{"id":4670,"date":"2021-12-07T07:18:19","date_gmt":"2021-12-07T06:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4670"},"modified":"2021-12-07T07:18:32","modified_gmt":"2021-12-07T06:18:32","slug":"mars-express-desvenda-misterio-de-lua-marciana-usando-flybys-falsos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/12\/07\/mars-express-desvenda-misterio-de-lua-marciana-usando-flybys-falsos\/","title":{"rendered":"Mars Express desvenda mist\u00e9rio de lua marciana usando &#8220;flybys falsos&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao realizar uma s\u00e9rie de &#8220;flybys&#8221; reais e &#8220;falsos&#8221;, a sonda Mars Express da ESA revelou como a maior lua de Marte, Fobos, interage com o vento solar de part\u00edculas carregadas lan\u00e7adas pelo Sol &#8211; e detetou um processo elusivo que s\u00f3 tinha sido antes visto uma vez em Fobos.<\/p>\n\n\n\n<p>O vento solar \u00e9 emanado pela nossa estrela, preenchendo o Sistema Solar com part\u00edculas energ\u00e9ticas. A nossa Lua reflete estas part\u00edculas continuamente, e o mesmo &#8220;retroespalhamento&#8221; \u00e9 esperado na lua Fobos de Marte, dadas as semelhan\u00e7as entre as duas (ambas s\u00e3o rochosas, n\u00e3o t\u00eam campo magn\u00e9tico e atmosfera, e orbitam planetas terrestres no Sistema Solar interior. No entanto, a Mars Express da ESA s\u00f3 viu este retroespalhamento uma vez (em 2008), apesar de se aproximar de Fobos muitas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores relatam agora a segunda dete\u00e7\u00e3o bem-sucedida de part\u00edculas refletidas do vento solar em Fobos, detetadas durante um voo rasante pela lua em janeiro de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A rela\u00e7\u00e3o de Fobos com o vento solar tem sido um enigma,&#8221; diz Yoshifumi Futaana, do Instituto Sueco de F\u00edsica Espacial e autor principal do novo artigo sobre o &#8220;flyby&#8221; de 2016. &#8220;Sabemos que Fobos deve interagir com estas part\u00edculas, mas n\u00e3o estamos a v\u00ea-las &#8211; porqu\u00ea? Porque \u00e9 que Fobos est\u00e1 a comportar-se de maneira t\u00e3o diferente da Lua quando as duas parecem ser bastante semelhantes?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pela primeira vez em oito anos de passagens rasantes, estamos ansiosos por ver novamente os sinais destas part\u00edculas refletidas na maior lua de Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, dado que este retroespalhamento \u00e9 t\u00e3o intermitente e raramente visto em Fobos, os cientistas perguntaram-se se o fen\u00f3meno poderia ter sido provocado pela pr\u00f3pria Mars Express refletindo part\u00edculas do vento solar. Durante o &#8220;flyby&#8221; de 2008, a nave espacial moveu os seus pain\u00e9is solares e orientou-se para apontar os seus instrumentos para Fobos &#8211; uma manobra que pode ter afetado o comportamento das part\u00edculas em redor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A mesma cr\u00edtica permaneceu para o voo rasante de 2016: como \u00e9 que sabemos que esta dete\u00e7\u00e3o \u00e9, efetivamente, reflexo de Fobos, e n\u00e3o da pr\u00f3pria Mars Express?&#8221; acrescenta Yoshifumi.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c2\/88\/JTM9gLMw_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4671\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o-1024x576.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o-768x432.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o-1536x864.png 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/JTM9gLMw_o.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Usando uma s\u00e9rie de passagens rasantes &#8220;reais&#8221; e &#8220;falsas&#8221;, a Mars Express da ESA esclareceu um antigo mist\u00e9rio marciano: se e como a maior lua de Marte, Fobos, reflete o vento solar. Esta infografia mostra tr\u00eas &#8220;flyxys&#8221; da Mars Express que ocorreram em julho de 2008, janeiro de 2016 e maio de 2017 &#8211; os dois primeiros sendo &#8220;flybys reais&#8221; conclu\u00eddos nas proximidades de Fobos e o \u00faltimo sendo um &#8220;falso&#8221; realizado para esclarecer se um determinado sinal detetado pela nave espacial foi uma verdadeira dete\u00e7\u00e3o de um processo ocorrendo em Fobos, ou se foi devido \u00e0 reflex\u00e3o de part\u00edculas da pr\u00f3pria Mars Express.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Flybys falsos&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para explorar esta possibilidade, os investigadores realizaram tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es especiais sem precedentes, apelidadas de &#8220;flybys falsos&#8221;, com a sonda em 2017. Usando exatamente a mesma sequ\u00eancia de opera\u00e7\u00e3o, manobras de controlo e ajustes de pain\u00e9is solares, a Mars Express voou por uma regi\u00e3o do espa\u00e7o preenchida com vento solar, mas sem a presen\u00e7a de Fobos, essencialmente realizando um &#8220;flyby&#8221; &#8211; apenas sem o seu alvo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em ess\u00eancia, est\u00e1vamos a realizar uma esp\u00e9cie de experi\u00eancia laboratorial em Marte,&#8221; diz o coautor Mats Holmstr\u00f6m, tamb\u00e9m do mesmo instituto sueco e investigador principal do instrumento ASPERA-3 da Mars Express, que observou as part\u00edculas refletidas. &#8220;Os sobrevoos &#8216;falsos&#8217; permitem-nos explorar como a Mars Express influencia o vento solar num ambiente mais controlado, para que possamos procurar sinais de que a pr\u00f3pria nave espacial \u00e9 a causa da reflex\u00e3o das part\u00edculas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As passagens rasantes &#8220;falsas&#8221; n\u00e3o revelaram nenhum sinal de que a Mars Express produziu ou espalhou quaisquer part\u00edculas, sugerindo que Fobos realmente refletiu as part\u00edculas detetadas de volta para o espa\u00e7o durante os sobrevoos de 2008 e 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Espalhamento espor\u00e1dico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disto, as part\u00edculas retroespalhadas s\u00f3 foram detetadas em dois dos mais de uma d\u00fazia de passagens por Fobos e, mesmo assim, os sinais s\u00e3o espor\u00e1dicos e intermitentes. Isto \u00e9 totalmente diferente do que vemos na Lua, outro corpo que n\u00e3o tem atmosfera e campo magn\u00e9tico e, portanto, seria de esperar que se comportasse de maneira semelhante. Porqu\u00ea esta diferen\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p>Yoshifumi e colegas consideraram uma s\u00e9rie de possibilidades, desde processos que talvez ocorrem em escalas espaciais ou temporais diferentes daquelas capturadas pela Mars Express, a poss\u00edvel magnetismo em Fobos, a diferen\u00e7as nas composi\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie de Fobos e da Lua &#8211; e mais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No geral, as part\u00edculas intermitentes provavelmente est\u00e3o a ser refletidas da superf\u00edcie de Fobos, mas n\u00e3o podemos descartar outra origem misteriosa,&#8221; acrescenta Yoshifumi. &#8220;No entanto, os voos &#8216;falsos&#8217; ajudaram-nos a entender muito melhor a situa\u00e7\u00e3o, mostrando explicitamente que a Mars Express n\u00e3o era a fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para saber mais, precisamos de mais &#8216;flybys&#8217; da Mars Express por Fobos em v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es. Mesmo que durante esses sobrevoos n\u00e3o seja vista nenhuma part\u00edcula refletida, at\u00e9 a aus\u00eancia de um sinal fornece estat\u00edsticas valiosas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento diferente do vento solar, em Fobos e na Lua, implica que as superf\u00edcies de cada um evolu\u00edram de maneira diferente, levantando quest\u00f5es intrigantes sobre como o sistema de Marte difere do nosso.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/sistema_solar\/phobos\/phobos.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/sistema_solar\/phobos\/phobos.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem, tirada pelo instrumento HRSC (High Resolution Stereo Camera) a bordo da nave espacial Mars Express da ESA, \u00e9 uma das fotos de maior resolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora da lua marciana Fobos.<br>A imagem mostra o lado da lua voltado para Marte, tirado a uma dist\u00e2ncia de menos de 200 quil\u00f3metros com uma resolu\u00e7\u00e3o de cerca de sete metros por pixel durante a \u00f3rbita 756, de 22 de agosto de 2004. Esta imagem colorida foi calculada a partir dos tr\u00eas canais de cores e do canal nadir no HRSC. Por motivos geom\u00e9tricos, a barra de escala s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida para o centro da imagem.<br>Cr\u00e9dito: G. Neukum (FU Berlim), Mars Express, DLR, ESA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Explorando Fobos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como uma das apenas tr\u00eas luas no Sistema Solar interior, Fobos \u00e9 de grande interesse para a explora\u00e7\u00e3o espacial &#8211; passada, presente e futura.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o programa sovi\u00e9tico de Fobos da d\u00e9cada de 1980 at\u00e9 \u00e0s miss\u00f5es futuras como a japonesa MMX (Martian Moons eXploration), com lan\u00e7amento planeado para meados desta d\u00e9cada, t\u00eam havido muitos esfor\u00e7os dedicados para explorar a origem, ambiente, comportamento e evolu\u00e7\u00e3o da maior lua de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>A ESA \u00e9 parceira da JAXA na miss\u00e3o MMX, fornecendo equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o, suporte no rastreamento e controlo de naves espaciais e oportunidades para cientistas se juntarem \u00e0 equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o. A MMX vai caracterizar ambas as luas marcianas, Fobos e Deimos, colocar um rover na superf\u00edcie de Fobos e enviar uma amostra do sat\u00e9lite natural para an\u00e1lise c\u00e1 na Terra. Um dos principais objetivos da MMX \u00e9 determinar se as luas s\u00e3o asteroides capturados pela gravidade de Marte ou fragmentos remanescentes de um impacto gigante.<\/p>\n\n\n\n<p>Para l\u00e1 do nosso conhecimento de Fobos &#8211; e de outros corpos rochosos ou gelados que exigem f\u00edsica semelhante que a ESA planeia explorar, desde Merc\u00fario, passando por asteroides, at\u00e9 \u00e0s luas galileanas de J\u00fapiter &#8211; compreender como as part\u00edculas carregadas se comportam no espa\u00e7o \u00e9 fundamental para a explora\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, os astronautas na Lua est\u00e3o expostos ao vento solar, uma considera\u00e7\u00e3o chave para os pr\u00f3ximos planos da ESA de expedi\u00e7\u00f5es humanas ao espa\u00e7o. As intera\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie em planetas e luas tamb\u00e9m s\u00e3o um componente central da qu\u00edmica da superf\u00edcie, possivelmente incluindo como os corpos se formam e armazenam \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta descoberta usa a Mars Express de uma forma verdadeiramente \u00fanica para resolver um mist\u00e9rio c\u00f3smico cont\u00ednuo &#8211; mostra uma engenhosidade maravilhosa e destaca a flexibilidade e as diversas capacidades da miss\u00e3o,&#8221; diz Dmitrij Titov, cientista do projeto Mars Express da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O estudo tamb\u00e9m mostra o valor dos nossos colegas de opera\u00e7\u00f5es e dos arquivos de dados em permitir novas descobertas e conhecimentos e tornar poss\u00edvel um trabalho importante como este. Temos que compreender o ambiente espacial para o explorar com sat\u00e9lites ou com astronautas e, assim, a determina\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica em jogo no sistema marciano \u00e9 um importante passo em frente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Yoshifumi e colegas acederam a dados do &#8220;flyby&#8221; da Mars Express por Fobos de 2016 armazenados pelo Arquivo de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Mars_Express\/ESA_s_Mars_Express_unravels_mystery_of_martian_moon_using_fake_flybys\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1029\/2021JE006969\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (JGR: Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Fobos:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Phobos_%28moon%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mars Express:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Mars_Express\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/archives.esac.esa.int\/psa\/#!Table%20View\/Mars%20Express=mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MMX (Martian Moons eXploration):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mmx.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Martian_Moons_Exploration\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao realizar uma s\u00e9rie de &#8220;flybys&#8221; reais e &#8220;falsos&#8221;, a sonda Mars Express da ESA revelou como a maior lua de Marte, Fobos, interage com o vento solar de part\u00edculas carregadas lan\u00e7adas pelo Sol &#8211; e detetou um processo elusivo que s\u00f3 tinha sido antes visto uma vez em Fobos. 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