{"id":4566,"date":"2021-10-26T06:17:08","date_gmt":"2021-10-26T05:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4566"},"modified":"2021-10-26T06:17:10","modified_gmt":"2021-10-26T05:17:10","slug":"um-guia-de-campo-para-jupiteres-quentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/26\/um-guia-de-campo-para-jupiteres-quentes\/","title":{"rendered":"Um &#8220;guia de campo&#8221; para J\u00fapiteres quentes"},"content":{"rendered":"\n<p>Os J\u00fapiteres quentes &#8211; planetas gigantes e gasosos que orbitam extremamente perto das suas estrelas hospedeiras &#8211; tornaram-se um pouco menos misteriosos gra\u00e7as a um novo estudo que combina modelagem te\u00f3rica com observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os estudos anteriores se concentraram principalmente em mundos individuais classificados como &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221; devido \u00e0 sua semelhan\u00e7a superficial com o gigante gasoso no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, o novo estudo \u00e9 o primeiro a olhar para uma popula\u00e7\u00e3o mais ampla destes mundos estranhos. Publicado na revista Nature Astronomy, o estudo, liderado por uma investigadora da Universidade do Arizona, fornece aos astr\u00f3nomos um &#8220;guia de campo&#8221; sem precedentes dos J\u00fapiteres quentes e uma vis\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em geral.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1621a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"438\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/eso1621a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4567\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/eso1621a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/eso1621a-300x188.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra um planeta do tipo de J\u00fapiter quente em \u00f3rbita pr\u00f3ximo de uma das estrelas do rico e velho enxame estelar Messier 67, situado a 2500 a 3000 anos-luz da Terra, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Caranguejo.\nCr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Embora os astr\u00f3nomos pensem que apenas cerca de 1 em cada 10 estrelas abrigue um exoplaneta da classe J\u00fapiter quente, estes planetas peculiares constituem uma por\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel dos exoplanetas descobertos at\u00e9 agora, devido ao facto de serem maiores e mais brilhantes do que outros tipos de exoplanetas, como os planetas rochosos, mais semelhantes \u00e0 Terra, ou planetas gasosos e mais frios. Variando entre 1\/3 e 10 massas de J\u00fapiter, todos os J\u00fapiteres quentes t\u00eam \u00f3rbitas muito \u00edntimas em torno das suas estrelas, geralmente muito mais perto do que Merc\u00fario &#8211; o planeta mais interior do nosso Sistema Solar &#8211; est\u00e1 do Sol. Um &#8220;ano&#8221; num t\u00edpico J\u00fapiter quente dura horas ou, no m\u00e1ximo, alguns dias. Para efeitos de compara\u00e7\u00e3o, Merc\u00fario leva quase tr\u00eas meses a completar uma viagem ao redor do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a estas \u00f3rbitas \u00edntimas, pensa-se que a maioria, sen\u00e3o todos, os J\u00fapiteres quentes est\u00e3o presos num abra\u00e7o veloz com as suas estrelas hospedeiras, em que um lado est\u00e1 eternamente exposto \u00e0 radia\u00e7\u00e3o da estrela e o outro envolto em escurid\u00e3o perp\u00e9tua. A superf\u00edcie de um J\u00fapiter quente t\u00edpico pode chegar a ultrapassar os 2700\u00ba C, com esp\u00e9cimes &#8220;mais frios&#8221; atingindo 760\u00ba C &#8211; quente o suficiente para derreter alum\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, liderada por Megan Mansfield, do Observat\u00f3rio Steward da Universidade do Arizona, usou observa\u00e7\u00f5es feitas com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble que permitiram \u00e0 equipa medir diretamente os espectros de emiss\u00e3o dos J\u00fapiteres quentes, apesar do facto do Hubble n\u00e3o poder fotografar diretamente nenhum destes planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estes sistemas, estas estrelas e os seus J\u00fapiteres quentes, est\u00e3o demasiado distantes para resolver individualmente a estrela e o seu planeta,&#8221; disse Mansfield. &#8220;Tudo o que podemos ver \u00e9 um ponto &#8211; a fonte de luz combinada dos dois.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mansfield e a sua equipa usaram um m\u00e9todo conhecido como eclipse secund\u00e1rio para extrair informa\u00e7\u00f5es das observa\u00e7\u00f5es que lhes permitiram perscrutar profundamente a atmosfera dos planetas e obter informa\u00e7\u00f5es sobre a sua estrutura e composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. A t\u00e9cnica envolve observa\u00e7\u00f5es repetidas do mesmo sistema, capturando o planeta em v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es da sua \u00f3rbita, incluindo quando passa por tr\u00e1s da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s basicamente medimos a luz combinada proveniente da estrela e do seu planeta e comparamos essa medi\u00e7\u00e3o com o que vemos quando o planeta est\u00e1 escondido atr\u00e1s da sua estrela,&#8221; disse Mansfield. &#8220;Isto permite-nos subtrair a contribui\u00e7\u00e3o da estrela e isolar a luz emitida pelo planeta, embora n\u00e3o o possamos ver diretamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do eclipse fornecem aos investigadores informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura t\u00e9rmica das atmosferas dos J\u00fapiteres quentes e permitiram-lhes construir perfis individuais de temperatura e press\u00e3o. A equipa ent\u00e3o analisou a luz infravermelha pr\u00f3xima, que \u00e9 uma gama de comprimentos de onda logo para l\u00e1 da gama que os olhos humanos podem ver, oriunda de cada sistema, em busca das chamadas caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o. Dado que cada mol\u00e9cula ou \u00e1tomo tem o seu pr\u00f3prio perfil de absor\u00e7\u00e3o espec\u00edfico, como uma esp\u00e9cie de impress\u00e3o digital, a observa\u00e7\u00e3o em diferentes comprimentos de onda permite que os investigadores obtenham informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos J\u00fapiteres quentes. Por exemplo, se a \u00e1gua estiver presente na atmosfera do planeta, ir\u00e1 absorver luz a 1,4 micr\u00f3metros, que cai na faixa de comprimentos de onda que o Hubble consegue observar muito bem.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia20066.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.uanews.arizona.edu\/s3fs-public\/styles\/uaqs_medium\/public\/Hot%20Jupiter%20simulation.jpeg?itok=J-KlnxJw\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A turbulenta atmosfera de um planeta quente e gasoso conhecido como HD 80606b \u00e9 vista nesta simula\u00e7\u00e3o baseada em dados do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. O planeta passa a maior parte do tempo longe da sua estrela mas, a cada 111 dias, oscila extremamente perto da estrela, passando por um enorme aumento de temperatura.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;De certa forma, usamos mol\u00e9culas para examinar as atmosferas destes J\u00fapiteres quentes,&#8221; disse Mansfield. &#8220;Podemos usar o espectro que observamos para obter informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera e tamb\u00e9m sobre a estrutura da atmosfera.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa ainda foi mais al\u00e9m, quantificando os dados observacionais e comparando-os com modelos dos processos f\u00edsicos que se pensa estarem em andamento nas atmosferas dos J\u00fapiteres quentes. Os dois conjuntos combinaram muito bem, confirmando que muitas previs\u00f5es sobre a natureza dos planetas &#8211; com base em trabalho te\u00f3rico &#8211; parecem estar corretas, de acordo com Mansfield, que disse que as descobertas s\u00e3o &#8220;emocionantes porque eram tudo menos garantidas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados sugerem que todos os J\u00fapiteres quentes, n\u00e3o apenas os 19 inclu\u00eddos no estudo, provavelmente cont\u00eam conjuntos semelhantes de mol\u00e9culas, como \u00e1gua e mon\u00f3xido de carbono, juntamente com quantidades mais pequenas de outras mol\u00e9culas. As diferen\u00e7as entre os planetas individuais devem principalmente corresponder \u00e0s quantidades vari\u00e1veis relativas destas mol\u00e9culas. Os achados tamb\u00e9m revelaram que as caracter\u00edsticas observadas de absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua variaram ligeiramente de um J\u00fapiter quente para outro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como um todo, os nossos resultados mostram que h\u00e1 uma boa chance de termos um quadro geral da qu\u00edmica destes planetas,&#8221; disse Mansfield. &#8220;Ao mesmo tempo, cada planeta tem a sua pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e isso tamb\u00e9m influencia o que vemos nas nossas observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores, os resultados podem ser usados para orientar as expetativas do que os astr\u00f3nomos podem ver ao olhar para um J\u00fapiter quente que n\u00e3o tinha sido estudado antes. O lan\u00e7amento do novo telesc\u00f3pio da NASA, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, previsto para 18 de dezembro, est\u00e1 a animar os ca\u00e7adores exoplanet\u00e1rios porque o Webb consegue observar numa gama muito mais ampla de luz infravermelha e permitir\u00e1 uma vis\u00e3o muito mais detalhada dos exoplanetas, incluindo dos J\u00fapiteres quentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muito que ainda n\u00e3o sabemos sobre como os planetas se formam em geral, e uma das maneiras de tentar entender como isto pode acontecer \u00e9 observando as atmosferas destes J\u00fapiteres quentes e descobrindo como chegaram a estar onde est\u00e3o,&#8221; disse Mansfield. &#8220;Com os dados do Hubble, podemos observar tend\u00eancias estudando a absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, mas quando falamos sobre a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera como um todo, existem muitas outras mol\u00e9culas importantes que queremos estudar, como o mon\u00f3xido de carbono e o di\u00f3xido de carbono, e o JWST vai dar-nos a hip\u00f3tese de as observar tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/astronomers-provide-field-guide-exoplanets-known-hot-jupiters\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-021-01455-4\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2110.11272\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>J\u00fapiteres quentes:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hot_Jupiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os J\u00fapiteres quentes &#8211; planetas gigantes e gasosos que orbitam extremamente perto das suas estrelas hospedeiras &#8211; tornaram-se um pouco menos misteriosos gra\u00e7as a um novo estudo que combina modelagem te\u00f3rica com observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Enquanto os estudos anteriores se concentraram principalmente em mundos individuais classificados como &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221; devido \u00e0 sua semelhan\u00e7a &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,150,386],"class_list":["post-4566","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-hubble","tag-jupiter-quente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4566"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4566\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4568,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4566\/revisions\/4568"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}