{"id":4694,"date":"2021-12-14T07:21:02","date_gmt":"2021-12-14T06:21:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4694"},"modified":"2021-12-14T07:21:13","modified_gmt":"2021-12-14T06:21:13","slug":"identificadas-estrelas-bebes-no-centro-da-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/14\/identificadas-estrelas-bebes-no-centro-da-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"Identificadas estrelas beb\u00e9s no centro da nossa Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que foi anteriormente identificado como uma nuvem de g\u00e1s e poeira no centro da nossa Gal\u00e1xia na verdade s\u00e3o tr\u00eas estrelas muito jovens. Este \u00e9 o resultado de um novo estudo liderado por cientistas do Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade de Col\u00f3nia. O VLT (Very Large Telescope) do ESO &#8211; um telesc\u00f3pio com 8,2 metros no cume de Cerro Paranal, no Chile &#8211; forneceu os dados para o estudo, que foi publicado na revista The Astrophysical Journal. As estrelas come\u00e7aram a formar-se h\u00e1 menos de 1 milh\u00e3o de anos, o que \u00e9 muito pouco tempo em termos astrof\u00edsicos. Em compara\u00e7\u00e3o, o nosso Sol tem pouco menos de 5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2011, foi encontrado um objeto por meio de dados infravermelhos medidos pelo VLT, que prometia revelar um processo sem precedentes no centro da nossa Gal\u00e1xia. Com base numa an\u00e1lise em v\u00e1rios comprimentos de onda, os cientistas determinaram que devia ser uma nuvem de g\u00e1s e poeira e chamada de G2. A intera\u00e7\u00e3o com o buraco negro no centro da nossa Gal\u00e1xia, Sgr A*, deveria ter dilacerado G2 e provocado um espet\u00e1culo de &#8220;fogos-de-artif\u00edcio&#8221;. Os investigadores presumiram que quando G2 colidisse com Sgr A*, v\u00e1rios processos fariam com que o g\u00e1s e a poeira criassem um surto energ\u00e9tico. Mas isso n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/fd\/cc\/ErcN51DG_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"657\" height=\"430\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ErcN51DG_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4695\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ErcN51DG_o.jpg 657w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ErcN51DG_o-300x196.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><\/a><figcaption>V\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es, de 2005 a 2019, do movimento de G2 (forma irregular branca) na sua \u00f3rbita (curvas brancas) em torno de Sgr A* (posi\u00e7\u00e3o assinalada pela cruz verde-clara).<br>Cr\u00e9dito: Pei\u00dfker et al., 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, outros fatores causaram dores de cabe\u00e7a aos astr\u00f3nomos de todo o mundo e geraram discuss\u00f5es pol\u00e9micas. Estudos mostraram que a temperatura de G2 era quase duas vezes mais alta do que a das fontes de poeira em redor. Uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para a temperatura de G2 \u00e9 o n\u00famero extremo de estrelas no centro da nossa Gal\u00e1xia. Portanto, estas estrelas podiam ter aquecido G2. A quest\u00e3o que faltava era saber porque \u00e9 que todas as outras fontes de poeira conhecidas no centro da Gal\u00e1xia mostravam uma temperatura muito mais baixa. O buraco negro, Sgr A*, tamb\u00e9m foi descartado como fonte de calor. A temperatura de G2 deveria ter aumentado quanto mais perto a suposta nuvem de poeira estivesse do buraco negro &#8211; como sentir\u00edamos se nos aproxim\u00e1ssemos de um radiador. No entanto, a temperatura permaneceu constante durante muito tempo, embora a dist\u00e2ncia ao buraco negro variasse. Quanto mais G2 era observada detalhadamente pelo globo, mais se tornava aparente que este objeto c\u00f3smico tinha que ser mais do que apenas uma nuvem de g\u00e1s e poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos resultados mostram que G2 na verdade consiste de tr\u00eas estrelas individuais. &#8220;Tivemos a oportunidade de observar o centro da nossa Gal\u00e1xia v\u00e1rias vezes com o VLT. Juntamente com os dados de arquivo do ESO, pudemos cobrir um per\u00edodo de 2005 a 2019,&#8221; disse o autor principal Florian Pei\u00dfker do Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade de Col\u00f3nia. A estrutura invulgar dos dados tamb\u00e9m foi \u00fatil para localizar G2. Cada pixel da imagem capturada possui um espectro associado que cobre uma gama de comprimentos de onda muito espec\u00edficos e detalhados. Para os cientistas, isto fornece um n\u00edvel de detalhe enorme. &#8220;Que G2 na verdade s\u00e3o tr\u00eas jovens estrelas em evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 sensacional. Nunca tinham sido observadas estrelas t\u00e3o jovens em torno de Sgr A*,&#8221; acrescentou Pei\u00dfker.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados abrem a porta para muitas quest\u00f5es mais fascinantes &#8211; por exemplo, de onde v\u00eam estas jovens estrelas. O ambiente de radia\u00e7\u00e3o extrema de um buraco negro supermassivo n\u00e3o \u00e9 necessariamente o melhor lugar para produzir estrelas jovens. Pei\u00dfker conclui: &#8220;Os novos resultados fornecem informa\u00e7\u00f5es \u00fanicas sobre como os buracos negros funcionam. Podemos usar o ambiente de Sgr A* como um diagrama para aprender mais sobre a evolu\u00e7\u00e3o e sobre os processos de outras gal\u00e1xias em cantos completamente diferentes do nosso Universo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/portal.uni-koeln.de\/en\/universitaet\/aktuell\/press-releases\/single-news\/infant-stars-identified-at-the-centre-of-our-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Col\u00f3nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac23df\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2112.04543\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>G2:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*#Discovery_of_G2_gas_cloud_on_an_accretion_course\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que foi anteriormente identificado como uma nuvem de g\u00e1s e poeira no centro da nossa Gal\u00e1xia na verdade s\u00e3o tr\u00eas estrelas muito jovens. 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