{"id":4746,"date":"2022-01-04T07:16:12","date_gmt":"2022-01-04T06:16:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4746"},"modified":"2022-01-04T07:16:23","modified_gmt":"2022-01-04T06:16:23","slug":"podem-formas-de-vida-neutralizar-acido-e-criar-regioes-habitaveis-nas-nuvens-de-venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/01\/04\/podem-formas-de-vida-neutralizar-acido-e-criar-regioes-habitaveis-nas-nuvens-de-venus\/","title":{"rendered":"Podem formas de vida neutralizar \u00e1cido e criar regi\u00f5es habit\u00e1veis nas nuvens de V\u00e9nus?"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 dif\u00edcil imaginar um mundo mais in\u00f3spito do que o nosso vizinho planet\u00e1rio mais pr\u00f3ximo. Com uma espessa atmosfera de di\u00f3xido de carbono e uma superf\u00edcie suficientemente quente para derreter chumbo, V\u00e9nus \u00e9 um deserto infernal e sufocante onde a vida, tal como a conhecemos, n\u00e3o poderia sobreviver. As nuvens do planeta s\u00e3o igualmente hostis, cobrindo o planeta com got\u00edculas de \u00e1cido sulf\u00farico, c\u00e1ustico o suficiente para queimar um buraco na pele humana.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, um novo estudo suporta a ideia de longa data de que, a existir vida, poder\u00e1 ter um lar nas nuvens de V\u00e9nus. Os autores do estudo, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Universidade de Cardiff e da Universidade de Cambridge, identificaram um percurso qu\u00edmico pelo qual a vida poderia neutralizar o ambiente \u00e1cido de V\u00e9nus, criando uma regi\u00e3o auto-sustent\u00e1vel e habit\u00e1vel nas nuvens.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/sites\/default\/files\/download\/202112\/MIT-Venus-Clouds-01a-press.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/doK6tu5c_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4747\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/doK6tu5c_o.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/doK6tu5c_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/doK6tu5c_o-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da biosfera a\u00e9rea nas camadas de nuvens da atmosfera de V\u00e9nus. Nesta imagem, a hipot\u00e9tica vida microbiana nas nuvens de V\u00e9nus reside no interior de part\u00edculas protectoras nas nuvens e \u00e9 transportada pelos ventos ao redor do planeta.<br>Cr\u00e9dito: J. Petkowska<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os cientistas h\u00e1 muito tempo que observam anomalias enigm\u00e1ticas na atmosfera de V\u00e9nus &#8211; assinaturas qu\u00edmicas dif\u00edceis de explicar, tais como pequenas concentra\u00e7\u00f5es de oxig\u00e9nio e part\u00edculas n\u00e3o esf\u00e9ricas, ao contr\u00e1rio das gotas redondas de \u00e1cido sulf\u00farico. Talvez o maior dos enigmas seja a presen\u00e7a de amon\u00edaco, um g\u00e1s que foi detetado hesitantemente na d\u00e9cada de 1970, e que por todos os relatos n\u00e3o deveria ser produzido atrav\u00e9s de qualquer processo qu\u00edmico conhecido em V\u00e9nus.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu novo estudo, os investigadores modelaram um conjunto de processos qu\u00edmicos para mostrar que se o amon\u00edaco estiver, de facto, presente, desencadearia uma cascata de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que neutralizariam as got\u00edculas de \u00e1cido sulf\u00farico e poderiam tamb\u00e9m explicar a maioria das anomalias observadas nas nuvens de V\u00e9nus. Quanto \u00e0 fonte de amon\u00edaco propriamente dita, os autores prop\u00f5em que a explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel \u00e9 de origem biol\u00f3gica, e n\u00e3o uma fonte n\u00e3o biol\u00f3gica, como rel\u00e2mpagos ou erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como escrevem no seu estudo, a qu\u00edmica sugere que &#8220;a vida pode estar a fazer o seu pr\u00f3prio ambiente em V\u00e9nus.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta nova hip\u00f3tese tentadora \u00e9 test\u00e1vel e os investigadores fornecem uma lista de assinaturas qu\u00edmicas para futuras miss\u00f5es medirem nas nuvens de V\u00e9nus, quer para confirmar quer para contradizer a sua ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nenhuma vida que conhecemos poderia sobreviver nas got\u00edculas de V\u00e9nus,&#8221; diz a coautora do estudo Sara Seager, professora de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias no Departamento de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT. &#8220;Mas o ponto a salientar \u00e9 que talvez exista l\u00e1 vida e que esta est\u00e1 a modificar o seu ambiente para que seja habit\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os coautores do estudo incluem Janusz Petkowski, William Bains e Paul Rimmer, afiliados ao MIT, \u00e0 Universidade de Cardiff e \u00e0 Universidade de Cambridge.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vida em V\u00e9nus&#8221; foi uma frase em voga em 2020 quando cientistas, incluindo Seager e os seus coautores, relataram a dete\u00e7\u00e3o de fosfina nas nuvens do planeta. Na Terra, a fosfina \u00e9 um g\u00e1s que \u00e9 produzido principalmente atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas. A descoberta de fosfina em V\u00e9nus deixa espa\u00e7o para a possibilidade de vida. No entanto, desde ent\u00e3o a descoberta tem sido amplamente contestada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A dete\u00e7\u00e3o de fosfina acabou por tornar-se incrivelmente controversa,&#8221; disse Seager. &#8220;Mas a fosfina foi como uma porta de entrada, tem havido este ressurgimento no estudo de V\u00e9nus.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirado para olhar mais de perto, Rimmer come\u00e7ou a vasculhar os dados de miss\u00f5es passadas a V\u00e9nus. Nestes dados, identificou anomalias, ou assinaturas qu\u00edmicas, nas nuvens que tinham permanecido inexplicadas durante d\u00e9cadas. Al\u00e9m da presen\u00e7a de oxig\u00e9nio e de part\u00edculas n\u00e3o esf\u00e9ricas, as anomalias inclu\u00edam n\u00edveis inesperados de vapor de \u00e1gua e de di\u00f3xido de enxofre.<\/p>\n\n\n\n<p>Rimmer prop\u00f4s que as anomalias pudessem ser explicadas por poeira. Ele argumentou que os minerais, tranportados da superf\u00edcie de V\u00e9nus at\u00e9 \u00e0s nuvens, podiam interagir com o \u00e1cido sulf\u00farico para produzir algumas anomalias observadas, embora n\u00e3o todas. Ele mostrou que a qu\u00edmica era v\u00e1lida, mas os requisitos f\u00edsicos eram impratic\u00e1veis: uma enorme quantidade de poeira teria que ser depositada nas nuvens para produzir as anomalias observadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Seager e colegas perguntaram-se se as anomalias poderiam ser explicadas pelo amon\u00edaco. Na d\u00e9cada de 1970, o g\u00e1s foi hesitantemente detetado nas nuvens do planeta pelas sondas Venera 8 e Pioneer Venus. A presen\u00e7a de amon\u00edaco, ou NH<sub>3<\/sub>, era um mist\u00e9rio n\u00e3o resolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o deveria existir amon\u00edaco em V\u00e9nus,&#8221; diz Seager. &#8220;Cont\u00e9m hidrog\u00e9nio e h\u00e1 muito pouco hidrog\u00e9nio. Qualquer g\u00e1s que n\u00e3o perten\u00e7a ao contexto do seu ambiente \u00e9 automaticamente suspeito de ter origem biol\u00f3gica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Se a equipa assumisse que a vida era a fonte do amon\u00edaco, poderia isto explicar as outras anomalias nas nuvens de V\u00e9nus? Os cientistas modelaram uma s\u00e9rie de processos qu\u00edmicos em busca de uma resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles descobriram que se a vida produzisse amon\u00edaco da forma mais eficiente poss\u00edvel, as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas associadas produziriam naturalmente oxig\u00e9nio. Uma vez presente nas nuvens, o amon\u00edaco dissolver-se-ia em got\u00edculas de \u00e1cido sulf\u00farico, efetivamente neutralizando o \u00e1cido para tornar as got\u00edculas relativamente habit\u00e1veis. A introdu\u00e7\u00e3o de amon\u00edaco nas got\u00edculas transformaria a sua forma anteriormente redonda, l\u00edquida, numa forma mais n\u00e3o esf\u00e9rica. Uma vez o amon\u00edaco dissolvido em \u00e1cido sulf\u00farico, a rea\u00e7\u00e3o desencadearia qualquer di\u00f3xido de enxofre a dissolver-se tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de amon\u00edaco poderia ent\u00e3o, de facto, explicar a maioria das principais anomalias observadas nas nuvens de V\u00e9nus. Os investigadores tamb\u00e9m mostraram que fontes como rel\u00e2mpagos, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e mesmo impactos de meteoritos n\u00e3o poderiam produzir quimicamente a quantidade de amon\u00edaco necess\u00e1ria para explicar as anomalias. A vida, no entanto, poderia.<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, a equipa salienta que existem formas de vida na Terra &#8211; particularmente nos nossos pr\u00f3prios est\u00f4magos &#8211; que produzem amon\u00edaco para neutralizar e tornar habit\u00e1vel um ambiente de outro modo altamente \u00e1cido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 ambientes muito \u00e1cidos na Terra onde a vida impera, mas nada como o ambiente em V\u00e9nus &#8211; a n\u00e3o ser que a vida esteja a neutralizar algumas destas got\u00edculas,&#8221; diz Seager.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas podem ter a oportunidade de verificar a presen\u00e7a de amon\u00edaco, e de sinais de vida, nos pr\u00f3ximos anos com um conjunto de miss\u00f5es propostas recorrendo a financiamento privado, das quais Seager \u00e9 a investigadora principal, que planeiam enviar naves espaciais para V\u00e9nus para medir as suas nuvens de amon\u00edaco e outras poss\u00edveis assinaturas de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;V\u00e9nus tem anomalias atmosf\u00e9ricas persistentes, inexplic\u00e1veis, que s\u00e3o incr\u00edveis,&#8221; comenta Seager. &#8220;Deixa espa\u00e7o para a possibilidade de vida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2021\/habitable-venus-clouds-acid-neutralizing-1220\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cardiff.ac.uk\/news\/view\/2592888-could-life-be-making-its-own-habitable-environment-in-the-clouds-of-venus\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cardiff (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/could-acid-neutralising-life-forms-make-habitable-pockets-in-venus-clouds\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/118\/52\/e2110889118\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PNAS)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2112.10850\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/938540\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/153788\/life-could-make-habitable-pockets-in-venus-atmosphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/mit-scientists-say-life-really-could-theoretically-live-within-venus-s-clouds\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"http:\/\/astrobiology.com\/2021\/12\/production-of-ammonia-makes-venusian-clouds-habitable-and-explains-observed-cloud-level-chemical-ano.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">astrobiology web<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/the-sciences\/the-case-for-life-on-venus-and-the-privately-funded-mission-to-find-it\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Discover<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/life-on-venus-could-be-hiding-in-its-weird-clouds-1848278148\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/pode-mesmo-existir-vida-em-venus-452828\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>V\u00e9nus:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Venus_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil imaginar um mundo mais in\u00f3spito do que o nosso vizinho planet\u00e1rio mais pr\u00f3ximo. 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