{"id":4725,"date":"2021-12-28T07:12:55","date_gmt":"2021-12-28T06:12:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4725"},"modified":"2021-12-28T07:12:57","modified_gmt":"2021-12-28T06:12:57","slug":"gaia-encontra-bracos-espirais-fosseis-na-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/28\/gaia-encontra-bracos-espirais-fosseis-na-via-lactea\/","title":{"rendered":"Gaia encontra bra\u00e7os espirais f\u00f3sseis na Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, liderada pelo investigador Chervin Laporte do Instituto de Ci\u00eancias do Cosmos da Universidade de Barcelona, utilizou dados da miss\u00e3o espacial Gaia para criar um novo mapa do disco externo da Via L\u00e1ctea. Curiosamente, as estruturas recentemente encontradas incluem provas de bra\u00e7os espirais f\u00f3sseis. A equipa publicou o novo trabalho num artigo da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/92\/b2\/umPJM3ja_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"437\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/umPJM3ja_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4726\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/umPJM3ja_o.png 850w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/umPJM3ja_o-300x154.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/umPJM3ja_o-768x395.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><figcaption>Mapa de todo o c\u00e9u que mostra o movimento da Via L\u00e1ctea, recorrendo aos dados do Gaia. As \u00e1reas com movimento significativo s\u00e3o mostradas a preto\/p\u00farpura e aquelas com movimento relativamente baixo a amarelo. V\u00e1rias estruturas de discos filamentosos de grande escala s\u00e3o evidentes sobre o plano m\u00e9dio. O mapa tamb\u00e9m mostra as nuvens de Magalh\u00e3es e a sua ponte estelar de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda, enquanto a gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio, atualmente a ser dilacerada, pode ser vista \u00e0 direita (corpo principal).<br>Cr\u00e9dito: Laporte et al.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa analisou os dados de movimento recolhidos pelo Gaia, dispon\u00edveis desde dezembro de 2020, para identificar estruturas coerentes. O seu mapa resultante revelou a exist\u00eancia de muitas estruturas filamentosas e girat\u00f3rias anteriormente desconhecidas na orla do disco. Tamb\u00e9m deu uma vis\u00e3o global mais n\u00edtida de estruturas anteriormente conhecidas. As simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas preveem que tais estruturas filamentares se formem no disco externo a partir de intera\u00e7\u00f5es passadas com gal\u00e1xias sat\u00e9lites, mas a enorme quantidade de subestruturas reveladas por este mapa n\u00e3o era esperada e permanece um mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que podem ser estas estruturas? Uma possibilidade \u00e9 que s\u00e3o os remanescentes de bra\u00e7os do disco da Via L\u00e1ctea excitados em diferentes momentos por v\u00e1rias gal\u00e1xias sat\u00e9lites. A nossa Gal\u00e1xia est\u00e1 agora rodeada por 50 destes sat\u00e9lites e j\u00e1 absorveu v\u00e1rias outras gal\u00e1xias no seu passado. Atualmente, pensa-se que a Via L\u00e1ctea esteja a ser perturbada pela gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio, mas no seu passado mais distante interagiu com outra intrusa, de nome Salsicha Gaia, que agora dispersou os seus detritos na periferia da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num estudo anterior, a mesma equipa mostrou que uma das estruturas filamentares no disco externo, a Corrente do Anticentro, tinha estrelas predominantemente com mais de 8 mil milh\u00f5es de anos. Isto torna-a potencialmente demasiado velha para ter sido excitada apenas por Sagit\u00e1rio e, ao inv\u00e9s, aponta para a Salsicha Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra possibilidade \u00e9 que nem todas estas estruturas sejam verdadeiros bra\u00e7os espirais f\u00f3sseis, mas em vez disso formem as &#8220;cristas&#8221; de distor\u00e7\u00f5es verticais em grande escala no disco da Via L\u00e1ctea. &#8220;Pensamos que os discos respondem aos impactos de gal\u00e1xias sat\u00e9lites, o que cria ondas verticais que se propagam com ondula\u00e7\u00f5es num lago,&#8221; diz Laporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para tentar distinguir entre as duas explica\u00e7\u00f5es, a equipa assegurou agora um programa dedicado de acompanhamento com o Telesc\u00f3pio William Herschel nas Ilhas Can\u00e1rias a fim de estudar as propriedades das popula\u00e7\u00f5es estelares em cada subestrutura. Os futuros levantamentos v\u00e3o ajudar a esclarecer a natureza e a origem destas finas estruturas celestes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laporte comenta as suas descobertas: &#8220;Tipicamente, esta regi\u00e3o da Via L\u00e1ctea tem permanecido pouco explorada devido \u00e0 poeira interveniente que obscurece severamente a maior parte do plano Gal\u00e1ctico&#8221;. Ele acrescenta: &#8220;Ao passo que a poeira afeta a luminosidade de uma estrela, o seu movimento permanece inalterado. Fic\u00e1mos certamente muito entusiasmados ao ver que os dados dos movimentos, pelo Gaia, ajudaram-nos a desvendar estas estruturas filamentares! Resta agora o desafio de descobrir o que s\u00e3o exatamente estas coisas, a sua origem, porque \u00e9 que existem em t\u00e3o grande n\u00famero, e o que nos podem dizer sobre a Via L\u00e1ctea, sobre a sua forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/gaia-finds-fossil-spiral-arms-milky-way\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnrasl\/advance-article-abstract\/doi\/10.1093\/mnrasl\/slab109\/6400111?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.12737\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia-Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_Sausage\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8T2EdRZ_iE4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simula\u00e7\u00e3o da Salsicha Gaia (Denis Erkal via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 de Sagit\u00e1rio:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solstation.com\/x-objects\/sag-deg.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SolStation.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_Dwarf_Spheroidal_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WHT (William Herschel Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ing.iac.es\/Astronomy\/telescopes\/wht\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/William_Herschel_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, liderada pelo investigador Chervin Laporte do Instituto de Ci\u00eancias do Cosmos da Universidade de Barcelona, utilizou dados da miss\u00e3o espacial Gaia para criar um novo mapa do disco externo da Via L\u00e1ctea. 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