{"id":4915,"date":"2022-03-08T07:09:45","date_gmt":"2022-03-08T06:09:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4915"},"modified":"2022-03-08T07:09:46","modified_gmt":"2022-03-08T06:09:46","slug":"cientistas-ajudam-a-recuperar-gases-de-capsula-do-tempo-lunar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/08\/cientistas-ajudam-a-recuperar-gases-de-capsula-do-tempo-lunar\/","title":{"rendered":"Cientistas ajudam a recuperar gases de &#8220;c\u00e1psula do tempo&#8221; lunar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas da Universidade de Washington em St. Louis, EUA, est\u00e3o a ajudar a recuperar gases de um recipiente de solo lunar que os astronautas recolheram e selaram sob v\u00e1cuo na superf\u00edcie da Lua, em 1972. O esfor\u00e7o faz parte da iniciativa ANGSA (Apollo Next Generation Sample Analysis) da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astronautas da Apollo 17 Harrison Schmitt e Eugene Cernan recolheram a amostra do local de um antigo deslizamento de terras no Vale Taurus-Littrow da Lua. Os astronautas utilizaram um dispositivo para escavar uma coluna de reg\u00f3lito lunar &#8211; uma mistura \u00e1spera de poeira, solo e rocha quebrada da superf\u00edcie da Lua &#8211; e selaram-na num recipiente. De volta \u00e0 Terra, a NASA colocou cuidadosamente o contentor no cofre lunar do Centro Espacial Johnson da NASA, onde permaneceu em perfeitas condi\u00e7\u00f5es, praticamente intocado at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/jsc2022e007880.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4916\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vsbZAg9l_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A partir da esquerda, a Dra. Juliane Gross, adjunta da Divis\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia da Explora\u00e7\u00e3o de Astromateriais (ARES), curadora Apollo, juntamente com os Drs. Alex Meshik e Olga Pravdivtseva, da Universidade de Washington em St. Louis, iniciam um processo de extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s utilizando o coletor.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/James Blair<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante os \u00faltimos 50 anos, esta amostra lunar esteve encerrada num recipiente de v\u00e1cuo, que depois foi tamb\u00e9m ele fechado num recipiente exterior, tamb\u00e9m em v\u00e1cuo,&#8221; disse Alex Meshik, professor de f\u00edsica e do Centro McDonnell para as Ci\u00eancias Espaciais da Universidade de Washington. &#8220;Estavam aninhados juntos, quase como bonecas russas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os recipientes foram colocados em duas sacas seladas de Teflon e armazenados numa caixa de azoto, num cofre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abrir os contentores, como Meshik e colaboradores fizeram no m\u00eas passado, foi complicado. Os cientistas precisavam de ser capazes de identificar a assinatura qu\u00edmica original de cada peda\u00e7o de g\u00e1s que pudesse estar nos recipientes. Isso inclui o g\u00e1s lunar que poderia ter sido capturado no momento em que o reg\u00f3lito lunar foi recolhido na superf\u00edcie da Lua, bem como quaisquer outros gases que poderiam ter sido libertados das rochas durante as d\u00e9cadas seguintes em armazenamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o existe um selo perfeito de v\u00e1cuo,&#8221; disse Meshik. &#8220;N\u00e3o havia maneira de saber como estavam os selos de v\u00e1cuo nos contentores ap\u00f3s 50 anos. Ser\u00e1 que seguraram o v\u00e1cuo? At\u00e9 que ponto vazaram? o principal desafio na constru\u00e7\u00e3o do sistema de extra\u00e7\u00e3o foi antecipar todos os cen\u00e1rios poss\u00edveis para que estiv\u00e9ssemos prontos para cada resultado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por causa disso, o nosso aparelho foi concebido para poder realizar n\u00e3o apenas uma \u00fanica extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, mas v\u00e1rias extra\u00e7\u00f5es de diferentes volumes em diferentes condi\u00e7\u00f5es,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para nos ajudar a tomar as decis\u00f5es informadas durante estas extra\u00e7\u00f5es, incorpor\u00e1mos no aparelho um espectr\u00f3metro de massa para an\u00e1lises da composi\u00e7\u00e3o do g\u00e1s e tr\u00eas man\u00f3metros de alta precis\u00e3o para medi\u00e7\u00f5es de press\u00e3o n\u00e3o destrutivas e independentes do g\u00e1s,&#8221; disse Meshik.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meshik liderou a conce\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do aparelho de extra\u00e7\u00e3o do coletor, com o apoio de Olga Pravdivtseva, professora de f\u00edsica, e Rita Parai, professora assistente de ci\u00eancias da Terra e planet\u00e1rias, tamb\u00e9m bolseiras do Centro McDonnell para as Ci\u00eancias Espaciais da Universidade de Washington. Os tr\u00eas cientistas s\u00e3o internacionalmente reconhecidos pelas suas an\u00e1lises de alta precis\u00e3o de gases nobres de materiais terrestres e extraterrestre de v\u00e1rios corpos do Sistema Solar, incluindo o pr\u00f3prio Sol (miss\u00e3o Genesis) e poeira c\u00f3smica (miss\u00e3o Stardust).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ryan Zeigler, curador de amostras Apollo da NASA e ex-aluno da Universidade de Washington, recebeu e tamb\u00e9m ajudou a testar o aparelho no Centro Espacial Johnson.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3f\/70\/KCzzPZ71_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3f\/70\/KCzzPZ71_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Olga Pravdivtseva, \u00e0 frente \u00e0 direita, professora associada de F\u00edsica, ajuda a ajustar o aparelho do coletor de extra\u00e7\u00e3o no Centro Espacial Johnson em Houston. Cientistas da Universidade de Washington em St. Louis conceberam e constru\u00edram o dispositivo que est\u00e1 a ser utilizado para recolher gases de um recipiente de solo lunar recolhido por astronautas da miss\u00e3o Apollo 17. Tamb\u00e9m fotografada est\u00e1 Juliane Gross, da NASA, adjunta da Divis\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia de Explora\u00e7\u00e3o de Astromateriais, curadora da Apollo.<br>Cr\u00e9dito: Alex Meshik<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 cinquenta anos, quando estas amostras foram recolhidas, os cientistas da NASA tiveram e vis\u00e3o de p\u00f4r em pr\u00e1tica procedimentos de cura que assegurariam \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras o acesso a amostras primitivas quando novos m\u00e9todos e procedimentos anal\u00edticos estivessem dispon\u00edveis, e novas quest\u00f5es cient\u00edficas fossem colocadas,&#8221; disse Brad Jolliff, professor de ci\u00eancias da Terra e planet\u00e1rias e diretor do Centro McDonnell para as Ci\u00eancias Espaciais da Universidade de Washington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos v\u00e1rios laborat\u00f3rios de ponta a analisar v\u00e1rios aspetos destas preciosas amostras e a testar hip\u00f3teses sobre as suas origens e como se enquadram num contexto moderno de ci\u00eancia planet\u00e1ria,&#8221; disse Jolliff, que \u00e9 o principal investigador institucional da Universidade de Washington na sua equipa ANGSA, liderada pela Universidade do Novo M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os estudos de gases nobres s\u00e3o um grande exemplo porque cont\u00eam n\u00e3o s\u00f3 muita informa\u00e7\u00e3o sobre a atual implanta\u00e7\u00e3o de material do Sol na superf\u00edcie da Lua, mas tamb\u00e9m sobre a pr\u00f3pria origem da Lua h\u00e1 quatro mil milh\u00f5es e meio de anos. Fiquem atentos aos resultados interessantes que se avizinham!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados cient\u00edficos preliminares da recolha inicial de g\u00e1s ser\u00e3o discutidos na Confer\u00eancia Cient\u00edfica Lunar e Planet\u00e1ria, que est\u00e1 a decorrer at\u00e9 dia 11 em Houston.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os gases lunares dos recipientes de armazenamento est\u00e3o agora a ser recolhidos usando o aparelho de extra\u00e7\u00e3o do coletor. Ap\u00f3s os gases retidos nos recipientes serem recolhidos, a equipa planeia deixar que outros gases se difundam lentamente para fora das pr\u00f3prias rochas lunares. A NASA enviar\u00e1 ent\u00e3o os gases para laborat\u00f3rios selecionados nos EUA e na Europa, especializados em an\u00e1lises de alta precis\u00e3o de oxig\u00e9nio, azoto, gases nobres e material org\u00e2nico &#8211; incluindo a Universidade de Washington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma das caracter\u00edsticas importantes de 73001 (o identificador da NASA para esta amostra espec\u00edfica de reg\u00f3lito lunar da Apollo 17) \u00e9 que foi recolhida a uma profundidade sempre abaixo do ponto de congela\u00e7\u00e3o da \u00e1gua,&#8221; disse Jolliff. &#8220;Assim, pensou-se que poderia preservar mais vol\u00e1teis do que a parte superior, que estava sujeita a mais efeitos de aquecimento e arrefecimento diurno.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como f\u00edsico experimental, Meshik tem forma\u00e7\u00e3o em equipamento de alto v\u00e1cuo e espectrometria de massa isot\u00f3pica que remonta aos seus anos universit\u00e1rios na R\u00fassia, depois no Instituto Max Planck para F\u00edsica Nuclear em Heidelberg, Alemanha, e finalmente na Universidade de Washington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Partilhou com a sua esposa e frequente colaboradora Pravdivtseva uma reflex\u00e3o pessoal sobre as muitas horas de trabalho meticuloso gastas na montagem do dispositivo de extra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A constru\u00e7\u00e3o do aparelho ocorreu no pico das restri\u00e7\u00f5es de COVID, quando tivemos de manter uma dist\u00e2ncia de 2 metros entre os membros da equipa e trabalhar a maior parte do tempo a partir de casa,&#8221; disse Meshik. &#8220;Fic\u00e1mos limitados apenas a contactos moment\u00e2neos ao ar livre com os nossos colegas. Entretanto, a constru\u00e7\u00e3o exigia mais do que duas m\u00e3os. Felizmente, as restri\u00e7\u00f5es n\u00e3o se aplicavam aos casais. Foi assim que o aparelho se tornou o nosso &#8216;neg\u00f3cio de fam\u00edlia&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/source.wustl.edu\/2022\/03\/washu-scientists-help-recover-gases-from-moon-rock-time-capsule\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Washington em St. Louis (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/nasa-studies-new-50-year-old-lunar-sample-to-prep-for-return-to-moon\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Regolith\" target=\"_blank\">Reg\u00f3lito (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Apollo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/history.nasa.gov\/apollo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.hq.nasa.gov\/alsj\/a17\/a17.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Apollo 17 (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_17\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Apollo 17 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Universidade de Washington em St. Louis, EUA, est\u00e3o a ajudar a recuperar gases de um recipiente de solo lunar que os astronautas recolheram e selaram sob v\u00e1cuo na superf\u00edcie da Lua, em 1972. 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