{"id":4424,"date":"2021-08-31T06:30:47","date_gmt":"2021-08-31T05:30:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4424"},"modified":"2021-08-31T06:30:49","modified_gmt":"2021-08-31T05:30:49","slug":"como-galaxias-jovens-e-desordenadas-crescem-e-amadurecem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/31\/como-galaxias-jovens-e-desordenadas-crescem-e-amadurecem\/","title":{"rendered":"Como gal\u00e1xias jovens e desordenadas crescem e amadurecem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando uma simula\u00e7\u00e3o de supercomputador, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o de Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, conseguiu acompanhar o desenvolvimento de uma gal\u00e1xia ao longo de 13,8 mil milh\u00f5es de anos. O estudo mostra como, devido a colis\u00f5es interestelares frontais, gal\u00e1xias jovens e ca\u00f3ticas ao longo do tempo amadurecem em gal\u00e1xias espirais, como a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.lunduniversity.lu.se\/drimage\/920\/518\/8534\/simulation1_PR2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"518\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/simulation1_PR2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4425\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/simulation1_PR2.png 920w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/simulation1_PR2-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/simulation1_PR2-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/a><figcaption>Usando um supercomputador, os investigadores criaram uma simula\u00e7\u00e3o de alta resolu\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Lund<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco depois do Big Bang, h\u00e1 13,8 mil milh\u00f5es de anos, o Universo era um lugar indisciplinado. As gal\u00e1xias colidiam constantemente. As estrelas formavam-se a um ritmo fren\u00e9tico dentro de gigantescas nuvens de g\u00e1s. No entanto, ap\u00f3s alguns milhares de milh\u00f5es de anos de caos intergal\u00e1ctico, as indisciplinadas gal\u00e1xias embrion\u00e1rias tornaram-se mais est\u00e1veis e com o tempo amadureceram em gal\u00e1xias espirais bem desenvolvidas. O percurso exato destes desenvolvimentos tem sido um mist\u00e9rio para os astr\u00f3nomos. No entanto, num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os investigadores conseguiram fazer alguns esclarecimentos sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Usando um supercomputador, cri\u00e1mos uma simula\u00e7\u00e3o de alta resolu\u00e7\u00e3o que fornece uma imagem detalhada do desenvolvimento de uma gal\u00e1xia desde o Big Bang e de como gal\u00e1xias jovens e ca\u00f3ticas transitam para espirais bem ordenadas,&#8221; diz Oscar Agertz, investigador de astronomia na Universidade de Lund.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo, os astr\u00f3nomos, liderados por Oscar Agertz e Florent Renaud, usam as estrelas da Via L\u00e1ctea como ponto de partida. As estrelas atuam como c\u00e1psulas do tempo que divulgam segredos sobre \u00e9pocas distantes e sobre o ambiente em que foram formadas. As suas posi\u00e7\u00f5es, velocidades e quantidades de v\u00e1rios elementos qu\u00edmicos podem, portanto, e com o aux\u00edlio de simula\u00e7\u00f5es de computador, ajudar-nos a entender como a nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia se formou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/94\/38\/6P3O58JC_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/94\/38\/6P3O58JC_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Um grupo compacto de gal\u00e1xias em intera\u00e7\u00e3o, de modo id\u00eantico ao caos dos primeiros dias do Universo.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA e equipa SM4 ERO do Hubble<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que, quando duas grandes gal\u00e1xias colidem, pode ser criado um novo disco em torno do antigo devido ao enorme fluxo de g\u00e1s formador de estrelas. A nossa simula\u00e7\u00e3o mostra que os discos antigos e o novo se fundem lentamente ao longo de um per\u00edodo de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos. Isto \u00e9 algo que n\u00e3o s\u00f3 resultou numa gal\u00e1xia espiral est\u00e1vel, mas tamb\u00e9m em popula\u00e7\u00f5es de estrelas semelhantes \u00e0s da Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas descobertas v\u00e3o ajudar os astr\u00f3nomos a interpretar os mapeamentos atuais e futuros da Via L\u00e1ctea. O estudo aponta para uma nova dire\u00e7\u00e3o na investiga\u00e7\u00e3o em que o foco principal estar\u00e1 na intera\u00e7\u00e3o entre grandes colis\u00f5es gal\u00e1cticas e em como os discos das gal\u00e1xias espirais s\u00e3o formados. A equipa de investiga\u00e7\u00e3o em Lund j\u00e1 deu in\u00edcio a novas simula\u00e7\u00f5es de supercomputador em coopera\u00e7\u00e3o com a infraestrutura PRACE (Partnership for Advanced Computing in Europe).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o estudo atual e as nossas novas simula\u00e7\u00f5es de computador vamos gerar muitas informa\u00e7\u00f5es que nos permitem entender melhor a fascinante vida da Via L\u00e1ctea desde o in\u00edcio do Universo,&#8221; conclui Oscar Agertz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.lunduniversity.lu.se\/article\/how-disorderly-young-galaxies-grow-and-mature\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Lund (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/503\/4\/5826\/6225825?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06008\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/503\/4\/5846\/6225824?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06011\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/503\/4\/5868\/6225818?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06012\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando uma simula\u00e7\u00e3o de supercomputador, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o de Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, conseguiu acompanhar o desenvolvimento de uma gal\u00e1xia ao longo de 13,8 mil milh\u00f5es de anos. 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