{"id":4562,"date":"2021-10-22T06:47:24","date_gmt":"2021-10-22T05:47:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4562"},"modified":"2021-10-22T06:47:36","modified_gmt":"2021-10-22T05:47:36","slug":"astronomos-detetaram-sinais-de-uma-atmosfera-despojada-de-um-planeta-por-um-impacto-gigante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/22\/astronomos-detetaram-sinais-de-uma-atmosfera-despojada-de-um-planeta-por-um-impacto-gigante\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos detetaram sinais de uma atmosfera despojada de um planeta por um impacto gigante"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sistemas planet\u00e1rios jovens geralmente &#8220;sofrem&#8221; muito quando crescem, \u00e0 medida que corpos beb\u00e9s colidem e fundem-se para formar planetas progressivamente maiores. No nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, pensa-se que a Terra e a Lua sejam produtos desse tipo de impacto gigante. Os astr\u00f3nomos presumem que tais colis\u00f5es deveriam ser comuns em sistemas primitivos, mas t\u00eam sido dif\u00edceis de observar em torno de outras estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, astr\u00f3nomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Universidade Nacional da Irlanda, Galway, da Universidade de Cambridge e de outros lugares descobriram evid\u00eancias de um impacto gigante que ocorreu num sistema estelar pr\u00f3ximo, a apenas 95 anos-luz da Terra. A estrela, chamada HD 172555, tem cerca de 23 milh\u00f5es de anos e os cientistas suspeitaram que a sua poeira cont\u00e9m vest\u00edgios de uma colis\u00e3o recente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/sites\/default\/files\/download\/202110\/MIT-Stripped-Atmos-01-press.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/V6zFcpnP_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4563\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/V6zFcpnP_o.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/V6zFcpnP_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/V6zFcpnP_o-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>Uma equipa de investigadores descobriu evid\u00eancias de um impacto gigante no sistema estelar pr\u00f3ximo HD 172555, no qual um planeta terrestre do tamanho da Terra e um impactor mais pequeno colidiram h\u00e1 pelo menos 200.000 anos, retirando parte da atmosfera de um planeta.<br>Cr\u00e9dito: Mark A. Garlick<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa observou mais evid\u00eancias de um impacto gigante em torno da estrela. Determinaram que a colis\u00e3o provavelmente ocorreu entre um planeta terrestre do tamanho aproximado da Terra e um impactor mais pequeno, h\u00e1 pelo menos 200.000 anos, a velocidades que rondam os 10 km\/s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Crucialmente, detetaram g\u00e1s indicando que tal impacto de alta velocidade provavelmente fez explodir parte da atmosfera do planeta &#8211; um evento dram\u00e1tico que explicaria o g\u00e1s e poeira observados em torno da estrela. Os achados, publicados na revista Nature, representam a primeira dete\u00e7\u00e3o deste tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que detetamos este fen\u00f3meno, de uma atmosfera protoplanet\u00e1ria despojada por um impacto gigante,&#8221; diz Tajana Schneiderman, estudante do Departamento de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT. &#8220;Todos estamos interessados em observar um impacto gigante porque esperamos que sejam comuns, mas n\u00e3o temos evid\u00eancias disso em muitos sistemas. Agora temos uma vis\u00e3o adicional sobre estas din\u00e2micas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um sinal claro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela HD 172555 tem sido objeto de intriga entre os astr\u00f3nomos devido \u00e0 composi\u00e7\u00e3o invulgar da sua poeira. As observa\u00e7\u00f5es ao longo dos \u00faltimos anos mostraram que a poeira da estrela cont\u00e9m grandes quantidades de minerais invulgares, em gr\u00e3os que s\u00e3o muito mais finos do que os astr\u00f3nomos esperariam para um t\u00edpico disco estelar de detritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por causa destes dois fatores, HD 172555 tem sido considerado um sistema estranho,&#8221; diz Schneiderman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela e colegas perguntaram-se o que o g\u00e1s poderia revelar sobre a hist\u00f3ria de impactos do sistema. Estudaram dados obtidos pelo ALMA (Atacama Large Millimeter Array) no Chile, que consiste de 66 radiotelesc\u00f3pios, cujo espa\u00e7amento pode ser ajustado para aumentar ou diminuir a resolu\u00e7\u00e3o das suas imagens. A equipa examinou dados do arquivo p\u00fablico do ALMA, em busca de sinais de mon\u00f3xido de carbono em torno de estrelas pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando os astr\u00f3nomos querem estudar o g\u00e1s em discos de detritos, o mon\u00f3xido de carbono \u00e9 normalmente o mais brilhante e, portanto, o mais f\u00e1cil de encontrar,&#8221; diz Schneiderman. &#8220;De modo que examin\u00e1mos os dados de mon\u00f3xido de carbono para HD 172555 novamente porque era um sistema interessante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No rescaldo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com uma rean\u00e1lise cuidadosa, a equipa conseguiu detetar mon\u00f3xido de carbono ao redor da estrela. Quando mediram a sua abund\u00e2ncia, descobriram que o g\u00e1s correspondia a 20% do mon\u00f3xido de carbono encontrado na atmosfera de V\u00e9nus. Tamb\u00e9m observaram que o g\u00e1s estava a circular em grandes quantidades, surpreendentemente perto da estrela, a cerca de 10 UA, ou 10 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A presen\u00e7a de mon\u00f3xido de carbono assim t\u00e3o perto requer alguma explica\u00e7\u00e3o,&#8221; real\u00e7a Schneiderman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto porque o mon\u00f3xido de carbono \u00e9 normalmente vulner\u00e1vel \u00e0 fotodissocia\u00e7\u00e3o, um processo no qual os fot\u00f5es de uma estrela quebram e destroem a mol\u00e9cula. A curta dist\u00e2ncia, normalmente haveria muito pouco mon\u00f3xido de carbono t\u00e3o perto de uma estrela. Assim, o grupo testou v\u00e1rios cen\u00e1rios para explicar a apar\u00eancia abundante e pr\u00f3xima do g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E rapidamente descartaram um cen\u00e1rio no qual o g\u00e1s surgia de detritos de uma estrela rec\u00e9m-formada, bem como outro em que o g\u00e1s era produzido por uma cintura de asteroides gelados. Tamb\u00e9m consideraram um cen\u00e1rio no qual o g\u00e1s era emitido por muitos cometas gelados vindos de uma cintura de asteroides distante, semelhante \u00e0 nossa pr\u00f3pria cintura de Kuiper. Mas os dados tamb\u00e9m n\u00e3o encaixavam neste cen\u00e1rio. O \u00faltimo cen\u00e1rio que a equipa considerou foi que o g\u00e1s era um remanescente de um impacto gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;De todos os cen\u00e1rios, \u00e9 o \u00fanico que pode explicar todas as caracter\u00edsticas dos dados,&#8221; diz Schneiderman. &#8220;Em sistemas desta idade, esperamos haver impactos gigantescos, e esperamos que os impactos gigantes sejam realmente bastante comuns. As escalas de tempo funcionam, a idade funciona e as restri\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e composicionais funcionam. O \u00fanico processo plaus\u00edvel que poderia produzir mon\u00f3xido de carbono neste sistema, neste contexto, \u00e9 um impacto gigante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa estima que o g\u00e1s foi libertado de um impacto gigante que ocorreu h\u00e1 pelo menos 200.000 anos &#8211; recente o suficiente para que a estrela n\u00e3o tivesse tido tempo de destruir completamente o g\u00e1s. Com base na abund\u00e2ncia do g\u00e1s, o impacto foi provavelmente massivo, envolvendo dois protoplanetas, provavelmente compar\u00e1veis em tamanho com a Terra. O impacto foi t\u00e3o grande que provavelmente explodiu parte da atmosfera de um planeta, na forma do g\u00e1s que a equipa observa hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Agora existe a possibilidade de trabalho futuro para l\u00e1 deste sistema,&#8221; diz Schneiderman. &#8220;Estamos a mostrar que, se se encontrar mon\u00f3xido de carbono num lugar e numa morfologia consistente com um impacto gigante, fornece uma nova avenida para procurar impactos gigantes e para entender como os detritos se comportam no rescaldo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que \u00e9 particularmente emocionante neste trabalho, na minha opini\u00e3o, \u00e9 que demonstra a import\u00e2ncia da perda atmosf\u00e9rica por impactos gigantes,&#8221; diz Hilke Schlichting, professora de ci\u00eancias terrestres, planet\u00e1rias e espaciais na Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles, que n\u00e3o esteve envolvida na investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Tamb\u00e9m abre a possibilidade de estudar a composi\u00e7\u00e3o das atmosferas de exoplanetas que sofrem impactos gigantes, o que, em \u00faltima an\u00e1lise, pode ajudar a esclarecer a condi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica dos planetas terrestres durante o seu pr\u00f3prio est\u00e1gio de impactos gigantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2021\/astronomers-detect-atmosphere-stripped-planet-giant-impact-1020\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03872-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/932047\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/alien-planet-lost-atmosphere-giant-impact\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/exoplanet-without-an-atmosphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/10\/211020135916.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-10-astronomers-atmosphere-planet-giant-impact.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/two-planets-smashed-together-so-hard-one-of-them-lost-its-atmosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HD 172555:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_172555\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.solstation.com\/stars3\/hr7012.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SolStation.com<\/a><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=HD+172555\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIMBAD<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sistemas planet\u00e1rios jovens geralmente &#8220;sofrem&#8221; muito quando crescem, \u00e0 medida que corpos beb\u00e9s colidem e fundem-se para formar planetas progressivamente maiores. 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