{"id":4737,"date":"2021-12-31T07:12:16","date_gmt":"2021-12-31T06:12:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4737"},"modified":"2021-12-31T07:12:17","modified_gmt":"2021-12-31T06:12:17","slug":"as-cabeleiras-dos-cometas-podem-ser-verdes-mas-nunca-as-suas-caudas-apos-90-anos-finalmente-sabemos-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/31\/as-cabeleiras-dos-cometas-podem-ser-verdes-mas-nunca-as-suas-caudas-apos-90-anos-finalmente-sabemos-porque\/","title":{"rendered":"As cabeleiras dos cometas podem ser verdes, mas nunca as suas caudas. Ap\u00f3s 90 anos, finalmente sabemos porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"\n<p>De vez em quando, a Cintura de Kuiper e a Nuvem de Oort lan\u00e7am &#8220;bolas de neve&#8221; gal\u00e1cticas compostas de gelo, poeira e rocha na nossa dire\u00e7\u00e3o: remanescentes da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar com 4,6 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas &#8220;bolas de neve&#8221; &#8211; os cometas &#8211; passam por uma metamorfose colorida ao cruzarem o c\u00e9u, e muitos n\u00facleos ganham uma cabeleira esverdeada que fica mais brilhante \u00e0 medida que se aproximam do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, estranhamente, este tom de cor desaparece antes de alcan\u00e7ar a cauda (ou as duas caudas) que fica para tr\u00e1s do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos, cientistas e qu\u00edmicos h\u00e1 quase um s\u00e9culo que querem resolver este mist\u00e9rio. Na d\u00e9cada de 1930, o f\u00edsico Gerhard Herzeberg teorizou que o fen\u00f3meno se devia \u00e0 luz solar que destru\u00eda o carbono diat\u00f3mico (tamb\u00e9m conhecido como dicarbono ou C2), uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica criada a partir da intera\u00e7\u00e3o entre a luz solar e a mat\u00e9ria org\u00e2nica no n\u00facleo do cometa &#8211; mas, dado que o dicarbono n\u00e3o \u00e9 est\u00e1vel, esta teoria tem sido dif\u00edcil de testar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/comet-lovejoy-ursa-major.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"623\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/wAJkoKpt_o-1024x623.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4738\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/wAJkoKpt_o-1024x623.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/wAJkoKpt_o-300x182.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/wAJkoKpt_o-768x467.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/wAJkoKpt_o.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Exposi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas minutos do Cometa Lovejoy, obtida no dia 19 de novembro de 2013, que mostra a cabeleira e a sua cauda.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/MSFC\/Jacobs Technology\/ESSSA\/Aaron Kingery<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Um novo estudo liderado pela Universidade de Nova Gales do Sul em Sydney, Austr\u00e1lia, e publicado a semana passada na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), encontrou finalmente uma forma de testar esta rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica num laborat\u00f3rio &#8211; e, ao faz\u00ea-lo, provou que esta teoria com 90 anos est\u00e1 correta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Prov\u00e1mos o mecanismo pelo qual o dicarbono \u00e9 quebrado pela luz solar,&#8221; diz Timothy Schmidt, professor de qu\u00edmica na Universidade de Nova Gales do Sul e autor s\u00e9nior do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto explica porque \u00e9 que a cabeleira esverdeada &#8211; a camada difusa de g\u00e1s e poeira que rodeia o n\u00facleo &#8211; encolhe \u00e0 medida que um cometa se aproxima do Sol, e tamb\u00e9m porque \u00e9 que a cauda do cometa n\u00e3o \u00e9 verde.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O jogador-chave no centro do mist\u00e9rio, o dicarbono, \u00e9 altamente reativo e respons\u00e1vel por dar a muitos cometas a sua cor verde. \u00c9 composto por dois \u00e1tomos de carbono ligados entre si e s\u00f3 pode ser encontrado em ambientes extremamente energ\u00e9ticos ou com pouco oxig\u00e9nio, como estrelas, cometas e no meio interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p>O dicarbono n\u00e3o existe nos cometas at\u00e9 que estes se aproximam do Sol. \u00c0 medida que o Sol come\u00e7a a aquecer o cometa, a mat\u00e9ria org\u00e2nica presente no n\u00facleo gelado evapora e passa para a cabeleira. A luz solar decomp\u00f5e ent\u00e3o estas mol\u00e9culas org\u00e2nicas maiores, criando o dicarbono.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa cient\u00edfica mostrou agora que \u00e0 medida que o cometa se aproxima cada vez mais do Sol, a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta extrema parte as mol\u00e9culas de dicarbono que recentemente criou, num processo chamado &#8220;fotodissocia\u00e7\u00e3o&#8221;. Este processo destr\u00f3i o dicarbono antes de se poder afastar para longe do n\u00facleo, tornando a cabeleira verde ainda mais brilhante e encolhendo-a &#8211; e tamb\u00e9m se certificando de que o tom verde nunca chega \u00e0 cauda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira vez que esta intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica foi estudada aqui na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acho incr\u00edvel que algu\u00e9m na d\u00e9cada de 1930 tenha pensado que era provavelmente isto que estava a acontecer, at\u00e9 ao n\u00edvel de detalhe do mecanismo de como estava a acontecer e, 90 anos depois, descobrimos que \u00e9 o que est\u00e1 a ocorrer,&#8221; diz Jasmin Borsovszky, autora principal do estudo e ex-aluna da mesma universidade australiana.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Herzberg foi um f\u00edsico incr\u00edvel e ganhou um Pr\u00e9mio Nobel da Qu\u00edmica na d\u00e9cada de 1970. \u00c9 bastante emocionante poder provar uma das coisas que teorizou.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Schmidt, que estuda o dicarbono h\u00e1 15 anos, diz que os resultados nos ajudam a compreender melhor tanto o dicarbono como os cometas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O dicarbono tem origem na quebra de mol\u00e9culas org\u00e2nicas maiores congeladas no n\u00facleo do cometa &#8211; o tipo de mol\u00e9culas que s\u00e3o os ingredientes da vida,&#8221; diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao compreender a sua vida e destrui\u00e7\u00e3o, podemos compreender melhor quanta mat\u00e9ria org\u00e2nica est\u00e1 a evaporar dos cometas. Descobertas como estas podem um dia ajudar-nos a resolver outros mist\u00e9rios espaciais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.star.ucl.ac.uk\/~apod\/apod\/image\/2004\/CometSwan_Rhemann_1200.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.star.ucl.ac.uk\/~apod\/apod\/image\/2004\/CometSwan_Rhemann_960.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O Cometa SWAN, fotografado em abril de 2020 a partir da Nam\u00edbia.<br>Cr\u00e9dito: Gerald Rhemann<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Um espet\u00e1culo laser como nenhum outro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para resolver este puzzle, a equipa precisava de recriar o mesmo processo qu\u00edmico gal\u00e1ctico num ambiente controlado na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Conseguiram isto com a ajuda de uma c\u00e2mara de v\u00e1cuo, muitos lasers e uma poderosa rea\u00e7\u00e3o c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Primeiro tivemos que fabricar esta mol\u00e9cula que \u00e9 demasiado reativa para ser armazenada numa garrafa,&#8221; diz o professor Schmidt. &#8220;N\u00e3o \u00e9 algo que pud\u00e9ssemos comprar nas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conseguimos isto pegando numa mol\u00e9cula maior, conhecida como percloroetileno ou C2Cl4, e expelindo os seus \u00e1tomos de cloro (Cl) com um laser UV de alta pot\u00eancia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As rec\u00e9m-produzidas mol\u00e9culas de dicarbono foram enviadas atrav\u00e9s de um feixe de g\u00e1s numa c\u00e2mara de v\u00e1cuo, que tinha cerca de dois metros de comprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa ent\u00e3o apontou outros dois lasers UV para o dicarbono: um para o inundar de radia\u00e7\u00e3o, o outro para tornar os seus \u00e1tomos detet\u00e1veis. O impacto da radia\u00e7\u00e3o &#8220;rasgou&#8221; o dicarbono, enviando os seus \u00e1tomos de carbono contra um detetor de velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da an\u00e1lise da velocidade destes velozes \u00e1tomos, a equipa conseguiu medir a for\u00e7a da liga\u00e7\u00e3o de carbono a cerca de um em cada 20.000 &#8211; o que \u00e9 como medir 200 metros at\u00e9 ao cent\u00edmetro mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Borsovszky diz que, devido \u00e0 complexidade da experi\u00eancia, foram necess\u00e1rios nove meses para que pudessem fazer a sua primeira observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Est\u00e1vamos prestes a desistir,&#8221; real\u00e7a. &#8220;Demorou tanto tempo para que tudo estivesse precisamente alinhado no espa\u00e7o e no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os tr\u00eas lasers eram todos invis\u00edveis, por isso tent\u00e1mos muitas vezes para acertar no alvo &#8216;no escuro&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Schmidt diz que esta \u00e9 a primeira vez que algu\u00e9m observa esta rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 extremamente satisfat\u00f3rio ter resolvido um enigma que remonta \u00e0 d\u00e9cada de 1930.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.star.ucl.ac.uk\/~apod\/apod\/image\/2111\/CometLeonard_Bartlett_4006.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.star.ucl.ac.uk\/~apod\/apod\/image\/2111\/CometLeonard_Bartlett_960.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Foto do Cometa Leonard, que passou h\u00e1 pouco tempo o mais perto da Terra. Est\u00e1 atualmente a desvanecer de brilho e a passar para os c\u00e9us do hemisf\u00e9rio sul.<br>Cr\u00e9dito: Dan Bartlett<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Resolvendo mist\u00e9rios espaciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem cerca de 3700 cometas conhecidos no Sistema Solar, embora se suspeite que possam haver milhares de milh\u00f5es. Em m\u00e9dia, o n\u00facleo de um cometa tem um tamanho de 10 quil\u00f3metros &#8211; mas a sua cabeleira \u00e9 frequentemente 1000 vezes maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cometas brilhantes podem dar espet\u00e1culos celestes \u00e0queles que t\u00eam a sorte de os ver. Mas, no passado, os cometas podem ter feito mais do que isso pela Terra &#8211; de facto, uma das teorias sobre a origem da vida diz que os cometas entregaram os blocos de constru\u00e7\u00e3o da vida mesmo \u00e0 nossa porta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta excitante investiga\u00e7\u00e3o mostra-nos qu\u00e3o complexos s\u00e3o os processos no espa\u00e7o interestelar,&#8221; diz o professor Martin van Kranendonk, astrobi\u00f3logo e ge\u00f3logo da Universidade de Novas Gales do Sul, que n\u00e3o esteve envolvido no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Terra primitiva teria tido uma confus\u00e3o de diferentes mol\u00e9culas portadoras de carbono entregues \u00e0 sua superf\u00edcie, permitindo que rea\u00e7\u00f5es ainda mais complexas ocorressem no per\u00edodo que antecede a vida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que o caso do tom esverdeado que desaparece nos cometas est\u00e1 resolvido, o professor Schmidt, especialista em qu\u00edmica espacial, quer continuar a resolver outros mist\u00e9rios espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, espera investigar bandas interestelares difusas: padr\u00f5es de linhas escuras entre estrelas que n\u00e3o correspondem a nenhum \u00e1tomo ou mol\u00e9cula que conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As bandas interestelares difusas s\u00e3o um grande mist\u00e9rio n\u00e3o resolvido,&#8221; diz. &#8220;N\u00e3o sabemos por que raz\u00e3o a luz que chega \u00e0 Terra tem &#8216;mordidelas&#8217; frequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este \u00e9 apenas mais um mist\u00e9rio no enorme invent\u00e1rio de coisas bizarras no espa\u00e7o que ainda temos que resolver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.unsw.edu.au\/news\/science-tech\/comets-heads-can-be-green-never-their-tails-after-90-years-we-finally-know-why\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Nova Gales do Sul (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/118\/52\/e2113315118\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PNAS)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Cometas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dicarbono (ou carbono diat\u00f3mico):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Diatomic_carbon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fotodissocia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Photodissociation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De vez em quando, a Cintura de Kuiper e a Nuvem de Oort lan\u00e7am &#8220;bolas de neve&#8221; gal\u00e1cticas compostas de gelo, poeira e rocha na nossa dire\u00e7\u00e3o: remanescentes da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar com 4,6 mil milh\u00f5es de anos. 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