{"id":4646,"date":"2021-11-26T07:15:53","date_gmt":"2021-11-26T06:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4646"},"modified":"2021-11-26T07:15:54","modified_gmt":"2021-11-26T06:15:54","slug":"astronomos-descobrem-mais-de-300-novos-possiveis-exoplanetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/26\/astronomos-descobrem-mais-de-300-novos-possiveis-exoplanetas\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos descobrem mais de 300 novos poss\u00edveis exoplanetas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA) identificaram 366 novos exoplanetas, em grande parte gra\u00e7as a um algoritmo a\u00ed desenvolvido. Entre as suas descobertas mais not\u00e1veis est\u00e1 um sistema planet\u00e1rio que compreende uma estrela e pelo menos dois planetas gigantes gasosos, cada um com aproximadamente o tamanho de Saturno e localizados excecionalmente perto um do outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas est\u00e3o descritas num artigo publicado na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a7\/04\/mn1YJXCD_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mn1YJXCD_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4647\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mn1YJXCD_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mn1YJXCD_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mn1YJXCD_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/mn1YJXCD_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Investigadores identificaram 366 novos exoplanetas usando dados do Telesc\u00f3pio Espacial Kepler, incluindo 18 sistemas planet\u00e1rios parecidos ao aqui ilustrado, Kepler-444, que tinha sido identificado anteriormente pelo telesc\u00f3pio.<br>Cr\u00e9dito: Tiago Campante\/Peter Devine via NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo &#8220;exoplanetas&#8221; \u00e9 usado para descrever planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. O n\u00famero de exoplanetas identificados pelos astr\u00f3nomos totaliza menos de 5000, de modo que a identifica\u00e7\u00e3o de novas centenas \u00e9 um avan\u00e7o significativo. O estudo de um novo grupo t\u00e3o grande de corpos pode ajudar os cientistas a melhor entender como os planetas se formam e como as \u00f3rbitas evoluem, e pode fornecer novas informa\u00e7\u00f5es sobre o qu\u00e3o invulgar \u00e9 o nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrir centenas de novos exoplanetas \u00e9 uma conquista significativa por si s\u00f3, mas o que diferencia este trabalho \u00e9 como vai iluminar caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria como um todo,&#8221; disse Erik Petigura, professor de astronomia na UCLA e coautor da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal do artigo \u00e9 Jon Zink, que obteve o seu doutoramento em junho e atualmente \u00e9 bolsista de p\u00f3s-doutoramento. Ele e Petigura, bem como uma equipa internacional de astr\u00f3nomos chamada projeto &#8220;Scaling K2&#8221;, identificaram os exoplanetas usando dados da miss\u00e3o K2 do Telesc\u00f3pio Espacial Kepler da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta foi poss\u00edvel gra\u00e7as a um novo algoritmo de dete\u00e7\u00e3o de planetas desenvolvido por Zink. Um desafio na identifica\u00e7\u00e3o de novos planetas \u00e9 que as redu\u00e7\u00f5es no brilho estelar podem ter origem no instrumento ou de uma fonte astrof\u00edsica alternativa que imita uma assinatura planet\u00e1ria. Descobrir o que \u00e9 o qu\u00ea requer investiga\u00e7\u00f5es extra, o que tradicionalmente \u00e9 extremamente demorado e s\u00f3 pode ser realizado por meio de inspe\u00e7\u00e3o visual. O algoritmo de Zink \u00e9 capaz de separar quais os sinais que indicam exoplanetas e quais os que s\u00e3o meramente ru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O cat\u00e1logo e o algoritmo de dete\u00e7\u00e3o de planetas que Jon e a equipa do Scaling K2 criaram \u00e9 um grande avan\u00e7o na compreens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de planetas,&#8221; disse Petigura. &#8220;N\u00e3o tenho d\u00favidas que ir\u00e3o aprimorar a nossa compreens\u00e3o dos processos f\u00edsicos pelos quais os planetas se formam e evoluem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o original do Kepler teve um fim inesperado em 2013, quando uma falha mec\u00e2nica deixou a espa\u00e7onave incapaz de apontar com precis\u00e3o para uma regi\u00e3o do c\u00e9u que vinha a observar h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas os astr\u00f3nomos redirecionaram o telesc\u00f3pio para uma nova miss\u00e3o conhecida como K2, cujo objetivo era identificar exoplanetas em torno de estrelas distantes. Os dados do K2 est\u00e3o a ajudar os cientistas a entender como a localiza\u00e7\u00e3o das estrelas na Gal\u00e1xia influencia que tipo de planetas s\u00e3o capazes de se formar ao seu redor. Infelizmente, o software usado pela miss\u00e3o Kepler original, para identificar poss\u00edveis planetas, era incapaz de lidar com as complexidades da miss\u00e3o K2, incluindo a capacidade de determinar o tamanho dos planetas e a sua localiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho anterior de Zink e colaboradores introduziu o primeiro &#8220;pipeline&#8221; totalmente automatizado para a miss\u00e3o K2, com software para identificar planetas prov\u00e1veis nos dados processados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o novo estudo, os investigadores usaram o novo software para analisar todo o conjunto de dados da miss\u00e3o K2 &#8211; cerca de 500 terabytes de dados que abrangem mais de 800 milh\u00f5es de imagens de estrelas &#8211; para criar um &#8220;cat\u00e1logo&#8221; que em breve ser\u00e1 incorporado ao arquivo exoplanet\u00e1rio principal da NASA. Os investigadores usaram o supercomputador Hoffman2 da UCLA para processar os dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos 366 novos planetas identificados pelos investigadores, o cat\u00e1logo lista 381 outros planetas que j\u00e1 tinham sido identificados anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zink disse que as descobertas podem ser um passo significativo para ajudar os astr\u00f3nomos a entender quais os tipos de estrelas que s\u00e3o mais prov\u00e1veis de ter planetas em \u00f3rbita e o que isso indica sobre os blocos de constru\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para uma forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria bem-sucedida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Precisamos de olhar para uma gama ampla de estrelas, n\u00e3o apenas aquelas como o nosso Sol, para entender isso,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta do sistema planet\u00e1rio com dois planetas gigantes tamb\u00e9m foi significativa porque \u00e9 raro encontrar gigantes gasosos &#8211; como Saturno no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar &#8211; t\u00e3o perto da sua estrela hospedeira quanto estavam neste caso. Os investigadores ainda n\u00e3o conseguem explic\u00e1-los, mas Zink disse que isso torna a descoberta especialmente \u00fatil porque pode ajudar os cientistas a formar uma compreens\u00e3o mais precisa dos par\u00e2metros de como os planetas e sistemas planet\u00e1rios se desenvolvem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A descoberta de cada novo mundo fornece um vislumbre \u00fanico da f\u00edsica que desempenha um papel na forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria,&#8221; concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.ucla.edu\/releases\/astronomers-discover-300-new-exoplanets-gas-giants\" target=\"_blank\">\/\/ UCLA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ac2309\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2109.02675\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hoffman 2:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/idre.ucla.edu\/hoffman2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UCLA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA) identificaram 366 novos exoplanetas, em grande parte gra\u00e7as a um algoritmo a\u00ed desenvolvido. 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