{"id":4416,"date":"2021-08-27T06:17:47","date_gmt":"2021-08-27T05:17:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4416"},"modified":"2021-08-27T06:17:48","modified_gmt":"2021-08-27T05:17:48","slug":"nova-classe-de-exoplanetas-habitaveis-representa-um-grande-passo-em-frente-na-busca-por-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/27\/nova-classe-de-exoplanetas-habitaveis-representa-um-grande-passo-em-frente-na-busca-por-vida\/","title":{"rendered":"Nova classe de exoplanetas habit\u00e1veis representa um grande passo em frente na busca por vida"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/72\/5c\/8C4nqKSR_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"432\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/8C4nqKSR_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4417\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/8C4nqKSR_o.jpg 885w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/8C4nqKSR_o-300x146.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/8C4nqKSR_o-768x375.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um planeta Hiceano.<br>Cr\u00e9dito: Amanda Smith<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Uma nova classe de exoplaneta muito diferente da do nosso, mas que poderia suportar vida, foi identificada pelos astr\u00f3nomos, o que poder\u00e1 acelerar bastante a busca por vida para l\u00e1 do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na procura por vida noutros lugares, os astr\u00f3nomos t\u00eam procurado principalmente planetas de tamanho, massa, temperatura e composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica semelhante \u00e0 Terra. No entanto, astr\u00f3nomos da Universidade de Cambridge pensam que existem &#8220;l\u00e1 fora&#8221; possibilidades mais promissoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas identificaram uma nova classe de planetas habit\u00e1veis, denominados planetas &#8220;Hiceanos&#8221; &#8211; planetas cobertos por oceanos com atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio &#8211; que s\u00e3o mais numerosos e observ\u00e1veis do que planetas parecidos com a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores dizem que os resultados, relatados na revista The Astrophysical Journal, podem significar que encontrar bioassinaturas de vida para l\u00e1 do nosso Sistema Solar nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 uma possibilidade real.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os planetas Hiceanos abrem uma avenida totalmente nova na nossa busca por vida noutros planetas,&#8221; disse o Dr. Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge, que liderou a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos dos principais candidatos Hiceanos identificados pelos investigadores s\u00e3o maiores e mais quentes do que a Terra, mas ainda conseguem hospedar grandes oceanos que poderiam suportar vida microbiana semelhante \u00e0 encontrada em alguns dos ambientes aqu\u00e1ticos mais extremos da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes planetas tamb\u00e9m permitem uma zona habit\u00e1vel muito mais ampla em compara\u00e7\u00e3o com planetas semelhantes \u00e0 Terra. Isto significa que ainda podem suportar vida embora estejam fora da gama de dist\u00e2ncias onde um planeta parecido com a Terra precisaria de estar para ser habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que o primeiro exoplaneta foi identificado h\u00e1 quase 30 anos que foram descobertos milhares de planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. A grande maioria s\u00e3o planetas entre os tamanhos da Terra e Neptuno e s\u00e3o frequentemente referidos como &#8220;superterras&#8221; ou &#8220;minineptunos&#8221;: podem ser predominantemente rochosos ou gigantes de gelo com atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio, ou algo no meio.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos minineptunos tem mais de 1,6 vezes o tamanho da Terra: mais pequenos que Neptuno, mas demasiado grandes para terem interiores rochosos como a Terra. Estudos anteriores sobre tais planetas descobriram que a press\u00e3o e a temperatura por baixo das suas atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio seriam altas demais para suportar vida.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, um estudo recente sobre o minineptuno K2-18b liderado pela equipa de Madhusudhan descobriu que, em certas condi\u00e7\u00f5es, estes planetas poderiam suportar vida. O resultado levou a uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada sobre toda a gama de propriedades planet\u00e1rias e estelares para as quais estas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis, quais os exoplanetas conhecidos que podem satisfazer estas condi\u00e7\u00f5es e se as suas bioassinaturas podem ser observ\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o levou os investigadores a identificar uma nova classe de planetas, os planetas Hiceanos, com enormes oceanos globais por baixo de atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio. Os planetas Hiceanos podem ser at\u00e9 2,6 vezes maiores do que a Terra e ter temperaturas atmosf\u00e9ricas de at\u00e9 quase 200\u00ba C, dependendo das suas estrelas hospedeiras, mas as suas condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas podem ser semelhantes \u00e0s que sustentam vida microbiana nos oceanos da Terra. Esses planetas tamb\u00e9m incluem mundos Hiceanos &#8220;escuros&#8221; que podem ter condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis apenas nos seus lados noturnos permanentes, e mundos Hiceanos &#8220;frios&#8221; que recebem pouca radia\u00e7\u00e3o das suas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Planetas deste tamanho dominam a popula\u00e7\u00e3o conhecida de exoplanetas, embora n\u00e3o tenham sido estudados em tanto detalhe como as superterras. Os mundos Hiceanos s\u00e3o provavelmente bastante comuns, o que significa que os lugares mais promissores para procurar vida noutras partes da Gal\u00e1xia podem estar escondidos \u00e0 vista de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o tamanho por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 suficiente para confirmar se um planeta \u00e9 Hiceano: para a confirma\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios outros aspetos como massa, temperatura e propriedades atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tentar determinar como s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es num planeta a muitos anos-luz de dist\u00e2ncia, os astr\u00f3nomos precisam primeiro de determinar se um planeta est\u00e1 na zona habit\u00e1vel da sua estrela e, em seguida, procurar assinaturas moleculares para inferir a estrutura interna e atmosf\u00e9rica do planeta, que governam as condi\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie, a presen\u00e7a de oceanos e o potencial para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m procuram certas bioassinaturas que podem indicar a possibilidade de vida. Na maioria das vezes, estas s\u00e3o o oxig\u00e9nio, ozono, metano e \u00f3xido nitroso, todos presentes na Terra. Existem tamb\u00e9m v\u00e1rios outros biomarcadores, como cloreto de metila e sulfeto de dimetila, que s\u00e3o menos abundantes na Terra, mas podem ser indicadores promissores de vida em planetas com atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio, onde o oxig\u00e9nio ou ozono podem n\u00e3o ser t\u00e3o abundantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essencialmente, quando procuramos por estas v\u00e1rias assinaturas moleculares, concentramo-nos em planetas semelhantes \u00e0 Terra, que \u00e9 um lugar razo\u00e1vel para come\u00e7ar,&#8221; disse Madhusudhan. &#8220;Mas achamos que os planetas Hiceanos oferecem mais chances de encontrar v\u00e1rios tra\u00e7os de bioassinaturas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 empolgante que possam existir condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis em planetas t\u00e3o diferentes da Terra,&#8221; disse a coautora Anjali Piette, tamb\u00e9m de Cambridge.<\/p>\n\n\n\n<p>Madhusudhan e a sua equipa descobriram que v\u00e1rios tra\u00e7os de biomarcadores terrestres, que deveriam estar presentes nas atmosferas Hiceanas, seriam prontamente detet\u00e1veis com observa\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas num futuro pr\u00f3ximo. Os tamanhos maiores, as temperaturas mais altas e as atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio dos planetas Hiceanos tornam as suas assinaturas atmosf\u00e9ricas muito mais detet\u00e1veis do que em planetas semelhantes \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de Cambridge identificou uma amostra consider\u00e1vel de potenciais mundos Hiceanos que s\u00e3o os principais candidatos para estudos detalhados com os telesc\u00f3pios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado ainda este ano. Todos estes planetas orbitam estrelas an\u00e3s vermelhas entre 35-150 anos-luz de dist\u00e2ncia: pr\u00f3ximos do ponto de vista astron\u00f3mico. As observa\u00e7\u00f5es j\u00e1 planeadas do candidato mais promissor, K2-18b, pelo Webb, podem levar \u00e0 dete\u00e7\u00e3o de uma ou mais mol\u00e9culas de bioassinaturas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma dete\u00e7\u00e3o de bioassinatura transformaria a nossa compreens\u00e3o da vida no Universo,&#8221; disse Madhusudhan. &#8220;Precisamos de estar abertos no que toca aos locais onde esperamos encontrar vida e que forma essa vida pode assumir, j\u00e1 que a natureza continua a surpreender-nos de maneiras muitas vezes inimagin\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/new-class-of-habitable-exoplanets-represent-a-big-step-forward-in-the-search-for-life\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.10888\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/926030\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/new-class-habitable-exoplanets-hycean-worlds\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"http:\/\/astrobiology.com\/2021\/08\/habitability-and-biosignatures-of-hycean-worlds.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">astrobiology web<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/08\/210825211220.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrobiology\/new-class-hycean-exoplanet-discovered\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-08-class-habitable-exoplanets-big-life.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/new-hycean-class-of-exoplanets-could-be-where-we-find-extraterrestrial-life\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2021\/08\/25\/welcome-to-k2-18b-a-hycean-planet-capable-of-hosting-life-that-may-be-hiding-in-plain-sight-say-scientists\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2021\/08\/26\/world\/hycean-planets-habitable-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/astronomers-identify-a-new-type-of-planet-that-could-ha-1847556068\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>K2-18b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/4847\/k2-18-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/k2-18_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/K2-18b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de um planeta Hiceano.Cr\u00e9dito: Amanda Smith Uma nova classe de exoplaneta muito diferente da do nosso, mas que poderia suportar vida, foi identificada pelos astr\u00f3nomos, o que poder\u00e1 acelerar bastante a busca por vida para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. 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