{"id":4829,"date":"2022-02-04T07:20:09","date_gmt":"2022-02-04T06:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4829"},"modified":"2022-02-04T07:20:19","modified_gmt":"2022-02-04T06:20:19","slug":"as-falhas-geologicas-de-plutao-podem-esconder-pistas-da-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/02\/04\/as-falhas-geologicas-de-plutao-podem-esconder-pistas-da-sua-historia\/","title":{"rendered":"As falhas geol\u00f3gicas de Plut\u00e3o podem esconder pistas da sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mundo vislumbrou Plut\u00e3o de perto, pela primeira vez, quando a sonda New Horizons da NASA por l\u00e1 passou em julho de 2015. Uma das descobertas mais excitantes feitas pelos cientistas com base nos dados da New Horizons \u00e9 que Plut\u00e3o, apesar de orbitar a mais de 5 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, pode conter um oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua superf\u00edcie de gelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este oceano de \u00e1gua l\u00edquida tem enormes implica\u00e7\u00f5es na forma como Plut\u00e3o se formou e reteve calor suficiente para derreter toda essa \u00e1gua gelada. Nos anos que se seguiram ao &#8220;flyby&#8221; da New Horizons, surgiram duas hip\u00f3teses gerais de forma\u00e7\u00e3o. A primeira come\u00e7a com um Plut\u00e3o &#8220;frio&#8221;, que envolve a forma\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o ao longo de milh\u00f5es de anos pela acre\u00e7\u00e3o lenta de objetos frios. Esta vers\u00e3o de Plut\u00e3o eventualmente coalesceria material suficiente para que o aquecimento radiativo a partir do interior derretesse o oceano subterr\u00e2neo. A outra hip\u00f3tese envolve um Plut\u00e3o &#8220;quente&#8221;, em que se formou num per\u00edodo de tempo mais curto atrav\u00e9s de violentas colis\u00f5es que aqueceram o seu interior, formaram o oceano e o planeta an\u00e3o eventualmente arrefeceu na bola de gelo que vemos hoje.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/7f\/c6\/266RhbCw_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/266RhbCw_o-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4830\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/266RhbCw_o-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/266RhbCw_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/266RhbCw_o-768x431.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/266RhbCw_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os cientistas estudaram o &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; de Plut\u00e3o para melhor compreenderem a espessura da sua litosfera e, portanto, como se formou.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pista que pode ajudar os cientistas a compreender a forma\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o \u00e9 a espessura da sua crosta exterior de gelo, bem como as caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas que constituem a sua superf\u00edcie. Num novo estudo, McGovern et al. concentraram-se em Sputnik Planitia, uma vasta bacia que constitui a por\u00e7\u00e3o ocidental do brilhante &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; de Plut\u00e3o. Sputnik Planitia formou-se ap\u00f3s um impacto e acabou por se encher de azoto gelado. O calor impulsionado pela convec\u00e7\u00e3o formou estruturas em forma de c\u00e9lula no azoto gelado, o que cativou os cientistas. Esta bacia mede 1500 x 900 quil\u00f3metros e apresenta cumes que se elevam um quil\u00f3metro acima da paisagem circundante. Fraturas e fissuras irradiam da bacia como raios numa roda de bicicleta, escrevem os autores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas fraturas e fissuras s\u00e3o fundamentais para compreender como a carga de azoto gelado afeta a superf\u00edcie de Plut\u00e3o, o que dependeria da espessura dessa superf\u00edcie. O azoto gelado empurra para baixo a camada exterior de Plut\u00e3o, ou litosfera. Dependendo da espessura da litosfera quando o azoto gelado fluiu pela primeira vez para a bacia, formar-se-iam diferentes padr\u00f5es de fissuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores executaram modelos de computador testando v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es iniciais para Sputnik Planitia a fim de encontrar a espessura da litosfera que melhor se adapta \u00e0s caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas atuais. Descobriram que a litosfera tem provavelmente 45-70 quil\u00f3metros de espessura e que a profundidade inicial da cratera de impacto que forma Sputnik Planitia era provavelmente rasa, n\u00e3o mais de 3 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">McGovern e colegas notam que a sua descoberta \u00e9 consistente com a teoria &#8220;quente&#8221; da forma\u00e7\u00e3o de Plut\u00e3o que postula que o planeta an\u00e3o se formou atrav\u00e9s de impactos violentos e que come\u00e7ou com mais l\u00edquido, muito do qual congelou ao longo dos mil\u00e9nios seguintes. Notam tamb\u00e9m que o stress sobre a camada exterior criada pelo azoto gelado est\u00e1 provavelmente a facilitar algum criovulcanismo em v\u00e1rios locais em redor de Sputnik Planitia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/eos.org\/research-spotlights\/clues-to-plutos-history-lie-in-its-faults\" target=\"_blank\">\/\/ Eos da AGU (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2021JE006964\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (JGR Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"saiba-mais\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Plut\u00e3o:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/pluto\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pluto\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sputnik_Planitia\" target=\"_blank\">Sputnik Planitia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo vislumbrou Plut\u00e3o de perto, pela primeira vez, quando a sonda New Horizons da NASA por l\u00e1 passou em julho de 2015. 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