda mais excitante \u00e9 o facto de sabermos agora que estas mol\u00e9culas complexas maiores se encontram dispon\u00edveis para alimentar planetas em forma\u00e7\u00e3o no disco,&#8221; explica Booth. &#8220;Isto n\u00e3o era conhecido anteriormente, j\u00e1 que na aioria dos sistemas estas mol\u00e9culas se encontram escondidas no gelo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso1325d.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/eso1325d.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem anotada obtida pelo ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), que mostra a armadilha de poeira situada no disco que circunda o sistema Oph-IRS 48. Esta armadilha de poeira d\u00e1 \u00e0s min\u00fasculas rochas do disco um porto seguro onde se podem aglutinar e crescer at\u00e9 atingir o tamanho necess\u00e1rio para poderem sobreviver por si mesmas. A zona verde corresponde \u00e0 armadilha de poeira, onde se acumulam as part\u00edculas maiores. O tamanho da \u00f3rbita de Neptuno pode ser visto no canto superior esquerdo desenhado \u00e0 escala.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/Nienke van der Marel<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de \u00e9ter dimet\u00edlico sugere que muitas outras mol\u00e9culas complexas, que s\u00e3o normalmente detetadas em regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar, poder\u00e3o estar tamb\u00e9m presentes em estruturas geladas em discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Estas mol\u00e9culas s\u00e3o precursoras de mol\u00e9culas prebi\u00f3ticas tais como amino\u00e1cidos e a\u00e7\u00facares, que s\u00e3o alguns dos blocos constituintes b\u00e1sicos da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudar a sua forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o, os investigadores conseguem ter um melhor entendimento de como \u00e9 que mol\u00e9culas prebi\u00f3ticas v\u00e3o parar aos planetas, incluindo o nosso. &#8220;Estamos extremamente contentes agora que conseguimos come\u00e7ar a seguir a viagem completa destas mol\u00e9culas complexas desde as nuvens que formam estrelas at\u00e9 aos discos que formam planetas e aos cometas. Esperamos, com mais observa\u00e7\u00f5es, poder dar um passo em frente na compreens\u00e3o da origem de mol\u00e9culas prebi\u00f3ticas no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar,&#8221; disse Nienke van der Marel, uma investigadora no Observat\u00f3rio de Leiden, que tamb\u00e9m participou no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos futuros de IRS 48 com o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em constru\u00e7\u00e3o no Chile e previsto para come\u00e7ar as suas opera\u00e7\u00f5es no final desta d\u00e9cada, permitir\u00e3o \u00e0 equipa estudar a qu\u00edmica das regi\u00f5es mais internas do disco, onde planetas como a Terra se poder\u00e3o estar a formar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Largest Molecule yet Spotted in a Planet-forming Disc (ESOcast 253 Light)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uxMaFRxVLPY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2205\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/astronomers-discover-largest-molecule-yet-in-a-planet-forming-disc\/\" target=\"_blank\">\/\/ ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/07\/aa41057-21\/aa41057-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.08906\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/astronomers-largest-molecule-comet-factory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/astronomers-discover-the-largest-molecule-yet-in-a-planet-forming-disc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/astronomers-have-identified-the-largest-molecule-yet-in-a-planet-forming-disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-03-astronomers-largest-molecule-planet-forming-disc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/astronomers-discover-largest-molecule-in-pro-planetary-disc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2022\/03\/08\/new-molecule-linked-to-the-emergence-of-life-detected-around-a-star-444-light-years-away\/?sh=366ec79b5ee6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newsweek.com\/largest-organic-molecule-yet-found-planet-forming-disk-could-aid-search-alien-life-irs-48-1685508\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newsweek<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c9ter dimet\u00edlico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dimethyl_ether\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Oph-IRS 48:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Oph-IRS_48\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) no Chile, investigadoras do Observat\u00f3rio de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos, detetaram pela primeira vez \u00e9ter dimet\u00edlico num disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. 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