{"id":4621,"date":"2021-11-16T07:17:35","date_gmt":"2021-11-16T06:17:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4621"},"modified":"2021-11-16T07:17:37","modified_gmt":"2021-11-16T06:17:37","slug":"asteroide-proximo-da-terra-pode-ser-um-fragmento-perdido-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/16\/asteroide-proximo-da-terra-pode-ser-um-fragmento-perdido-da-lua\/","title":{"rendered":"Asteroide pr\u00f3ximo da Terra pode ser um fragmento perdido da Lua"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo publicado a semana passada na revista Communications Earth and Environment, por uma equipa de astr\u00f3nomos liderados pela Universidade do Arizona, afirma que um asteroide pr\u00f3ximo da Terra, chamado Kamo&#8217;oalewa, pode ser um fragmento da nossa Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kamo&#8217;oalewa \u00e9 um qu\u00e1si-sat\u00e9lite &#8211; uma subcategoria de asteroides pr\u00f3ximos da Terra que orbitam o Sol, mas que permanecem relativamente perto do nosso planeta. Pouco se sabe sobre estes objetos porque s\u00e3o t\u00e9nues e dif\u00edceis de observar. Kamo&#8217;oalewa foi descoberto pelo telesc\u00f3pio PanSTARRS no Hawaii em 2016, e o nome &#8211; encontrado num canto havaiano da cria\u00e7\u00e3o &#8211; alude a uma descend\u00eancia que viaja por conta pr\u00f3pria. O asteroide tem aproximadamente o tamanho de uma roda gigante &#8211; entre 46 e 58 metros em di\u00e2metro &#8211; e o seu perigeu (menor dist\u00e2ncia \u00e0 Terra) situa-se nos 15 milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b9\/ec\/Ka1q4Qta_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"711\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o-1024x711.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4622\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o-1024x711.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o-300x208.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o-768x534.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o-110x75.png 110w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Ka1q4Qta_o.png 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do qu\u00e1si-sat\u00e9lite da Terra, Kamo&#8217;oalewa, perto do sistema Terra-Lua. Usando o LBT, os astr\u00f3nomos mostraram que pode ser um fragmento perdido da Lua.<br>Cr\u00e9dito: Addy Graham\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 sua \u00f3rbita, Kamo&#8217;oalewa s\u00f3 pode ser observado a partir da Terra durante algumas semanas a cada m\u00eas de abril. O seu tamanho relativamente pequeno significa que s\u00f3 pode ser visto com um dos maiores telesc\u00f3pios da Terra. Usando o LBT (Large Binocular Telescope), situado no Monte Graham, no sul do estado norte-americano do Arizona, uma equipa de astr\u00f3nomos liderados por Ben Sharkey, estudante de ci\u00eancias planet\u00e1rias na Universidade do Arizona, descobriu que o padr\u00e3o de luz refletida de Kamo&#8217;oalewa, chamado espectro, corresponde ao das rochas lunares das miss\u00f5es Apollo da NASA, sugerindo que teve origem na Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores ainda n\u00e3o t\u00eam a certeza de como o asteroide pode ter-se soltado da Lua. Em parte, porque n\u00e3o se conhecem outros asteroides com origem lunar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Analisei o espectro de todos os asteroides pr\u00f3ximos da Terra a que t\u00ednhamos acesso, e nada correspondia,&#8221; disse Sharkey, autor principal do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um debate entre Sharkey e o seu orientador, o professor associado de ci\u00eancias lunares e planet\u00e1rias Vishnu Reddy da Universidade do Arizona, acerca das origens de Kamo&#8217;oalewa, levou a mais tr\u00eas anos de busca por uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s tivemos imensas d\u00favidas,&#8221; disse Reddy, coautor que iniciou o projeto em 2016. Depois de perder a chance de observar o asteroide em abril de 2020 devido ao encerramento do LBT decorrente da pandemia de COVID-19, a equipa encontrou a pe\u00e7a final do quebra-cabe\u00e7as em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta primavera, obtivemos as extremamente necess\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento e dissemos, &#8216;Uau, \u00e9 real,'&#8221; disse Sharkey. &#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil de explicar com a Lua do que com outras ideias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00f3rbita de Kamo&#8217;oalewa \u00e9 outra pista das suas origens lunares. A sua \u00f3rbita \u00e9 semelhante \u00e0 da Terra, mas com uma ligeir\u00edssima inclina\u00e7\u00e3o. A sua \u00f3rbita tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 t\u00edpica dos asteroides pr\u00f3ximos da Terra, de acordo com a coautora do estudo Renu Malhotra, professora de ci\u00eancias planet\u00e1rias na Universidade do Arizona que liderou a parte da an\u00e1lise da \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito improv\u00e1vel que um comum asteroide pr\u00f3ximo da Terra se movesse espontaneamente para uma \u00f3rbita qu\u00e1si-sat\u00e9lite como a de Kamo&#8217;oalewam,&#8221; disse Malhotra, cujo laborat\u00f3rio est\u00e1 a trabalhar num artigo cient\u00edfico que investiga mais a fundo as origens do asteroide. &#8220;Ele n\u00e3o vai permanecer nesta \u00f3rbita espec\u00edfica por muito tempo, apenas durante cerca de mais 300 anos, e estimamos que tenha chegado a esta \u00f3rbita h\u00e1 cerca de 500 anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kamo&#8217;oalewa \u00e9 cerca de 4 milh\u00f5es de vezes mais fraco do que a estrela mais t\u00e9nue que o olho humano pode ver sob um c\u00e9u escuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es complexas foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao imenso poder de recolha de luz dos telesc\u00f3pios g\u00e9meos de 8,4 metros do LBT,&#8221; diz o coautor do estudo Al Conrad, cientista da equipa do telesc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m inclui dados do LDT (Lowell Discovery Telescope) em Flagstaff, Arizona, EUA. Os outros coautores do artigo s\u00e3o Olga Kuhn, Christian Veillet, Barry Rothberg e David Thompson do LBT; Audrey Thirouin do Observat\u00f3rio Lowell; e Juan Sanchez do PSI (Planetary Science Institute) em Tucson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/near-earth-asteroid-might-be-lost-fragment-moon\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-021-00303-7\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Communications Earth and Environment)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2111.06372\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Kamo&#8217;oalewa:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/469219_Kamo%CA%BBoalewa\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Qu\u00e1si-sat\u00e9lite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasi-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Claimed_moons_of_Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As &#8220;outras&#8221; luas da Terra (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pan-STARRS:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LBT (Large Binocular Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lbto.org\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LBTO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Binocular_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Lowell:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lowell.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lowell_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lowell_Discovery_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telesc\u00f3pio Lowell Discovery (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um artigo publicado a semana passada na revista Communications Earth and Environment, por uma equipa de astr\u00f3nomos liderados pela Universidade do Arizona, afirma que um asteroide pr\u00f3ximo da Terra, chamado Kamo&#8217;oalewa, pode ser um fragmento da nossa Lua. Kamo&#8217;oalewa \u00e9 um qu\u00e1si-sat\u00e9lite &#8211; uma subcategoria de asteroides pr\u00f3ximos da Terra que orbitam o Sol, mas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4622,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,1],"tags":[1204,227,1205,551,469,1203,405],"class_list":["post-4621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-telescopios-profissionais","tag-2016-ho3","tag-asteroide","tag-kamooalewa","tag-lbt","tag-observatorio-lowell","tag-quasi-satelite","tag-telescopio-pan-starrs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4623,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4621\/revisions\/4623"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}