{"id":4511,"date":"2021-10-05T06:15:49","date_gmt":"2021-10-05T05:15:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4511"},"modified":"2021-10-05T06:15:51","modified_gmt":"2021-10-05T05:15:51","slug":"uma-nova-compreensao-da-evolucao-galactica-com-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/10\/05\/uma-nova-compreensao-da-evolucao-galactica-com-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa\/","title":{"rendered":"Uma nova compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica com o Telesc\u00f3pio Espacial Roman da NASA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA for lan\u00e7ado daqui a alguns anos, revolucionar\u00e1 a astronomia ao fornecer um campo panor\u00e2mico pelo menos 100 vezes maior do que o do Hubble, com uma nitidez de imagem &#8211; ou resolu\u00e7\u00e3o &#8211; semelhante. O Telesc\u00f3pio Espacial Roman vai fazer um levantamento do c\u00e9u milhares de vezes mais r\u00e1pido do que pode ser feito com o Hubble. Esta combina\u00e7\u00e3o de campo amplo, alta resolu\u00e7\u00e3o e uma abordagem eficiente de levantamento promete novas informa\u00e7\u00f5es em muitas \u00e1reas, particularmente no modo como as gal\u00e1xias se formam e evoluem ao longo do tempo c\u00f3smico. Como \u00e9 que as maiores estruturas do Universo foram &#8220;montadas&#8221;? Como \u00e9 que a nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, obteve a sua forma atual? Estas s\u00e3o algumas das perguntas que o Roman vai ajudar a responder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gal\u00e1xias s\u00e3o aglomerados de estrelas, g\u00e1s, poeira e mat\u00e9ria escura. As maiores podem abranger centenas de milhares de anos-luz. Muitas re\u00fanem-se em enxames contendo centenas de gal\u00e1xias, enquanto outras est\u00e3o relativamente isoladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma como as gal\u00e1xias mudam ao longo do tempo depende de muitos fatores: por exemplo, a sua hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o, a velocidade com que formaram estrelas ao longo do tempo e como cada gera\u00e7\u00e3o de estrelas influenciou a seguinte por meio de explos\u00f5es de supernovas e ventos estelares. Para descobrir estes detalhes, os astr\u00f3nomos precisam de estudar um grande n\u00famero de gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/romtom_0.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Ip7qkHbp_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4512\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Ip7qkHbp_o.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Ip7qkHbp_o-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Ip7qkHbp_o-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>A imagem do Hubble de uma por\u00e7\u00e3o do campo GOODS-South (esquerda) requer m\u00faltiplas exposi\u00e7\u00f5es individuais que foram combinadas num mosaico. O Telesc\u00f3pio Espacial Roman vai ter um campo de vis\u00e3o (direita) 100 vezes maior do que o do Hubble, permitindo capturar dados de milhares de gal\u00e1xias numa \u00fanica exposi\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J. DePasquale (STScI); reconhecimento: DSS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Roman vai dar-nos a capacidade de observar objetos t\u00e9nues e de ver gal\u00e1xias espalhadas por longos intervalos de tempo c\u00f3smico. Isto permitir\u00e1 estudar como as gal\u00e1xias foram formadas e transformadas,&#8221; disse Swara Ravindranath, astr\u00f3noma do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as imagens de campo amplo sejam importantes para estudos de gal\u00e1xias, t\u00e3o importantes s\u00e3o as capacidades espectrosc\u00f3picas do Roman. Um espectr\u00f3grafo &#8220;pega&#8221; na luz de um objeto e espalha-a num arco-\u00edris de cores conhecido como espectro. A partir desta gama de cores, os astr\u00f3nomos podem obter muitos detalhes que de outra forma n\u00e3o estariam dispon\u00edveis, como a dist\u00e2ncia ou composi\u00e7\u00e3o de um objeto. A capacidade do Roman em fornecer um espectro de cada objeto dentro do campo de vis\u00e3o, em combina\u00e7\u00e3o com a sua capacidade em obter imagens, permitir\u00e1 que os astr\u00f3nomos aprendam mais sobre o Universo do que apenas com imagens ou espectroscopia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Revelando quando e onde as estrelas nasceram<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gal\u00e1xias n\u00e3o formam estrelas a um ritmo constante. Aceleram e desaceleram &#8211; formando mais estrelas ou menos estrelas &#8211; sob a influ\u00eancia de uma variedade de fatores, desde colis\u00f5es e fus\u00f5es a ondas de choque de supernovas e ventos gal\u00e1cticos alimentados por buracos negros supermassivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudar o espectro de uma gal\u00e1xia em detalhe, os astr\u00f3nomos podem explorar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o estelar. &#8220;Usando o Roman, podemos estimar a velocidade a que as gal\u00e1xias est\u00e3o a produzir estrelas e encontrar as gal\u00e1xias mais prol\u00edficas que fabricam estrelas a um ritmo enorme. Mais importante, podemos descobrir n\u00e3o apenas o que est\u00e1 a acontecer numa gal\u00e1xia no momento em que a observamos, mas qual tem sido a sua hist\u00f3ria,&#8221; afirmou Lee Armus, astr\u00f3nomo do IPAC\/Caltech em Pasadena, Calif\u00f3rnia, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas gal\u00e1xias precoces deram origem a estrelas muito rapidamente durante um curto per\u00edodo de tempo, apenas para parar de formar estrelas surpreendentemente cedo no in\u00edcio da hist\u00f3ria do Universo, passando por uma r\u00e1pida transi\u00e7\u00e3o de vivas para &#8220;mortas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos que as gal\u00e1xias &#8216;desligam&#8217; a forma\u00e7\u00e3o estelar, mas n\u00e3o sabemos porqu\u00ea. Com o amplo campo de vis\u00e3o do Roman, temos mais chances de apanhar estas gal\u00e1xias no ato,&#8221; disse Kate Whitaker, astr\u00f3noma da Universidade de Massachusetts em Amherst.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Animation of Spectroscopy with the Roman Space Telescope\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C38soKOuF_c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fazendo crescer a teia c\u00f3smica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo tendo em conta que as pr\u00f3prias gal\u00e1xias cresceram ao longo do tempo, elas tamb\u00e9m se reuniram em grupos para formar estruturas intricadas com milhares de milh\u00f5es de anos-luz de di\u00e2metro. As gal\u00e1xias tendem a agrupar-se em bolhas, folhas e filamentos, criando uma vasta teia c\u00f3smica. Ao combinar imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o, que mostram a posi\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia no c\u00e9u, com a espectroscopia, que fornece uma dist\u00e2ncia, os astr\u00f3nomos podem mapear esta teia em tr\u00eas dimens\u00f5es e aprender mais sobre a estrutura em grande escala do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expans\u00e3o do Universo estende a luz de gal\u00e1xias distantes para comprimentos de onda mais longos e vermelhos &#8211; um fen\u00f3meno chamado desvio para o vermelho. Quanto mais distante uma gal\u00e1xia, maior o seu desvio para o vermelho. Os detetores infravermelhos do Roman s\u00e3o ideais para capturar a luz destas gal\u00e1xias. Gal\u00e1xias mais distantes tamb\u00e9m s\u00e3o mais fracas e dif\u00edceis de detetar. Combinando isso com o facto de que alguns tipos de gal\u00e1xias s\u00e3o raros, temos que investigar uma maior \u00e1rea do c\u00e9u com um observat\u00f3rio mais sens\u00edvel para encontrar os objetos que geralmente t\u00eam as hist\u00f3rias mais interessantes para contar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;De momento, com telesc\u00f3pios como o Hubble, podemos amostrar dezenas de gal\u00e1xias com alto desvio para o vermelho. Com o Roman, seremos capazes de amostrar milhares,&#8221; explicou Russell Ryan, astr\u00f3nomo do STScI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Procurando o desconhecido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os astr\u00f3nomos possam antecipar muitas das descobertas do Telesc\u00f3pio Espacial Roman, talvez a mais empolgante seja a possibilidade de encontrar coisas que ningu\u00e9m poderia ter previsto. As observa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de alta resolu\u00e7\u00e3o por observat\u00f3rios espaciais, como o Hubble, visam objetos espec\u00edficos para uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada. A abordagem do levantamento do Roman vai lan\u00e7ar uma ampla rede, abrindo assim um novo &#8220;espa\u00e7o de descoberta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Roman ter\u00e1 um papel excelente a desvendar o desconhecido. Certamente vai encontrar coisas raras e ex\u00f3ticas que n\u00e3o esperamos encontrar,&#8221; disse Ryan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os levantamentos combinados de imagem e espectroscopia do Roman v\u00e3o reunir as &#8216;pepitas de ouro&#8217; que nunca ter\u00edamos minerado de outra forma,&#8221; acrescentou Ravindranath.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Zoom Showing Scale of Roman Space Telescope Survey\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uHGe-UeCYRM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/a-new-understanding-of-galaxy-evolution-with-nasa-s-roman-space-telescope\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/roman.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nancy_Grace_Roman_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASARoman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASARoman\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA for lan\u00e7ado daqui a alguns anos, revolucionar\u00e1 a astronomia ao fornecer um campo panor\u00e2mico pelo menos 100 vezes maior do que o do Hubble, com uma nitidez de imagem &#8211; ou resolu\u00e7\u00e3o &#8211; semelhante. 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