{"id":4457,"date":"2021-09-14T06:22:20","date_gmt":"2021-09-14T05:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4457"},"modified":"2021-09-14T06:22:22","modified_gmt":"2021-09-14T05:22:22","slug":"planetas-parecidos-com-a-terra-noutros-sistemas-solares-procuremos-luas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/09\/14\/planetas-parecidos-com-a-terra-noutros-sistemas-solares-procuremos-luas\/","title":{"rendered":"Planetas parecidos com a Terra noutros sistemas solares? Procuremos luas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrar uma c\u00f3pia exata da Terra, algures no Universo, soa como uma no\u00e7\u00e3o rebuscada, mas os cientistas pensam que, tal como a Terra surgiu no nosso Sistema Solar, algo semelhante deve existir noutro lugar. Siegfried Eggl, investigador na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e colegas dizem que as luas em \u00f3rbita podem desempenhar um papel fundamental em manter os planetas habit\u00e1veis por longos per\u00edodos e identificaram um m\u00e9todo para os encontrar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"572\" height=\"474\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/6flEKFU4_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4459\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/6flEKFU4_o.jpg 572w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/6flEKFU4_o-300x249.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px\" \/><figcaption>Neste mapa de resson\u00e2ncias orbitais sobrepostas, as regi\u00f5es entre as resson\u00e2ncias s\u00e3o coloridas a preto e podem permitir \u00f3rbitas de sat\u00e9lites est\u00e1veis em condi\u00e7\u00f5es ideais. A curva verde clara liga o primeiro ponto de intersec\u00e7\u00e3o entre resson\u00e2ncias adjacentes e marca um limite de estabilidade dentro do problema de tr\u00eas corpos.\nCr\u00e9dito: B. Quarles et al, 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No nosso Sistema Solar, temos uma m\u00e9dia de 20 luas em \u00f3rbita de cada planeta. De modo que suspeitamos que tamb\u00e9m existam luas em torno de planetas noutros sistemas. N\u00e3o h\u00e1 realmente nenhuma raz\u00e3o para que n\u00e3o haja nenhuma,&#8221; comentou Eggl.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eggle disse que os astr\u00f3nomos que usam o ALMA (Atacama Large Millimeter Array) observaram recentemente o que pensam ser evid\u00eancias de uma lua a formar-se em torno do exoplaneta PDS 70c. A pr\u00f3xima etapa \u00e9 encontrar luas em torno de planetas que t\u00eam duas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns planetas noutros sistemas solares podem ser vistos usando telesc\u00f3pios muito grandes como o ALMA, o Observat\u00f3rio W. M. Keck no Hawaii, ou o ESO no Chile, mas as luas totalmente formadas ainda s\u00e3o demasiado pequenas para serem detetadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s sabemos que elas est\u00e3o l\u00e1. S\u00f3 precisamos de observar mais eficazmente. Mas dado que \u00e9 muito dif\u00edcil v\u00ea-las, identific\u00e1mos uma maneira de as detetar por meio do efeito que t\u00eam num planeta usando varia\u00e7\u00f5es de tempo de tr\u00e2nsito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eggl disse que podem observar como os planetas se comportam em \u00f3rbita e comparar essas observa\u00e7\u00f5es com modelos com e sem luas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos que os planetas, estrelas e luas no nosso Sistema Solar interagem gravitacionalmente como um jogo de tabuleiro gigante,&#8221; disse Eggl. &#8220;A Lua est\u00e1 a interagir com a Terra e a diminuir a sua pr\u00f3pria rota\u00e7\u00e3o, mas o Sol tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1, puxando ambos. Uma segunda estrela atuaria como outro perturbador externo ao sistema.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um planeta passa em frente de uma estrela, esta diminui um pouco de brilho, explicou Eggl. Uma lua puxando o planeta faria com que o escurecimento da estrela ocorra algumas vezes antes e outras vezes mais tarde. Num sistema bin\u00e1rio, varia\u00e7\u00f5es adicionais no tempo de tr\u00e2nsito s\u00e3o devidas \u00e0s \u00f3rbitas el\u00edpticas for\u00e7adas do planeta e da sua lua. Se detetadas, essas varia\u00e7\u00f5es podem levar a perce\u00e7\u00f5es adicionais sobre as propriedades do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como se pode provar que h\u00e1 vento observando como as \u00e1rvores se movem, Eggl disse: &#8220;Esta \u00e9 uma prova indireta de uma lua porque n\u00e3o h\u00e1 nada mais que possa puxar o planeta dessa maneira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro, isto pressup\u00f5e que os planetas n\u00e3o perderam as suas luas ao longo do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Primeiro tivemos que determinar as resson\u00e2ncias orbitais nos sistemas que examin\u00e1mos,&#8221; disse Eggl. &#8220;Quando luas e planetas t\u00eam \u00f3rbitas ligeiramente el\u00edpticas, nem sempre se movem na mesma velocidade. Quanto mais exc\u00eantrica uma \u00f3rbita, mais frequ\u00eancias podem ser excitadas, e vemos que essas resson\u00e2ncias se tornam cada vez mais importantes. Em algum ponto, haver\u00e1 resson\u00e2ncias sobrepostas que podem levar ao caos no sistema. No entanto, no nosso estudo mostr\u00e1mos que h\u00e1 &#8220;bens im\u00f3veis&#8221; est\u00e1veis o suficiente para merecer uma busca completa em torno de planetas em sistemas duplos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Billy Quarles, autor principal do estudo, acrescenta: &#8220;A principal diferen\u00e7a com os sistemas bin\u00e1rios \u00e9 que a estrela companheira atua como a mar\u00e9 na praia, sobe periodicamente e retira orla mar\u00edtima. Com uma \u00f3rbita bin\u00e1ria mais exc\u00eantrica, \u00e9 removida uma por\u00e7\u00e3o maior do &#8216;bem im\u00f3vel&#8217;. Isto pode ajudar muito na nossa busca por luas noutros sistemas estelares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado final para Eggle \u00e9 que o nosso Sistema Solar provavelmente n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o especial quanto gostar\u00edamos de pensar que \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se pudermos usar este m\u00e9todo para mostrar que existem outras luas por a\u00ed, ent\u00e3o provavelmente existem outros sistemas semelhantes ao nosso,&#8221; disse. &#8220;A Lua tamb\u00e9m \u00e9 provavelmente cr\u00edtica para a evolu\u00e7\u00e3o da vida no nosso planeta, porque sem a Lua a inclina\u00e7\u00e3o do eixo da Terra n\u00e3o seria t\u00e3o est\u00e1vel, cujos resultados seriam prejudiciais para a estabilidade clim\u00e1tica. Outros estudos revistos por pares mostraram a rela\u00e7\u00e3o entre luas e a possibilidade de vida complexa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/aerospace.illinois.edu\/news\/41393\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ac042a\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2105.00034\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PDS 70:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PDS_70\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoluas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Exomoon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Exomoon#Candidates\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de candidatas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Problema dos n-corpos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/N-body_problem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Three-body_problem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Problema dos tr\u00eas corpos (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontrar uma c\u00f3pia exata da Terra, algures no Universo, soa como uma no\u00e7\u00e3o rebuscada, mas os cientistas pensam que, tal como a Terra surgiu no nosso Sistema Solar, algo semelhante deve existir noutro lugar. 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