{"id":4816,"date":"2022-02-01T07:16:35","date_gmt":"2022-02-01T06:16:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4816"},"modified":"2022-02-01T07:16:50","modified_gmt":"2022-02-01T06:16:50","slug":"revelados-quase-1000-misteriosos-filamentos-no-centro-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/02\/01\/revelados-quase-1000-misteriosos-filamentos-no-centro-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Revelados quase 1000 misteriosos filamentos no centro da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma nova imagem telesc\u00f3pica, sem precedentes, do centro turbulento da Via L\u00e1ctea, revelou quase 1000 filamentos misteriosos, inexplicavelmente &#8220;pendurados&#8221; no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esticando-se at\u00e9 150 anos-luz, os &#8220;fios&#8221; unidimensionais (ou filamentos) encontram-se em pares e em aglomerados, muitas vezes empilhados e igualmente espa\u00e7ados, lado a lado como cordas numa harpa. Usando observa\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio, Farhad Yusef-Zadeh, da Universidade Northwestern, descobriu os filamentos magn\u00e9ticos altamente organizados no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980. Os filamentos mistificantes que ele encontrou s\u00e3o compostos por eletr\u00f5es de raios c\u00f3smicos que giram no campo magn\u00e9tico a uma velocidade pr\u00f3xima da da luz. Mas a sua origem tem permanecido um mist\u00e9rio por resolver desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/u7AYM3Mt_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/u7AYM3Mt_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4817\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/u7AYM3Mt_o.jpg 640w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/u7AYM3Mt_o-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption>Mosaico do centro da Via L\u00e1ctea, capturado no r\u00e1dio. Os filamentos magn\u00e9ticos s\u00e3o os &#8220;cortes&#8221; grandes e verticais espalhados pela imagem.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Northwestenr, Yusef-Zadeh et al., SARAO<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Agora, a nova imagem exp\u00f4s 10 vezes mais filamentos do que os anteriormente descobertos, permitindo a Yusef-Zadeh e \u00e0 sua equipa realizar, pela primeira vez, estudos estat\u00edsticos sobre uma vasta popula\u00e7\u00e3o de filamentos. Esta informa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ajud\u00e1-los a desvendar finalmente o mist\u00e9rio de longa data.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo est\u00e1 dispon\u00edvel online e foi aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muito tempo que estudamos filamentos individuais com uma vis\u00e3o m\u00edope,&#8221; disse Yusef-Zadeh, autor principal do artigo cient\u00edfico. &#8220;Agora, vemos finalmente o quadro geral &#8211; uma vista panor\u00e2mica de filamentos em abund\u00e2ncia. O simples exame de alguns filamentos torna dif\u00edcil tirar qualquer conclus\u00e3o real sobre o que s\u00e3o e de onde vieram. Isto \u00e9 um ponto de viragem na nossa compreens\u00e3o destas estruturas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Yusef-Zadeh \u00e9 professor de f\u00edsica e astronomia no Col\u00e9gio Weinberg de Artes e Ci\u00eancias da Universidade Northwestern e membro do CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contruindo a imagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para construir a imagem com clareza e detalhe sem precedentes, os astr\u00f3nomos passaram tr\u00eas anos a examinar o c\u00e9u e a analisar dados do SARAO (South African Radio Astronomy Observatory). Ao utilizarem o telesc\u00f3pio MeerKAT do SARAO durante 200 horas, os investigadores juntaram um mosaico de 20 observa\u00e7\u00f5es separadas de diferentes sec\u00e7\u00f5es do c\u00e9u em dire\u00e7\u00e3o ao centro da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, a 25.000 anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem completa ser\u00e1 publicada num artigo adicional e complementar &#8211; liderado pelo astrof\u00edsico Ian Heywood da Universidade de Oxford, em que Yusef-Zadeh \u00e9 coautor &#8211; num futuro n\u00famero da revista The Astrophysical Journal. Juntamente com os filamentos, a imagem capta as emiss\u00f5es r\u00e1dio de v\u00e1rios fen\u00f3menos, incluindo estrelas em erup\u00e7\u00e3o, ber\u00e7\u00e1rios estelares e novos remanescentes de supernova.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Passei muito tempo a trabalhar e a olhar para esta imagem, nunca me canso dela,&#8221; disse Heywood. &#8220;Quando mostro esta imagem a pessoas que possam ser novas na radioastronomia, ou que n\u00e3o estejam familiarizadas com ela, tento sempre enfatizar que as imagens no r\u00e1dio nem sempre foram assim, e que salto em frente o MeerKAT realmente \u00e9 em termos das suas capacidades. Tem sido um verdadeiro privil\u00e9gio trabalhar ao longo dos anos com os colegas do SARAO que constru\u00edram este fant\u00e1stico telesc\u00f3pio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ver os filamentos a uma escala mais fina, a equipa de Yusef-Zadeh utilizou uma t\u00e9cnica para remover o fundo da imagem principal, a fim de isolar os filamentos das estruturas circundantes. A imagem resultante espantou-o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 como arte moderna,&#8221; disse. &#8220;Estas imagens s\u00e3o t\u00e3o belas e ricas, o mist\u00e9rio de tudo isto torna-as ainda mais interessantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8a\/2f\/laYPV9uL_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Aglomerado de filamentos paralelos, como cordas numa harpa.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Northwestenr, Yusef-Zadeh et al., SARAO<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>O que sabemos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ainda permanecerem muitos mist\u00e9rios em torno destes filamentos, Yusef-Zadeh tem sido capaz de juntar mais pe\u00e7as do puzzle. No seu trabalho mais recente, ele e colaboradores exploraram especificamente os campos magn\u00e9ticos dos filamentos e o papel dos raios c\u00f3smicos na ilumina\u00e7\u00e3o dos campos magn\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A varia\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o emitida pelos filamentos \u00e9 muito diferente daquela dos remanescentes de supernova recentemente descobertos, sugerindo que os fen\u00f3menos t\u00eam origens diferentes. \u00c9 mais prov\u00e1vel, descobriram os investigadores, que os filamentos estejam relacionados com a atividade passada do buraco negro supermassivo central da Via L\u00e1ctea, em vez de explos\u00f5es coordenadas de supernovas. Os filamentos tamb\u00e9m podem estar relacionados com enormes bolhas emissoras de r\u00e1dio, que Yusef-Zadeh e colaboradores descobriram em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>E, embora Yusef-Zadeh j\u00e1 soubesse que os filamentos s\u00e3o magnetizados, agora pode dizer que os campos magn\u00e9ticos s\u00e3o amplificados ao longo dos filamentos, uma caracter\u00edstica prim\u00e1ria que todos os filamentos partilham.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos estudar as caracter\u00edsticas estat\u00edsticas dos filamentos,&#8221; disse. &#8220;Ao estudar as estat\u00edsticas, podemos aprender mais sobre as propriedades destas fontes invulgares.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se f\u00f4ssemos de outro planeta, por exemplo, e se encontr\u00e1ssemos uma pessoa muito alta na Terra, pod\u00edamos qui\u00e7\u00e1 assumir que todas as pessoas s\u00e3o altas. Mas se fizermos estat\u00edsticas sobre uma popula\u00e7\u00e3o de pessoas, podemos encontrar a altura m\u00e9dia. \u00c9 exatamente isso que estamos a fazer. Podemos determinar a for\u00e7a dos campos magn\u00e9ticos, os seus comprimentos, as suas orienta\u00e7\u00f5es e o espectro da radia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que n\u00e3o sabemos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os restantes mist\u00e9rios, Yusef-Zadeh est\u00e1 particularmente intrigado com a forma como os filamentos parecem estar estruturados. Os filamentos dentro dos aglomerados est\u00e3o separados uns dos outros a dist\u00e2ncias perfeitamente iguais &#8211; mais ou menos a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles assemelham-se quase ao espa\u00e7amento regular nos &#8216;loops&#8217; solares,&#8221; disse. &#8220;Ainda n\u00e3o sabemos porque surgem em aglomerados nem compreendemos como se separam, e n\u00e3o sabemos como ocorrem estes espa\u00e7amentos regulares. De cada vez que respondemos a uma pergunta, surgem v\u00e1rias outras quest\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Yusef-Zadeh e a sua equipa tamb\u00e9m ainda n\u00e3o sabem se os filamentos se movem ou mudam ao longo do tempo ou o que est\u00e1 a causar a acelera\u00e7\u00e3o dos eletr\u00f5es a velocidades t\u00e3o incr\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como \u00e9 que aceleramos eletr\u00f5es para velocidades t\u00e3o perto da da luz?&#8221;, perguntou. &#8220;Uma ideia \u00e9 que existem algumas fontes no fim destes filamentos que est\u00e3o a acelerar estas part\u00edculas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que se segue<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Yusef-Zadeh e a sua equipa est\u00e3o atualmente a identificar e a catalogar cada filamento. O \u00e2ngulo, curva, campo magn\u00e9tico, espectro e intensidade de cada filamento ser\u00e3o publicados num estudo futuro. A compreens\u00e3o destas propriedades dar\u00e1 \u00e0 comunidade astrof\u00edsica mais pistas sobre a natureza elusiva dos filamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O telesc\u00f3pio MeerKAT, inaugurado em julho de 2018, vai continuar a desvendar novos segredos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos certamente um passo mais perto de uma compreens\u00e3o mais completa,&#8221; disse Yusef-Zadeh. &#8220;Mas a ci\u00eancia \u00e9 uma s\u00e9rie de progressos a diferentes n\u00edveis. Esperamos chegar ao fundo da quest\u00e3o, mas s\u00e3o necess\u00e1rias mais observa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises te\u00f3ricas. Uma compreens\u00e3o completa de objetos complexos leva tempo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2022\/01\/nearly-1000-mysterious-strands-revealed-in-milky-ways-center\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.sarao.ac.za\/media-releases\/new-meerkat-radio-image-reveals-complex-heart-of-the-milky-way\/\" target=\"_blank\">\/\/ SARAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2201.10552\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2201.10541\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/archive-gw-1.kat.ac.za\/public\/repository\/10.48479\/fyst-hj47\/index.html\" target=\"_blank\">\/\/ Dados cient\u00edficos do mosaico do Centro Gal\u00e1ctico pelo MeerKAT (SARAO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"saiba-mais\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2022\/01\/26\/meerkat-paints-a-mesmerising-portrait-of-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/a-thousand-mysterious-magnetic-strands-found-dangling-from-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/jaw-dropping-new-image-of-the-galactic-center-reveals-mysterious-giant-strands\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-01-mysterious-strands-revealed-milky-center.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/01\/26\/world\/milky-way-strands-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\">Centro Gal\u00e1ctico (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MeerKAT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sarao.ac.za\/gallery\/meerkat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SARAO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MeerKAT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova imagem telesc\u00f3pica, sem precedentes, do centro turbulento da Via L\u00e1ctea, revelou quase 1000 filamentos misteriosos, inexplicavelmente &#8220;pendurados&#8221; no espa\u00e7o. 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