{"id":4909,"date":"2022-03-04T07:28:18","date_gmt":"2022-03-04T06:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4909"},"modified":"2022-03-04T07:28:19","modified_gmt":"2022-03-04T06:28:19","slug":"poderosos-ventos-quentes-vistos-a-soprar-de-uma-estrela-de-neutroes-ao-rasgar-a-sua-companheira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/03\/04\/poderosos-ventos-quentes-vistos-a-soprar-de-uma-estrela-de-neutroes-ao-rasgar-a-sua-companheira\/","title":{"rendered":"Poderosos ventos quentes vistos a soprar de uma estrela de neutr\u00f5es ao rasgar a sua companheira"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando os telesc\u00f3pios mais poderosos da Terra e no espa\u00e7o, uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou pela primeira vez explos\u00f5es de ventos quentes, amenos e frios de uma estrela de neutr\u00f5es enquanto consome mat\u00e9ria de uma estrela pr\u00f3xima. A descoberta proporciona uma nova vis\u00e3o sobre os comportamentos de alguns dos objetos mais extremos do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os bin\u00e1rios de raios-X de baixa massa s\u00e3o sistemas que cont\u00eam uma estrela de neutr\u00f5es ou um buraco negro. S\u00e3o alimentados por material arrancado de uma estrela vizinha, um processo conhecido como acre\u00e7\u00e3o. A maior parte da acre\u00e7\u00e3o ocorre durante erup\u00e7\u00f5es violentas, onde os sistemas brilham dramaticamente. Ao mesmo tempo, parte do material que entra em espiral \u00e9 impedido de voltar ao espa\u00e7o sob a forma de ventos de disco e jatos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9c\/c5\/LYleV4TJ_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/LYleV4TJ_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4910\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/LYleV4TJ_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/LYleV4TJ_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/LYleV4TJ_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/LYleV4TJ_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do bin\u00e1rio de raios-X Swift J1858. Vemos aqui como a estrela de neutr\u00f5es se alimenta, atrav\u00e9s de um disco de acre\u00e7\u00e3o, do material que retirou da estrela que a acompanha, e como parte desse material \u00e9 ejectado sob a forma de um vento quente.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez D\u00edaz, SMM (IAC)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais mais comuns da sa\u00edda de material de objetos astron\u00f3micos est\u00e3o associados a g\u00e1s &#8220;ameno&#8221;. Apesar disto, apenas ventos de g\u00e1s &#8220;quente&#8221; ou &#8220;frio&#8221; t\u00eam sido observados em bin\u00e1rios de raios-X transit\u00f3rios, at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste novo estudo, uma equipa de investigadores de onze pa\u00edses, liderada pela Universidade de Southampton, estudou a recente erup\u00e7\u00e3o do bin\u00e1rio de raios-X conhecido como Swift J1858. Utilizaram uma combina\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios, incluindo o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, o sat\u00e9lite XMM-Newton da ESA, o VLT (Very Large Telescope) do ESO e o GTC (Gran Telescopio Canarias).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados, publicados na revista Nature, mostraram assinaturas persistentes de um vento quente em comprimentos de onda ultravioleta ocorrendo ao mesmo tempo que assinaturas de um vento frio em comprimentos de onda \u00f3ticos. Esta \u00e9 a primeira vez que os ventos de um tal sistema s\u00e3o vistos atrav\u00e9s de diferentes bandas do espectro eletromagn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal Dr. Noel Castro Segura, da Universidade de Southampton, afirmou: &#8220;Erup\u00e7\u00f5es como esta s\u00e3o raras, e cada uma delas \u00e9 \u00fanica. Normalmente s\u00e3o fortemente obscurecidas pela poeira interestelar, o que torna a sua observa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil. Swift J1858 foi especial, porque mesmo estando localizado no outro lado da nossa Gal\u00e1xia, o obscurecimento foi suficientemente pequeno para permitir um estudo de multi-comprimento de onda completo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Apenas um outro sistema &#8211; o bin\u00e1rio de raios-X com buraco negro, V404 Cyg &#8211; tem mostrado propriedades semelhantes. Contudo, a nossa tentativa de realizar a mesma experi\u00eancia nesse sistema n\u00e3o teve \u00eaxito, porque a erup\u00e7\u00e3o terminou antes de conseguirmos que os telesc\u00f3pios terrestres e espaciais o observassem simultaneamente,&#8221; disse o coautor Dr. Hern\u00e1ndez Santisteban da Universidade de St. Andrews.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Swift J1858 \u00e9 um evento transit\u00f3rio de raios-X recentemente descoberto que apresenta uma variabilidade extrema atrav\u00e9s do espectro eletromagn\u00e9tico, o que constitui uma oportunidade rara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todos os astr\u00f3nomos deste campo estavam incrivelmente entusiasmados, ao ponto de combinarmos os nossos esfor\u00e7os para cobrir todo o espectro, desde o r\u00e1dio aos raios-X usando observat\u00f3rios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o na Terra e no espa\u00e7o,&#8221; continuou o Dr. Castro Segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coautora Nathalie Degenaar, da Universidade de Amesterd\u00e3o, acrescentou: &#8220;As estrelas de neutr\u00f5es t\u00eam uma atra\u00e7\u00e3o gravitacional imensamente forte que lhes permite engolir g\u00e1s de outras estrelas. As canibais estelares s\u00e3o, no entanto, comedoras desordenadas e muito do g\u00e1s que as estrelas de neutr\u00f5es puxam na sua dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 consumido, mas atirado para o espa\u00e7o a alta velocidade. Este comportamento tem um grande impacto tanto sobre a pr\u00f3pria estrela de neutr\u00f5es como sobre o seu ambiente imediato. Neste artigo relatamos uma nova descoberta que fornece informa\u00e7\u00f5es chave sobre os padr\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o desordenados destes &#8216;monstros da bolacha&#8217; c\u00f3smicos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Desta vez tivemos a sorte c\u00f3smica do nosso lado, pois fomos capazes de coordenar dez telesc\u00f3pios e apont\u00e1-los para J1858, tudo enquanto este estava totalmente ativo. Isto permite-nos obter muito mais informa\u00e7\u00e3o, uma vez que podemos utilizar diferentes t\u00e9cnicas em diferentes comprimentos de onda,&#8221; disse o Dr. Hern\u00e1ndez Santisteban.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Dra. Degenaar acrescentou: &#8220;conceber uma campanha de observa\u00e7\u00e3o t\u00e3o ambiciosa &#8211; constru\u00edda em redor dos melhores telesc\u00f3pios na Terra e no espa\u00e7o &#8211; foi um enorme desafio. Portanto, \u00e9 incrivelmente excitante que todo este trabalho tenha compensado e nos tenha permitido fazer uma descoberta chave que de outra forma n\u00e3o teria sido poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de descobrir os diferentes tipos de ventos, a equipa foi capaz de estudar a evolu\u00e7\u00e3o temporal do g\u00e1s que flui para fora. Descobriram que o vento quente n\u00e3o foi afetado pelas fortes varia\u00e7\u00f5es de luminosidade do sistema. A aus\u00eancia de tal resposta tinha sido anteriormente uma previs\u00e3o te\u00f3rica n\u00e3o confirmada, baseada em simula\u00e7\u00f5es sofisticadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nesta investiga\u00e7\u00e3o combin\u00e1mos as capacidades \u00fanicas do Hubble com os melhores telesc\u00f3pios terrestres, tais como o VLT e o GTC, para obter uma imagem completa da din\u00e2mica do g\u00e1s no sistema, desde os comprimentos de onda no infravermelho pr\u00f3ximo at\u00e9 ao ultravioleta. Isto permitiu-nos revelar pela primeira vez a verdadeira natureza destes potentes fluxos,&#8221; disse o Dr. Castro Segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os novos conhecimentos fornecidos pelos nossos resultados s\u00e3o fundamentais para compreender como estes objetos interagem com o seu ambiente. Ao libertarem energia e mat\u00e9ria para a Gal\u00e1xia, contribuem para a forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es de estrelas e para a evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Gal\u00e1xia,&#8221; concluiu o Dr. Castro Segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.southampton.ac.uk\/news\/2022\/02\/neutron-star-warm-winds.page\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Southampton (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/powerful-warm-winds-discovered-during-neutron-star-eruption\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.physics.ox.ac.uk\/news\/warm-winds-witnessed-neutron-star-first\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Oxford (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-04324-2\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bin\u00e1rio de raios-X de baixa massa:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/X-ray_binary#Low-mass_X-ray_binary\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GTC (Gran Telescopio Canarias):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gtc.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gran_Telescopio_Canarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando os telesc\u00f3pios mais poderosos da Terra e no espa\u00e7o, uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou pela primeira vez explos\u00f5es de ventos quentes, amenos e frios de uma estrela de neutr\u00f5es enquanto consome mat\u00e9ria de uma estrela pr\u00f3xima. 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