{"id":4427,"date":"2021-08-31T06:32:38","date_gmt":"2021-08-31T05:32:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4427"},"modified":"2021-08-31T06:32:39","modified_gmt":"2021-08-31T05:32:39","slug":"desvendando-o-misterio-das-anas-castanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/31\/desvendando-o-misterio-das-anas-castanhas\/","title":{"rendered":"Desvendando o mist\u00e9rio das an\u00e3s castanhas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.unige.ch\/communication\/communiques\/files\/1216\/2971\/8865\/Illustration-Nolan_Grieves-Scientists_Characterize_Five_Exotic_Astronomical_Objects-WebUnige.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"329\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Illustration-Nolan_Grieves-Scientists_Characterize_Five_Exotic_Astronomical_Objects-WebUnige.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4428\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Illustration-Nolan_Grieves-Scientists_Characterize_Five_Exotic_Astronomical_Objects-WebUnige.jpg 750w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Illustration-Nolan_Grieves-Scientists_Characterize_Five_Exotic_Astronomical_Objects-WebUnige-300x132.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption>Esta impress\u00e3o de artista representa as cinco an\u00e3s castanhas descobertas com o sat\u00e9lite TESS. Estes objetos est\u00e3o todos em \u00f3rbitas \u00edntimas de 5-27 dias (pelo menos 3 vezes mais perto do que Merc\u00fario est\u00e1 do Sol) em torno das suas estrelas hospedeiras muito maiores.<br>Cr\u00e9dito: Thibaut Roger &#8211; UNIGE<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As an\u00e3s castanhas s\u00e3o objetos astron\u00f3micos com massas entre as dos planetas e das estrelas. A quest\u00e3o de onde exatamente residem os limites da sua massa permanece uma quest\u00e3o de debate, especialmente porque a sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito semelhante \u00e0 das estrelas de baixa massa. Ent\u00e3o, como sabemos se estamos a lidar com uma an\u00e3 castanha ou com uma estrela de massa muito baixa? Uma equipa internacional, liderada por cientistas da Universidade de Genebra (UNIGE) e do NCCR (Swiss National Centre of Competence in Research) PlanetS, em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade de Berna, identificou cinco objetos que t\u00eam massas situadas perto da fronteira que separa as estrelas das an\u00e3s castanhas e que poderiam ajudar os cientistas a entender a natureza destes objetos misteriosos. Os resultados podem ser encontrados na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como J\u00fapiter e outros planetas gigantes gasosos, as estrelas s\u00e3o feitas principalmente de hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio. Mas, ao contr\u00e1rio dos planetas gasosos, as estrelas s\u00e3o t\u00e3o massivas e a sua for\u00e7a gravitacional \u00e9 t\u00e3o poderosa que os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio se fundem para produzir h\u00e9lio, libertando enormes quantidades de energia e luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Estrelas falhadas&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As an\u00e3s castanhas, por outro lado, n\u00e3o t\u00eam massa suficiente para fundir o hidrog\u00e9nio e, portanto, n\u00e3o podem produzir a enorme quantidade de luz e calor das estrelas. Em vez disso, fundem dep\u00f3sitos relativamente pequenos de uma vers\u00e3o mais pesada do hidrog\u00e9nio: o deut\u00e9rio. Este processo \u00e9 menos eficiente e a luz das an\u00e3s castanhas \u00e9 muito mais fraca do que a das estrelas. \u00c9 por isso que os cientistas costumam referir-se a elas como &#8220;estrelas falhadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No entanto, ainda n\u00e3o sabemos exatamente onde se encontram os limites de massa das an\u00e3s castanhas, limites estes que permitem distingui-las de estrelas de baixa massa, que podem queimar hidrog\u00e9nio durante muitos milhares de milh\u00f5es de anos, enquanto uma an\u00e3 castanha ter\u00e1 um curto est\u00e1gio de combust\u00e3o e depois uma vida mais fria,&#8221; salienta Nolan Grieves, investigador do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da UNIGE, membro do NCCR PlanetS e primeiro autor do estudo. &#8220;Estes limites variam em fun\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da an\u00e3 castanha, bem como do seu raio inicial,&#8221; explica. Para ter uma ideia melhor do que s\u00e3o estes objetos misteriosos, precisamos de estudar exemplos em grande detalhe. Mas s\u00e3o bastante raros. &#8220;At\u00e9 agora, apenas caracteriz\u00e1mos com precis\u00e3o cerca de 30 an\u00e3s castanhas,&#8221; diz o investigador de Genebra. Em compara\u00e7\u00e3o com as centenas de planetas que os astr\u00f3nomos conhecem em detalhe, \u00e9 um valor muito baixo. Ainda mais se considerarmos que o seu tamanho maior torna as an\u00e3s castanhas mais f\u00e1ceis de detetar do que os planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novas pe\u00e7as do puzzle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional caracterizou cinco companheiras que foram originalmente identificadas com o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) &#8211; TOI-148, TOI-587, TOI-681, TOI-746 e TOI-1213. S\u00e3o chamadas &#8220;companheiras&#8221; porque orbitam as suas respetivas estrelas hospedeiras. Fazem-no com per\u00edodos de 5 a 27 dias, t\u00eam raios entre 0,81 e 1,66 vezes o de J\u00fapiter e s\u00e3o 77 a 98 vezes mais massivas. Isto coloca-as na fronteira entre an\u00e3s castanhas e estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes cinco novos objetos, portanto, cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es valiosas. &#8220;Cada nova descoberta revela pistas adicionais sobre a natureza das an\u00e3s castanhas e d\u00e1-nos uma melhor compreens\u00e3o de como se formam e porque s\u00e3o t\u00e3o raras,&#8221; diz Monika Lendl, investigadora do Departamento de Astronomia na UNIGE e membro do NCCR PlanetS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das pistas que os cientistas encontraram para mostrar que estes objetos s\u00e3o an\u00e3s castanhas \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o seu tamanho e idade, como explica Fran\u00e7ois Bouchy, professor na UNIGE e membro do NCCR PlanetS: &#8220;As an\u00e3s castanhas devem encolher com o tempo, \u00e0 medida que queimam as suas reservas de deut\u00e9rio e arrefecem. Aqui, descobrimos que os dois objetos mais antigos, TOI 148 e 746, t\u00eam um raio mais pequeno, enquanto as duas companheiras mais jovens t\u00eam raios maiores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ainda assim, estes objetos est\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximos do limite que poderiam facilmente ser estrelas de massa muito baixa, e os astr\u00f3nomos ainda n\u00e3o t\u00eam certeza se s\u00e3o an\u00e3s castanhas. &#8220;Mesmo com estes objetos adicionais, ainda n\u00e3o temos os n\u00fameros para tirar conclus\u00f5es definitivas sobre as diferen\u00e7as entre an\u00e3s castanhas e estrelas de baixa massa. S\u00e3o necess\u00e1rios outros estudos para descobrir mais,&#8221; conclui Grieves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.unige.ch\/communication\/communiques\/en\/2021\/comment-percer-le-mystere-des-naines-brunes\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2021\/08\/aa41145-21\/aa41145-21.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2107.03480\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/starsgalaxies\/brown_dwarf_detectives.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta impress\u00e3o de artista representa as cinco an\u00e3s castanhas descobertas com o sat\u00e9lite TESS. 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