{"id":4452,"date":"2021-09-10T06:30:03","date_gmt":"2021-09-10T05:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4452"},"modified":"2021-09-10T06:30:18","modified_gmt":"2021-09-10T05:30:18","slug":"geologos-propoem-teoria-sobre-um-famoso-asteroide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/09\/10\/geologos-propoem-teoria-sobre-um-famoso-asteroide\/","title":{"rendered":"Ge\u00f3logos prop\u00f5em teoria sobre um famoso asteroide"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O asteroide Vesta \u00e9 o segundo maior asteroide do nosso Sistema Solar. Com um di\u00e2metro de aproximadamente 530 km, orbita o Sol entre os planetas Marte e J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muito tempo que os asteroides desempenham um papel importante na constru\u00e7\u00e3o do fasc\u00ednio popular pelo espa\u00e7o. &#8220;Marooned off Vesta&#8221; foi a primeira hist\u00f3ria publicada pelo escritor americano Isaac Asimov, a terceira que escreveu, divulgada na edi\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 1939 da revista de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Amazing Stories.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/news.uga.edu\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/vesta-label2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/oI3XsgI6_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4453\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/oI3XsgI6_o.jpg 810w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/oI3XsgI6_o-300x222.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/oI3XsgI6_o-768x569.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><figcaption>O asteroide Vesta.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando pensamos em cinturas de asteroides, provavelmente imaginamos Han Solo a manobrar a sua nave Millenium Falcon atrav\u00e9s de um conjunto denso de rochas cinzentas de formato irregular no espa\u00e7o,&#8221; disse Christian Klimczak, professor associado do departamento de geologia da Faculdade de Artes e Ci\u00eancias da Universidade da Georgia, EUA. &#8220;Embora a maioria das rochas seja cinzenta e tenha, efetivamente, formato irregular, elas est\u00e3o separadas por grandes dist\u00e2ncias e a nave espacial Dawn da NASA n\u00e3o teve que contornar nenhum outro asteroide para alcan\u00e7ar e explorar Vesta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Dawn foi a sonda espacial lan\u00e7ada em setembro de 2007 pela NASA com a miss\u00e3o de estudar dois dos tr\u00eas protoplanetas conhecidos na cintura de asteroides, Vesta e Ceres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vesta, como a Terra, \u00e9 composto de rocha na sua crosta e manto, e possui um n\u00facleo de ferro. Devido ao seu grande tamanho (para um asteroide) e dado que Vesta tem crosta, manto e n\u00facleo, \u00e9 considerado um planetesimal. Os planetesimais s\u00e3o blocos de constru\u00e7\u00e3o a partir dos quais os planetas se formam. A Terra formou-se gra\u00e7as \u00e0 acre\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios destes planetesimais. &#8220;Vesta estava a caminho se tornar num planeta parecido com a Terra tamb\u00e9m, mas a sua forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria parou no in\u00edcio da hist\u00f3ria do nosso Sistema Solar,&#8221; disse Klimczak. &#8220;Portanto, o estudo de Vesta ajuda-nos a entender os primeiros dias da nossa vizinhan\u00e7a planet\u00e1ria e como o nosso pr\u00f3prio planeta se formou.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Klimczak \u00e9 coautor de um novo estudo que examina os vales e as bacias de impacto a grande escala em Vesta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que criou estes vales gigantes em Vesta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vesta foi atingido por outros dois grandes asteroides que deixaram crateras de impacto t\u00e3o largas que cobrem a maior parte do hemisf\u00e9rio sul de Vesta. Pensa-se que estes impactos tenham ejetado material rochoso para o espa\u00e7o. Algumas destas rochas chegaram \u00e0 Terra como meteoritos, de modo que os cientistas t\u00eam amostras reais de rochas de Vesta para estudar a sua geoqu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As propriedades das rochas s\u00e3o influenciadas pelas condi\u00e7\u00f5es ambientais, como tens\u00f5es circundantes e a presen\u00e7a de \u00e1gua,&#8221; disse Jupiter Cheng, doutoranda no departamento de geografia e coautora do estudo. &#8220;Como Vesta \u00e9 muito mais pequeno que a Terra, ou mesmo a Lua, tem uma gravidade mais fraca e a rocha deformar-se-ia de forma diferente perto da superf\u00edcie do que vemos c\u00e1 na Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Cheng, uma grande quest\u00e3o \u00e9 o que desencadeou a forma\u00e7\u00e3o destas grandes depress\u00f5es. Os dois vales s\u00e3o conc\u00eantricos em torno das duas grandes bacias de impacto, Rheasilvia e Veneneia, respetivamente, e amplamente considerados como formados simultaneamente pelos eventos de impacto, embora esta rela\u00e7\u00e3o assumida de idade nunca tenha sido testada antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso trabalho usou m\u00e9todos de contagem de crateras para explorar a idade relativa das bacias e dos vales,&#8221; disse Cheng. A contagem de crateras \u00e9 um m\u00e9todo comum para estimar a idade da superf\u00edcie de um planeta, um m\u00e9todo baseado na suposi\u00e7\u00e3o de que quando um peda\u00e7o da superf\u00edcie planet\u00e1ria \u00e9 novo, n\u00e3o tem crateras de impacto; as crateras de impacto acumulam-se depois disso a um ritmo que \u00e9 considerado conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Consequentemente, contar o n\u00famero de crateras de v\u00e1rios tamanhos numa dada \u00e1rea permite-nos determinar durante quanto tempo se acumularam e, consequentemente, h\u00e1 quanto tempo a superf\u00edcie se formou,&#8221; disse. &#8220;O nosso resultado mostra que as depress\u00f5es e bacias t\u00eam um n\u00famero semelhante de crateras de v\u00e1rios tamanhos, indicando que partilham uma idade semelhante. No entanto, as incertezas associadas \u00e0 contagem de crateras permitem que os vales se tenham formado bem depois dos dois grandes impactos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem dos vales tem sido um ponto de conjetura na comunidade cient\u00edfica. Klimczak espera que as suas novas evid\u00eancias geol\u00f3gicas possam promover uma teoria mais dur\u00e1vel acerca dos vales de Vesta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de setembro da revista cient\u00edfica Icarus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma nova teoria ser\u00e1 proposta num artigo cient\u00edfico vindouro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A hip\u00f3tese principal sugere que estas depress\u00f5es s\u00e3o vales delimitados por falhas com uma escarpa distinta em cada lado que, juntos, assinalam a queda (deslizamento) de um bloco de rocha. No entanto, a rocha tamb\u00e9m pode quebrar-se e formar tais depress\u00f5es, uma origem que n\u00e3o tinha sido antes considerada,&#8221; disse Cheng, que est\u00e1 a investigar a origem das depress\u00f5es como parte da sua disserta\u00e7\u00e3o na Universidade da Georgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os nossos c\u00e1lculos tamb\u00e9m mostram que a gravidade de Vesta n\u00e3o \u00e9 suficiente para induzir tens\u00f5es circundantes favor\u00e1veis para que o deslizamento ocorra a profundidades rasas. Ao inv\u00e9s, a f\u00edsica mostra que as rochas a\u00ed favorecem a fragmenta\u00e7\u00e3o,&#8221; disse. &#8220;Portanto, a forma\u00e7\u00e3o destes vales deve envolver a abertura de fissuras, o que n\u00e3o condiz com as principais hip\u00f3teses da comunidade cient\u00edfica. Como um todo, o projeto geral fornece alternativas para a origem e hist\u00f3ria geol\u00f3gica de Vesta, propostas anteriormente, resultados que tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para a compreens\u00e3o de formas de relevo semelhantes noutros pequenos corpos planet\u00e1rios, noutras partes do Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.uga.edu\/geologists-propose-theory-vesta-asteroid\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Georgia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0019103521001871\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Icarus)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vesta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/4_Vesta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rheasilvia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rheasilvia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Veneneia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Veneneia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroides:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/asteroids.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/asteroids\/main\/#.Uut94Pl_t8E\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Dawn:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/dawn.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/dawn\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dawn_Mission\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O asteroide Vesta \u00e9 o segundo maior asteroide do nosso Sistema Solar. 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