{"id":4649,"date":"2021-11-26T07:18:38","date_gmt":"2021-11-26T06:18:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4649"},"modified":"2021-11-26T07:18:40","modified_gmt":"2021-11-26T06:18:40","slug":"gaia-revela-que-a-maioria-das-companheiras-galacticas-da-via-lactea-sao-recem-chegadas-ao-nosso-canto-do-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/26\/gaia-revela-que-a-maioria-das-companheiras-galacticas-da-via-lactea-sao-recem-chegadas-ao-nosso-canto-do-espaco\/","title":{"rendered":"Gaia revela que a maioria das companheiras gal\u00e1cticas da Via L\u00e1ctea s\u00e3o rec\u00e9m-chegadas ao nosso canto do espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da miss\u00e3o Gaia da ESA est\u00e3o a reescrever a hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. O que tradicionalmente se pensava serem gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea agora revelam-se, na sua maioria, rec\u00e9m-chegadas ao nosso ambiente gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/11\/dwarf_galaxies_around_the_milky_way\/23810675-1-eng-GB\/Dwarf_galaxies_around_the_Milky_Way.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"480\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/p2JYWv91_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4650\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/p2JYWv91_o.jpg 960w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/p2JYWv91_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/p2JYWv91_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/p2JYWv91_o-660x330.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption>A nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, \u00e9 rodeada por cerca de cinquenta gal\u00e1xias an\u00e3s. A maioria destas gal\u00e1xias s\u00f3 \u00e9 identific\u00e1vel por meio de telesc\u00f3pios e recebeu o nome da constela\u00e7\u00e3o em que aparecem no c\u00e9u (por exemplo, Drag\u00e3o, Escultor ou Le\u00e3o). No entanto, as duas gal\u00e1xias an\u00e3s mais \u00f3bvias s\u00e3o chamadas Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (GNM) e Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (PNM) e s\u00e3o facilmente vis\u00edveis a olho nu. Tradicionalmente, estas gal\u00e1xias an\u00e3s foram consideradas sat\u00e9lites em \u00f3rbita da Via L\u00e1ctea h\u00e1 j\u00e1 muitos milhares de milh\u00f5es de anos. No entanto, agora novos dados da nave Gaia da ESA mostraram que a maioria das gal\u00e1xias an\u00e3s est\u00e3o a passar pela Via L\u00e1ctea pela primeira vez. Isto for\u00e7a os astr\u00f3nomos a reconsiderar a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea e como se formou, juntamente com a natureza e a composi\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias gal\u00e1xias an\u00e3s.\nCr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma gal\u00e1xia an\u00e3 \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de milhares a v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de estrelas. Durante d\u00e9cadas, pensou-se amplamente que as gal\u00e1xias an\u00e3s que rodeiam a Via L\u00e1ctea eram sat\u00e9lites, o que significa que foram capturadas para \u00f3rbita da nossa Gal\u00e1xia e que t\u00eam sido nossas companheiras constantes por milhares de milh\u00f5es de anos. Agora, os movimentos destas gal\u00e1xias an\u00e3s foram calculados com uma precis\u00e3o sem precedentes, gra\u00e7as aos dados do terceiro lan\u00e7amento de dados do Gaia. E os resultados s\u00e3o surpreendentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fran\u00e7ois Hammer, do Observat\u00f3rio de Paris e colegas de toda a Europa e China, usaram dados do Gaia para calcular os movimentos de 40 gal\u00e1xias an\u00e3s em torno da Via L\u00e1ctea. Fizeram isto computando um conjunto de valores conhecidos como velocidades tridimensionais para cada gal\u00e1xia e, em seguida, usando-os para calcular a energia orbital e o momento angular (rotacional) da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles descobriram que estas gal\u00e1xias est\u00e3o a mover-se muito mais depressa do que as estrelas gigantes e enxames que orbitam a Via L\u00e1ctea. T\u00e3o depressa que n\u00e3o poderiam ainda estar em \u00f3rbita da Via L\u00e1ctea, onde as intera\u00e7\u00f5es com a nossa Gal\u00e1xia e com o seu conte\u00fado teriam &#8220;minado&#8221; a sua energia orbital e momento angular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nossa Gal\u00e1xia canibalizou v\u00e1rias gal\u00e1xias an\u00e3s no seu passado. Por exemplo, h\u00e1 8-10 mil milh\u00f5es de anos, uma gal\u00e1xia an\u00e3 chamada Gaia-Enc\u00e9lado foi absorvida pela Via L\u00e1ctea. As suas estrelas podem ser identificadas nos dados do Gaia devido \u00e0s suas \u00f3rbitas exc\u00eantricas e \u00e0 gama de energias que possuem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais recentemente, h\u00e1 4-5 mil milh\u00f5es de anos, a gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio foi capturada pela Via L\u00e1ctea e atualmente est\u00e1 a ser fragmentada e assimilada. A energia das suas estrelas \u00e9 maior do que as de Gaia-Enc\u00e9lado, indicando o menor tempo que estiveram sujeitas \u00e0 influ\u00eancia da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso das gal\u00e1xias an\u00e3s do novo estudo, que representam a maioria das gal\u00e1xias an\u00e3s em redor da Via L\u00e1ctea, as suas energias s\u00e3o ainda mais altas. Isto sugere fortemente que s\u00f3 chegaram \u00e0 nossa vizinhan\u00e7a nos \u00faltimos milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta reflete aquela feita sobre a Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (GNM), uma gal\u00e1xia an\u00e3 maior, t\u00e3o perto da Via L\u00e1ctea que \u00e9 vis\u00edvel como uma mancha de luz no c\u00e9u noturno do hemisf\u00e9rio sul. A GNM tamb\u00e9m foi considerada uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 2000, quando os astr\u00f3nomos mediram a sua velocidade e descobriram que estava a viajar depressa demais para estar vinculada gravitacionalmente. Em vez de uma companheira, a GNM est\u00e1 a visitar-nos pela primeira vez. Agora sabemos que o mesmo se aplica \u00e0 maioria das gal\u00e1xias an\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, ser\u00e1 que estas rec\u00e9m-chegadas v\u00e3o entrar em \u00f3rbita ou simplesmente passar por n\u00f3s? &#8220;Algumas ser\u00e3o capturadas pela Via L\u00e1ctea e tornar-se-\u00e3o sat\u00e9lites,&#8221; diz Fran\u00e7ois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas dizer exatamente quais \u00e9 dif\u00edcil porque depende da massa exata da Via L\u00e1ctea, e esse \u00e9 um valor que \u00e9 dif\u00edcil de calcular com qualquer precis\u00e3o real para os astr\u00f3nomos. As estimativas variam por um factor de dois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta das energias das gal\u00e1xias an\u00e3s \u00e9 importante porque obriga-nos a reavaliar a natureza das pr\u00f3prias gal\u00e1xias an\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que uma gal\u00e1xia an\u00e3 orbita a Via L\u00e1ctea, a sua atra\u00e7\u00e3o gravitacional tenta fragment\u00e1-la. Em f\u00edsica, isto \u00e9 conhecido como for\u00e7a de mar\u00e9. &#8220;A Via L\u00e1ctea \u00e9 uma gal\u00e1xia grande, de modo que as suas for\u00e7as de mar\u00e9s s\u00e3o simplesmente gigantescas e \u00e9 muito f\u00e1cil destruir uma gal\u00e1xia an\u00e3 depois de talvez uma ou duas passagens,&#8221; explica Fran\u00e7ois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outras palavras, tornar-se companheira da Via L\u00e1ctea \u00e9 uma senten\u00e7a de morte para as gal\u00e1xias an\u00e3s. A \u00fanica coisa que poderia resistir \u00e0s &#8220;garras&#8221; destrutivas da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 caso a an\u00e3 tivesse uma quantidade significativa de mat\u00e9ria escura. A mat\u00e9ria escura \u00e9 a subst\u00e2ncia misteriosa que os astr\u00f3nomos pensam que existe no Universo para fornecer a gravidade extra e assim manter juntas as gal\u00e1xias individuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E assim, na vis\u00e3o tradicional de que as an\u00e3s da Via L\u00e1ctea eram gal\u00e1xias sat\u00e9lites que estiveram em \u00f3rbita durante muitos milhares de milh\u00f5es de anos, assumia-se que deveriam ser dominadas pela mat\u00e9ria escura e assim equilibrar a for\u00e7a das mar\u00e9s da Via L\u00e1ctea e mant\u00ea-las intactas. O facto do Gaia ter revelado que a maioria das gal\u00e1xias an\u00e3s est\u00e3o a circular a Via L\u00e1ctea pela primeira vez significa que n\u00e3o precisam necessariamente de incluir qualquer mat\u00e9ria escura, e devemos reavaliar se estes sistemas est\u00e3o em equil\u00edbrio ou, ao inv\u00e9s, no processo de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Gra\u00e7as em grande parte ao Gaia, agora \u00e9 \u00f3bvio que a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea \u00e9 muito mais lend\u00e1ria do que os astr\u00f3nomos haviam entendido anteriormente. Ao investigar estas pistas tentadoras, esperamos descobrir ainda mais sobre os cap\u00edtulos fascinantes do passado da nossa Gal\u00e1xia,&#8221; disse Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Gaia\/Gaia_reveals_that_most_Milky_Way_companion_galaxies_are_newcomers_to_our_corner_of_space\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac27a8\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2109.11557\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia sat\u00e9lite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxies_of_the_Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia-Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_Sausage\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 de Sagit\u00e1rio:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solstation.com\/x-objects\/sag-deg.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SolStation.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_Dwarf_Spheroidal_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grande Nuvem de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/xtra\/ngc\/lmc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados da miss\u00e3o Gaia da ESA est\u00e3o a reescrever a hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. 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