{"id":4612,"date":"2021-11-12T07:13:12","date_gmt":"2021-11-12T06:13:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4612"},"modified":"2021-11-12T07:13:14","modified_gmt":"2021-11-12T06:13:14","slug":"novo-estudo-aponta-provavel-lar-dos-meteoritos-marcianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/12\/novo-estudo-aponta-provavel-lar-dos-meteoritos-marcianos\/","title":{"rendered":"Novo estudo aponta prov\u00e1vel lar dos meteoritos marcianos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores da Universidade Curtin localizaram a prov\u00e1vel origem de um grupo de meteoritos expelidos de Marte, usando um algoritmo de aprendizagem de m\u00e1quina que analisa imagens planet\u00e1rias de alta resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista Nature Communications, identificou que estes meteoritos que pousaram na Terra provavelmente s\u00e3o origin\u00e1rios da cratera Tooting de Marte, localizada na regi\u00e3o Tharsis, que \u00e9 a maior prov\u00edncia vulc\u00e2nica do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/khZRhPwC_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4613\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/khZRhPwC_o.jpg 747w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/khZRhPwC_o-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption>O Dr. Anthony Lagain e a professora Gretchen Benedix, ambos da Universidade Curtin, Konstantinos Servis da CSIRO e o candidato a doutoramento John Fairweather da mesma universidade.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Curtin<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos \u00faltimos 20 milh\u00f5es de anos, cerca de 166 rochas marcianas conhecidas pousaram na Terra. No entanto, as suas origens precisas eram desconhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O investigador principal, Dr. Anthony Lagain, do Centro de Ci\u00eancia e Tecnologia Espacial da Escola de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias da Universidade Curtin, na Austr\u00e1lia, disse que os novos achados ajudam a fornecer o contexto para desvendar a hist\u00f3ria geol\u00f3gica do Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste estudo, compil\u00e1mos uma nova base de dados de 90 milh\u00f5es de crateras de impacto usando um algoritmo de aprendizagem de m\u00e1quina que nos permitiu determinar as potenciais posi\u00e7\u00f5es de lan\u00e7amento de meteoritos marcianos,&#8221; disse o Dr. Lagain.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao observar os campos de crateras secund\u00e1rias &#8211; ou as pequenas crateras formadas pelo material ejetado da maior cratera formada recentemente no planeta, descobrimos que a cratera Tooting \u00e9 a fonte mais prov\u00e1vel destes meteoritos ejetados de Marte h\u00e1 1,1 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pela primeira vez, por meio desta investiga\u00e7\u00e3o, est\u00e1 acess\u00edvel o contexto geol\u00f3gico de um grupo de meteoritos marcianos, 10 anos antes da miss\u00e3o MSR (Mars Sample Return) da NASA enviar as amostras recolhidas pelo rover Perseverance que atualmente explora a cratera Jezero.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Gretchen Benedix, coautora do estudo, tamb\u00e9m do Centro de Ci\u00eancia e Tecnologia Espacial da Universidade Curtin, disse que o algoritmo que tornou isto poss\u00edvel foi um grande avan\u00e7o em como os cientistas podem usar os terabytes de dados planet\u00e1rios dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o ter\u00edamos sido capazes de reconhecer as crateras mais jovens em Marte sem contar as dezenas de milh\u00f5es de crateras mais pequenas que um quil\u00f3metro de di\u00e2metro&#8221;, disse a professora Benedix.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta implica que ocorreram erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas nesta regi\u00e3o h\u00e1 300 milh\u00f5es de anos, o que \u00e9 muito recente em termos de tempo geol\u00f3gico. Tamb\u00e9m fornece novas informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura do planeta, por baixo desta prov\u00edncia vulc\u00e2nica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Lagain disse que a investiga\u00e7\u00e3o ajudaria a criar um melhor entendimento da forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de Marte, bem como da Terra, potencialmente fornecendo benef\u00edcios para outros setores da ind\u00fastria no nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mapear as crateras em Marte \u00e9 o primeiro passo. O algoritmo que desenvolvemos pode ser retreinado para realizar o mapeamento digital automatizado de qualquer corpo celeste. Pode ser aplicado \u00e0 Terra para ajudar na gest\u00e3o agr\u00edcola, do meio ambiente e at\u00e9 mesmo de potenciais desastres naturais, como inc\u00eandios ou inunda\u00e7\u00f5es,&#8221; disse o Dr. lagain.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O algoritmo foi desenvolvido internamente por um grupo interdisciplinar que incluiu membros da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), do Instituto Curtin para Computa\u00e7\u00e3o e da Escola de Engenharia Civil e Mec\u00e2nica, com financiamento do Conselho de Investiga\u00e7\u00e3o Australiano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o supercomputador mais r\u00e1pido do hemisf\u00e9rio sul, o Centro de Supercomputa\u00e7\u00e3o Pawsey e o HIVE (Hub for Immersive Visualisation and eResearch) de Curtin, os investigadores analisaram um volume muito grande de imagens planet\u00e1rias de alta resolu\u00e7\u00e3o por meio de um algoritmo de aprendizagem de m\u00e1quina e assim detetar crateras de impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.curtin.edu.au\/media-releases\/new-curtin-study-pinpoints-likely-home-of-martian-meteorites\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Curtin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-021-26648-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoritos marcianos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Martian_meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cratera Tooting:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tooting_(crater)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores da Universidade Curtin localizaram a prov\u00e1vel origem de um grupo de meteoritos expelidos de Marte, usando um algoritmo de aprendizagem de m\u00e1quina que analisa imagens planet\u00e1rias de alta resolu\u00e7\u00e3o. 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