{"id":4703,"date":"2021-12-17T07:32:43","date_gmt":"2021-12-17T06:32:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4703"},"modified":"2021-12-17T07:32:45","modified_gmt":"2021-12-17T06:32:45","slug":"veja-estrelas-em-orbita-do-buraco-negro-supermassivo-da-via-lactea-nas-imagens-mais-profundas-de-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/17\/veja-estrelas-em-orbita-do-buraco-negro-supermassivo-da-via-lactea-nas-imagens-mais-profundas-de-sempre\/","title":{"rendered":"Veja estrelas em \u00f3rbita do buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea nas imagens mais profundas de sempre"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"286\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/yWpAdF44_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4704\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/yWpAdF44_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/yWpAdF44_o-300x123.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption>Estas imagens anotadas, obtidas com o instrumento GRAVITY montado no VLTI do ESO entre mar\u00e7o e julho de 2021, mostram estrelas a orbitar muito perto de Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo situado no cora\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea. Uma destas estrelas, chamada S29, foi observada quando fazia a sua passagem mais pr\u00f3xima ao buraco negro, passando a uma dist\u00e2ncia de apenas 13 mil milh\u00f5es de km deste objeto supermassivo, o que equivale a 90 vezes a dist\u00e2ncia Terra-Sol. Outra estrela, S300, foi detetada pela primeira vez nas novas observa\u00e7\u00f5es do VLTI. Para obter as novas imagens, os astr\u00f3nomos usaram uma t\u00e9cnica de aprendizagem de m\u00e1quina, chamada Teoria de Campos de Informa\u00e7\u00e3o. Foi feito um modelo de como seriam as fontes reais e seguidamente simulou-se o modo como o GRAVITY as veria. Por fim, fez-se uma compara\u00e7\u00e3o entre a simula\u00e7\u00e3o e as observa\u00e7\u00f5es GRAVITY. Deste modo foi poss\u00edvel encontrar e seguir estrelas em torno de Sagit\u00e1rio A* com uma profundidade e precis\u00e3o sem precedentes.<br>Cr\u00e9dito: colabora\u00e7\u00e3o ESO\/GRAVITY<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO capturou as imagens mais profundas e n\u00edtidas obtidas at\u00e9 \u00e0 data da regi\u00e3o em torno do buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Gal\u00e1xia. As novas imagens permitiram-nos ver 20 vezes mais perto do buraco negro do que o que era poss\u00edvel anteriormente sem o VLTI e ajudaram os astr\u00f3nomos a encontrar uma estrela previamente desconhecida perto deste objeto supermassivo. Ao seguir as \u00f3rbitas das estrelas no centro da nossa Via L\u00e1ctea, a equipa obteve a medi\u00e7\u00e3o mais precisa de sempre da massa do buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Queremos saber mais sobre Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro situado no centro da Via L\u00e1ctea: Qual a sua massa? Ser\u00e1 que gira? As estrelas em redor comportam-se exatamente como o previsto pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein? A melhor maneira de responder a estas quest\u00f5es \u00e9 seguir estrelas que se deslocam em \u00f3rbitas pr\u00f3ximas do buraco negro supermassivo. E agora estamos a demonstrar que conseguimos faz\u00ea-lo com um n\u00edvel de precis\u00e3o mais elevado do que antes,&#8221; explica Reinhard Genzel, um diretor do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre (MPE) em Garching, Alemanha, que recebeu um Pr\u00e9mio Nobel em 2020 pelo seu trabalho de investiga\u00e7\u00e3o sobre Sagit\u00e1rio A*. Os mais recentes resultados de Genzel e da sua equipa, correspondentes ao culminar de um longo estudo de tr\u00eas d\u00e9cadas de estrelas em \u00f3rbita do buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea, foram publicados em dois artigos cient\u00edficos na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sua procura por ainda mais estrelas perto do buraco negro, a equipa, chamada colabora\u00e7\u00e3o GRAVITY, desenvolveu uma nova t\u00e9cnica de an\u00e1lise para obter as imagens mais profundas e n\u00edtidas de sempre do nosso Centro Gal\u00e1ctico. &#8220;O VLTI d\u00e1-nos uma excelente resolu\u00e7\u00e3o espacial e com as novas imagens conseguimos ver mais profundamente do que antes. Estamos espantados com a quantidade de detalhe das imagens e com a a\u00e7\u00e3o e n\u00famero de estrelas reveladas em torno do buraco negro,&#8221; diz Julia Stadler, investigadora no Instituto Max Planck para Astrof\u00edsica em Garching, que liderou a equipa na obten\u00e7\u00e3o de imagens durante o tempo que trabalhou no MPE. Curiosamente, a equipa descobriu uma estrela, S300, que ainda n\u00e3o tinha sido observada anteriormente, mostrando assim qu\u00e3o potente \u00e9 este m\u00e9todo no que concerne \u00e0 dete\u00e7\u00e3o de objetos muito t\u00e9nues pr\u00f3ximos de Sagit\u00e1rio A*.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com estas mais recentes observa\u00e7\u00f5es, levadas a cabo entre mar\u00e7o e julho de 2021, a equipa focou-se em obter medi\u00e7\u00f5es precisas de estrelas quando estas se aproximam do buraco negro, o que incluiu a j\u00e1 conhecida estrela S29, que fez sua aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ao buraco negro no final de mar\u00e7o de 2021, quando passou a uma dist\u00e2ncia de apenas 13 mil milh\u00f5es de km deste objeto, o que equivale a 90 vezes a dist\u00e2ncia Terra-Sol, \u00e0 velocidade extraordin\u00e1ria de 8740 km\/s. Nunca nenhuma outra estrela tinha sido observada t\u00e3o perto, ou a viajar t\u00e3o depressa, em torno do buraco negro central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es e as imagens obtidas pela equipa foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao GRAVITY, um instrumento \u00fanico que a colabora\u00e7\u00e3o desenvolveu para o VLTI do ESO. O GRAVITY combina a radia\u00e7\u00e3o recolhida pelos quatro Telesc\u00f3pios Principais de 8,2 metros do VLT (Very Large Telescope), usando uma t\u00e9cnica chamada interferometria. Esta t\u00e9cnica \u00e9 complexa, &#8220;mas no final d\u00e1-nos uma imagem 20 vezes mais n\u00edtida do que as obtidas pelos telesc\u00f3pios individuais, revelando-nos assim os segredos do Centro Gal\u00e1ctico,&#8221; disse Frank Eisenhauer do MPE, investigador principal do GRAVITY.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Watch Stars Move Around our Galaxy\u2019s Central Black Hole (ESOcast 248 Light)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QZapi-pavhs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Seguir as estrelas que se encontram em \u00f3rbitas pr\u00f3ximas de Sagit\u00e1rio A* permite-nos investigar de forma precisa o campo gravitacional que rodeia o buraco negro massivo mais pr\u00f3ximo da Terra, para testar a Relatividade Geral e determinar as propriedades do buraco negro,&#8221; explica Genzel. As novas observa\u00e7\u00f5es, combinadas com dados anteriores obtidos pela equipa, confirmam que as estrelas seguem percursos exatamente como os previstos pela Relatividade Geral para objetos que se deslocam em torno de um buraco negro com uma massa de 4,3 milh\u00f5es de vezes a massa solar. Trata-se da estimativa mais precisa obtida at\u00e9 \u00e0 data da massa do buraco negro central da Via L\u00e1ctea. Os investigadores conseguiram tamb\u00e9m afinar a dist\u00e2ncia a Sagit\u00e1rio A*, chegando ao valor de 27.000 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para obter as novas imagens, os astr\u00f3nomos usaram uma t\u00e9cnica de aprendizagem de m\u00e1quina, chamada Teoria de Campos de Informa\u00e7\u00e3o. Foi feito um modelo de como seriam as fontes reais e seguidamente simulou-se o modo como o GRAVITY as veria. Por fim, fez-se uma compara\u00e7\u00e3o entre a simula\u00e7\u00e3o e as observa\u00e7\u00f5es GRAVITY. Deste modo foi poss\u00edvel encontrar e seguir estrelas em torno de Sagit\u00e1rio A* com uma profundidade e precis\u00e3o sem precedentes. Para al\u00e9m das observa\u00e7\u00f5es GRAVITY, a equipa utilizou tamb\u00e9m dados do NACO e do SINFONI, dois instrumentos anteriores do VLT, assim como medi\u00e7\u00f5es do Observat\u00f3rio Keck e do Observat\u00f3rio Gemini do NOIRLab nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final desta d\u00e9cada, o GRAVITY ser\u00e1 atualizado para o GRAVITY+ e o instrumento melhorado ser\u00e1 tamb\u00e9m instalado no VLTI do ESO, pretendendo-se assim aumentar ainda mais a sensibilidade deste instrumento para revelar estrelas ainda mais t\u00e9nues e ainda mais pr\u00f3ximas do buraco negro central. A equipa pretende eventualmente descobrir estrelas t\u00e3o pr\u00f3ximas deste objeto que as suas \u00f3rbitas sentir\u00e3o os efeitos gravitacionais causados pela rota\u00e7\u00e3o do buraco negro. O futuro ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em constru\u00e7\u00e3o no deserto chileno do Atacama, permitir\u00e1 \u00e0 equipa medir a velocidade destas estrelas com elevado grau de precis\u00e3o. &#8220;Com o poder combinado do GRAVITY+ e do ELT, seremos capazes de descobrir a velocidade de rota\u00e7\u00e3o do buraco negro,&#8221; diz Eisenhauer. &#8220;At\u00e9 agora ainda ningu\u00e9m conseguiu fazer isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Zooming into the black hole at the centre of our galaxy\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dXAU0gzsPOw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2119\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpe.mpg.de\/7808727\/news2021214\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202142459\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2112.07477\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202142465\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2119\/eso2119b.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/milky-way-center-black-hole-deepest-sharpest-images\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/12\/211214104235.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/news-science\/astronomers-zoom-in-on-stars-around-milky-ways-supermassive-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-deepest-images-yet-of-the-galactic-center-reveal-a-beautiful-cosmic-dance\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-12-stars-milky-supermassive-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/astronomers-capture-best-views-yet-of-stars-moving-arou-1848212191\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/telescopes\/vlti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VLTI (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas imagens anotadas, obtidas com o instrumento GRAVITY montado no VLTI do ESO entre mar\u00e7o e julho de 2021, mostram estrelas a orbitar muito perto de Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo situado no cora\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea. 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