{"id":4528,"date":"2021-10-12T06:20:34","date_gmt":"2021-10-12T05:20:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4528"},"modified":"2021-10-12T06:20:36","modified_gmt":"2021-10-12T05:20:36","slug":"astrofisicos-explicam-a-origem-de-binarios-de-estrelas-de-neutroes-invulgarmente-pesadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/12\/astrofisicos-explicam-a-origem-de-binarios-de-estrelas-de-neutroes-invulgarmente-pesadas\/","title":{"rendered":"Astrof\u00edsicos explicam a origem de bin\u00e1rios de estrelas de neutr\u00f5es invulgarmente pesadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo que mostra como a explos\u00e3o de uma estrela massiva numa supernova pode levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma estrela de neutr\u00f5es pesada ou de um buraco negro leve resolveu um dos quebra-cabe\u00e7as mais desafiadores que emergiram da dete\u00e7\u00e3o de fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es pelos observat\u00f3rios de ondas gravitacionais LIGO e Virgo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira dete\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais pelo LIGO (Advanced Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) em 2017 foi oriunda de uma fus\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es que atendeu principalmente \u00e0s expetativas dos astrof\u00edsicos. Mas a segunda dete\u00e7\u00e3o, em 2019, foi oriunda da fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es cuja massa combinada era inesperadamente grande.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/03\/d3\/33qNofiE_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"735\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/33qNofiE_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4529\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/33qNofiE_o.jpg 500w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/33qNofiE_o-204x300.jpg 204w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption>Nos est\u00e1gios finais da forma\u00e7\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es bin\u00e1rias, a estrela gigante expande-se e engolfa a estrela de neutr\u00f5es companheira, num est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o conhecido como evolua\u00e7\u00e3o de inv\u00f3lucro comum (a). A eje\u00e7\u00e3o do inv\u00f3lucro deixa a estrela de neutr\u00f5es numa \u00f3rbita pr\u00f3xima com uma estrela de inv\u00f3lucro despojado. A evolu\u00e7\u00e3o do sistema depende da propor\u00e7\u00e3o de massa. Estrelas despojadas menos massivas passam por uma fase de transfer\u00eancia de massa adicional que despoja ainda mais a estrela e recicla a companheira pulsar, levando a sistemas como as estrelas de neutr\u00f5es bin\u00e1rias observadas na Via L\u00e1ctea e nem GW170817 (b). As estrelas despojadas mais massivas n\u00e3o se expandem tanto, evitando assim despojo adicional e reciclagem da companheira, levando a sistemas como GW190425 (c). Finalmente, estrelas ainda mais massivas e despojadas levar\u00e3o a bin\u00e1rios compostos por uma estrela de neutr\u00f5es e por um buraco negro, como GW200115 (d).<br>Cr\u00e9dito: Vigna-Gomez et al., ApJL 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi t\u00e3o chocante que tivemos que come\u00e7ar a pensar em como criar uma estrela de neutr\u00f5es pesada sem torn\u00e1-la num pulsar,&#8221; diz Enrico Ramirez-Ruiz, professor de astronomia e astrof\u00edsica na Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Objetos astrof\u00edsicos compactos, como estrelas de neutr\u00f5es e buracos negros, s\u00e3o dif\u00edceis de estudar porque, quando est\u00e3o est\u00e1veis, tendem a ser invis\u00edveis, n\u00e3o emitindo radia\u00e7\u00e3o detet\u00e1vel. &#8220;Isso significa que somos tendenciosos no que podemos observar,&#8221; explicou Ramirez-Ruiz. &#8220;N\u00f3s detet\u00e1mos estrelas de neutr\u00f5es bin\u00e1rias na nossa Gal\u00e1xia quando uma delas \u00e9 um pulsar, e as massas desses pulsares s\u00e3o quase todas id\u00eanticas &#8211; n\u00e3o vemos nenhuma estrela de neutr\u00f5es pesada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dete\u00e7\u00e3o do LIGO de uma fus\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es pesadas a um ritmo semelhante ao sistema bin\u00e1rio mais leve implica que os pares de estrelas de neutr\u00f5es pesadas devem ser relativamente comuns. Ent\u00e3o, porque \u00e9 que n\u00e3o aparecem na popula\u00e7\u00e3o de pulsares?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, Ramirez-Ruiz e colegas focaram-se nas supernovas de estrelas despojadas em sistemas bin\u00e1rios que podem formar &#8220;objetos compactos duplos&#8221; consistindo de duas estrelas de neutr\u00f5es ou uma estrela de neutr\u00f5es e um buraco negro. Uma estrela despojada, tamb\u00e9m chamada estrela de h\u00e9lio, \u00e9 uma estrela que teve o seu inv\u00f3lucro de hidrog\u00e9nio removido devido \u00e0s suas intera\u00e7\u00f5es com uma estrela companheira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado dia 8 de outubro na revista The Astrophysical Journal Letters, foi liderado por Alejandro Vigna-Gomez, astrof\u00edsico do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga, onde Ramirez-Ruiz \u00e9 professor catedr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s us\u00e1mos modelos estelares detalhados para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o de uma estrela despojada at\u00e9 ao momento em que explode numa supernova,&#8221; disse Vigna-Gomez. &#8220;Assim que cheg\u00e1mos ao momento da supernova, fazemos um estudo hidrodin\u00e2mico, onde temos interesse em acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00e1s em explos\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela despojada, num sistema bin\u00e1rio com uma estrela de neutr\u00f5es companheira, come\u00e7a dez vezes mais massiva do que o nosso Sol, mas \u00e9 t\u00e3o densa que tem um di\u00e2metro inferior ao do Sol. O est\u00e1gio final da sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma supernova de colapso do n\u00facleo, que deixa para tr\u00e1s uma estrela de neutr\u00f5es ou um buraco negro, dependendo da massa final do n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados da equipa mostraram que, quando a massiva estrela despojada explode, algumas das suas camadas externas s\u00e3o rapidamente ejetadas do sistema bin\u00e1rio. Algumas das suas camadas internas, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o ejetadas e eventualmente caem de volta para o objeto compacto rec\u00e9m-formado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A quantidade de material acretado depende da energia da explos\u00e3o &#8211; quanto maior a energia, menos massa pode manter,&#8221; disse Vigna-Gomez. &#8220;Para a nossa estrela despojada com dez massas solares, se a energia da explos\u00e3o for baixa, formar\u00e1 um buraco negro; se a energia for grande, manter\u00e1 menos massa e formar\u00e1 uma estrela de neutr\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes resultados n\u00e3o apenas explicam a forma\u00e7\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es bin\u00e1rias pesadas, como revelado pelo evento de ondas gravitacionais GW190425, mas tamb\u00e9m preveem a forma\u00e7\u00e3o de bin\u00e1rios compostos por uma estrela de neutr\u00f5es e um buraco negro, como aquele que se fundiu no evento de ondas gravitacionais GW200115 de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra descoberta importante \u00e9 que a massa do n\u00facleo de h\u00e9lio da estrela despojada \u00e9 essencial para determinar a natureza das suas intera\u00e7\u00f5es com a sua estrela de neutr\u00f5es companheira e o destino final do sistema bin\u00e1rio. Uma estrela de h\u00e9lio com massa suficiente pode evitar a transfer\u00eancia de massa para a estrela de neutr\u00f5es. No entanto, com uma estrela de h\u00e9lio menos massiva, o processo de transfer\u00eancia de massa pode transformar a estrela de neutr\u00f5es num pulsar de rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando o n\u00facleo de h\u00e9lio \u00e9 pequeno, expande-se e, em seguida, a transfer\u00eancia de massa faz a estrela de neutr\u00f5es girar para criar um pulsar,&#8221; explicou Ramirez-Ruiz. &#8220;Por outro lado, os n\u00facleos massivos de h\u00e9lio est\u00e3o mais ligados gravitacionalmente e n\u00e3o se expandem, de modo que n\u00e3o h\u00e1 transfer\u00eancia de massa. E se n\u00e3o girarem para um pulsar, n\u00e3o os podemos ver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outras palavras, pode muito bem haver uma grande popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o detetada de bin\u00e1rios de estrelas de neutr\u00f5es pesadas na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Transferir massa para uma estrela de neutr\u00f5es \u00e9 um mecanismo eficaz para criar pulsares que giram muito depressa (pulsares de milissegundo),&#8221; salientou Vigna-Gomez. &#8220;A escusa deste epis\u00f3dio de transfer\u00eancia de massa, como sugerimos, aponta para uma popula\u00e7\u00e3o silenciosa de tais sistemas na Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2021\/10\/neutron-stars.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac2903\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2106.12381\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pulsares:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pulsar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.atnf.csiro.au\/research\/pulsar\/psrcat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo ATNF de Pulsares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW170817:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ligo.org\/detections\/GW170817.php\" target=\"_blank\">LIGO<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GW170817\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW190425:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.gw-openscience.org\/eventapi\/html\/O3_Discovery_Papers\/GW190425\/v1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LIGO Virgo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW200115:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.gw-openscience.org\/eventapi\/html\/O3_Discovery_Papers\/GW200115_042309\/v1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LIGO-Virgo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LIGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ligo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.advancedligo.mit.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Advanced LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LIGO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Virgo:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.ego-gw.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Virgo_interferometer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo que mostra como a explos\u00e3o de uma estrela massiva numa supernova pode levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma estrela de neutr\u00f5es pesada ou de um buraco negro leve resolveu um dos quebra-cabe\u00e7as mais desafiadores que emergiram da dete\u00e7\u00e3o de fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es pelos observat\u00f3rios de ondas gravitacionais LIGO e Virgo. 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