{"id":4606,"date":"2021-11-09T07:16:25","date_gmt":"2021-11-09T06:16:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4606"},"modified":"2021-11-09T07:16:27","modified_gmt":"2021-11-09T06:16:27","slug":"detecao-do-mais-distante-fluor-observado-ate-a-data-numa-galaxia-com-formacao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/11\/09\/detecao-do-mais-distante-fluor-observado-ate-a-data-numa-galaxia-com-formacao-estelar\/","title":{"rendered":"Dete\u00e7\u00e3o do mais distante fl\u00faor observado at\u00e9 \u00e0 data numa gal\u00e1xia com forma\u00e7\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova descoberta est\u00e1 a dar-nos pistas sobre como \u00e9 que o fl\u00faor \u2014 um elemento que se encontra nos nossos ossos e dentes \u2014 se forma no Universo. Com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), do qual o ESO \u00e9 um parceiro, uma equipa de astr\u00f3nomos detetou este elemento numa gal\u00e1xia que est\u00e1 t\u00e3o longe que a sua luz demora mais de 12 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s. Esta \u00e9 a primeira vez que se descobre fl\u00faor numa gal\u00e1xia, formadora de estrelas, t\u00e3o distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todos n\u00f3s conhecemos o fl\u00faor porque a pasta de dentes que usamos todos os dias o cont\u00e9m,&#8221; explica Maximilien Franco da Universidade de Hertfordshire no Reino Unido, que liderou este novo estudo publicado na revista Nature Astronomy. Tal como a maioria dos elementos que nos rodeiam, o fl\u00faor \u00e9 formado no interior das estrelas, mas, at\u00e9 agora, n\u00e3o sab\u00edamos exatamente como \u00e9 que este elemento se formava. &#8220;Nem sequer sab\u00edamos que tipo de estrelas dava origem \u00e0 maior parte do fl\u00faor que existe no Universo!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2115a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"420\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9GoaSluX_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4607\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9GoaSluX_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9GoaSluX_o-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem art\u00edstica mostra NGP\u2013190387, uma gal\u00e1xia poeirenta com forma\u00e7\u00e3o estelar que est\u00e1 t\u00e3o longe que a sua luz demorou mais de 12 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s. Observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo com o ALMA revelaram a presen\u00e7a de fl\u00faor nas nuvens de g\u00e1s de NGP\u2013190387. Trata-se da dete\u00e7\u00e3o mais distante deste elemento, realizada at\u00e9 a data, numa gal\u00e1xia com forma\u00e7\u00e3o estelar, a qual estamos a observar apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang &#8211; o que corresponde a cerca de 10% da idade atual do Universo. Esta descoberta d\u00e1-nos novas pistas sobre como \u00e9 que as estrelas formam fl\u00faor, sugerindo que as estrelas de vidas curtas chamadas Wolf\u2013Rayet s\u00e3o os locais mais prov\u00e1veis da sua produ\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Franco e colegas descobriram fl\u00faor (sob a forma de fluoreto de hidrog\u00e9nio) nas enormes nuvens de g\u00e1s da gal\u00e1xia distante NGP-190387, a qual observamos quando o Universo tinha apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos de idade, ou seja, cerca de 10% da sua idade atual. Uma vez que as estrelas expelem os elementos que formam nos seus n\u00facleos quando chegam ao fim das suas vidas, esta dete\u00e7\u00e3o implica que as estrelas que formaram o fl\u00faor devem ter vivido e morrido muito rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa pensa que estrelas do tipo Wolf-Rayet, estrelas muito massivas com um tempo de vida de apenas alguns milh\u00f5es de anos, o que corresponde a um piscar de olhos na hist\u00f3ria do Universo, s\u00e3o os locais mais prov\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o de fl\u00faor. Os cientistas pensam que estas estrelas s\u00e3o necess\u00e1rias para explicar as enormes quantidades de fluoreto de hidrog\u00e9nio descobertas pela equipa. As estrelas Wolf-Rayet tinham j\u00e1 sido sugeridas anteriormente como poss\u00edveis fontes de fl\u00faor c\u00f3smico, no entanto, at\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos n\u00e3o sabiam o qu\u00e3o importantes elas eram na produ\u00e7\u00e3o deste elemento no Universo primordial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que as estrelas Wolf-Rayet, que se encontram entre as mais massivas que conhecemos e que podem explodir de forma violenta quando chegam ao final das suas vidas, ajudam-nos, de certo modo, a manter uma boa higiene oral!&#8221; exclama Franco a brincar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m destas estrelas, surgiram igualmente no passado outros cen\u00e1rios para explicar como \u00e9 que o fl\u00faor \u00e9 produzido e expelido, como por exemplo as pulsa\u00e7\u00f5es de estrelas gigantes evolu\u00eddas com massas que v\u00e3o at\u00e9 algumas vezes a do nosso Sol, as chamadas estrelas do ramo das assimpt\u00f3ticas gigantes. No entanto, a equipa acredita que estes cen\u00e1rios, alguns dos quais com uma dura\u00e7\u00e3o de milhares de milh\u00f5es de anos, podem n\u00e3o explicar completamente a quantidade de fl\u00faor que vemos em NGP-190387.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta gal\u00e1xia precisou de apenas algumas dezenas ou centenas de milh\u00f5es de anos para ter n\u00edveis de fl\u00faor compar\u00e1veis \u00e0queles encontrados em estrelas na Via L\u00e1ctea, que tem 13,5 mil milh\u00f5es de anos de idade. Este \u00e9 um resultado completamente inesperado,&#8221; explica Chiaki Kobayashi, Professora na Universidade de Hertfordshire. &#8220;As nossas medi\u00e7\u00f5es colocam novos limites na origem do fl\u00faor, a qual estudamos j\u00e1 h\u00e1 duas d\u00e9cadas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2115b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/14\/c6\/OYJTFOHf_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem art\u00edstica mostra o n\u00facleo brilhante de uma estrela Wolf-Rayet rodeado por uma nebulosa de mat\u00e9ria, a qual foi expelida pela pr\u00f3pria estrela.<br>As estrelas Wolf\u2013Rayet s\u00e3o quentes e massivas, com tempos de vida de apenas alguns milh\u00f5es de anos, e pensa-se que acabem as suas vidas em explos\u00f5es de supernova, ejetando para o espa\u00e7o os elementos que forjaram nos seus n\u00facleos.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta em NGP-190387 marca uma das primeiras dete\u00e7\u00f5es de fl\u00faor para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea e das suas gal\u00e1xias vizinhas. Os astr\u00f3nomos tinham j\u00e1 detetado anteriormente este elemento em quasares distantes, objetos brilhantes alimentados por buracos negros supermassivos situados no centro de algumas gal\u00e1xias. No entanto, e at\u00e9 agora, nunca tinha sido observado fl\u00faor numa gal\u00e1xia, com forma\u00e7\u00e3o estelar, t\u00e3o cedo na hist\u00f3ria do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dete\u00e7\u00e3o de fl\u00faor por parte da equipa tratou-se de uma descoberta fortuita e que foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao uso de observat\u00f3rios colocados no solo e no espa\u00e7o. NGP-190387, descoberta originalmente pelo Observat\u00f3rio Espacial Herschel da ESA e observada mais tarde com o ALMA, no Chile, \u00e9 extraordinariamente brilhante para a dist\u00e2ncia a que fica. Os dados ALMA confirmaram que a luminosidade excecional de NGP-190387 \u00e9 em parte provocada por outra gal\u00e1xia massiva conhecida, situada entre NGP-190387 e a Terra, muito pr\u00f3ximo da nossa linha de vis\u00e3o. Esta gal\u00e1xia massiva amplificou a luz observada por Franco e pela sua equipa, permitindo-lhes identificar a radia\u00e7\u00e3o t\u00e9nue emitida h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s pelo fl\u00faor de NGP-190387.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos futuros de NGP-190387 com o ELT (Extremely Large Telescope) &#8211; o novo projeto emblem\u00e1tico do ESO em constru\u00e7\u00e3o no Chile com in\u00edcio de opera\u00e7\u00f5es previsto para o final desta d\u00e9cada &#8211; poder\u00e3o revelar mais segredos sobre esta gal\u00e1xia. &#8220;O ALMA \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 radia\u00e7\u00e3o emitida pelo g\u00e1s interestelar frio e pela poeira,&#8221; diz Chentao Yang, bolseiro do ESO no Chile. &#8220;Com o ELT seremos capazes de observar NGP-190387 atrav\u00e9s da luz direta das estrelas, o que nos dar\u00e1 informa\u00e7\u00e3o crucial sobre o conte\u00fado estelar desta gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Finding the stars that help with our dental health (ESOcast 244 Light)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4XOOhdSrr3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2115\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/astronomers-make-most-distant-detection-yet-of-fluorine-in-star-forming-galaxy\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-021-01515-9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2115\/eso2115a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/933498\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/11\/211104121307.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-11-astronomers-distant-fluorine-star-forming-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/farthest-detection-fluoride-92372452\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2021\/11\/04\/world\/fluorine-distant-galaxy-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-11-04-Astronomos-detetam-pela-primeira-vez-fluor-em-galaxia-distante-ad87d3a9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/24.sapo.pt\/tecnologia\/artigos\/astronomos-detetam-pela-primeira-vez-fluor-em-galaxia-distante-em-formacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/11\/04\/astronomos-detetam-pela-primeira-vez-fluor-em-galaxia-distante-em-formacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fl\u00faor:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fluorine\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Origin_and_occurrence_of_fluorine\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Origem e ocorr\u00eancia do fl\u00faor (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas Wolf-Rayet:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wolf%E2%80%93Rayet_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova descoberta est\u00e1 a dar-nos pistas sobre como \u00e9 que o fl\u00faor \u2014 um elemento que se encontra nos nossos ossos e dentes \u2014 se forma no Universo. 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