{"id":4569,"date":"2021-10-26T06:19:53","date_gmt":"2021-10-26T05:19:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4569"},"modified":"2021-10-26T06:19:54","modified_gmt":"2021-10-26T05:19:54","slug":"hubble-fornece-visao-antecipada-e-sem-precedentes-da-destruicao-de-uma-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/26\/hubble-fornece-visao-antecipada-e-sem-precedentes-da-destruicao-de-uma-estrela\/","title":{"rendered":"Hubble fornece vis\u00e3o antecipada e sem precedentes da destrui\u00e7\u00e3o de uma estrela"},"content":{"rendered":"\n<p>Como testemunha de uma morte violenta, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA deu recentemente aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o abrangente e sem precedentes dos primeiros momentos da morte catacl\u00edsmica de uma estrela. Os dados do Hubble, combinados com outras observa\u00e7\u00f5es da estrela condenada a partir de telesc\u00f3pios espaciais e terrestres, podem dar aos astr\u00f3nomos um sistema de alerta precoce para outras estrelas prestes a explodir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Costum\u00e1vamos falar sobre o trabalho de supernovas como se f\u00f4ssemos investigadores de uma cena de um crime, onde aparec\u00edamos depois do ato e tent\u00e1vamos descobrir o que aconteceu com aquela estrela,&#8221; explicou Ryan Foley da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Cruz, o l\u00edder da equipa que fez esta descoberta. &#8220;Esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o diferente, porque realmente sabemos o que est\u00e1 a acontecer e realmente vemos a morte em tempo real.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-01ffndfpjxdjw4jrh9c3c165x9.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"788\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/QXW6rgvP_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4570\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/QXW6rgvP_o.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/QXW6rgvP_o-300x240.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/QXW6rgvP_o-768x614.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos testemunharam recentemente a supernova SN 2020fqv a explodir dentro das gal\u00e1xias Borboleta em intera\u00e7\u00e3o, localizadas a cerca de 60 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Virgem. Os investigadores rapidamente utilizaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA. Juntamente com outros telesc\u00f3pios espaciais e terrestres, o Hubble viu os primeiros momentos da morte da estrela condenada, dando uma vis\u00e3o abrangente de uma supernova no est\u00e1gio inicial de explos\u00e3o. O Hubble sondou o material muito perto da supernova que foi ejetada pela estrela no \u00faltimo ano de sua vida. Essas observa\u00e7\u00f5es permitiram aos investigadores entender o que estava acontecendo com a estrela pouco antes de morrer e podem fornecer aos astr\u00f3nomos um sistema de alerta precoce para outras estrelas \u00e0 beira da morte.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Ryan Foley (UC Santa Cruz); processamento de imagem &#8211; Joseph DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Trabalho em equipa de telesc\u00f3pios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A supernova, chamada SN 2020fqv, encontra-se nas gal\u00e1xias Borboleta em intera\u00e7\u00e3o, localizadas a cerca de 60 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Virgem. Foi descoberta em abril de 2020 pelo ZTF (Zwicky Transient Facility) no Observat\u00f3rio Palomar em San Diego, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. Os astr\u00f3nomos perceberam que a supernova estava a ser observada simultaneamente pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), um sat\u00e9lite da NASA projetado principalmente para descobrir exoplanetas, com a capacidade de detetar uma variedade de outros fen\u00f3menos. Rapidamente apontaram o Hubble e um conjunto de telesc\u00f3pios terrestres para ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntos, estes observat\u00f3rios deram a primeira vis\u00e3o hol\u00edstica de uma estrela no est\u00e1gio inicial de destrui\u00e7\u00e3o. O Hubble sondou o material muito perto da estrela, chamado de material circunstelar, meras horas ap\u00f3s a explos\u00e3o. Este material foi expelido pela estrela no \u00faltimo ano da sua vida. Estas observa\u00e7\u00f5es permitiram aos astr\u00f3nomos entender o que estava a acontecer com a estrela pouco antes de morrer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s raramente conseguimos examinar este material circunstelar muito pr\u00f3ximo, pois s\u00f3 \u00e9 vis\u00edvel por um per\u00edodo muito curto de tempo, e geralmente n\u00e3o come\u00e7amos a observar uma supernova at\u00e9 pelo menos alguns dias ap\u00f3s a explos\u00e3o,&#8221; explicou Samaporn Tinyanont, autor principal do artigo cient\u00edfico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. &#8220;Para esta supernova, fomos capazes de fazer observa\u00e7\u00f5es ultrarr\u00e1pidas com o Hubble, dando uma cobertura sem precedentes da regi\u00e3o logo ao lado da estrela que explodiu.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contando a hist\u00f3ria da estrela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A equipa analisou observa\u00e7\u00f5es da estrela pelo Hubble que remontam at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 1990. O TESS forneceu uma imagem do sistema a cada 30 minutos, come\u00e7ando v\u00e1rios dias antes da explos\u00e3o, passando pela pr\u00f3pria explos\u00e3o e continuando por v\u00e1rias semanas. O Hubble foi usado novamente apenas algumas horas depois da primeira dete\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o pelos astr\u00f3nomos. E, ao estudar o material circunstelar com o Hubble, os cientistas compreenderam o que estava a acontecer em torno da estrela ao longo da d\u00e9cada anterior. Ao combinar todas estas informa\u00e7\u00f5es, a equipa foi capaz de criar uma vis\u00e3o de v\u00e1rias d\u00e9cadas dos anos finais da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora temos toda esta hist\u00f3ria do que aconteceu \u00e0 estrela nos anos antes da sua morte, durante o momento da sua morte e depois da sua morte,&#8221; disse Foley. &#8220;Esta \u00e9 realmente a vis\u00e3o mais detalhada de estrelas como esta nos seus \u00faltimos momentos e de como explodem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Pedra de Roseta das supernovas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tinyanont e Foley chamaram SN 2020fqv &#8220;a Pedra de Roseta das supernovas&#8221;. A antiga Pedra de Roseta, que tem o mesmo texto inscrito em tr\u00eas l\u00ednguas diferentes, ajudou os especialistas a aprender a ler os hier\u00f3glifos antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso desta supernova, a equipa cient\u00edfica usou tr\u00eas m\u00e9todos diferentes para determinar a massa da estrela em explos\u00e3o. Isto incluiu comparar as propriedades e a evolu\u00e7\u00e3o da supernova com modelos te\u00f3ricos; usando informa\u00e7\u00f5es de uma imagem do arquivo Hubble de 1997 da estrela para descartar estrelas de maior massa; e usando observa\u00e7\u00f5es para medir diretamente a quantidade de oxig\u00e9nio na supernova, que examina a massa da estrela. Os resultados s\u00e3o todos consistentes: cerca de 14 a 15 vezes a massa do Sol. A determina\u00e7\u00e3o precisa da massa da estrela que explode como supernova \u00e9 crucial para entender como as estrelas massivas vivem e morrem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas usam muito o termo &#8216;Pedra de Roseta&#8217;. Mas esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos verificar a massa com estes tr\u00eas m\u00e9todos diferentes para uma supernova e todos eles s\u00e3o consistentes,&#8221; disse Tinyanont. &#8220;Agora podemos avan\u00e7ar usando estes m\u00e9todos diferentes e combinando-os, porque h\u00e1 muitas outras supernovas das quais temos massas de um m\u00e9todo, mas n\u00e3o de outro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um sistema de alerta precoce?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos que antecedem \u00e0 explos\u00e3o das estrelas, elas tendem a tornar-se mais ativas. Alguns astr\u00f3nomos apontam para a supergigante vermelha Betelgeuse, que recentemente expeliu quantidades significativas de material, e perguntam-se se se tornarar\u00e1 em breve uma supernova. Embora Foley duvide que Betelgeuse esteja prestes a explodir, ele acha que devemos levar a s\u00e9rio estas explos\u00f5es estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este poderia ser um sistema de alerta,&#8221; disse Foley. &#8220;De modo que se observarmos uma estrela a come\u00e7ar a tremer um pouco, a comportar-se de maneira invulgar, ent\u00e3o talvez dev\u00eassemos prestar mais aten\u00e7\u00e3o e realmente tentar entender o que est\u00e1 a acontecer antes de explodir. \u00c0 medida que encontramos mais e mais destas supernovas com este tipo de excelente conjunto de dados, seremos capazes de entender melhor o que est\u00e1 a acontecer nos \u00faltimos anos da vida de uma estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/hubble-gives-unprecedented-early-view-of-a-doomed-stars-destruction\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esahubble.org\/images\/opo2107a\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2021\/10\/supernova-rosetta.html\" target=\"_blank\">\/\/ UC Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2021\/news-2021-007\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2110.10742\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias Borboleta:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_4567_and_NGC_4568#:~:text=NGC%204567%20and%20NGC%204568%20(nicknamed%20the%20Butterfly%20Galaxies%20or,the%20Virgo%20Cluster%20of%20galaxies.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_II_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Supernova do Tipo II (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ZTF:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ztf.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/ztf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zwicky_Transient_Facility\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como testemunha de uma morte violenta, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA deu recentemente aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o abrangente e sem precedentes dos primeiros momentos da morte catacl\u00edsmica de uma estrela. 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