{"id":4740,"date":"2021-12-31T07:15:26","date_gmt":"2021-12-31T06:15:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4740"},"modified":"2021-12-31T07:15:28","modified_gmt":"2021-12-31T06:15:28","slug":"astronomos-detetam-assinatura-de-um-campo-magnetico-num-exoplaneta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/31\/astronomos-detetam-assinatura-de-um-campo-magnetico-num-exoplaneta\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos detetam assinatura de um campo magn\u00e9tico num exoplaneta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos utilizou dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble para descobrir a assinatura de um campo magn\u00e9tico num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. A descoberta, descrita num artigo da revista Nature Astronomy, assinala a primeira vez que tal caracter\u00edstica foi vista num exoplaneta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um campo magn\u00e9tico \u00e9 o que melhor explica as observa\u00e7\u00f5es de uma extensa regi\u00e3o de part\u00edculas de carbono carregadas que rodeiam o planeta e viajam para longe numa longa cauda. Os campos magn\u00e9ticos desempenham um papel crucial na prote\u00e7\u00e3o das atmosferas planet\u00e1rias, pelo que a capacidade de detetar os campos magn\u00e9ticos dos exoplanetas \u00e9 um passo significativo para uma melhor compreens\u00e3o do aspeto destes mundos alien\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/db\/dDhqcA5C_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/dDhqcA5C_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4741\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/dDhqcA5C_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/dDhqcA5C_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/dDhqcA5C_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/dDhqcA5C_o.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de HAT-P-11b, um exoplaneta que orbita a sua estrela hospedeira a apenas um-vig\u00e9simo da dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol.<br>Cr\u00e9dito: Denis Bajram\/Universidade de Genebra<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou o Hubble para observar o planeta HAT-P-11b, um planeta do tamanho de Neptuno a 123 anos-luz da Terra, a passar diretamente pela face da sua estrela hospedeira seis vezes no que \u00e9 chamado de &#8220;tr\u00e2nsito&#8221;. As observa\u00e7\u00f5es foram feitas no ultravioleta, que est\u00e1 imediatamente para l\u00e1 do que o olho humano pode ver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble detetou i\u00f5es de carbono &#8211; part\u00edculas carregadas que interagem com campos magn\u00e9ticos &#8211; em redor do planeta no que \u00e9 conhecido como magnetosfera. Uma magnetosfera \u00e9 uma regi\u00e3o em torno de um objeto celeste (como a Terra) que \u00e9 formada pela intera\u00e7\u00e3o do objeto com o vento solar emitido pela sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que a assinatura do campo magn\u00e9tico de um exoplaneta \u00e9 diretamente detetada num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar,&#8221; disse Gilda Ballester, professora adjunta de investiga\u00e7\u00e3o no Laborat\u00f3rio Lunar e Planet\u00e1rio da Universidade do Arizona e coautora do artigo. &#8220;Um forte campo magn\u00e9tico num planeta como a Terra pode proteger a sua atmosfera e superf\u00edcie do bombardeamento direto das part\u00edculas energ\u00e9ticas que comp\u00f5em o vento solar. Estes processos afetam fortemente a evolu\u00e7\u00e3o da vida num planeta como a Terra, porque o campo magn\u00e9tico protege os organismos destas part\u00edculas energ\u00e9ticas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta da magnetosfera de HAT-P-11b \u00e9 um passo significativo para uma melhor compreens\u00e3o da habitabilidade de um exoplaneta. Nem todos os planetas e luas no nosso Sistema Solar t\u00eam os seus pr\u00f3prios campos magn\u00e9ticos, e os investigadores dizem que a liga\u00e7\u00e3o entre campos magn\u00e9ticos e a habitabilidade de um planeta ainda precisa de mais estudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;HAT-P-11b provou ser um alvo muito excitante, porque as observa\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito no ultravioleta, pelo Hubble, revelaram uma magnetosfera, vista tanto como um componente i\u00f3nico prolongado em redor do planeta como uma longa cauda de i\u00f5es em fuga,&#8221; disse Ballester, acrescentando que este m\u00e9todo geral poderia ser usado para detetar magnetosferas numa variedade de exoplanetas e para avaliar o seu papel na potencial habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ballester, investigadora principal de um dos programas do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble que observou HAT-P-11b, contribuiu para a sele\u00e7\u00e3o deste alvo espec\u00edfico para estudos UV. Uma descoberta chave foi a observa\u00e7\u00e3o de i\u00f5es de carbono n\u00e3o s\u00f3 numa regi\u00e3o em torno do planeta, mas tamb\u00e9m estendendo-se numa longa cauda que se afasta do planeta a velocidades m\u00e9dias de cerca de 160.000 km\/h. A cauda estende-se pelo menos por 1 unidade astron\u00f3mica, a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/97\/9a\/Znu9capD_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/97\/9a\/Znu9capD_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>As observa\u00e7\u00f5es, pelo Hubble, de uma extensa regi\u00e3o de part\u00edculas de carbono carregadas que rodeiam o exoplaneta HAT-P-11b e que se afastam numa longa cauda s\u00e3o melhor explicadas pelo campo magn\u00e9tico, a primeira descoberta deste tipo num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. O planeta \u00e9 visto como o pequeno c\u00edrculo perto do centro. Os i\u00f5es de carbono preenchem uma imensa regi\u00e3o em seu redor. Na magnetocauda, aqui nem mostrada em toda a sua extens\u00e3o, os i\u00f5es escapam a velocidades m\u00e9dias de cerca de 160.000 km\/h.<br>Cr\u00e9dito: Lotfi Ben-Jaffel\/Instituto de Astrof\u00edsica, Paris<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores liderados pelo primeiro autor do artigo, Lotfi Ben-Jaffel do Instituto de Astrof\u00edsica de Paris, utilizaram depois simula\u00e7\u00f5es computorizadas 3D para modelar as intera\u00e7\u00f5es entre as regi\u00f5es atmosf\u00e9ricas mais elevadas do planeta e o campo magn\u00e9tico com o vento estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tal como o campo magn\u00e9tico da Terra e o seu ambiente espacial imediato interagem com o vento solar, que consiste em part\u00edculas carregadas que viajam a quase 1,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora, existem intera\u00e7\u00f5es entre o campo magn\u00e9tico de HAT-P-11b e o seu ambiente espacial imediato com o vento solar da sua estrela-m\u00e3e, e estas s\u00e3o muito complexas,&#8221; explicou Ballester.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A f\u00edsica nas magnetosferas da Terra e de HAT-P-11b \u00e9 a mesma; no entanto, a proximidade do planeta \u00e0 sua estrela &#8211; apenas um-vig\u00e9simo da dist\u00e2ncia da Terra ao Sol &#8211; faz com que a sua atmosfera superior seja aquecida e essencialmente &#8220;ferva&#8221; para o espa\u00e7o, resultando na forma\u00e7\u00e3o da magnetocauda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas tamb\u00e9m descobriram que a metalicidade da atmosfera de HAT-P-11b &#8211; o n\u00famero de elementos qu\u00edmicos num objeto que s\u00e3o mais pesados do que o hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio &#8211; \u00e9 inferior ao esperado. No nosso Sistema Solar, os planetas gelados e gasosos, Neptuno e \u00darano, s\u00e3o ricos em metais, mas t\u00eam campos magn\u00e9ticos fracos, enquanto os planetas gasosos maiores, J\u00fapiter e Saturno, t\u00eam baixa metalicidade e fortes campos magn\u00e9ticos. A baixa metalicidade atmosf\u00e9rica de HAT-P-11b desafia os modelos atuais de forma\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria, dizem os autores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Embora a massa de HAT-P-11b seja apenas 8% da de J\u00fapiter, pensamos que o exoplaneta se assemelhe mais a um mini-J\u00fapiter do que a Neptuno,&#8221; disse Ballester. &#8220;A composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica que vemos em HAT-P-11b sugere que \u00e9 necess\u00e1rio continuar a trabalhar para refinar as teorias atuais de como certos exoplanetas se formam em geral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/astronomers-detect-signature-magnetic-field-exoplanet\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-021-01505-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HAT-P-11b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/1718\/hat-p-11-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/hat-p-11_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HAT-P-11b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Magnetosfera:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos utilizou dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble para descobrir a assinatura de um campo magn\u00e9tico num planeta para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. 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