{"id":4413,"date":"2021-08-27T06:15:34","date_gmt":"2021-08-27T05:15:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4413"},"modified":"2021-08-27T06:15:35","modified_gmt":"2021-08-27T05:15:35","slug":"novo-estudo-mostra-que-neve-marciana-e-empoeirada-pode-potencialmente-derreter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/27\/novo-estudo-mostra-que-neve-marciana-e-empoeirada-pode-potencialmente-derreter\/","title":{"rendered":"Novo estudo mostra que neve marciana \u00e9 empoeirada, pode potencialmente derreter"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, os cientistas encontraram gelo em muitos locais de Marte. A maior parte do gelo marciano foi observada a partir de sat\u00e9lites em \u00f3rbita como o MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. Mas \u00e9 um grande desafio determinar o tamanho dos gr\u00e3os e o conte\u00fado da poeira no gelo a partir de t\u00e3o longe acima da superf\u00edcie. E esses aspetos do gelo s\u00e3o cruciais para ajudar os cientistas a determinar a idade do gelo e como foi depositado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os cientistas planet\u00e1rios Aditya Khuller e Philip Christensen da Universidade Estatal do Arizona, com Stephen Warren, especialista em gelo e neve da Terra da Universidade de Washington, desenvolveram uma nova abordagem para determinar o qu\u00e3o empoeirado o gelo de Marte realmente \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"431\" height=\"282\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/9IqNy9cs_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4414\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/9IqNy9cs_o.jpg 431w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/9IqNy9cs_o-300x196.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><figcaption>Neve empoeirada escavada pelo &#8220;lander&#8221; Phoenix da NASA, poucos cent\u00edmetros abaixo da superf\u00edcie. A caixa azul representa gelo e a caixa vermelha representa solo.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Arizona\/Universidade do Texas A&amp;M<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Combinando dados do &#8220;lander&#8221; Phoenix e da MRO da NASA com simula\u00e7\u00f5es de computador usadas para prever o brilho da neve e do gelo glaciar na Terra, foram capazes de igualar o brilho do gelo marciano e determinar o seu conte\u00fado de poeira. Os seus resultados foram publicados recentemente na revista Journal of Geophysical Research: Planets.<\/p>\n\n\n\n<p>Marte \u00e9 um planeta empoeirado e, portanto, grande parte do seu gelo tamb\u00e9m \u00e9 empoeirado e muito mais escuro do que a neve fresca que podemos ver na Terra. Quanto mais empoeirado o gelo, mais escuro e mais quente fica, o que pode afetar a sua estabilidade e evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. Sob certas condi\u00e7\u00f5es, isto tamb\u00e9m pode significar que o gelo pode derreter em Marte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/7f\/RocLiPDH_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/7f\/RocLiPDH_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o de como pequenas quantidades de poeira marciana podem baixar o brilho e mudar a cor da neve marciana. As linhas coloridas no gr\u00e1fico (azul, vermelho, amarelo e violeta) correspondem a como pequenas quantidades de poeira reduzem o brilho da neve pura (representada por uma linha preta) at\u00e9 ao brilho da neve marciana pura (representada por uma linha cinzenta). A &#8220;cor&#8221; simulada de cada tipo de neve\/poeira \u00e9 vista nas caixas pretas. Note como a cor da neve com 0,1% de poeira \u00e9 muito semelhante \u00e0 cor da poeira pura, como tamb\u00e9m \u00e9 vista no rover Curiosity ap\u00f3s uma tempestade de poeira (direita).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 uma chance de que este gelo empoeirado e escuro derreta alguns cent\u00edmetros para baixo,&#8221; disse Khuller. &#8220;E qualquer \u00e1gua l\u00edquida subsuperficial produzida a partir do derretimento ser\u00e1 protegida da evapora\u00e7\u00e3o na fina atmosfera de Marte pelo manto de gelo sobrejacente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nas suas simula\u00e7\u00f5es, preveem que o gelo escavado pelo m\u00f3dulo de aterragem Phoenix foi formado por queda de neve empoeirada, em algum momento nos \u00faltimos milh\u00f5es de anos, semelhante a outros dep\u00f3sitos de gelo encontrados anteriormente nas latitudes m\u00e9dias de Marte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/34\/15\/zdwUXRMJ_o.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/34\/15\/zdwUXRMJ_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Neve empoeirada escavada pelo &#8220;lander&#8221; Phoenix da NASA, poucos cent\u00edmetros abaixo da superf\u00edcie. As caixas azul e vermelha indicam localiza\u00e7\u00f5es de medi\u00e7\u00f5es de brilho vistas \u00e0 direita. O azul representa gelo e o vermelho representa solo.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Arizona\/Universidade do Texas A&amp;M. Medi\u00e7\u00f5es de gelo e solo por Barney et al. (2009)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 amplamente aceite que Marte passou por v\u00e1rias eras glaciais ao longo da sua hist\u00f3ria, e parece que o gelo exposto \u00e0s latitudes m\u00e9dias de Marte \u00e9 um resqu\u00edcio desta antiga queda de neve empoeirada,&#8221; disse Khuller.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as pr\u00f3ximas etapas, a equipa espera analisar melhor as exposi\u00e7\u00f5es de gelo em Marte, avaliar se o gelo pode realmente derreter e aprender mais sobre a hist\u00f3ria clim\u00e1tica de Marte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b4\/c6\/cyWLhNCd_o.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b4\/c6\/cyWLhNCd_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>\u00c0 medida que os gr\u00e3os de neve crescem e ficam mais grossos, a quantidade de ar entre os gr\u00e3os diminui e o gelo parece mais escuro. Isto reduz o n\u00famero de reflexos de luz dentro do gelo e aumenta a probabilidade de que a luz seja absorvida pelo gelo. \u00c0 medida que os gr\u00e3os ficam maiores, o brilho diminui e a neve mais velha e o gelo glaciar e granular parecem mais escuros do que a neve limpa e fresca. A figura \u00e0 direita ilustra como o ar dentro da neve \u00e9 reduzido gradualmente para formar gr\u00e2nulos e, eventualmente, gelo glaciar.<br>Cr\u00e9dito: Mattavelli (2016)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a trabalhar no desenvolvimento de simula\u00e7\u00f5es de computador aprimoradas do gelo marciano para estudar como evolui ao longo do tempo e se pode derreter para formar \u00e1gua l\u00edquida,&#8221; disse Khuller. &#8220;Os resultados deste estudo ser\u00e3o essenciais para o nosso trabalho e saber o qu\u00e3o escuro o gelo \u00e9 influencia diretamente o qu\u00e3o quente fica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20210819-martian-snow-dusty-could-potentially-melt-new-study-shows\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1029\/2021JE006910\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Phoenix:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/phoenix\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><a href=\"http:\/\/phoenix.lpl.arizona.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Phoenix_lander\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MRO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/marsprogram.jpl.nasa.gov\/mro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, os cientistas encontraram gelo em muitos locais de Marte. A maior parte do gelo marciano foi observada a partir de sat\u00e9lites em \u00f3rbita como o MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. 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