{"id":4839,"date":"2022-02-08T07:34:27","date_gmt":"2022-02-08T06:34:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4839"},"modified":"2022-02-08T07:34:27","modified_gmt":"2022-02-08T06:34:27","slug":"como-pode-ser-medida-a-materia-escura-no-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/02\/08\/como-pode-ser-medida-a-materia-escura-no-sistema-solar\/","title":{"rendered":"Como pode ser medida a mat\u00e9ria escura no Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fotos da Via L\u00e1ctea mostram milhares de milh\u00f5es de estrelas dispostas em espiral irradiando do centro, com g\u00e1s iluminado no meio. Mas os nossos olhos s\u00f3 conseguem vislumbrar a superf\u00edcie do que mant\u00e9m a nossa gal\u00e1xia unida. Cerca de 95% da massa da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 invis\u00edvel e n\u00e3o interage com a luz. \u00c9 feita de uma subst\u00e2ncia misteriosa chamada mat\u00e9ria escura, que nunca foi medida diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, um novo estudo calcula como a gravidade da mat\u00e9ria escura afeta objetos no nosso Sistema Solar, incluindo naves espaciais e cometas distantes. Tamb\u00e9m prop\u00f5e uma forma da influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura poder ser diretamente observada com uma experi\u00eancia futura. O artigo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a prever que se nos afastarmos longe o suficiente no Sistema Solar, temos realmente a oportunidade de come\u00e7ar a medir a for\u00e7a da mat\u00e9ria escura,&#8221; disse Jim Green, coautor do estudo e conselheiro do Gabinete do Cientista Chefe da NASA. &#8220;Esta \u00e9 a primeira ideia de como o fazer e onde o far\u00edamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p1701a-m2000x1933.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"706\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/gIELfq4E_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4840\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/gIELfq4E_o.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/gIELfq4E_o-300x215.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/gIELfq4E_o-768x550.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Nesta impress\u00e3o de artista, a nave espacial Voyager 1 da NASA tem uma vista geral do Sistema Solar. Os c\u00edrculos representam as \u00f3rbitas dos grandes planetas exteriores: J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno. Lan\u00e7ada em 1977, a Voyager 1 visitou os planetas J\u00fapiter e Saturno. A nave est\u00e1 agora a mais de 22 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra, tornando-a o objeto mais long\u00ednquo jamais constru\u00eddo pelo homem. De facto, a Voyager 1 est\u00e1 agora a viajar atrav\u00e9s do espa\u00e7o interestelar, a regi\u00e3o entre as estrelas que est\u00e1 cheia de g\u00e1s, poeira e material reciclado de estrelas moribundas.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura no nosso &#8220;quintal&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui na Terra, a gravidade do nosso planeta impede-nos de voar para fora das nossas cadeiras, e a gravidade do Sol mant\u00e9m o nosso planeta em \u00f3rbita num calend\u00e1rio de 365 dias. Mas quanto mais longe do Sol estiver uma nave espacial, menos vai sentir a sua gravidade, sentindo cada vez mais uma fonte diferente de gravidade: a da mat\u00e9ria do resto da Gal\u00e1xia, que \u00e9 na sua maioria mat\u00e9ria escura. A massa das 100 mil milh\u00f5es de estrelas da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 min\u00fascula em compara\u00e7\u00e3o com as estimativas do conte\u00fado de mat\u00e9ria escura da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para compreender a influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura no Sistema Solar, o autor principal Edward Belbruno calculou a &#8220;for\u00e7a gal\u00e1ctica&#8221;, a for\u00e7a gravitacional global da mat\u00e9ria normal combinada com a mat\u00e9ria escura de toda a Gal\u00e1xia. Ele descobriu que no Sistema Solar, cerca de 45% desta for\u00e7a \u00e9 da mat\u00e9ria escura e 55% \u00e9 da mat\u00e9ria normal, a chamada &#8220;mat\u00e9ria bari\u00f3nica&#8221;. Isto sugere uma divis\u00e3o aproximada entre a massa da mat\u00e9ria escura e a mat\u00e9ria normal no Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fiquei um pouco surpreendido com a contribui\u00e7\u00e3o relativamente pequena da for\u00e7a gal\u00e1ctica devido \u00e0 mat\u00e9ria escura sentida no nosso Sistema Solar em compara\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a devida \u00e0 mat\u00e9ria normal,&#8221; disse Belbruno, matem\u00e1tico e astrof\u00edsico da Universidade de Princeton e da Universidade Yeshiva. &#8220;Isto \u00e9 explicado pelo facto da maior parte da mat\u00e9ria escura se encontrar nas partes exteriores da nossa Gal\u00e1xia, longe do nosso Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma grande regi\u00e3o chamada &#8220;halo&#8221; de mat\u00e9ria escura rodeia a Via L\u00e1ctea e representa a maior concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura da Gal\u00e1xia. H\u00e1 pouca ou nenhuma mat\u00e9ria normal no halo. Os autores disseram que se o Sistema Solar estivesse localizado a uma dist\u00e2ncia maior do centro da Gal\u00e1xia, que sentiria os efeitos de uma maior propor\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura na for\u00e7a gal\u00e1ctica porque estaria mais pr\u00f3ximo do halo de mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como a mat\u00e9ria escura pode influenciar as naves espaciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o novo estudo, Green e Belbruno preveem que a gravidade da mat\u00e9ria escura interage muito ligeiramente com todas as naves espaciais que a NASA enviou para muito longe no Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se as naves espaciais se moverem atrav\u00e9s da mat\u00e9ria escura o tempo suficiente, as suas trajet\u00f3rias mudam, e isto \u00e9 importante para ter em considera\u00e7\u00e3o no planeamento de certas miss\u00f5es futuras,&#8221; disse Belbruno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tais naves podem incluir as aposentadas Pioneer 10 e 11 que foram lan\u00e7adas em 1972 e 1973, respetivamente; as sondas Voyager 1 e 2 que t\u00eam vindo a explorar h\u00e1 mais de 40 anos e que entraram no espa\u00e7o interestelar; e a nave New Horizons que passou por Plut\u00e3o e Arrokoth na Cintura de Kuiper.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas \u00e9 um efeito min\u00fasculo. Depois de viajar milhares de milh\u00f5es de quil\u00f3metros, o percurso de uma sonda como a Pioneer 10 s\u00f3 se desviaria cerca de 1,6 metros devido \u00e0 influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura. &#8220;Elas sentem o efeito da mat\u00e9ria escura, mas \u00e9 t\u00e3o pequeno que n\u00e3o podemos medi-lo,&#8221; disse Green.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Onde \u00e9 que a for\u00e7a gal\u00e1ctica toma o controlo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A uma certa dist\u00e2ncia do Sol, a for\u00e7a gal\u00e1ctica torna-se mais poderosa do que a atra\u00e7\u00e3o da nossa estrela, que \u00e9 feita de mat\u00e9ria normal. Belbruno e Green calcularam que esta transi\u00e7\u00e3o ocorre a cerca de 30.000 unidades astron\u00f3micas, ou 30.000 vezes a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol. Isto est\u00e1 muito al\u00e9m da dist\u00e2ncia de Plut\u00e3o, mas ainda dentro da Nuvem de Oort, um enxame de milh\u00f5es de cometas que envolve o nosso Sistema Solar e que se estende at\u00e9 100.000 unidades astron\u00f3micas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto significa que a gravidade da mat\u00e9ria escura poderia ter desempenhado um papel na trajet\u00f3ria de objetos como &#8216;Oumuamua, o cometa ou asteroide em forma de charuto que veio de outro sistema estelar e que passou pelo Sistema Solar interior em 2017. A sua velocidade invulgarmente alta poderia ser explicada pela gravidade da mat\u00e9ria escura que o empurrava durante milh\u00f5es de anos, dizem os autores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A existir um planeta gigante nos cantos mais rec\u00f4nditos do Sistema Solar, um objeto hipot\u00e9tico chamado Planeta 9 ou Planeta X que os cientistas t\u00eam procurado nos \u00faltimos anos, a mat\u00e9ria escura tamb\u00e9m influenciaria a sua \u00f3rbita. Se este planeta existir, a mat\u00e9ria escura poderia talvez at\u00e9 afast\u00e1-lo da \u00e1rea onde os cientistas o procuram atualmente, escrevem Green e Belbruno. A mat\u00e9ria escura pode tamb\u00e9m ter feito com que alguns dos cometas da Nuvem de Oort escapassem por completo \u00e0 \u00f3rbita do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ser\u00e1 que podemos medir a gravidade da mat\u00e9ria escura?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para medir os efeitos da mat\u00e9ria escura no Sistema Solar, uma sonda espacial n\u00e3o teria necessariamente de viajar para assim t\u00e3o longe. A uma dist\u00e2ncia de 100 UA, uma nave espacial com os instrumentos certos poderia ajudar os astr\u00f3nomos a medir diretamente a influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura, disseram Green e Belbruno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especificamente, uma sonda alimentada a energia radioisot\u00f3pica &#8211; uma tecnologia que permitiu \u00e0 Pioneer 10 e 11, \u00e0s Voyager e \u00e0 New Horizons voar para muito longe do Sol &#8211; pode ser capaz de fazer esta medi\u00e7\u00e3o. Uma nave espacial deste tipo poderia transportar uma bola refletora e larg\u00e1-la a uma dist\u00e2ncia apropriada. A esfera sentiria apenas for\u00e7as gal\u00e1cticas, enquanto a nave espacial sentiria uma for\u00e7a t\u00e9rmica do elemento radioativo em decomposi\u00e7\u00e3o no seu sistema de energia, para al\u00e9m das for\u00e7as gal\u00e1cticas. Subtraindo a for\u00e7a t\u00e9rmica, os investigadores poderiam ent\u00e3o observar como a for\u00e7a gal\u00e1ctica se relaciona com os desvios nas respetivas trajet\u00f3rias da esfera e da nave espacial. Esses desvios seriam medidos com um laser, uma vez que os dois objetos voavam paralelamente um ao outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um conceito proposto de miss\u00e3om chamada Interstellar Probe, que visa viajar at\u00e9 500 UA do Sol para explorar esse ambiente desconhecido, \u00e9 uma possibilidade para uma tal experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/galaxy-cluster-cl-0024-17-zwcl-0024-1652.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/66\/09\/hrjuixLS_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Duas imagens pelo Hubble do gigantesco enxame de gal\u00e1xias Cl 0024+17 (ZwCl 0024+1652). \u00c0 esquerda est\u00e1 a imagem \u00f3tica com arcos azuis de aspeto estranho que aparecem entre as gal\u00e1xias amareladas. Estas s\u00e3o as imagens ampliadas e distorcidas de gal\u00e1xias localizadas muito atr\u00e1s do enxame. A sua luz \u00e9 curvada e amplificada pela imensa gravidade do enxame, num processo chamado de lente gravitacional. \u00c0 direita, foi adicionado um sombreado azul para indicar a localiza\u00e7\u00e3o do material invis\u00edvel chamado mat\u00e9ria escura que \u00e9 matematicamente necess\u00e1rio para explicar a natureza e posi\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias com lente gravitacional que s\u00e3o vistas.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, M.J. Jee e H. Ford (Universidade Johns Hopkins)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais sobre a mat\u00e9ria escura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mat\u00e9ria escura \u00e9 uma massa oculta nas gal\u00e1xias que foi proposta pela primeira vez na d\u00e9cada de 1930 por Fritz Zwicky. Mas a ideia permaneceu controversa at\u00e9 \u00e0s d\u00e9cadas de 1960 e 1970, quando Vera C. Rubin e colegas confirmaram que os movimentos das estrelas em torno dos seus centros gal\u00e1cticos n\u00e3o seguiriam as leis da f\u00edsica se apenas mat\u00e9ria normal estivesse envolvida. S\u00f3 uma gigantesca fonte oculta de massa pode explicar porque \u00e9 que estrelas na periferia das gal\u00e1xias espirais como a nossa se movem t\u00e3o rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a natureza da mat\u00e9ria escura \u00e9 um dos maiores mist\u00e9rios de toda a astrof\u00edsica. Observat\u00f3rios poderosos com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra ajudaram os cientistas a come\u00e7ar a compreender a influ\u00eancia e a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura no Universo em geral. O Hubble tem explorado muitas gal\u00e1xias cuja mat\u00e9ria escura contribui para um efeito chamado &#8220;lente&#8221;, onde a gravidade curva o pr\u00f3prio espa\u00e7o e amplia imagens de gal\u00e1xias mais distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos v\u00e3o aprender mais sobre a mat\u00e9ria escura no cosmos com o mais recente conjunto de telesc\u00f3pios topo de gama. O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, lan\u00e7ado no dia 25 de dezembro de 2021, vai contribuir para a nossa compreens\u00e3o da mat\u00e9ria escura ao recolher imagens e outros dados de gal\u00e1xias e ao observar os seus efeitos de lente. O Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman, com lan\u00e7amento previsto para meados desta d\u00e9cada, vai realizar levantamentos de mais de mil milh\u00f5es de gal\u00e1xias para analisar a influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura nas suas formas e distribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Euclid da ESA tamb\u00e9m vai ter como alvo a mat\u00e9ria escura e a energia escura, olhando para tr\u00e1s no tempo cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos, at\u00e9 um per\u00edodo em que a energia escura come\u00e7ou a apressar a expans\u00e3o do Universo. E o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, em constru\u00e7\u00e3o no Chile, vai acrescentar dados valiosos a este puzzle da verdadeira ess\u00eancia da mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas estes poderosos instrumentos est\u00e3o concebidos para procurar os fortes efeitos da mat\u00e9ria escura atrav\u00e9s de grandes dist\u00e2ncias, muito mais longe do que no nosso Sistema Solar, onde a influ\u00eancia da mat\u00e9ria escura \u00e9 muito mais fraca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se pud\u00e9ssemos enviar uma sonda para a detetar, isso seria uma enorme descoberta,&#8221; disse Belbruno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/how-dark-matter-could-be-measured-in-the-solar-system\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/stab3781\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2201.06575\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"saiba-mais\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sondas Pioneer:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/pioneer\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pioneer_10\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pioneer 10 &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pioneer_11\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pioneer 11 &#8211; Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/roman.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nancy_Grace_Roman_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASARoman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASARoman\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Euclid:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Euclid_overview\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Euclid_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.vro.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.lsst.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LSST (p\u00e1gina principal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Interstellar Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/interstellarprobe.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fotos da Via L\u00e1ctea mostram milhares de milh\u00f5es de estrelas dispostas em espiral irradiando do centro, com g\u00e1s iluminado no meio. Mas os nossos olhos s\u00f3 conseguem vislumbrar a superf\u00edcie do que mant\u00e9m a nossa gal\u00e1xia unida. Cerca de 95% da massa da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 invis\u00edvel e n\u00e3o interage com a luz. \u00c9 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4840,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,16,1],"tags":[748,150,1275,387,371,176,167,723,257,258,913,412,359,340],"class_list":["post-4839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-euclid","tag-hubble","tag-interstellar-probe","tag-jwst","tag-materia-escura","tag-new-horizons","tag-chandra","tag-observatorio-vera-c-rubin","tag-pioneer-10","tag-pioneer-11","tag-rst","tag-voyager-1","tag-voyager-2","tag-wfirst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4839"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4841,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839\/revisions\/4841"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}