{"id":4707,"date":"2021-12-21T07:27:13","date_gmt":"2021-12-21T06:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4707"},"modified":"2021-12-21T07:27:15","modified_gmt":"2021-12-21T06:27:15","slug":"solar-orbiter-publica-um-tesouro-de-resultados-cientificos-da-sua-fase-de-cruzeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/21\/solar-orbiter-publica-um-tesouro-de-resultados-cientificos-da-sua-fase-de-cruzeiro\/","title":{"rendered":"Solar Orbiter publica um &#8220;tesouro&#8221; de resultados cient\u00edficos da sua fase de cruzeiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para uma miss\u00e3o que ainda n\u00e3o tinha entrado na sua fase cient\u00edfica principal, a Solar Orbiter gerou muita ci\u00eancia espetacular. Na semana passada foram publicados v\u00e1rios artigos cient\u00edficos da fase de cruzeiro da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es forenses da superf\u00edcie solar, medi\u00e7\u00f5es de uma explos\u00e3o gigantesca de part\u00edculas energ\u00e9ticas e um encontro com a cauda de um cometa s\u00e3o apenas alguns dos destaques dos mais de cinquenta artigos que perfazem uma edi\u00e7\u00e3o especial da revista Astronomy &amp; Astrophysics e apresentados no passado dia 14 de dezembro na reuni\u00e3o anual da Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os resultados publicados hoje demonstram a variedade da ci\u00eancia solar que a miss\u00e3o est\u00e1 a tornar poss\u00edvel e sinalizam a riqueza de dados que agora \u00e9 transmitida para a Terra,&#8221; diz Yannis Zouganelis, cientista adjunto do projeto Solar Orbiter na ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fase de cruzeiro da Solar Orbiter come\u00e7ou no dia 15 de junho de 2020 e durou at\u00e9 27 de novembro de 2021. Durante esse per\u00edodo, a sonda obteve dados cient\u00edficos com os seus instrumentos in-situ, que est\u00e3o concebidos para medir o ambiente em torno da nave espacial. Tamb\u00e9m utilizou o seu equipamento de sensoriamento remoto para observar o Sol a fim de caracterizar e calibrar esses instrumentos. Alguns destes dados revelaram-se de t\u00e3o boa qualidade que permitiram a realiza\u00e7\u00e3o dos primeiros estudos cient\u00edficos antes da fase cient\u00edfica principal, que come\u00e7ou no final de novembro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/12\/searching_for_solar_jets\/23848975-1-eng-GB\/Searching_for_solar_jets.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4708\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/lJjfgLuT_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Imagem da atmosfera exterior do Sol, a corona, tirada com o instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da Solar Orbiter. Esta imagem particular foi tirada pelo HRIEUV (High Resolution Imager Extreme Ultraviolet Imager) a trabalhar no comprimento de onda ultravioleta extremo de 17,4 nm. Obtida no dia 23 de fevereiro de 2021, esta imagem mostra 384&#215;384 mil quil\u00f3metros da superf\u00edcie solar. Para compara\u00e7\u00e3o, o di\u00e2metro da Terra \u00e9 de 12,7 mil quil\u00f3metros. A 23 de fevereiro de 2021, a actividade do Sol era silenciosa mas o HRIEUV ainda captava uma actividade de jato a relativamente pequena escala no Sol. Esta atividade din\u00e2mica est\u00e1 associada \u00e0s chamadas fogueiras solares em miniatura, que os cientistas descobriram no Sol com o instrumento EUI pouco depois do lan\u00e7amento da Solar Orbiter.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa EUI\/ESA &amp; NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vendo &#8220;fogueiras&#8221; solares em mais detalhe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a Solar Orbiter abriu os olhos pela primeira vez, ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento em fevereiro de 2020, o seu EUI (Extreme Ultraviolet Imager) descobriu uma s\u00e9rie de erup\u00e7\u00f5es solares em miniatura que os cientistas apelidaram de &#8220;fogueiras&#8221;. Estas podem desempenhar um papel fundamental na explica\u00e7\u00e3o da temperatura de mais ou menos 1 milh\u00e3o de graus da atmosfera exterior do Sol, a coroa, que tem desafiado a explica\u00e7\u00e3o durante muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos resultados, o instrumento EUI tem vindo a adquirir algumas observa\u00e7\u00f5es em modo de &#8220;alta cad\u00eancia&#8221;, transmitindo uma imagem da coroa solar a cada dois segundos. Estas sequ\u00eancias de imagem est\u00e3o entre as observa\u00e7\u00f5es com cad\u00eancia mais alta da coroa solar j\u00e1 registadas no ultravioleta extremo. Os dados revelam uma classe din\u00e2mica de fogueiras que disparam jatos de g\u00e1s eletrificado conhecido como plasma a velocidades de cem quil\u00f3metros por segundo. Observa-se que estes jatos existem apenas durante 10 a 20 segundos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos agora a chegar \u00e0 ess\u00eancia deste processo,&#8221; diz Pradeep Chitta, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, em Gotinga, Alemanha, que liderou este estudo. Ele compara o passado como tendo vista fraca, sendo apenas capaz de ver imagens desfocadas. No entanto, agora o EUI est\u00e1 a trazer para foco as fogueiras e com cada vez mais nitidez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E a vis\u00e3o s\u00f3 vai continuar a melhorar \u00e0 medida que a Solar Orbiter se aproxima do Sol. E, gra\u00e7as a uma atualiza\u00e7\u00e3o nas esta\u00e7\u00f5es terrestres da ESA, a nave espacial pode devolver mais dados de alta cad\u00eancia do que o previsto antes do lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O primeiro evento de part\u00edculas altamente energ\u00e9ticas da Solar Orbiter<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m das fogueiras a &#8220;pequena escala&#8221;, a Solar Orbiter tamb\u00e9m testemunhou o seu primeiro evento de grande escala. No dia 29 de novembro de 2020, o Sol expeliu o primeiro evento generalizado de part\u00edculas energ\u00e9ticas em v\u00e1rios anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sol passa por um ciclo de atividade magn\u00e9tica que dura aproximadamente 11 anos e este evento em particular foi o primeiro evento generalizado de part\u00edculas energ\u00e9ticas do ciclo 25. Como o nome indica, o evento espalhou part\u00edculas ao longo de uma grande faixa do Sistema Solar interior. Quando a erup\u00e7\u00e3o atingiu a dist\u00e2ncia da Terra, as part\u00edculas ejetadas estavam espalhadas por mais de 230 graus de longitude solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram detetadas n\u00e3o s\u00f3 pela Solar Orbiter, mas tamb\u00e9m pela Parker Solar Probe e pela STEREO-A da NASA, e pela SOHO da ESA\/NASA, todas as quais estavam perto da \u00f3rbita da Terra mas com longitudes solares diferentes. Portanto, a quest\u00e3o \u00e9 qual foi a dimens\u00e3o da regi\u00e3o de origem do evento no Sol, e quanto \u00e9 que a erup\u00e7\u00e3o cresceu depois de ter sido lan\u00e7ada? \u00c9 aqui que o objetivo da Solar Orbiter de &#8220;ci\u00eancia de liga\u00e7\u00e3o&#8221; se torna importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Venho das observa\u00e7\u00f5es in-situ,&#8221; diz Alexander Kolhoff, do Instituto para F\u00edsica Experimental e Aplicada da Universidade de Quiel, Alemanha, que liderou a an\u00e1lise do evento de novembro. &#8220;Vemos um evento de part\u00edculas em torno da nave espacial e depois vamos \u00e0s observa\u00e7\u00f5es de sensoriamento remoto e tentamos localizar a fonte no Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste caso em particular, os dados s\u00e3o inconclusivos sobre se a dimens\u00e3o da regi\u00e3o da fonte, por si s\u00f3, era suficientemente grande para explicar a grande difus\u00e3o de part\u00edculas. Mas as pistas nos dados s\u00e3o suficientes para prometer bastante \u00e0 medida que os cientistas continuam a refinar esta t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rastreando as eje\u00e7\u00f5es &#8220;furtivas&#8221; de massa coronal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m fazendo observa\u00e7\u00f5es minuciosamente detalhadas da superf\u00edcie solar, Jennifer O&#8217;Kane, do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancia Espacial Mullard do Col\u00e9gio Universit\u00e1rio de Londres, no Reino Unido. Juntamente com colegas, ela foi em busca das chamadas eje\u00e7\u00f5es &#8220;furtivas&#8221; de massa coronal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As eje\u00e7\u00f5es de massa coronal (EMCs) s\u00e3o erup\u00e7\u00f5es gigantescas de plasma solar e campos magn\u00e9ticos que normalmente ocorrem lado a lado com as proemin\u00eancias solares &#8211; um evento magn\u00e9tico explosivo na atmosfera inferior do Sol que expele as part\u00edculas para o espa\u00e7o. No entanto, no caso de uma EMC &#8220;furtiva&#8221;, n\u00e3o parece haver uma proemin\u00eancia associada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando as mais sofisticadas ferramentas dispon\u00edveis de processamento de imagem, Jennifer analisou as imagens solares para ver se conseguia encontrar evid\u00eancias de um evento desencadeante que lan\u00e7ou uma EMC em abril de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A for\u00e7a do seu campo magn\u00e9tico, medida pela Solar Orbiter, era tamb\u00e9m particularmente grande, cerca do dobro de uma EMC normal, mas o quebra-cabe\u00e7as era que a superf\u00edcie vis\u00edvel do Sol estava completamente &#8220;em branco&#8221; nessa altura. N\u00e3o existiam manchas solares ou quaisquer outras regi\u00f5es ativas. Foi apenas a for\u00e7a elevada do campo magn\u00e9tico do plasma, que envolveu a Solar Orbiter, que alertou a equipa para a EMC em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s uma investiga\u00e7\u00e3o cuidadosa dos dados, Jennifer encontrou uma regi\u00e3o escura nas imagens no ultravioleta extremo que indicavam uma cavidade de baixa densidade na coroa solar, que se elevou muito lentamente do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lento, neste contexto, \u00e9 outro termo relativo. Ao passo que as EMCs viajam a centenas ou at\u00e9 milhares de quil\u00f3metros por segundo, esta deslocava-se para fora a dezenas de quil\u00f3metros por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi o evento mais dif\u00edcil que alguma vez estudei,&#8221; diz Jennifer, referindo-se ao esfor\u00e7o que foi necess\u00e1rio para encontrar sequer uma pista da sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De uma perspetiva de previs\u00e3o do clima espacial, as EMCs furtivas s\u00e3o um desafio particular porque os meteorologistas dependem da observa\u00e7\u00e3o de um evento no Sol para que possam reconhecer, em tempo real, que algo vai chegar e que isso pode mudar o ambiente espacial perto da Terra.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2019\/10\/solar_orbiter2\/21087516-1-eng-GB\/Solar_Orbiter.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/1e\/d7\/RLJmKucD_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A miss\u00e3o Solar Orbiter da ESA vai observar o Sol dentro da \u00f3rbita de Merc\u00fario aquando da sua maior aproxima\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/ATG medialab<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Rendez-vous&#8221; com a cauda de um cometa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lorenzo Matteini, do Col\u00e9gio Imperial de Londres, Reino Unido, liderou outra meticulosa investiga\u00e7\u00e3o para determinar se a Solar Orbiter havia atravessado a cauda do Cometa ATLAS durante junho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poss\u00edvel travessia foi prevista pouco depois do lan\u00e7amento da Solar Orbiter e, por isso, a equipa &#8220;mexeu-se&#8221; para garantir que pelo menos alguns instrumentos estivessem prontos a tempo de obter dados. Contudo, por uma reviravolta mais ou menos cruel do destino, apenas dez dias antes da travessia, o cometa desintegrou-se sob o calor do Sol e a bela cauda desvaneceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, Lorenzo e colegas encontraram evid\u00eancias consistentes com uma travessia do remanescente da cauda do cometa em dados obtidos dia 4 de junho. Especificamente, viram o campo magn\u00e9tico \u00e0 volta da Solar Orbiter mudar subitamente a sua polaridade, o que seria de esperar se o campo magn\u00e9tico do Sol fosse arrastado \u00e0 volta de um peda\u00e7o do n\u00facleo do cometa quebrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que nos encontramos com uma cauda comet\u00e1ria dentro da \u00f3rbita da Terra,&#8221; diz Lorenzo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E pode n\u00e3o ser a \u00faltima. Os cometas est\u00e3o sempre a cair em dire\u00e7\u00e3o ao Sol. A forma como interagem com o campo magn\u00e9tico do Sol proporciona mais outro m\u00e9todo da Solar Orbiter investigar esta fascinante regi\u00e3o do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o seu &#8220;flyby&#8221; pela Terra de novembro de 2021, a Solar Orbiter encontra-se agora na sua fase cient\u00edfica principal. Todos os envolvidos est\u00e3o a preparar-se para a pr\u00f3xima passagem pelo Sol, em mar\u00e7o de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o podia estar mais satisfeito com a miss\u00e3o. Estes resultados demonstram a incr\u00edvel ci\u00eancia que j\u00e1 foi feita, e a que ainda est\u00e1 por vir,&#8221; diz Daniel Muller, cientista do projeto Solar Orbiter na ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Solar_Orbiter\/Solar_Orbiter_publishes_a_wealth_of_science_results_from_its_cruise_phase\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/toc\/?task=topic&amp;id=1340\" target=\"_blank\">\/\/ Edi\u00e7\u00e3o especial da revista Astronomy &amp; Astrophysics (52 artigos cient\u00edficos)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/12\/aa41683-21\/aa41683-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2109.15106\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/12\/aa40937-21\/aa40937-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/12\/aa40622-21\/aa40622-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.17225\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2021\/12\/aa41229-21\/aa41229-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=p5UwCV0Q2qw\" target=\"_blank\">\/\/ Ampliando os jatos solares (ESA via YouTube)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BtQSlDtObdE\" target=\"_blank\">\/\/ Coroa solar em detalhe (ESA via YouTube)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/V4BKTzNdDUY\" target=\"_blank\">\/\/ Evento solar de part\u00edculas, pela SOHO (ESA via YouTube)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/P__0PUFR_0w\" target=\"_blank\">\/\/ O Sol magn\u00e9tico (ESA via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Solar Orbiter:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/solar-orbiter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/solar-orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para uma miss\u00e3o que ainda n\u00e3o tinha entrado na sua fase cient\u00edfica principal, a Solar Orbiter gerou muita ci\u00eancia espetacular. Na semana passada foram publicados v\u00e1rios artigos cient\u00edficos da fase de cruzeiro da miss\u00e3o. Observa\u00e7\u00f5es forenses da superf\u00edcie solar, medi\u00e7\u00f5es de uma explos\u00e3o gigantesca de part\u00edculas energ\u00e9ticas e um encontro com a cauda de um &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4708,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16,1],"tags":[124,686],"class_list":["post-4707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-sol","tag-solar-orbiter"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4707"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4709,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4707\/revisions\/4709"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}