{"id":4918,"date":"2022-03-08T07:13:23","date_gmt":"2022-03-08T06:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4918"},"modified":"2022-03-08T07:13:24","modified_gmt":"2022-03-08T06:13:24","slug":"sera-que-a-rotacao-rapida-atrasou-o-colapso-de-duas-estrelas-de-neutroes-num-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/08\/sera-que-a-rotacao-rapida-atrasou-o-colapso-de-duas-estrelas-de-neutroes-num-buraco-negro\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que a rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida &#8220;atrasou&#8221; o colapso de duas estrelas de neutr\u00f5es num buraco negro?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando duas estrelas de neutr\u00f5es espiralam uma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra e se fundem para formar um buraco negro &#8211; um evento registado em 2017 por detetores de ondas gravitacionais e telesc\u00f3pios de todo o mundo &#8211; ser\u00e1 que se tornam imediatamente num buraco negro? Ou \u00e9 necess\u00e1rio algum tempo para diminuir a rota\u00e7\u00e3o antes do objeto fundido colapsar gravitacionalmente para al\u00e9m do horizonte de eventos num buraco negro?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/gw170817\/gw170817_ill.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/2yzA2RTZ_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4919\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/2yzA2RTZ_o.jpg 750w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/2yzA2RTZ_o-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption>Nesta impress\u00e3o de artista, a fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es para formar um buraco negro (escondido dentro de uma protuber\u00e2ncia brilhante no centro da imagem) gerou jatos de part\u00edculas (azuis) opostas e de alta energia que aqueceram o material \u00e0 volta das estrelas, fazendo-o emitir raios-X (nuvens avermelhadas). O Observat\u00f3rio de raios-X Chandra ainda hoje deteta raios-X do evento. Podem ser produzidos por uma onda de choque no material em redor do buraco negro, ou por material a cair violentamente no buraco negro (disco amarelado em redor do bojo central).<br>Cr\u00e9dito: dados de raios-X &#8211; NASA, CXC e Universidade Northwestern\/A. Hajela; visual &#8211; NASA\/CXC\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas dessa fus\u00e3o de 2017 pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra, um telesc\u00f3pio espacial, sugerem que o objeto fundido ficou &#8220;preso&#8221;, provavelmente por apenas um segundo, antes de sofrer o colapso final.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A evid\u00eancia est\u00e1 sob a forma de um brilho de raios-X da fus\u00e3o, apelidada GW170817, que n\u00e3o seria de esperar se as estrelas de neutr\u00f5es fundidas colapsassem imediatamente num buraco negro. O brilho posterior pode ser explicado como um &#8220;ressalto&#8221; de material das estrelas de neutr\u00f5es fundidas, que &#8220;araram&#8221; e aqueceram o material \u00e0 volta das estrelas de neutr\u00f5es. Este material quente tem agora mantido o remanescente a brilhar constantemente mais de quatro anos ap\u00f3s a fus\u00e3o ter atirado material para fora no que \u00e9 referido como uma quilonova. As emiss\u00f5es de raios-X de um jato de material, que foi detetado pelo Chandra pouco tempo ap\u00f3s a fus\u00e3o, j\u00e1 estariam a diminuir caso contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o excesso de emiss\u00f5es de raios-X observado pelo Chandra possa vir de detritos num disco de acre\u00e7\u00e3o que gira em redor e este possa eventualmente cair para o buraco negro, a astrof\u00edsica Raffaella Margutti da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley, favorece a hip\u00f3tese de colapso retardado, o que est\u00e1 previsto teoricamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se as estrelas de neutr\u00f5es fundidas colapsassem diretamente para um buraco negro sem fase interm\u00e9dia, seria muito dif\u00edcil explicar este excesso de raios-X que vemos neste momento, porque n\u00e3o haveria superf\u00edcie dura para o material ressaltar, voar a altas velocidades e assim criar este brilho posterior,&#8221; disse Margutti, professora associada de astronomia e de f\u00edsica da UC Berkeley. &#8220;Apenas cairia para dentro. Feito. A verdadeira raz\u00e3o pela qual estou cientificamente entusiasmada \u00e9 a possibilidade de estarmos a ver algo mais do que o jato. Poder\u00edamos finalmente obter alguma informa\u00e7\u00e3o sobre o novo objeto compacto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Margutti e colegas, incluindo a primeira autora Aprajita Hajela, que foi aluna de Margutti quando estava na Universidade Northwestern antes de se mudar para a UC Berkeley, relatam a sua an\u00e1lise do brilho de raios-X num artigo recentemente aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/be\/68\/aO8jNBsB_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/be\/68\/aO8jNBsB_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Fontes de raios-X capturadas pelo Chandra, incluindo, no topo, o buraco negro que se formou a partir da fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es e foi observado pela primeira vez em 2017.<br>Cr\u00e9dito: NASA, CXC e Universidade Northwestern\/A. Hajela (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/gw170817\/gw170817_xray_labeled.jpg\" target=\"_blank\">ver vers\u00e3o legendada<\/a>)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O brilho radioativo de uma quilonova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ondas gravitacionais da fus\u00e3o foram detetadas pela primeira vez a 17 de agosto de 2017 pelo LIGO (Advanced Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory) e pela colabora\u00e7\u00e3o Virgo. Telesc\u00f3pios terrestres e espaciais rapidamente seguiram o evento e registaram um surto de emiss\u00f5es no vis\u00edvel, no infravermelho e em raios-gama que, em conjunto, confirmaram a teoria de que muitos elementos pesados s\u00e3o produzidos na sequ\u00eancia de tais fus\u00f5es no interior de material quente ejetado que produzem uma quilonova brilhante. A quilonova brilha devido \u00e0 luz emitida durante a decomposi\u00e7\u00e3o de elementos radioativos, como a platina e o ouro, que s\u00e3o produzidos nos detritos da fus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Chandra, tamb\u00e9m, foi apontado para GW170817, mas s\u00f3 viu raios-X nove dias depois, sugerindo que a fus\u00e3o tamb\u00e9m produziu um jato estreito de material que, ao colidir com o material em torno das estrelas de neutr\u00f5es, emitiu um cone de raios-X que inicialmente falhou a Terra. S\u00f3 mais tarde \u00e9 que a cabe\u00e7a do jato se expandiu e come\u00e7ou a emitir raios-X num jato mais largo vis\u00edvel da Terra.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/60\/e3\/kmRIU5dH_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/60\/e3\/kmRIU5dH_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es produziu um buraco negro (em baixo, branco) e uma explos\u00e3o de raios-gama gerados por um jato estreito ou feixe de part\u00edculas de alta energia, retratado a vermelho. Inicialmente o jato era estreito e indetet\u00e1vel pelo Chandra, mas com o passar do tempo o material no jato abrandou e alargou-se (azul) ao bater no material circundante, fazendo com que a emiss\u00e3o de raios-X subisse \u00e0 medida que o jato entrava em vis\u00e3o direta do Chandra. Este jato e a sua contraparte oposta foram provavelmente gerados por material que caiu no buraco negro ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/K. DiVona<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As emiss\u00f5es de raios-X do jato aumentaram durante 160 dias ap\u00f3s a fus\u00e3o, ap\u00f3s os quais desvaneceram \u00e0 medida que o jato abrandava e se expandia. Mas Hajela e a sua equipa notaram que desde mar\u00e7o de 2020 &#8211; cerca de 900 dias ap\u00f3s a fus\u00e3o &#8211; e at\u00e9 ao final de 2020, o decl\u00ednio parou e as emiss\u00f5es de raios-X permaneceram aproximadamente constantes em termos de luminosidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O facto de os raios-X terem parado de diminuir rapidamente foi a nossa melhor evid\u00eancia at\u00e9 agora de que algo para al\u00e9m de um jato est\u00e1 a ser detetado nos raios-X desta fonte,&#8221; disse Margutti. &#8220;Uma fonte de raios-X completamente diferente parece ser necess\u00e1ria para explicar o que estamos a ver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores sugerem que o excesso de raios-X \u00e9 produzido por uma onda de choque distinta dos jatos produzidos pela fus\u00e3o. Este choque foi o resultado do colapso tardio das estrelas de neutr\u00f5es fundidas, provavelmente porque a sua r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o contrariou muito brevemente o colapso gravitacional. Ao permanecer por um segundo extra, o material \u00e0 volta das estrelas de neutr\u00f5es recebeu um ressalto extra que produziu uma cauda muito r\u00e1pida de material ejetado por uma quilonova que criou o choque.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s pensamos que a emiss\u00e3o posterior da quilonova \u00e9 produzida por material &#8216;chocado&#8217; no meio circumbin\u00e1rio,&#8221; disse Margutti. &#8220;\u00c9 o mat\u00e9ria,l que estava no ambiente das duas estrelas de neutr\u00f5es, que foi chocado e aquecido pela orla mais veloz do material ejetado pela quilonova, que est\u00e1 a conduzir a onda de choque.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radia\u00e7\u00e3o s\u00f3 nos chega agora porque levou tempo para que o material ejetado pela pesada quilonova fosse desacelerado no ambiente de baixa densidade e para a que energia cin\u00e9tica fosse convertida em calor pelos choques, disse. Este \u00e9 o mesmo processo que produz r\u00e1dio e raios-X para o jato, mas como este \u00e9 muito, muito mais leve, \u00e9 imediatamente desacelerado pelo ambiente e brilha em raios-X e r\u00e1dio desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explica\u00e7\u00e3o alternativa, notam os investigadores, \u00e9 que os raios-X v\u00eam de material que cai em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro que se formou ap\u00f3s a fus\u00e3o das estrelas de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta seria ou a primeira vez que vimos o brilho posterior de uma quilonova ou a primeira vez que vimos material a cair num buraco negro ap\u00f3s uma fus\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es,&#8221; disse o coautor Joe Bright, investigador p\u00f3s-doutorado da UC Berkeley. &#8220;Qualquer dos resultados seria extremamente excitante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Chandra \u00e9 agora o \u00fanico observat\u00f3rio ainda capaz de detetar radia\u00e7\u00e3o desta colis\u00e3o c\u00f3smica. Contudo, observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento pelo Chandra e por radiotelesc\u00f3pios poderiam distinguir entre as explica\u00e7\u00f5es alternativas. Se se tratar do brilho remanescente de uma quilonova, espera-se que a emiss\u00e3o r\u00e1dio seja detetada novamente nos pr\u00f3ximos meses ou anos. Se os raios-X estiverem a ser produzidos por mat\u00e9ria a cair no rec\u00e9m-formado buraco negro, ent\u00e3o a emiss\u00e3o de raios-X dever\u00e1 manter-se est\u00e1vel ou diminuir rapidamente, e nenhuma emiss\u00e3o r\u00e1dio ser\u00e1 detetada ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Margutti espera que o LIGO, o Virgo e outros telesc\u00f3pios captem ondas gravitacionais e ondas eletromagn\u00e9ticas de mais fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es, para que a s\u00e9rie de eventos que antecedem e que se seguem \u00e0 fus\u00e3o possam ser localizados com maior precis\u00e3o e ajudem a revelar a f\u00edsica da forma\u00e7\u00e3o de buracos negros. At\u00e9 l\u00e1, GW170817 \u00e9 o \u00fanico exemplo dispon\u00edvel para estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um estudo mais aprofundado de GW170817 poderia ter muitas implica\u00e7\u00f5es,&#8221; disse a coautora Kate Alexander, investigadora p\u00f3s-doutorada tamb\u00e9m da Universidade Northwestern. &#8220;A dete\u00e7\u00e3o de um brilho remanescente de uma quilonova implicaria que a fus\u00e3o n\u00e3o produziu imediatamente um buraco negro. Alternativamente, este objeto pode fornecer aos astr\u00f3nomos uma oportunidade de estudar como a mat\u00e9ria cai num buraco negro alguns anos ap\u00f3s o seu nascimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Margutti e a sua equipa anunciaram recentemente que o telesc\u00f3pio Chandra tinha detetado raios-X em observa\u00e7\u00f5es de GW170817 realizadas em dezembro de 2021. A an\u00e1lise desses dados est\u00e1 em curso. N\u00e3o foi relatada nenhuma dete\u00e7\u00e3o r\u00e1dio associada aos raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2022\/03\/01\/did-rapid-spin-delay-2017-collapse-of-neutron-stars-into-black-hole\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/22_releases\/press_022822.html\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2022\/02\/kilonova-afterglow-potentially-spotted-for-first-time\/&amp;fj=1\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/unfolding-story-kilonova-told-x-rays\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.psu.edu\/news\/eberly-college-science\/story\/merging-neutron-stars-unfolding-story-kilonova-told-x-rays\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.02070\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/945058\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/kilonova-explosion-afterglow\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/154762\/the-expanding-debris-cloud-from-the-kilonova-tells-the-story-of-what-happens-when-neutron-stars-collide\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/03\/220301162014.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-03-rapid-collapse-neutron-stars-black.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-might-have-seen-the-afterglow-of-a-neutron-star-kilonova-explosion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW170817:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ligo.org\/detections\/GW170817.php\" target=\"_blank\">LIGO<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GW170817\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quilonova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kilonova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LIGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ligo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.advancedligo.mit.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Advanced LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LIGO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Virgo:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.ego-gw.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Virgo_interferometer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando duas estrelas de neutr\u00f5es espiralam uma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra e se fundem para formar um buraco negro &#8211; um evento registado em 2017 por detetores de ondas gravitacionais e telesc\u00f3pios de todo o mundo &#8211; ser\u00e1 que se tornam imediatamente num buraco negro? Ou \u00e9 necess\u00e1rio algum tempo para diminuir a rota\u00e7\u00e3o antes &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,50,16,1],"tags":[192,313,499,443,167,445,542,444],"class_list":["post-4918","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-estrelas-de-neutroes","tag-gw170817","tag-ligo","tag-chandra","tag-ondas-gravitacionais","tag-quilonova","tag-virgo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4918"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4920,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4918\/revisions\/4920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}