{"id":4581,"date":"2021-10-29T06:18:07","date_gmt":"2021-10-29T05:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4581"},"modified":"2021-10-29T06:18:20","modified_gmt":"2021-10-29T05:18:20","slug":"cientistas-medem-atmosfera-de-um-planeta-a-340-anos-luz-de-distancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/29\/cientistas-medem-atmosfera-de-um-planeta-a-340-anos-luz-de-distancia\/","title":{"rendered":"Cientistas medem atmosfera de um planeta a 340 anos-luz de dist\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipa internacional de cientistas, usando o Observat\u00f3rio Gemini no Chile, \u00e9 a primeira a medir diretamente a quantidade de \u00e1gua e mon\u00f3xido de carbono na atmosfera de um exoplaneta a cerca de 340 anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa foi liderada pelo professor assistente Michael Line da Escola de Explora\u00e7\u00e3o da Terra e do Espa\u00e7o da Universidade do Estado do Arizona e os resultados foram publicados recentemente na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem milhares de planetas conhecidos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. Os cientistas usam telesc\u00f3pios espaciais e terrestres para examinar como estes exoplanetas se formam e como s\u00e3o diferentes dos planetas do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/87\/35\/wGmb5q8D_o.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/wGmb5q8D_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4582\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/wGmb5q8D_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/wGmb5q8D_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/wGmb5q8D_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/wGmb5q8D_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um &#8220;J\u00fapiter quente&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e L. Hustak (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para este estudo, Line e a sua equipa focaram-se no planeta &#8220;WASP-77Ab&#8221;, um tipo de exoplaneta chamado &#8220;J\u00fapiter quente&#8221; porque \u00e9 semelhante ao planeta J\u00fapiter no nosso Sistema Solar, mas com uma temperatura acima dos 1000\u00ba C.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, concentraram-se em medir a composi\u00e7\u00e3o da sua atmosfera para determinar quais os elementos presentes, em compara\u00e7\u00e3o com a estrela que orbita.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por causa dos seus tamanhos e temperaturas, os J\u00fapiteres quentes s\u00e3o laborat\u00f3rios excelentes para medir gases atmosf\u00e9ricos e testar as nossas teorias de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria,&#8221; disse Line.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora ainda n\u00e3o possamos enviar naves a planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, os cientistas podem estudar a luz destes exoplanetas com telesc\u00f3pios. Os telesc\u00f3pios que usam para estudar esta luz podem estar no espa\u00e7o, como o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, ou no solo, como os telesc\u00f3pios do Observat\u00f3rio Gemini.<\/p>\n\n\n\n<p>Line e a sua equipa estiveram amplamente envolvidos na medi\u00e7\u00e3o das composi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de exoplanetas com o Hubble, mas obter estas medi\u00e7\u00f5es foi um desafio. N\u00e3o s\u00f3 existe forte competi\u00e7\u00e3o por tempo de telesc\u00f3pio, como os instrumentos do Hubble apenas medem \u00e1gua (ou oxig\u00e9nio) e a equipa precisava tamb\u00e9m de recolher medi\u00e7\u00f5es do mon\u00f3xido de carbono (ou carbono).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aqui que a equipa se virou para o telesc\u00f3pio Gemini South.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precis\u00e1vamos de tentar algo diferente para responder \u00e0s nossas perguntas,&#8221; disse Line. &#8220;E a nossa an\u00e1lise das capacidades do Gemini South indicava que poder\u00edamos obter medi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas ultraprecisas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Gemini South \u00e9 um telesc\u00f3pio com 8,1 metros de abertura localizado numa montanha dos Andes chilenos chamada Cerro Pach\u00f3n, onde o ar muito seco e a cobertura insignificante de nuvens o tornam um local privilegiado para o telesc\u00f3pio. \u00c9 operado pelo NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF (National Science Foundation).<\/p>\n\n\n\n<p>Usando o telesc\u00f3pio Gemini South, com um instrumento chamado IGRINS (Immersion GRating INfrared Spectrometer), a equipa observou o brilho t\u00e9rmico do exoplaneta enquanto orbitava a sua estrela hospedeira. A partir deste instrumento, recolheram informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a e as quantidades relativas de diferentes gases na sua atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como os sat\u00e9lites meteorol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos que s\u00e3o usados para medir a quantidade de vapor de \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono na atmosfera da Terra, os cientistas podem usar espectr\u00f3metros e telesc\u00f3pios, como o IGRINS no Gemini South, para medir as quantidades de diferentes gases noutros planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tentar descobrir a composi\u00e7\u00e3o das atmosferas exoplanet\u00e1rias \u00e9 como tentar resolver um crime com impress\u00f5es digitais,&#8221; explicou Line. &#8220;Uma impress\u00e3o digital borrada realmente n\u00e3o restringe muito, mas uma impress\u00e3o digital boa e limpa fornece um identificador exclusivo de quem cometeu o crime.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble forneceu \u00e0 equipa talvez uma ou duas impress\u00f5es digitais difusas, o IGRINS no Gemini South forneceu \u00e0 equipa um conjunto completo de impress\u00f5es digitais perfeitamente claras.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/12\/50\/NOCyzdKq_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/12\/50\/NOCyzdKq_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ao medir o efeito Doppler ilustrado na coluna da direita desta figura, os cientistas podem reconstruir a velocidade orbital de um planeta, ao longo doo tempo, em dire\u00e7\u00e3o ou para longe da Terra. A for\u00e7a do sinal do planeta, conforme mostrado na coluna do meio, ao longo da velocidade aparente esperada (curva tracejada azul) do planeta enquanto orbita a estrela, cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a quantidade de diferentes gases na atmosfera.<br>Cr\u00e9dito: P. Smith\/M. Line\/S. Selkirk\/ASU<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>E com medi\u00e7\u00f5es claras de \u00e1gua e mon\u00f3xido de carbono na atmosfera de WASP-77Ab, a equipa foi ent\u00e3o capaz de estimar as quantidades relativas de oxig\u00e9nio e carbono na atmosfera do exoplaneta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estes valores estavam em linha com as nossas expetativas e s\u00e3o quase iguais aos da estrela-m\u00e3e,&#8221; salientou Line.<\/p>\n\n\n\n<p>A obten\u00e7\u00e3o de abund\u00e2ncias ultraprecisas de g\u00e1s em atmosferas exoplanet\u00e1rias n\u00e3o somente \u00e9 uma conquista t\u00e9cnica importante, especialmente com um telesc\u00f3pio no solo, como tamb\u00e9m pode ajudar os cientistas a procurar vida noutros planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este trabalho representa uma demonstra\u00e7\u00e3o pioneira de como iremos, em \u00faltima an\u00e1lise, medir bioassinaturas como oxig\u00e9nio e metano em mundos potencialmente habit\u00e1veis num futuro n\u00e3o muito distante,&#8221; disse Line.<\/p>\n\n\n\n<p>O que Line e a equipa esperam fazer a seguir \u00e9 repetir esta an\u00e1lise para muitos mais planetas e construir uma &#8220;amostra&#8221; de medi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas com pelo menos mais 15 planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos agora no ponto em que podemos obter precis\u00f5es de abund\u00e2ncias de g\u00e1s compar\u00e1veis \u00e0s dos planetas no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Medir a abund\u00e2ncia de carbono e oxig\u00e9nio (e outros elementos) nas atmosferas de uma amostra maior de exoplanetas fornece o contexto muito necess\u00e1rio para a compreens\u00e3o das origens e da evolu\u00e7\u00e3o dos nossos pr\u00f3prios gigantes gasosos como J\u00fapiter e Saturno,&#8221; disse Line.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles tamb\u00e9m aguardam ansiosamente o que os futuros telesc\u00f3pios ser\u00e3o capazes de oferecer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se podemos fazer isto com a tecnologia de hoje, pensemos no que seremos capazes de fazer com telesc\u00f3pios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o como o GMT (Giant Magellan Telescope),&#8221; disse Line. &#8220;\u00c9 uma possibilidade real, podermos usar este mesmo m\u00e9todo at\u00e9 ao final desta d\u00e9cada para &#8216;farejar&#8217; assinaturas potenciais de vida, que tamb\u00e9m cont\u00eam carbono e oxig\u00e9nio, em planetas rochosos semelhantes \u00e0 Terra para l\u00e1 do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20211027-scientists-measure-atmosphere-planet-340-light-years-away\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/u-m-researcher-helps-measure-carbon-oxygen-of-distant-planets-atmosphere\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03912-6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>WASP-77Ab:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7148\/wasp-77-a-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/WASP-77A%20b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPAC\/Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp-77_a_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=WASP-77Ab\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/WASP-77%20A%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de cientistas, usando o Observat\u00f3rio Gemini no Chile, \u00e9 a primeira a medir diretamente a quantidade de \u00e1gua e mon\u00f3xido de carbono na atmosfera de um exoplaneta a cerca de 340 anos-luz de dist\u00e2ncia. 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