{"id":4912,"date":"2022-03-04T07:30:52","date_gmt":"2022-03-04T06:30:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4912"},"modified":"2022-03-04T07:30:53","modified_gmt":"2022-03-04T06:30:53","slug":"sistema-com-buraco-negro-mais-perto-de-nos-nao-contem-afinal-buraco-negro-nenhum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/04\/sistema-com-buraco-negro-mais-perto-de-nos-nao-contem-afinal-buraco-negro-nenhum\/","title":{"rendered":"Sistema &#8220;com buraco negro mais perto de n\u00f3s&#8221; n\u00e3o cont\u00e9m afinal buraco negro nenhum"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2020 uma equipa liderada por astr\u00f3nomos do ESO (Observat\u00f3rio Europeu do Sul) anunciou a descoberta do buraco negro mais pr\u00f3ximo da Terra, situado a apenas 1000 anos-luz de dist\u00e2ncia no sistema HR 6819. No entanto, estes resultados foram contestados por outros grupos de investigadores, entre eles uma equipa internacional sediada na KU Leuven, B\u00e9lgica. Num artigo publicado anteontem, as duas equipas uniram-se para anunciar que, de facto, n\u00e3o existe nenhum buraco negro em HR 6819, que \u00e9, em vez disso, um sistema &#8220;vampiro&#8221; de duas estrelas num est\u00e1gio raro e de curta dura\u00e7\u00e3o da sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo original de HR 6819 recebeu especial aten\u00e7\u00e3o por parte tanto da imprensa como dos cientistas. Thomas Rivinius, astr\u00f3nomo do ESO no Chile e autor principal do artigo na \u00e9poca, n\u00e3o ficou surpreendido com a rea\u00e7\u00e3o da comunidade astron\u00f3mica \u00e0 sua descoberta do buraco negro. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 normal, como \u00e9 desej\u00e1vel que os resultados sejam bem escrutinados,&#8221; disse ele, &#8220;e um resultado que chega a not\u00edcia de primeira p\u00e1gina ainda mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2204a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"438\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/XaOdjqCI_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4913\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/XaOdjqCI_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/XaOdjqCI_o-300x188.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Um novo trabalho de investiga\u00e7\u00e3o que utilizou dados do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do VLTI (Very Large Telescope) Interferometer) revelou que HR 6819, que se pensava anteriormente ser um sistema triplo com um buraco negro, \u00e9 de facto um sistema com duas estrelas e sem buraco negro. Os cientistas, uma equipa conjunta da KU Leuven e do ESO, acreditam que est\u00e3o a observar este sistema bin\u00e1rio pouco tempo depois de uma das estrelas ter &#8220;sugado&#8221; a atmosfera da sua estrela companheira, um fen\u00f3meno normalmente referido por &#8220;vampirismo estelar&#8221;. Esta imagem art\u00edstica mostra como \u00e9 que este sistema poder\u00e1 ser: composto por uma estrela achatada com um disco em seu torno (uma estrela &#8220;vampira&#8221; do tipo Be, que vemos em primeiro plano) e uma estrela do tipo B \u00e0 qual foi arrancada a sua atmosfera (no plano de fundo).<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Rivinius e colegas estavam convencidos que a melhor explica\u00e7\u00e3o para os dados que tinham obtido, com o telesc\u00f3pio MPG\/ESO de 2,2 metros, era que HR 6819 fosse um sistema triplo, com uma estrela a orbitar um buraco negro a cada 40 dias e uma segunda estrela numa \u00f3rbita muito mais afastada. No entanto, um estudo liderado por Julia Bodensteiner, enquanto estudante de doutoramento na KU Leuven, B\u00e9lgica, prop\u00f4s uma explica\u00e7\u00e3o diferente para os mesmos dados: HR 6819 podia ser tamb\u00e9m um sistema com apenas duas estrelas numa \u00f3rbita de 40 dias e sem nenhum buraco negro. Este cen\u00e1rio alternativo necessitaria que uma das estrelas estivesse &#8220;despida&#8221;, ou seja, que numa fase anterior tivesse perdido uma enorme fra\u00e7\u00e3o da sua massa para a outra estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;T\u00ednhamos chegado ao limite dos dados existentes, por isso tivemos que nos virar para uma estrat\u00e9gia observacional diferente para decidir entre os dois cen\u00e1rios propostos pelas duas equipas,\u201d disse a investigadora da KU Leuven, Abigail Frost, que liderou o novo estudo publicado hoje na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p>Para resolver este mist\u00e9rio, as duas equipas trabalharam em conjunto no sentido de obterem dados mais n\u00edtidos de HR 6819, usando para isso o VLT (Very Large Telescope) do ESO e o VLTI (Very Large Telescope Interferometer). &#8220;O VLTI era a \u00fanica infraestrutura que nos podia dar dados conclusivos necess\u00e1rios para distinguir entre os dois cen\u00e1rios,&#8221; disse Dietrich Baade, autor tanto do estudo original sobre HR 6819 como do novo artigo na revista Astronomy &amp; Astrophysics. Uma vez que n\u00e3o fazia sentido pedir a mesma observa\u00e7\u00e3o duas vezes, as duas equipas juntaram-se, o que permitiu que partilhassem compet\u00eancias e conhecimentos entre si com o objetivo de descobrirem a verdadeira natureza deste sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os cen\u00e1rios que procur\u00e1vamos eram bastante claros, diferentes e facilmente distingu\u00edveis usando o instrumento certo,&#8221; disse Rivinius. &#8220;Concord\u00e1vamos que havia duas fontes de luz no sistema, por isso a quest\u00e3o era saber se orbitavam em torno uma da outra descrevendo \u00f3rbitas pr\u00f3ximas, como no cen\u00e1rio da estrela &#8216;despida&#8217;, ou se, pelo contr\u00e1rio, se encontrariam afastadas uma da outra, como no cen\u00e1rio do buraco negro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Artist\u2019s animation of HR 6819\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KDBwXSDNdBg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Para distinguir entre as duas hip\u00f3teses, os astr\u00f3nomos usaram os instrumentos GRAVITY, montado no VLTI e MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer), do VLT do ESO.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O MUSE confirmou que n\u00e3o existe nenhuma companheira brilhante numa \u00f3rbita mais afastada, enquanto a resolu\u00e7\u00e3o espacial do GRAVITY foi capaz de distinguir duas fontes brilhantes separadas por apenas um-ter\u00e7o da dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol,&#8221; disse Frost. &#8220;Assim, estes dados provaram ser a pe\u00e7a final do puzzle e permitiram-nos concluir que HR 6819 \u00e9 um sistema sem buraco negro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A nossa melhor interpreta\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 data \u00e9 que estamos a observar este sistema bin\u00e1rio pouco tempo depois de uma das estrelas ter &#8216;sugado&#8217; a atmosfera da sua estrela companheira. Trata-se de um fen\u00f3meno comum em sistemas bin\u00e1rios pr\u00f3ximos referido por &#8216;vampirismo estelar&#8217;,&#8221; explica Bodensteiner, atualmente bolseira do ESO, na Alemanha, e membro da equipa que levou a cabo o novo estudo. &#8220;Ao mesmo tempo que a estrela dadora se viu &#8216;despida&#8217; de algum do seu material, a estrela recetora come\u00e7ou a girar mais rapidamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Observar tal fase de p\u00f3s-intera\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente dif\u00edcil, j\u00e1 que a sua dura\u00e7\u00e3o \u00e9 muito curta,&#8221; acrescenta Frost. &#8220;\u00c9 isso que torna a nossa descoberta t\u00e3o interessante, apresentando-nos um candidato perfeito para estudar como \u00e9 que este tipo de vampirismo afeta a evolu\u00e7\u00e3o de estrelas massivas e, por sua vez, a forma\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos associados, incluindo ondas gravitacionais e explos\u00f5es de supernova violentas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova equipa conjunta rec\u00e9m-formada, Leuven-ESO, planeia agora monitorizar mais de perto o sistema HR 6819 com o aux\u00edlio do instrumento GRAVITY do VLTI. Os investigadores levar\u00e3o a cabo um estudo conjunto do sistema ao longo do tempo para compreender melhor a sua evolu\u00e7\u00e3o, constranger a suas propriedades e usar este conhecimento para aprender mais sobre outros sistemas bin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente \u00e0 procura de buracos negros, a equipa permanece otimista. &#8220;Os buracos negros de massa estelar continuam a ser muito elusivos devido \u00e0 sua natureza,&#8221; disse Rivinius. &#8220;No entanto, estimativas por alto preveem que existam dezenas a centenas de milh\u00f5es de buracos negros s\u00f3 na nossa Via L\u00e1ctea,&#8221; acrescenta Baade. Trata-se apenas de uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 os astr\u00f3nomos os encontrarem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Closest Black Hole or no Black Hole at all\u2026? (ESOcast 252)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U7zix-4utvY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2204\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nieuws.kuleuven.be\/en\/content\/2022\/201cclosest-black-hole201d-system-found-to-contain-no-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ KU Leuven (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2022\/03\/aa43004-21\/aa43004-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/closest-black-hole-doesnt-exist\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2310188-our-closest-black-hole-is-actually-just-one-star-eating-another\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/03\/220302092707.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-03-closest-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/closest-black-hole-system-found-to-contain-no-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-closest-black-hole-to-earth-is-actually-just-a-common-vampire-star-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sciencealert<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/black-hole-actually-vampire-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2022\/03\/02\/Chile-black-hole-actually-stellar-vampire\/7251646259450\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2022\/03\/study-theres-no-black-hole-in-this-vampire-binary-star-system-after-all\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ars Technica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>HR 6819 (QV Telescopii):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/QV_Telescopii\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/telescopes\/vlti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VLTI (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2020 uma equipa liderada por astr\u00f3nomos do ESO (Observat\u00f3rio Europeu do Sul) anunciou a descoberta do buraco negro mais pr\u00f3ximo da Terra, situado a apenas 1000 anos-luz de dist\u00e2ncia no sistema HR 6819. 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