{"id":4640,"date":"2021-11-23T07:22:58","date_gmt":"2021-11-23T06:22:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4640"},"modified":"2021-11-23T07:23:09","modified_gmt":"2021-11-23T06:23:09","slug":"pisemos-com-cuidado-sao-possiveis-planetas-casca-de-ovo-em-torno-de-outras-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/23\/pisemos-com-cuidado-sao-possiveis-planetas-casca-de-ovo-em-torno-de-outras-estrelas\/","title":{"rendered":"Pisemos com cuidado: s\u00e3o poss\u00edveis planetas &#8220;casca de ovo&#8221; em torno de outras estrelas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c2\/4c\/SqV9cOjg_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4641\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-660x330.jpg 660w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o-1050x525.jpg 1050w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/SqV9cOjg_o.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os planetas &#8220;casca de ovo&#8221; s\u00e3o mundos rochosos com uma camada externa fr\u00e1gil e ultrafina e pouca ou nenhuma topografia. Na imagem, uma impress\u00e3o de artista de tal classe de exoplaneta.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um estudo da Universidade de Washington em St. Louis, os estranhos planetas &#8220;casca de ovo&#8221; est\u00e3o entre a rica variedade de exoplanetas poss\u00edveis. Estes mundos rochosos t\u00eam uma camada externa fr\u00e1gil e ultrafina e pouca ou nenhuma topografia. \u00c9 improv\u00e1vel que tais mundos tenham placas tect\u00f3nicas, levantando quest\u00f5es quando \u00e0 sua habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas um pequeno subconjunto de exoplanetas s\u00e3o prov\u00e1veis planetas com &#8220;casca de ovo&#8221;. O ge\u00f3logo planet\u00e1rio Paul Byrne, autor principal do novo estudo de modelagem publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets, disse que pelo menos tr\u00eas destes mundos, encontrados durante levantamentos astron\u00f3micos, podem j\u00e1 ser conhecidos. Os cientistas podiam usar telesc\u00f3pios espaciais planeados e futuros para examinar estes exoplanetas em mais detalhe e assim confirmar as suas caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 realmente importante entender se um mundo tem placas tect\u00f3nicas, porque podem ser necess\u00e1rias para que um grande planeta rochoso seja habit\u00e1vel,&#8221; disse Byrne, professor associado no Departamento de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias e membro do corpo docente do Centro McDonnell para Ci\u00eancias Espaciais da Universidade de Washington. &#8220;Portanto, s\u00e3o especialmente importantes quando falamos sobre a procura de mundos semelhantes \u00e0 Terra em torno de outras estrelas e quando caracterizamos a habitabilidade planet\u00e1ria em geral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que aqui apresentamos \u00e9 essencialmente um guia pr\u00e1tico ou um manual pr\u00e1tico,&#8221; disse. &#8220;Se tivermos um planeta de um determinado tamanho, a uma determinada dist\u00e2ncia da sua estrela e com uma determinada massa, ent\u00e3o com os nossos resultados podemos fazer algumas estimativas para uma variedade de outras caracter\u00edsticas &#8211; incluindo se pode ou n\u00e3o ter placas tect\u00f3nicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma nova maneira de pensar sobre exoplanetas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 ao momento, os exoplanetas t\u00eam sido amplamente dom\u00ednio dos astr\u00f3nomos, porque os cientistas espaciais contam com t\u00e9cnicas e instrumentos astron\u00f3micos para detetar exoplanetas. J\u00e1 foram descobertos e s\u00e3o considerados &#8220;confirmados&#8221; mais de 4000 exoplanetas. O estudo de Byrne fornece maneiras novas e concretas de outros cientistas identificarem planetas &#8220;casca de ovo&#8221;, bem como outros tipos de exoplanetas que podem ser interessantes por causa das suas combina\u00e7\u00f5es particulares de tamanho, idade e dist\u00e2ncia \u00e0 sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s j\u00e1 fotograf\u00e1mos alguns exoplanetas, mas s\u00e3o manchas de luz em \u00f3rbita de uma estrela. N\u00e3o temos ainda a capacidade t\u00e9cnica para realmente ver a superf\u00edcie dos exoplanetas,&#8221; disse Byrne. &#8220;Este artigo cient\u00edfico faz parte de um n\u00famero pequeno, mas crescente de estudos que adotam uma perspetiva geol\u00f3gica ou geof\u00edsica para tentar compreender os mundos que n\u00e3o podemos medir diretamente de momento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas t\u00eam certas qualidades que s\u00e3o inerentes aos pr\u00f3prios planetas, como o tamanho, temperatura interior e os materiais de que s\u00e3o feitos. Outras propriedades s\u00e3o mais uma fun\u00e7\u00e3o do meio ambiente do planeta, como a dist\u00e2ncia a que est\u00e1 da estrela. Os planetas que os humanos melhor conhecem s\u00e3o aqueles no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar &#8211; mas estas verdades n\u00e3o s\u00e3o necessariamente universais para planetas que orbitam outras estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos, gra\u00e7as a trabalhos publicados, que existem exoplanetas com condi\u00e7\u00f5es mais extremas daquelas que vemos no nosso Sistema Solar,&#8221; explica Byrne. &#8220;Podem estar mais pr\u00f3ximos da sua estrela, ou podem ser muito maiores, ou ter superf\u00edcies mais quentes do que os planetas que vemos no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Byrne e seus colaboradores queriam ver quais os par\u00e2metros planet\u00e1rios e estelares que desempenham o papel mais importante na determina\u00e7\u00e3o da espessura da fr\u00e1gil camada externa de um planeta, que \u00e9 conhecida como litosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta espessura ajuda a determinar se, por exemplo, um planeta pode suportar topografia alta, como montanhas, ou se tem o equil\u00edbrio certo entre rigidez e flexibilidade para uma parte da superf\u00edcie mergulhar abaixo de outra &#8211; cujo termo t\u00e9cnico \u00e9 &#8220;subduc\u00e7\u00e3o&#8221;, a marca das placas tect\u00f3nicas. \u00c9 este processo que ajuda a Terra a regular a sua temperatura ao longo de escalas de tempo geol\u00f3gicas, e a raz\u00e3o pela qual as placas tect\u00f3nicas s\u00e3o consideradas um componente importante da habitabilidade planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o seu esfor\u00e7o de modelagem, os cientistas escolheram um mundo rochoso gen\u00e9rico como ponto de partida (&#8220;Tinha mais ou menos o tamanho da Terra &#8211; embora tamb\u00e9m tenhamos tido em considera\u00e7\u00e3o o tamanho,&#8221; disse).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;E ent\u00e3o come\u00e7\u00e1mos a alterar par\u00e2metros,&#8221; disse Byrne. &#8220;Literalmente corremos milhares de modelos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Talvez semelhante a partes de V\u00e9nus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles descobriram que a temperatura da superf\u00edcie \u00e9 o principal controlo da espessura das fr\u00e1geis litosferas exoplanet\u00e1rias, embora a massa planet\u00e1ria, a dist\u00e2ncia \u00e0 sua estrela e at\u00e9 a idade desempenhem um papel. Os novos modelos preveem que mundos pequenos, antigos ou distantes das suas estrelas provavelmente tenham camadas grossas e r\u00edgidas mas, em algumas circunst\u00e2ncias, os planetas podem ter uma camada fr\u00e1gil externa com apenas alguns quil\u00f3metros de espessura &#8211; os chamados planetas &#8220;casca de ovo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora estejamos ainda muito longe de obter imagens diretas das superf\u00edcies destes planetas &#8220;casca de ovo&#8221;, podem parecer-se com as terras baixas de V\u00e9nus, salientou Byrne. Estas terras baixas cont\u00eam vastas extens\u00f5es de lava, mas t\u00eam poucos terrenos elevados, porque a litosfera a\u00ed \u00e9 fina como resultado das temperaturas escaldantes da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/59\/fd\/2INLJCHE_o.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/59\/fd\/2INLJCHE_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Um mosaico de imagens de radar, em cores falsas, das plan\u00edcies de V\u00e9nus. As linhas cor de p\u00eassego, mais brilhantes e finas, s\u00e3o estruturas tect\u00f3nicas e as roxas mais escuras s\u00e3o plan\u00edcies vulc\u00e2nicas relativamente lisas. Alguns pequenos vulc\u00f5es aparecem perto da parte inferior central. Esta imagem foi feita com dados de radar transmitidos pela miss\u00e3o Magellan da NASA, que operou entre 1990 e 1994, e mostra uma \u00e1rea com cerca de 1400 km de di\u00e2metro.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso objetivo geral \u00e9 mais do que apenas compreender os caprichos dos exoplanetas,&#8221; disse Byrne. &#8220;Em \u00faltima an\u00e1lise, queremos ajudar a contribuir para identificar as propriedades que tornam um mundo habit\u00e1vel. E n\u00e3o apenas temporariamente, mas habit\u00e1vel por um longo per\u00edodo de tempo, porque pensamos que a vida provavelmente precisa de tempo para avan\u00e7ar e para se tornar sustent\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o fundamental por tr\u00e1s desta investiga\u00e7\u00e3o \u00e9, claro, ser\u00e1 que estamos sozinhos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 este o alcance do nosso trabalho,&#8221; salienta Byrne. &#8220;Em \u00faltima an\u00e1lise, a maior parte deste trabalho est\u00e1 ligada a este destino final, que \u00e9 &#8216;qu\u00e3o \u00fanica, ou n\u00e3o, \u00e9 a Terra?&#8217; Uma das muitas coisas que vamos precisar de saber \u00e9 que tipos de propriedades influenciam um mundo como a Terra. E este estudo ajuda a resolver algumas destas quest\u00f5es, mostrando de que maneiras estes par\u00e2metros interagem, que outros resultados podem ser poss\u00edveis e quais os mundos que devemos priorizar para estudo com telesc\u00f3pios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/source.wustl.edu\/2021\/11\/tread-lightly-eggshell-planets-possible-around-other-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Washington em St. Louis (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2021JE006952\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os planetas &#8220;casca de ovo&#8221; s\u00e3o mundos rochosos com uma camada externa fr\u00e1gil e ultrafina e pouca ou nenhuma topografia. 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