{"id":4750,"date":"2022-01-07T07:14:15","date_gmt":"2022-01-07T06:14:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4750"},"modified":"2022-01-07T07:14:16","modified_gmt":"2022-01-07T06:14:16","slug":"a-lareira-de-orionte-eso-divulga-nova-imagem-da-nebulosa-da-chama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/01\/07\/a-lareira-de-orionte-eso-divulga-nova-imagem-da-nebulosa-da-chama\/","title":{"rendered":"A &#8220;lareira&#8221; de Orionte: ESO divulga nova imagem da Nebulosa da Chama"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Orionte oferece-nos um espetacular fogo-de-artif\u00edcio para celebrar a Quadra Festiva e o Ano Novo que j\u00e1 come\u00e7ou, nesta nova imagem do ESO. N\u00e3o h\u00e1, no entanto, motivo para preocupa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que esta constela\u00e7\u00e3o ic\u00f3nica n\u00e3o est\u00e1 nem a arder nem a explodir. O &#8220;fogo&#8221; que vemos neste postal trata-se da Nebulosa da Chama e seus arredores, capturada no r\u00e1dio \u2014 uma imagem que faz, de facto, justi\u00e7a ao nome desta nebulosa! A imagem foi obtida com o APEX (Atacama Pathfinder Experiment), operado pelo ESO e instalado no planalto de Chajnantor, no deserto chileno do Atacama.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2201a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"482\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/EJhgshEr_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4751\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/EJhgshEr_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/EJhgshEr_o-300x207.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/EJhgshEr_o-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>N\u00e3o deixe que a imagem e o nome do objecto c\u00f3smico representado o enganem! O que se v\u00ea nesta imagem n\u00e3o \u00e9 um inc\u00eandio, mas sim a Nebulosa da Chama e os seus arredores capturados no r\u00e1dio.<br>A Nebulosa da Chama \u00e9 a grande caracter\u00edstica na metade esquerda do rect\u00e2ngulo central amarelo. A caracter\u00edstica mais pequena \u00e0 direita \u00e9 a nebulosa de reflex\u00e3o NGC 2023. Na parte superior direita de NGC 2023, a ic\u00f3nica Nebulosa Cabe\u00e7a de Cavalo parece emergir heroicamente das &#8220;chamas&#8221;. Os tr\u00eas objectos fazem parte da nuvem de Orionte, uma estrutura de g\u00e1s gigante localizada entre 1300 e 1600 anos-luz de dist\u00e2ncia.<br>As diferentes cores indicam a velocidade do g\u00e1s. A Nebulosa da Chama e os seus arredores afastam-se de n\u00f3s, com as nuvens vermelhas no fundo a recuar mais rapidamente do que as amarelas em primeiro plano. A imagem no rect\u00e2ngulo \u00e9 baseada em observa\u00e7\u00f5es realizadas com o instrumento SuperCam no APEX operado pelo ESO no Planalto Chajnantor do Chile. A imagem de fundo foi obtida no infravermelho com o VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO no Observat\u00f3rio Paranal do Chile.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Th. Stanke &amp; ESO\/J. Emerson\/VISTA. Reconhecimento: Unidade de Pesquisa Astron\u00f3mica de Cambridge<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem recentemente processada da Nebulosa da Chama, onde podemos ver tamb\u00e9m nebulosas mais pequenas, tais como a Nebulosa da Cabe\u00e7a de Cavalo, baseia-se em observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo pelo antigo astr\u00f3nomo do ESO Thomas Stanke e a sua equipa h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s. Entusiasmados em experimentar o, ent\u00e3o recentemente instalado, instrumento SuperCam no APEX, os investigadores apontaram o telesc\u00f3pio em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constela\u00e7\u00e3o de Orionte. &#8220;Como os astr\u00f3nomos gostam de dizer, sempre que h\u00e1 um novo telesc\u00f3pio ou instrumento dispon\u00edvel, observamos Orionte onde h\u00e1 sempre algo novo e interessante a descobrir!&#8221; diz Stanke. Alguns anos e muitas observa\u00e7\u00f5es depois, Stanke e a sua equipa v\u00eaem agora os seus resultados serem aceites para publica\u00e7\u00e3o na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das regi\u00f5es mais famosas do c\u00e9u, Orionte alberga as nuvens moleculares gigantes mais pr\u00f3ximas do Sol \u2014 vastos objetos c\u00f3smicos compostos essencialmente por hidrog\u00e9nio, onde se formam novas estrelas e planetas. Estas nuvens situam-se a uma dist\u00e2ncia de n\u00f3s que varia entre 1300 e 1600 anos-luz e comportam a maternidade estelar mais ativa que existe na vizinhan\u00e7a do Sistema Solar, para al\u00e9m da Nebulosa da Chama que vemos na imagem. Esta nebulosa de &#8220;emiss\u00e3o&#8221; acolhe no seu centro um enxame de estrelas jovens que emite radia\u00e7\u00e3o de alta energia, o que faz com que os gases que o rodeiam resplande\u00e7am.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2201c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/5c\/ab\/QoOJ8bRC_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A Nebulosa da Chama, capturada no r\u00e1dio nesta imagem, \u00e9 a grande caracter\u00edstica na metade esquerda do rect\u00e2ngulo central, amarelo. A caracter\u00edstica mais pequena \u00e0 direita \u00e9 a nebulosa de reflex\u00e3o NGC 2023. Na parte superior direita de NGC 2023, a ic\u00f3nica Nebulosa Cabe\u00e7a de Cavalo parece emergir heroicamente das &#8220;chamas&#8221;. Os tr\u00eas objectos fazem parte da nuvem de Orionte, uma estrutura de g\u00e1s gigante localizada entre 1300 e 1600 anos-luz de dist\u00e2ncia.<br>As diferentes cores indicam a velocidade do g\u00e1s. A Nebulosa da Chama e os seus arredores est\u00e3o a afastar-se de n\u00f3s, com as nuvens vermelhas no fundo a recuar mais rapidamente do que as amarelas em primeiro plano.<br>A imagem no rect\u00e2ngulo \u00e9 baseada em observa\u00e7\u00f5es realizadas com o instrumento SuperCam no APEX operado pelo ESO no Planalto Chajnantor do Chile. A imagem de fundo foi criada a partir de fotografias em no vis\u00edvel que fazem parte do DSS2 (Digitized Sky Survey 2).<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Th. Stanke &amp; ESO\/DSS2. Reconhecimento: Davide De Martin<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com tal alvo, a equipa dificilmente ficaria desapontada. Para al\u00e9m da Nebulosa da Chama e seus arredores, Stanke e colaboradores conseguiram tamb\u00e9m observar uma grande variedade de outros objetos c\u00f3smicos. Alguns exemplos incluem: as nebulosas de reflex\u00e3o Messier 78 e NGC 2071 \u2014 nuvens de g\u00e1s e poeira interestelar que refletem a radia\u00e7\u00e3o emitida por estrelas pr\u00f3ximas. A equipa descobriu inclusivamente uma nova nebulosa, um pequeno objeto not\u00e1vel na sua forma quase perfeitamente circular, ao qual foi dado o nome de Nebulosa da Vaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es foram levadas a cabo no \u00e2mbito do rastreio ALCOHOLS (APEX Large CO Heterodyne Orion Legacy Survey), que observou as ondas r\u00e1dio emitidas pelo mon\u00f3xido de carbono, CO, nas nuvens de Orionte. Usar esta mol\u00e9cula para investigar grandes \u00e1reas do c\u00e9u \u00e9 o objetivo principal do SuperCam, j\u00e1 que este instrumento permite aos astr\u00f3nomos mapear enormes nuvens de g\u00e1s onde se formam novas estrelas. Ao contr\u00e1rio do que o &#8220;fogo&#8221; desta imagem possa sugerir, estas nuvens s\u00e3o, na realidade, frias, com temperaturas t\u00edpicas de apenas alguns graus acima do zero absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dada a quantidade de segredos que nos desvenda, esta regi\u00e3o do c\u00e9u tem sido observada muitas vezes em diferentes comprimentos de onda, com cada dom\u00ednio de comprimentos de onda a revelar-nos estruturas diferentes e \u00fanicas das nuvens moleculares de Orionte. Como exemplo temos as observa\u00e7\u00f5es infravermelhas levadas a cabo pelo VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO no Observat\u00f3rio do Paranal no Chile, que comp\u00f5em o fundo calmo desta imagem da Nebulosa da Chama e seus arredores. Ao contr\u00e1rio da radia\u00e7\u00e3o vis\u00edvel, as ondas infravermelhas passam atrav\u00e9s das nuvens espessas de poeira interestelar, permitindo aos astr\u00f3nomos descobrir estrelas e outros objetos que, doutro modo, permaneceriam escondidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Multiple views of the Flame Nebula region as seen with the DSS2, VISTA and APEX\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hms-BS8MEDI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2201\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2201.00463\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa da Chama (NGC 2024):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Flame_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa Cabe\u00e7a de Cavalo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Horsehead_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa de Orionte (M42):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m042.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Orion_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M78:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m078.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_78\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGC 2071:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_2071\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>APEX:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.apex-telescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Pathfinder_Experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orionte oferece-nos um espetacular fogo-de-artif\u00edcio para celebrar a Quadra Festiva e o Ano Novo que j\u00e1 come\u00e7ou, nesta nova imagem do ESO. 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