{"id":4885,"date":"2022-02-25T07:50:47","date_gmt":"2022-02-25T06:50:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4885"},"modified":"2022-02-25T07:51:00","modified_gmt":"2022-02-25T06:51:00","slug":"compostos-organicos-em-ceres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/02\/25\/compostos-organicos-em-ceres\/","title":{"rendered":"Compostos org\u00e2nicos em Ceres"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira maior cratera do planeta an\u00e3o Ceres esteve geologicamente ativa pelo menos uma vez durante muitos milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o. Num estudo recente publicado na revista Nature Communications, investigadores do Instituto Max Planck para Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar em Gotinga, da Universidade de M\u00fcnster e do NISER (National Institute of Science Education and Research) em Bhubaneswar, \u00cdndia, apresentam o estudo mais detalhado da cratera Urvara at\u00e9 \u00e0 data. Pela primeira vez, avaliaram imagens da \u00faltima fase da miss\u00e3o Dawn da NASA, que revelam estruturas geol\u00f3gicas com apenas alguns metros de tamanho. A sonda Dawn entrou em \u00f3rbita do planeta an\u00e3o em 2015 e estudou-o de perto durante cerca de tr\u00eas anos e meio. Tal como a cratera Occator, os investigadores argumentam que a cratera Urvara pode ter sido palco de atividade criovulc\u00e2nica. O estudo apoia a imagem de que um oceano salino global se estendeu por baixo da crosta de Ceres, parte do qual ainda hoje pode ser l\u00edquido.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/18329889\/original-1645548717.webp?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwiZmlsZV9leHRlbnNpb24iOiJ3ZWJwIiwicXVhbGl0eSI6ODYsIm9ial9pZCI6MTgzMjk4ODl9--3fe452416d80a24aa1e9901a55f663e051c67848\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"698\" height=\"493\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/qTAmdWVC_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4886\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/qTAmdWVC_o.jpg 698w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/qTAmdWVC_o-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px\" \/><\/a><figcaption>Superf\u00edcie acidentada: v\u00e1rias grandes e marcantes crateras \u00e0 superf\u00edcie do planeta an\u00e3o Ceres.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck, com base em dados da miss\u00e3o Dawn (NASA\/JPL-Caltech\/UCLA\/MPS\/DLR\/IDA)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas grandes crateras cobrem a superf\u00edcie do planeta an\u00e3o Ceres, o maior corpo da cintura de asteroides, com aproximadamente 960 quil\u00f3metros de di\u00e2metro. Provavelmente a mais marcante destas crateras \u00e9 Occator, localizada no hemisf\u00e9rio norte. As manchas brilhantes no seu interior, que j\u00e1 eram claramente vis\u00edveis durante a fase de aproxima\u00e7\u00e3o da Dawn, revelaram-se como remanescentes salinos de uma salmoura subterr\u00e2nea, que subiu \u00e0 superf\u00edcie atrav\u00e9s de processos criovulc\u00e2nicos at\u00e9 tempos geol\u00f3gicos recentes. Noutra grande cratera, de nome Ernutet, existem evid\u00eancias de compostos org\u00e2nicos expostos e, portanto, de uma qu\u00edmica muito complexa. Na sua publica\u00e7\u00e3o mais recente, investigadores liderados pelo Instituto Max Planck voltam agora a sua aten\u00e7\u00e3o para a cratera Urvara. Localizada no hemisf\u00e9rio sul, \u00e9 a terceira maior cratera de Ceres, com um di\u00e2metro de 170 quil\u00f3metros. Pensa-se que o impacto que a formou, h\u00e1 cerca de 250 milh\u00f5es de anos, revelou material de profundidades at\u00e9 50 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As grandes estruturas de impacto em Ceres d\u00e3o-nos acesso \u00e0s camadas mais profundas do planeta an\u00e3o,&#8221; explica Andreas Nathues do Instituto Max Planck, primeiro autor do estudo atual e investigador principal da equipa da c\u00e2mara da Dawn. &#8220;Ao que parece a atual topografia e composi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica de algumas das grandes crateras de Ceres \u00e9 o resultado de processos geol\u00f3gicos complexos e duradouros que alteraram a superf\u00edcie do planeta an\u00e3o,&#8221; acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o necess\u00e1rias imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o e dados espectrosc\u00f3picos para rastrear estes processos com a maior precis\u00e3o poss\u00edvel. Os dados observacionais mais precisos da cratera Urvara foram obtidos durante a miss\u00e3o alargada da Dawn: ap\u00f3s a miss\u00e3o prim\u00e1ria, inicialmente concebida para durar dois anos, ter expirado, o combust\u00edvel restante era suficiente para voar em \u00f3rbitas mais ousadas e altamente el\u00edpticas, levando a nave espacial at\u00e9 35 quil\u00f3metros da superf\u00edcie. Durante esta fase, os dois instrumentos FC (Framing Cameras) da Dawn, o sistema de c\u00e2maras cient\u00edficas da miss\u00e3o, recolheram imagens em que estruturas com v\u00e1rios metros de tamanho podem ser identificadas. O sistema de c\u00e2maras foi desenvolvido e constru\u00eddo sob lideran\u00e7a do Instituto Max Planck e a\u00ed operado durante a miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o da cratera Urvara revelam uma paisagem geologicamente e distintamente diversa. M\u00faltiplas paredes da cratera, em socalcos, envolvem a bacia de impacto; a caracter\u00edstica mais proeminente que se eleva ligeiramente para longe do centro da cratera \u00e9 uma cadeia de montanhas com cerca de 25 quil\u00f3metros de comprimento e 3 quil\u00f3metros de altura. O seu flanco sul \u00e9 o local de penhascos escarpados, \u00e1reas salpicadas de rochas &#8211; e ocasionalmente material brilhante que faz lembrar os famosos pontos brilhantes da cratera Occator. Al\u00e9m disso, as imagens mostram uma depress\u00e3o central profunda, \u00e1reas com superf\u00edcies notavelmente lisas e algumas pontilhadas com numerosas depress\u00f5es mais pequenas e arredondadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0f\/e9\/q222d434_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0f\/e9\/q222d434_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Estrutura marcante: A cratera Urvara mede aproximadamente 170 quil\u00f3metros de di\u00e2metro. As paredes da cratera, com socalcos, envolvem uma variedade de estruturas geol\u00f3gicas diversas. A caracter\u00edstica mais proeminente \u00e9 a cordilheira com aproximadamente 25 quil\u00f3metros de comprimento que se estende n\u00e3o muito longe do centro da cratera.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck, com base em dados da miss\u00e3o Dawn (NASA\/JPL-Caltech\/UCLA\/MPS\/DLR\/IDA)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa an\u00e1lise revela que diferentes \u00e1reas da cratera t\u00eam idades muito diferentes,&#8221; diz Nico Schmedemann do Instituto de Planetologia da Universidade de M\u00fcnster. &#8220;A diferen\u00e7a de idades \u00e9 de at\u00e9 100 milh\u00f5es de anos. Isto sugere que os processos estiveram em funcionamento muito tempo ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o da cratera&#8221;, acrescenta. Para estudos deste tipo, os investigadores contam as pequenas crateras que cobrem todas as superf\u00edcies de corpos sem atmosfera. Como as superf\u00edcies mais antigas tiveram mais tempo para &#8220;acumular&#8221; tais impactos de asteroides mais pequenos, t\u00eam mais crateras do que as superf\u00edcies mais jovens. Al\u00e9m disso, os modelos da for\u00e7a do bombardeamento em diferentes alturas desempenham um papel na determina\u00e7\u00e3o da idade exata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com estes modelos, as \u00e1reas mais primitivas da cratera Urvara t\u00eam cerca de 250 milh\u00f5es de anos. Este tempo marca a forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria cratera. As superf\u00edcies mais jovens dentro da cratera incluem extensas \u00e1reas lisas e escuras, bem como fossos que foram provavelmente formados pela fuga de g\u00e1s no subsolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras pistas sobre o passado turbulento da cratera s\u00e3o fornecidas por imagens tiradas utilizando os filtros de cor do sistema de c\u00e2maras. Elas permitem concluir quais os comprimentos de onda de luz vis\u00edvel que certas superf\u00edcies refletem para o espa\u00e7o &#8211; e assim ajudam a inferir a sua composi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica. Ao que parece, o material brilhante \u00e9 sal. Os dados do espectr\u00f3metro VIR da Dawn, contribu\u00eddo para a miss\u00e3o pela ag\u00eancia espacial italiana, tamb\u00e9m indicam que foram depositados compostos org\u00e2nicos juntamente com sais numa encosta a oeste da cordilheira central da montanha. Tal combina\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos de sal e de compostos org\u00e2nicos n\u00e3o tinha sido observada antes. Os dep\u00f3sitos de compostos org\u00e2nicos parecem ser comparativamente jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A origem e a forma\u00e7\u00e3o do material org\u00e2nico em Ceres continuam a ser quest\u00f5es interessantes em aberto que t\u00eam implica\u00e7\u00f5es importantes para a hist\u00f3ria geol\u00f3gica geral de Ceres, bem como potenciais liga\u00e7\u00f5es \u00e0 astrobiologia e habitabilidade. O material org\u00e2nico que pensamos ter encontrado na bacia Urvara, no hemisf\u00e9rio sul, diferente das ricas \u00e1reas org\u00e2nicas na cratera Ernutet, no hemisf\u00e9rio norte, ir\u00e3o ajudar-nos a responder a estas quest\u00f5es&#8221;, diz o cientista Guneshwar Thangjam do NISER. &#8220;A equipa est\u00e1 a trabalhar nestes aspetos utilizando tanto dados espectrais dos FC como do VIR,&#8221; acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/18330558\/original-1645548864.webp?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwiZmlsZV9leHRlbnNpb24iOiJ3ZWJwIiwicXVhbGl0eSI6ODYsIm9ial9pZCI6MTgzMzA1NTh9--44130b5bd33e1d032b3115fb73277cc8bbf20347\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2a\/79\/WuwRm2bT_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Manchas brancas: um olhar atento \u00e0 cadeia de montanhas dentro da cratera Urvara. Material brilhante que foi identificado como dep\u00f3sitos de sal pode ser encontrado no seu flanco sul.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck, com base em dados da miss\u00e3o Dawn (NASA\/JPL-Caltech\/UCLA\/MPS\/DLR\/IDA)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No geral, a cratera Urvara apresenta-nos uma imagem decididamente complexa que ainda n\u00e3o compreendemos completamente e que deixa espa\u00e7o para duas interpreta\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Andreas Nathues ao resumir os resultados. Por exemplo, o impacto que formou a cratera Urvara poderia ter transportado sais do interior do planeta an\u00e3o at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie. No entanto, algumas evid\u00eancias sugerem que, em vez disso, se tratou de uma salmoura, levantando-se do interior e dando in\u00edcio a outros processos. N\u00e3o \u00e9 claro se a salmoura chegou \u00e0 superf\u00edcie ou se apenas se acumulou logo abaixo dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Independentemente da interpreta\u00e7\u00e3o exata, os resultados atuais refor\u00e7am a imagem do planeta an\u00e3o que a miss\u00e3o Dawn &#8220;desenhou&#8221; nos \u00faltimos anos: um corpo geologicamente ativo com camadas salinas que se estendem por baixo da sua crosta a v\u00e1rias profundidades. Estas podem estar relacionadas com um anterior oceano subsuperficial que tamb\u00e9m continha compostos org\u00e2nicos. Apesar da vasta dist\u00e2ncia de Ceres ao Sol, gra\u00e7as aos sais dissolvidos, esta salmoura poderia ainda hoje sobreviver em grandes reservat\u00f3rios l\u00edquidos a profundidades de cerca de 40 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/18331057\/0222-aero-dwarf-planet-ceres-organic-chemistry-and-salt-deposits-in-urvara-impact-crater-151060-x?c=2249\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-022-28570-8\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ceres:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ceres_%28dwarf_planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/ceres\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/space\/ceres\/@18.4654488,-119.2804374,16182803m\/data=!3m1!1e3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Google Ceres 3D<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Dawn:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/dawn.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/dawn\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/dawn.jpl.nasa.gov\/mission\/toolkit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Toolkit&#8221; da miss\u00e3o (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dawn_Mission\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A terceira maior cratera do planeta an\u00e3o Ceres esteve geologicamente ativa pelo menos uma vez durante muitos milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o. 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